u/GIERH

O Autor.

Galera estou produzindo um thriller psicológico, onde já tenho 4 partes desenvolvidas, e queria uma opinião sincera em relação a ela.

Essa vida é insuportável…

Todos os dias se repetem como uma fita cassete velha. Toda noite rebobina e volta ao início.

A única coisa que ainda me arranca dessa realidade são os livros que escrevo. Obras magníficas… infelizmente incompreendidas pelo porco do meu chefe. Um homem tão estúpido que consegue recusar todas as minhas ideias sem sequer entendê-las.

Ainda não consigo compreender como alguém com um cérebro tão pequeno conseguiu se tornar diretor de uma editora. Recentemente publicou a história ridícula de um iniciante… um bombeiro que salva pessoas de incêndios. Patético. Medíocre.

Medíocre… acho que essa é a palavra perfeita para descrever todos aqui.

Eles realmente acreditam que suas “grandes tirinhas” possuem alguma importância. E ainda se acham no direito de me menosprezar só porque nunca publiquei um livro.

Mas isso vai mudar.

Esse livro que estou escrevendo será minha obra-prima.

Não…

Ele precisa ser.

JONAS!

Vem até minha sala. Agora.”

Por que aquele porco insiste em errar meu nome?

José.

É simples.

Tenho certeza de que faz isso de propósito.

— Sim, chefe? Aconteceu alguma coisa?

Ele segurava algumas folhas do texto recém-publicado da editora.

— Você alterou isso aqui?

— É José… chefe. E sim, alterei algumas partes. Achei que o texto ficaria mais fluido dessa forma.

Ele me encarou por alguns segundos. A expressão parecia cansada… quase decepcionada.

— José, Jonas… pouco me importa.

Jogou as folhas sobre a mesa.

— Nunca mais altere nada aqui sem autorização.

Meu maxilar travou.

— Eu só tentei melhorar o texto.

— Melhorar?

Ele riu pelo nariz.

— Você só continua trabalhando aqui porque sua mãe praticamente implorou por isso.

Silêncio.

— Agora sai da minha frente.

Ainda estou produzindo o restante.

reddit.com
u/GIERH — 29 days ago

Fala galera, tudo bem? Pessoal comecei a "escrever" recentemente e quero algumas dicas, bem, eu não estou escrevendo ainda, uso o chat gpt para que escreva para mim, mas a ideia surge de mim e eu também não utilizo tudo o que ele me manda. Recentemente fiz uma história e queria perguntar a opinião de vocês. Segue a história:

PRIORIDADE

O despertador tocou pela terceira vez antes de Rafael realmente abrir os olhos.

Ele não levantou de imediato. Ficou olhando pro teto, como se tentasse negociar com o próprio corpo mais alguns minutos. A luz já invadia o quarto sem pedir licença, clara demais para quem já deveria estar na rua.

Virou o rosto devagar. Pegou o celular.

08:02.

O tempo pareceu travar por um segundo.

— “Não… não, não…”

Levantou rápido demais, tropeçando no próprio pé, batendo a mão na parede pra se equilibrar. Abriu o guarda-roupa e puxou qualquer camisa. Vestiu sem olhar. Nem conferiu o espelho.

Na cozinha, passou direto.

O celular vibrou.

Um áudio.

Ele abriu enquanto trancava a porta.

> “Ser melhor não é quando é fácil… é quando ninguém tá vendo.”

Ele ouviu.

Mas não absorveu.

— “Depois eu escuto…”

Guardou o celular e saiu.

---

O trânsito já estava pesado.

Buzinas constantes. Motores forçando. Gente tentando avançar centímetros como se fossem quilômetros.

Rafael segurava o volante com força.

Mais à frente, um senhor parou na faixa.

Sacola na mão.

Esperando.

Rafael viu.

O carro desacelerou por um instante.

Mas a buzina veio atrás.

Forte. Impaciente.

Ele fechou o maxilar.

E acelerou.

Passou direto.

No retrovisor, o homem ficou menor… até desaparecer.

---

A empresa já estava cheia.

Movimento constante. Gente entrando, saindo, falando alto.

— “Fala, Rafael.”

— “Atrasado de novo, Rafael.”

Ele só levantou a mão.

O chefe passou por ele.

— “Depois passa na minha sala.”

Seco.

Rafael assentiu e seguiu.

---

O horário de pico chegou pesado.

Filas grandes. Pressa. Impaciência.

Tudo acelerado.

E então—

A sirene disparou.

Alguns ignoraram.

— “Teste…”

Mas então veio o cheiro.

Fumaça.

Quente.

Errada.

— “FOGO!”

---

O caos tomou conta.

Gente correndo. Empurrando. Gritando.

Uma criança caiu.

Quase foi pisada.

Rafael correu.

Desviando.

Seguindo o fluxo.

Saída.

Ar.

Vida.

Ele chegou.

Livre.

---

E parou.

Dois segundos.

Na cabeça:

o pedestre

a buzina

o áudio

> “quando ninguém tá vendo…”

E então—

— “SOCORRO!”

---

— “Rafael, vem!”

— “Sai!”

Mãos puxando.

Ele podia ir.

Mas não foi.

— “Tem gente lá.”

E voltou.

---

A fumaça já ardia nos olhos.

— “TEM ALGUÉM AÍ?!”

Uma resposta.

Fraca.

Ele seguiu.

Encontrou uma mulher presa.

— “Olha pra mim… fica comigo…”

Tentou levantar.

Falhou.

Os braços tremeram.

> Só mais um…

Forçou.

A estrutura cedeu.

Ele puxou.

Levantou ela.

Pesada.

Andou.

Cada passo difícil.

— “Eu tô contigo… vai dar certo…”

Saiu.

---

Lado de fora.

Entregou.

Tentou respirar.

Nada.

Tentou de novo.

O peito travou.

Caiu de joelhos.

— “Rafael! RESPIRA!”

— “Ele tá sem ar!”

Água caiu sobre ele.

Alguém segurou o rosto dele.

— “Olha pra mim! Puxa o ar!”

Ele tentou.

O ar entrou rasgando.

Ele tossiu.

Violento.

Quase vomitou.

— “Chega! Não volta!”

Ele olhou pro fogo.

> Só mais um.

Levantou.

— “Tem mais gente…”

E voltou.

---

A ambulância parada.

Sirene aberta.

— “DÁ PASSAGEM!”

Ninguém se mexia.

— “Eles tão morrendo!”

Um paramédico bateu no painel.

Um carro fechou espaço.

Outro não cedeu.

---

Rafael entrou de novo.

— “TEM MAIS?!”

Um homem preso.

— “Eu não vou te deixar aqui…”

Tentou levantar.

Falhou.

Tentou de novo.

Gritou.

A estrutura cedeu.

Ele puxou.

Arrastou.

— “Aguenta… aguenta…”

Saiu com ele.

Caiu.

Sem ar.

Mas levantou.

E voltou.

---

O tempo passou.

O sol mudou.

O corpo dele também.

A pele ardendo.

A respiração curta.

A voz falhando.

Mas ele continuava.

> Só mais um.

Uma criança.

— “Eu tô aqui…”

Ela se agarrou nele.

— “Eu volto…”

Ele levantou.

Quase caiu.

Mas andou.

Saiu.

Voltou.

Lá fora, algo mudou.

— “Joga água nele!”

— “Abre espaço!”

Um homem tentou entrar.

Parou na porta.

O calor expulsou.

— “Eu não consigo…”

Rafael só olhou.

E entrou.

> Só mais um.

Dentro, menos vozes.

Mais fogo.

— “Se tiver alguém…”

Respostas.

Mais de uma.

Uma família.

Outras pessoas.

A estrutura cedeu.

Uma viga caiu.

Sem tempo.

Rafael correu.

Empurrou uma mulher.

Puxou uma criança.

E segurou.

O calor queimava direto.

O corpo tremia.

— “VAI! VAI!”

Eles passaram.

Todos.

Ele segurou até o limite.

Soltou.

Caiu.

Respirou com dificuldade.

> Levanta…

> Só mais um…

Ele levantou.

No trânsito—

um carro parou.

Depois outro.

E outro.

O caminho começou a abrir.

— “AGORA!”

A sirene avançou.

Mas o tempo já tinha passado.

---

Rafael entrou pela última vez.

Devagar.

Sem força.

— “Se tiver alguém…”

Uma resposta.

Sempre tem.

Ele foi.

Trouxe.

Saiu.

Entregou.

Com cuidado.

Tentou andar.

Não conseguiu.

— “Vem, Rafael!”

Duas pessoas seguraram ele.

Tentaram puxar.

Ele não foi.

Olhou em volta.

As pessoas.

Vivas.

> Acabou…

Ele fechou os olhos.

Abriu.

Um sorriso leve.

E parou.

Em pé.

---

Silêncio.

— “Ele voltou…”

— “Ele voltou…”

O chefe, mais atrás, sem voz:

— “Ele… me salvou…”

---

Dias depois, as imagens começaram a circular.

Primeiro em grupos pequenos.

Depois em páginas maiores.

Até que estavam em todo lugar.

Uma TV ligada numa sala qualquer.

O volume não está alto.

Mas chama atenção.

> “Subiu para 23 o número de pessoas resgatadas com vida no incêndio que atingiu uma loja às margens da rodovia na última terça-feira.”

As imagens não são profissionais.

São tremidas.

Cortadas.

Respiradas.

Um vídeo mostra fumaça saindo pelas portas.

Gente correndo.

A voz de alguém atrás da câmera:

— “Tem gente lá dentro ainda!”

Corte.

Outro vídeo.

Rafael aparece pela primeira vez.

Carregando uma mulher.

O rosto quase não dá pra ver.

Mas o esforço… dá.

— “Ele saiu com mais um!”

O vídeo treme.

A pessoa que grava começa a andar pra trás.

— “Mano… ele tá voltando…”

Corte.

Outro ângulo.

Rafael, molhado, cambaleando.

Alguém joga mais água nele.

— “Não entra! Não entra de novo!”

Ele não responde.

Ele vira.

E entra.

O vídeo corta.

Silêncio por um segundo.

Volta para o estúdio.

O apresentador não dramatiza.

> “Segundo testemunhas, um funcionário retornou diversas vezes ao interior do prédio em chamas, mesmo após apresentar sinais claros de exaustão e dificuldade respiratória.”

Corte.

Trânsito parado.

Sirene ao fundo.

— “Sai da frente, cara!”

— “Tá todo mundo parado!”

Corte.

Outro vídeo.

Agora os carros começam a parar.

Devagar.

Um.

Depois outro.

Um corredor se forma.

A sirene passa.

Volta pro estúdio.

> “Equipes de resgate enfrentaram dificuldades para chegar ao local devido ao trânsito intenso. O acesso só foi possível após motoristas abrirem passagem na rodovia.”

Corte.

Entrevista.

Um homem.

Olhos vermelhos.

> “Ele podia ter ido embora…”

Pausa.

> “…mas voltou.”

Corte.

Outra pessoa.

Chorando.

> “Ele nem conhecia a gente…”

Volta.

> “O nome dele era Rafael.”

Pausa.

> “Ele não resistiu após retirar a última vítima.”

> “A ação contribuiu diretamente para o salvamento de pelo menos 23 pessoas.”

Corte final.

Áudio cru:

— “Eu volto… eu volto…”

Volta.

> “Testemunhas afirmam que, desde então… comportamentos semelhantes vêm sendo registrados.”

FINAL

Outra rua.

Outro dia.

Outra sirene.

Os carros param.

Um por um.

Sem buzina.

Sem grito.

Só decisão.

Uma criança pergunta:

— “Por quê?”

O pai responde:

— “Porque alguém fez primeiro.”

FIM.

Pessoa peço que as críticas que vocês venham a fazer seja para meu crescimento não para minha desistência total. Desde já agradeço/

reddit.com
u/GIERH — 1 month ago