Borderline e tpas em um quase relacionamento
Preciso de visões brutalmente honestas sobre a dinâmica em que me enfiei.
Tenho suspeita de TPB (Transtorno de Personalidade Borderline), já fiz terapia aos 18 por problemas de estresse (tive uma úlcera na época dos vestibulares e episódios de descontrole) estou em terapia novamente e mesmo sendo uma pessoa gentil, sou uma pessoa assumidamente controladora. Faço faculdade e tenho uma rotina regrada. Não quero relacionamentos, primeiro porque isso atrapalharia meus planos de vida e não sinto esse tipo de amor, vejo as pessoas como passageiras na minha vida e me esforço para não me apegar. Apenas os membros da minha família.
Do outro lado, tem um cara com TPAS (Transtorno de Personalidade Antissocial) que conheço há 5 meses. Ficamos duas vezes. Ele queria namorar, eu recusei. Não somos exatamente amigos mas compartilhamos pequenos acontecimentos das nossas vidas e mantivemos uma boa convivência. Ele tentou seguir em frente, saiu com outras, levou ficante pro trabalho (onde trabalhamos juntos), mas agora voltou a vir atrás de mim.
A questão é: eu sei o que ele quer e ele é totalmente previsível.
Recentemente, ele descobriu que fiquei com outro cara e tentou me dar o "tratamento do silêncio" por 3 dias para me punir. Eu achei graça. Sabia exatamente o que ele estava fazendo, ele queria que eu ficasse triste e fosse atrás dele. Quando ele viu que a manipulação não funcionou, voltou rastejando feito um cachorrinho querendo brincar. Agora está super próximo, puxando assunto e jogando piadinhas de duplo sentido. Sei que se ficarmos sozinhos, eu vou ceder.
Tenho 23 e ele tem 22.
Eu sinto um tesão absurdo nele, mas entendi que o meu tesão não é pelo perigo, é pelo prazer do controle. E quando ficamos, é ele quem tem o controle e quer a minha devoção. O namoro que ele me propôs lá atrás seria a minha coleira, todos no trabalho acham que namoramos e vejo que ele adora isso.
É um jogo de egos onde ele acha que está seduzindo e eu me divirto vendo ele "manipular". As duas vezes que ficamos, eu estava preparada, todas as conversas sexuais que tivemos foi comigo colocando uma pulguinha na orelha dele. Uma vez fiz trocarmos o celular no horário do almoço e disse "por favor, não entra na lixeira da galeria" com a maior cara de preocupação mas eu estava louca para ele ver minhas fotos.
Eu sinto que isso não vai acabar bem. Ele é possessivo, controlador e sem planos de melhorar de vida.
Preciso parar com esse jogo por mais que eu goste.