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BOLSOMASTER: Sob Campos Neto, Banco Central mandou 18 alertas ao Master

BOLSOMASTER: Sob Campos Neto, Banco Central mandou 18 alertas ao Master

Banco Master nasceu, cresceu, pintou e bordou debaixo do nariz do economista Roberto Campos Neto, que presidiu o Banco Central de fevereiro de 2019 a dezembro de 2024. O Master pedia autorização para atuar no mercado desde 2017, mas, durante a presidência de Ilan Goldfajn, nunca conseguiu o sinal verde. Em 2019, sob a administração de Campos Neto, o banqueiro Daniel Vorcaro chegou lá. A licença causou alguma surpresa, já que, entre os critérios para autorizar um banqueiro no mercado, está a exigência de “reputação ilibada”. Vorcaro, na verdade, tinha uma biografia complicada. Quando atuava no mercado imobiliário em Minas Gerais, deu um cano milionário na Prefeitura de Belo Horizonte e, entre 2010 e 2017, se envolveu em um esquema que aplicou um golpe em institutos de pensão públicos. 
Autorizado a operar, o Master começou como um foguete, lançando Certificados de Depósito Bancário (CDBs) a taxas altíssimas. Em 2019, seu primeiro ano de atividade, o banco tinha 2,5 bilhões de reais em CDBs. Em 2024, já acumulava nada menos que 40 bilhões – sempre oferecendo retorno de até 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), quando o mercado não costuma pagar mais que 100%.
O Banco Central acompanhou a trajetória do Master e constatou que havia um descompasso nas provisões da instituição financeira e que suas práticas de gestão eram uma ameaça. No entanto, se limitou a mandar um ofício de alerta. Mandou um segundo. Depois um terceiro. Depois mais um, e outro e outro ainda. Na gestão de Campos Neto, o BC mandou nada menos que dezoito ofícios ao Master pedindo um ajuste nas contas e a adoção de boas práticas de gestão, como revela uma reportagempublicada na edição deste mês da piauí. Os alertas não produziram nenhum resultado prático.

“A pergunta é: um banco que não se enquadra depois de receber dezoito ofícios do BC ainda tinha chances de se corrigir?”, diz, em tom irônico, um ex-funcionário do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), criado para ressarcir investidores em até 250 mil quando um banco quebra. Afora isso, Vorcaro teve 38 conversas com diretores do BC – uma delas, com o próprio Campos Neto, na qual trataram de pleitos do Master e operações de precatórios, com os quais o banqueiro havia entupido o balanço do seu banco.
Enquanto ignorava as sucessivas advertências do Banco Central, o Master realizou grandes proezas com ajuda do BC. Conseguiu, por exemplo, até adquirir outros bancos. Em 2024, comprou o Voiter e o Letsbank, além do Will Bank, que, apesar do nome, não é um banco. Mas todos os três, assim que ficaram debaixo do guarda-chuva do Master, se puseram a emitir CDBs, sempre alardeando a garantia do FGC. O então diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, não ligava para os alertas do mercado, que já eram constantes. Dizia que os grandes bancos tinham “inveja do crescimento do Master”. E garantia que o banco de Vorcaro ainda iria “colocar o ovo em pé”.
Então, em março de 2024 a crise de liquidez do Master levou o Banco Central a cogitar alguma medida mais severa. Na prática, tudo continuou como antes. Em novembro, faltando pouco mais de um mês para Campos Neto deixar a presidência do BC, a situação se agravara. Conforme documento do próprio Banco Central, já havia sido detectada “a existência de irregularidades” cometidas pelo Master, incluindo o descumprimento de normas e fornecimento de “informações incorretas”.  

Campos Neto então convocou Vorcaro para uma reunião de emergência em Brasília. No encontro, deu-lhe mais uma chance: um prazo de quatro meses para ajustar o ativo e o passivo do Master, sob pena de ser liquidado. Naquele ponto, o banco não tinha saldo para honrar quase 50 bilhões de reais em dois tipos de títulos. Eram 30 bilhões de CDBs e quase 20 bilhões de reais em CDIs, dos quais 12 bilhões venceriam ao longo de 2025. Depois de dar o prazo de quatro meses, Campos Neto deixou o cargo. Meses depois, virou executivo do Nubank, a maior fintech da América Latina, que está respondendo a uma ação judicial sob acusação de vender os CDBs do Master omitindo os riscos e apoiando-se em publicidade enganosa. 

O problema da gestão de Campos Neto é que, desde 2023, o FGC vinha alertando a ele próprio e aos diretores da área de fiscalização e supervisão sobre os riscos do Master. A diretoria do FGC chegou a fazer três reuniões com Campos Neto para pedir que a sangria fosse contida. Nada aconteceu. Até meados de 2024, todas as conversas com Campos Neto e seus diretores e superintendentes giravam em torno do risco que o Master representava. “Nós estamos vendo uma bomba, e vocês?”, diziam os técnicos do  FGC. O pessoal do BC respondia: “Achamos que está tudo sob controle.”

Como ficou claro pouco tempo depois, não estava. Vorcaro foi preso no final de 2025 e os desdobramentos do caso – envolvendo políticos, ministros do STF e empresários de diferentes quilates – continuam surpreendendo a cada semana. O Master já garantiu destaque na galeria dos grandes escândalos nacionais, não apenas pelo volume bilionário das fraudes, mas, sobretudo, pela extraordinária amplitude de sua rede de influência, cujos tentáculos se infiltraram em todos os poderes da República, capturaram políticos sobretudo de partidos da direita e da extrema direita, desmoralizaram instituições de fiscalização e lesaram mais de 1 milhão de investidores.

piaui.uol.com.br
u/Any_Ad9619 — 8 days ago

Flávio Bolsonarinho ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro: “IRMÃO, ESTOU E ESTAREI CONTIGO SEMPRE, NÃO TEM MEIA CONVERSA ENTRE A GENTE. SÓ PRECISO QUE ME DÊ UMA LUZ! ABS!”

“IRMÃO, ESTOU E ESTAREI CONTIGO SEMPRE, NÃO TEM MEIA CONVERSA ENTRE A GENTE. SÓ PRECISO QUE ME DÊ UMA LUZ! ABS!”, escreveu o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma mensagem enviada pelo WhatsApp em 16 de novembro de 2025.

Um dia após a mensagem de Flávio, Vorcaro foi preso enquanto tentava fugir do país por operar um esquema de fraude que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, o FGC. No dia seguinte, 18 de novembro, seu banco foi liquidado pelo Banco Central.

A frase escrita pelo hoje pré-candidato à Presidência da República é parte de uma série de registros que indicam a existência de uma negociação em que Vorcaro se comprometeu a repassar um total de 24 milhões de dólares (na época equivalentes a cerca de R$ 134 milhões) para financiar a produção de “Dark Horse”, o filme biográfico sobre Jair Bolsonaro

Documentos e mensagens obtidos com exclusividade pelo Intercept Brasilindicam que pelo menos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação do dólar nos períodos das transferências — haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, para financiar o projeto cinematográfico ligado à família Bolsonaro. 

intercept.com.br
u/Any_Ad9619 — 9 days ago

Inter: EUA ficam perplexos com solidez, eficiência e tecnologia do Brasil

O Brasil está "muito bem" quando o assunto é a tecnologia e o desenvolvimento de seu mercado bancário, segundo João Vitor Menin, CEO global do Inter.

"Quando combina solidez, eficiência e a tecnologia que o sistema financeiro está usando para facilitar a vida dos brasileiros, os americanos ficam perplexos", afirmou o executivo em entrevista exclusiva à CNN Brasildurante a Brazil Week.

Menin avalia que o evento ocorre em um momento em que o país está "com muita confiança e propriedade em vários temas"

A possibilidade de realizar transações instantâneas a qualquer momento com o Pix é algo que deixa o público dos Estados Unidos incrédulo, de acordo com o banqueiro.

"É um exemplo que o Brasil está dando para o mundo, e tem muita coisa ao redor que contribuiu. [...] Fiscalização bem feita, sistema bancário bem organizado [...] e os players adotaram a tecnologia com muito apetite", pontuou Menin à CNN Brasil.

cnnbrasil.com.br
u/Any_Ad9619 — 9 days ago
▲ 24 r/NoticiasBR+1 crossposts

EUA batem recorde de dívida pública desde 1946 (pós segunda Guerra) -As U.S. Debt Hits a Worrying Milestone, Washington Barely Notices

Vamos fingir que tá tudo bem e começar uma nova guerra, pensou Trump.

nytimes.com
u/Any_Ad9619 — 9 days ago

Palestinos relatam violência sexual israelense generalizada contra homens, mulheres e até crianças — por soldados, colonos, interrogadores do Shin Bet e guardas prisionais | NY Times

É uma proposição simples: quaisquer que sejam nossas opiniões sobre o conflito do Oriente Médio, devemos ser capazes de nos unir na condenação do estupro.

Os apoiadores de Israel fizeram esse ponto após as agressões sexuais brutais contra mulheres israelenses durante o ataque liderado pelo Hamas a Israel em outubro. 7, 2023. Donald Trump, Joe Biden, Benjamin Netanyahu e muitos senadores dos EUA, incluindo Marco Rubio, condenaram essa violência sexual, e Netanyahu pediu corretamente a “todos os líderes civilizados” que “falem”.

E, no entanto, em entrevistas angustiantes, os palestinos me contaram um padrão de violência sexual israelense generalizada contra homens, mulheres e até crianças - por soldados, colonos, interrogadores da agência de segurança interna Shin Bet e, acima de tudo, guardas prisionais.

Nos últimos anos eles construíram um aparato de segurança onde a violência sexual se tornou, como disse um relatório das Nações Unidas no ano passado, um dos “procedimentos operacionais padrão” de Israel e “um elemento importante no mau tratamento dos palestinos”. Um relatório do mês passado, do Euro-Med Human Rights Monitor, um grupo de defesa com sede em Genebra, muitas vezes crítico de Israel, conclui que Israel emprega “violência sexual sistemática” que é “amplamente praticada como parte de uma política estatal organizada”.

nytimes.com
u/Any_Ad9619 — 11 days ago

Imagens de fábrica da Ypê mostram máquinas corroídas

Fotos tiradas na fábrica da Ypê em Amparo (SP) mostram sinais de corrosão em equipamentos para produção de detergentes e lava-roupas (veja ao final da matéria). Os registros foram feitos durante inspeção sanitária, em abril, e divulgados pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, no domingo, 10. Fiscais encontraram restos de produtos armazenados e devolvidos às linhas de envase, segundo o relatorio da inspeção.

Após a inspeção, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a fabricação, a comercialização e a distribuição de lotes específicos de produtos da Ypê, em decisão tomada na quinta-feira, 7.

Detergentes, desinfetantes e sabão líquido para roupas de lotes terminados com a numeração 1 — referente à unidade de Amparo — compõem a lista de produtos temporariamente banidos.

veja.abril.com.br
u/Any_Ad9619 — 11 days ago