
Se existisse uma "cura" LGBT, você aceitaria?
E ai, gente!
Com o cenário político atual e o avanço do autoritarismo, fiquei pensando na clássica cena do X-Men entre o Fera e a Tempestade.
A Tempestade, que consegue passar por "normal" na sociedade, rejeita a cura. Mas o Fera lembra que a realidade é totalmente diferente para quem carrega a divergência estampada no corpo.
Para gays e lésbicas dentro do padrão, ou pessoas trans com alta passabilidade, é mais fácil rejeitar uma "cura", pois não são o alvo diário e primário da violência.
E para gays afeminados, trans não passáveis e corpos fora do padrão? Para quem vive exposto, a busca por uma "cura" não seria sobre rejeitar quem é, mas sim sobre o esgotamento e o desejo de sobreviver.
Aí fica as pergunta:
Rejeitar uma "cura" acaba sendo um privilégio de quem se esconde ou se adapta melhor?