o amor parece uma experiência psicodélica
o amor parece uma experiência psicodélica em alguns aspectos
é intenso, devastador, bom, ruim, estranho, louco, bizarro. tudo aquilo parece muito real, muito óbvio, muito definitivo… até o ciclo se fechar e você cair na realidade de que, no fim, só sobra você
você com sua vida, seus problemas, suas faltas, o que existe de melhor e de pior dentro de si
por mais intenso que um amor possa ser, quando acaba a pessoa segue a vida dela. às vezes com uma frieza absurda. às vezes ela pode até enxergar você como alguém que atrapalhou a vida dela, como um atraso, como algo que simplesmente não faz mais sentido e talvez nunca tenha feito.
e se você mudou sua vida por conta daquela experiência devastadora que é amar alguém, o ciclo fecha e sobra só você e a sua própria realidade.
acho difícil confiar nas pessoas.
entender que a sua vida nunca vai realmente pertencer a outra pessoa, assim como a vida dela nunca vai pertencer a você. a partir do momento em que alguém decide não viver mais aquilo com você, acabou. e não existe intensidade suficiente que consiga impedir isso.
é difícil se doar. difícil confiar. difícil amar. e talvez o mais difícil de tudo seja não se perder no meio dessa experiência.