D&D adaptado ou sistema próprio?

Em que momento as modificações que vc faz em um sistema deixam de ser, aquele sistema adaptado e passam a ser um sistema próprio?

Desde que comecei a jogar DnD, sempre tive vontade de adaptar as regras para o que funcionava melhor para minha mesa e campanha. Eu não me acho melhor que os criadores originais do jogo, só acho que parte da graça do jogo está no game design da coisa. Ainda assim, eu nunca deixei de dizer que estava mestrando um D&D adaptado, pois sempre me apoiei nas regras do jogo original para fazer essas mudanças. Porém recentemente apresentei as regras da casa para um novo grupo, e todos acharam que se tratava de um sistema próprio, ainda eu afirmando ser apenas dnd com unas cositas más.

A mudança que mais chocou esse grupo foi a mudança da CA para duas novas aptidões: Resistência e Reflexo, que funcionam assim:

Resistência: (CON + FOR) É a soma dos modificadores em Constituição e Força, mais os bônus de armaduras, roupas e escudos equipados pelo personagem. É usado como um teste para aparar, defender fisicamente um golpe ou ataque. Em criaturas/NPCs pode funcionar, somando-se 10 pontos, como uma Classe de Armadura para acertar, dependendo da situação (resistência passiva).

Reflexo: (DES + SAB) É a soma dos modificadores de Destreza e Sabedoria. É usado como um teste para desviar, evitar golpes em combate, para pegar algo no ar, se equilibrar, fintar, etc.. Determina a Iniciativa e a ordem do combate.

Vcs acham que fui muito longe nas mudanças, posso continuar dizendo que estou mestrando Dungeons and Dragons?

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u/Aurora_Lip — 4 days ago
▲ 102 r/insetos

Mariposa encontrada hoje.

Alguem sabe dizer qual é a especie? Encontrada em Curitiba PR

u/Aurora_Lip — 8 days ago

A travesti que sou?

Desde que me descobri uma pessoa trans, tenho me definido como uma pessoa Não-binária e isso sempre fez muito sentido pra mim. Sou AMAB, e minha transição, em muitos sentidos busca uma aparência e constituição mais feminina. É como se eu já me achasse masculina o suficiente, e não precisasse fazer nenhum esforço pra me verem como homem. Na verdade ser vista assim me incomoda bastante, então eu tenho tentado fugir de qualquer esteriótipo de masculinidade que estivesse ao meu alcance. E isso parece, de algum modo, contraditório com ser uma pessoa não binária. No entanto não me vejo completamente como mulher. Como estou buscando uma aparência mais feminina (voz, hormônios, nome, pronomes, etc) muitas vezes me vejo em um lugar de feminilidade que poderia ser definida como uma mulher trans. Já cheguei a me referir como mulher várias vezes, é um lugar que transito bem. E as vezes é mais fácil de explicar pra alguém distante da comuninade o que eu sou, sem ficar gerando novas perguntas e coisas que não quero explicar. E no entanto, no meu íntimo, eu sei que não sou uma mulher, nem sou homem. Eu tmb acho que ser nb não é ser meio alguma coisa, meio homem e meio mulher. Tenho me definido como pessoa não-binária transfeminina muitas vezes, mas isso parece uma definição de dicionário e não o que eu sou realmente, mais que uma descrição. Eis que, recentemente minha namorada falou pra mãe dela que eu sou uma travesti (foi num tom meio de brincadeira, a mãe dela é bolsonara), e bem... eu.... amei ser chamada assim!

Travesti parece uma palavra única que define muito bem o que eu sou. Uma pessoa que não é homem nem mulher, que é amab e se alinha ao feminino, é a não-binária transfeminina tornada em uma palavra.

Eu não tinha considerado travesti antes por duas razões:

  1. A primeira por um preconceito internalizado. E também por ter medo de ser considerada uma prostituta ou ser sexualizada já que eu trabalho com crianças (sou professora, e lutei muito pra estar onde estou).
  2. A segunda por medo de não fazer jus a todas as travestis que vieram antes de mim. Tenho medo de não estar aos pés de todas as dificuldades que a maioria das travestis passam para sobreviver por eu ter tido privilégios e odiaria roubar o protagonismo de alguém. Não sei se sou forte o suficiente.

Porém, agora estou repensando esses conceitos e querendo me definir como a travesti que sou.

O que vocês acham, como posso definir meu gênero e evitar esses pensamentos negativos?

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u/Aurora_Lip — 10 days ago

Sou babaca por terminar uma amizade de 10 anos, por causa de RPG?

Eu M29 conheci a Duda (nomes fictícios), M34, a mais ou memos 10 anos atrás. Nos conhecemos em um jogo de rpg que eu mestrava presencialmente em um centro de convenções todos os sábados. Nossa amizade se desenvolveu ao longo do tempo, mas sempre tinhamos como interesse em comum o RPG, que ambas gostavamos muito. Sempre jogavamos juntas, normalmente na mesa do marido dela, com outros amigos e conhecidos que fizemos no caminho. Há dois anos atrás comecei a namorar a Melissa, M33, e depois de alguns meses a chamei para participar dos nossos rpgs, ela adorou. No começo foi tudo tranquilo, jogamos por vários meses, até que o marido da Duda cansou de mestrar e disse que queria fazer outra coisa. Eu não o julgo pois sei como mestrar rpg é difícil e cansativo. Duda o criticou bastante e se quiexou para mim no particular que estava estranhando a titude do marido, que ele não comunicou a ela o porque de parar. Ficamos um bom tempo sem jogar, pois ninguém do grupo queria ou sabia como mestrar o sistema que estávamos jogando. Acho que estavamos cansados também.

Eis que uma amiga do grupo, Kátia, chamou um conhecido, João, que sabia mestrar o tal sistema. Foi ai que as coisas começaram a degringolar. Inicialmente todos ficamos empolgados com a ideia de iniciar uma nova campanha e começamos a escrever nossos personagens. Porém Duda começou a ficar obsessiva com isso, passando a ser monotemática e um pouco insistente em falar disso. Ela colocou uma espectativa imensa sobre a nova mesa, e bem, quando a mesa começou não foi bem o que ela esperava. Ela começou a mandar mensagens privadas para João para tirar dúvidas sobre o jogo, várias vezes por dia. E quando ele deixava de respondê-la, ela vinha se queixar comigo, dizendo que ele era desinteressado e um mau mestre. Eu tentei interceder e dizer que ele estava entrando em um grupo de pessoas novas, e que não seria uma relação igual a que tinhamos com o marido dela como mestre. Mas isso só a fez ficar contra mim. Depois de jogarmos algumas sessões, ela sempre vinha com queixas, dizendo que todos do grupo nao estavam interessados, que o mestre era ruim, que as coisas que ele propunha nao faziam sentido. Eu tentei relevar pra manter a mesa e a amizade, mas já estava começando a ficar cansada desses resmungos. Eis que fomos marcar uma nova sessão, que seria sábado, mas naquele final de semana eu não poderia, por um compromisso que surgiu e que me tomaria o fds inteiro. Normalmente não agendavamos os jogos com muita antecedência, deixamos sempre para cada 15 dias, confirmando sempre durante a semana, sempre com flexibilidade quando compromissos apareciam. No entanto, dessa vez foi diferente. Duda começou a surtar, dizendo que eu ter desmarcado em cima da hora era falta de responsabilidade, que todos estavam sendo irresponsáveis, e aproveitou para falar mal do João para ele. Sendo que o jogo nem estava oficialmente marcado. Ela começou a descontar em todos que foram falar com ela. Nos dias seguintes ela voltou mais calma, dizendo que estava tentando lidar com suas questões de neurodivergência (até então não diagnosticada), e que precisava de rotina, e saber as coisas com antecedência. Entao ela falou que queria sair da mesa, nós insistimoa pra que ela ficasse, mas ela decidiu sair. De qualquer modo João acabou desistindo de mestrar para o nosso grupo, e não tiro a razão dele. Porém Duda era minha amiga de muito tempo. Eu acabei, inconscientemente, me afastando um pouco depois disso por uns meses. Mas quando eu voltei a mandar mensagens ela se fez de arrasada, como se eu tivesse a abandonado (ela também não falou comigo nesse período). Ela começou a dizer que talvez fosse melhor não sermos mais amigas, e eu não queria perder a amizades dela. Eu não estava magoada, só não queria ficar ouvindo reclamações constantes e surtos. Eu sentia que estava pisando em ovos e que qualquer coisa faria ela explodir novamente. Enfim, conversamos pessoalmente e eu expliquei pra ela como me sentia, fora estar fazendo varias coisas naquele período, um mestrado por exemplo. Era estranho, pois eu não tinha feito nada de tão errado, mas mesmo assim eu sentia que tinha que me justificar. Voltamos a nos falar depois de eu pedir várias desculpas.

As coisas voltaram ao normal nos próximos meses até que a Kátia disse que gostaria de mestrar um sistema novo. E a história se repetiu, agora com mais intensidade. Duda mergulhou de cabeça e ficou extremamente hiperfocada pelo novo jogo. Ela começou a criar o seu personagem e vários NPCs que eram parentes dele, e relações complexas de amizade, trabalho, e família pro seu personagem, antes de o jogo começar. Ela começou inclusive a sugerir fortemente como deveríamos criar nossos personagens e qual seria a relação com o personagem dela. E ela basicamente criou o personagem da minha namorada, que sendo novata no rpg não se sentiu no direito de recusar. Eu sentia que ela estava exagerando, mas não queria me indispor novamente com ela, até pq a essa altura ela falava claramente sobre ser neurodivergente e qualquer crítica era rebatida com o argumento de que fazia parte do seu jeito de ser.

Quando fomos começar a jogar, ela deu uma leve surtada quando não conseguiamos fechar uma data para o novo jogo. Novamente ela começou a se atropelar e a dizer que iriamos acabar a mesa novamente, mesmo nem tendo começado. Quando ela percebeu que estava exagerando, novamente ela disse que iria sair do grupo, e Kátia e Eu tivemos que insistir muito para que ela ficasse. No fim, o jogo começou e deu certo. Porém, em uma das partidas Duda fez um comentário bem estranho sobre o meu personagem. Durante o jogo eu ficava flertando com o personagem da minha namorada em on, para provocá-la, já que o personagem dela era todo tímido e hétero. No fim do jogo, Duda falou que aquilo parecia importunação sexual e que não gostou de eu ter feito aquilo. Achei estranho, mas relevei, pois minha namorada e eu estávamos brincando entre nós. Eu e Melissa temos um relacionamento muito tranquilo e somos duas meninas lésbicas interpretando dois rapazes. Melissa disse que Duda pode ter ficado com ciúmes por eu nao ter feito esse tipo de interação com ela.

Enfim, quando fomos marcar uma nova sessão depois disso, tivemos várias vezes que desmarcar por conta de imprevistos. Na semana em questão, ela veio falar que talvez não poderia jogar sábado, ao que eu respondi que também não poderia, mas que podiamos jogar no domingo. Todos concordaram. No entanto Duda começou a falar que não achava que eu avisaria, se ela nao tivesse dito que não poderia também e que eu deveria ter avisado ela antes, mesmo só sabendo que nao poderia naquele dia. Discutimos. O que me magoou mais nessa discussão foi que Duda admitiu que estava fazendo Guilty Trip, como uma forma de me punir para que eu fosse mais atenciosa com ela. Achei isso um absurdo, e quando comecei a falar contra isso, ela começou a jorrar pensamentos sobre o que eu teria feito ou deixado de fazer. Falei que ela estava sendo ansiona e que não era nada daquilo. Ela ficou puta comigo por falar da neurodivergência dela, que agora ela tinha recebido o laudo de Ansiedade Generalizada e TDAH. Ela praticamente me chamou de capacitista pelo comentário, quando na verdade eu estava preocupada com ela.

Depois disso, decidi encerrar essa amizade, que não estava mais fazendo mais sentido para mim. Sou babaca?

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u/Aurora_Lip — 14 days ago

Adaptando Mana para D&D

Olá pessoas, venho aqui compartilhar uma adaptação que fiz no sistema para incluir Mana ao DnD. Eu considero uma mudança relativamente simples, mas que aumenta as possibilidades de jogo, simplifica regras complexas e limitações do sistema original, e facilita a mestragem.

Basicamente substitui os espaços de magia por uma única constante chamada Mana.

Para isso, o gasto de cada magia passa a ser o nível da magia. (Ex. Magia de nivel 1 gasta 1 pto de Mana, magia de nível 2 gasta 2 ptos de mana...). Para determinar a quantidade de mana máxima que um personagem possui, apenas multipliquei os seus espaços de magia pelo nível da magia por nível de personagem. Ou seja, se no nível 3 um personagem possui 4 espaços nível 1 e 2 espaços nível 2, ele terá: 4x1+2×2=8 pontos de mana para gastar como quiser.

O que percebi mestrando dessa forma é que os jogadores se tornam mais consciêntes das possibilidades de suas magias, e mais gerenciadores de recursos escassos. Mestrar é mais fácil pois vc não precisa acompanhar o gasto de espaços de magia de cada nivel, de cada jogador conjurador (sempre tem aquele jogador que 'esquece' de marcar o espaço de magia e depois fica tentando lembrar qual magia usou de qual nível), vc só precisa acompanhar o gasto de Mana.

O que vcs acham dessa mudança?

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u/Aurora_Lip — 1 month ago

Dicas de roupa para meninas trans altas

Oi meninas, tudo bem. Venho aqui compartilhar algumas dicas e coisinhas que descobri sobre roupas ao longo desses quase 3 anos de transição até aqui. Ainda estou aprendendo muita coisa, e no processo de trocar meu armário, então por favor não me julguem. Essas dicas valem pra meninas trans, transfemininas, que são altas e tem ombros largos, pés e mãos grandes. Como é o meu caso. Tenho 1,90m de altura, 85kg, calço 43/44, e aqui está uma listinha de coisas que aprendi até aqui sobre roupas, espero que possa te ajudar na sua jornada.

Altura: a ideia de disfarçar a altura passa sempre por tentar quebrar as linhas verticais do corpo usando LINHAS HORIZONTAIS. A linha da cintura é uma delas, mas funciona melhor quando usa cores diferentes em cima e em baixo. Crie uma linha no meio das pernas com Calças meia canela, ou Saias Midi, isso quebra a linha vertical das pernas. Criar uma linha no decote também ajuda muito, principalmente com golas v ou canoa: aposte nos decotes mesmo não tendo peitos grandes ainda. Vc pode criar linhas horizontais com sobreposições: o ideal é usar uma jaqueta, sobretudo ou cardigan mais comprida que sua cintura, até abaixo do bumbum de preferência.

Cintura: eu acho que é um dos aspectos principais na hora de escolher ou provar uma roupa. É bem importante mensurar a proporção entre busto, cintura e quadril, e a chave está na cintura. Procure sempre marcar bem a cintura, use cintos se necessário. As vezes funciona amarrar algo na cintura como uma echarpe, ou uma blusa, já ajuda a desenhar a silhueta. Privilegie vestidos que tenham uma costura na região da cintura ou logo abaixo dos seios (aqueles com elástico também funcionam). Use sempre a CINTURA ALTA, que é a linha do seu umbigo. Calças de cintura alta funcionam bem, saias podem ser ajustadas mais no alto também.

Busto: algumas coisas ajudam a marcar melhor o busto, mesmo sem seios grandes. Usar sutiãs sempre ajudam, pq eles dão volume na região, porém o ideal é comprar um sutiã do tamanho do seu peito, pra não dar um aspecto tão vazio ao bojo. Bojos moles se ajustam melhor ao corpo que os rígidos, aposte neles. Compre extensores de sutiã baratinho na internet, isso ajuda a ajustar o sutiã ao seu corpo e não precisar comprar um modelo maior só pra fechar na largura do peito. Outra dica é aproveitar a marcação da cintura pra deixar uma camisa mais larga soltinha, meio balonet, marcada acima. Tudo que estiver acima da cintura será lido como busto, não só seus seios.

Quadril: a aposta sempre em roupas mais soltinhas pra ampliar o quadril. Calças cargo, baloon, barrel ajudam a dar uma aumentada no quadril. Saias mais soltas, rodadas, com bastante tecido também. Evite roupas muito justas e ou retas nessa região.

Pés: para os pés parecerem menores, o ideal é procurar por sapatos e sapatilhas, escarpin abertos em cima com a ponta arredondada. Quando a distância entre a abertura de cima e a ponta do sapato reduz, isso faz o pé parecer menor. Aposte em tênis mais largos: quando a proporção entre a largura e comprimento diminuem isso faz seu pé parecer menor.

Mãos: para fazer as mãos parecerem menores, aposte em acessórios como anéis, luvas sem dedos, ou luvas de rendinha. Mangas mais longas podem ajudar mas cuidado pro seu braço não parecer mais comprido. Unhas grandes e bem cuidadas ajudam muito a criar um aspecto mais feminino e delicado, mesmo em mãos grandes.

Ombros: acredito que reduzir a largura dos ombros seja uma tarefa complicada. O que tem funcionado pra mim é usar camisetas mais femininas, mesmo as básicas. Elas tem um recorte diferente que fazem parecer menos reta. Aposte em mangas mais curtas, ou até sem manga desde que a costura acabe no limite do seu ombro. Mangas reglã ajudam também pois elas tiram a linha da costura do ombro. Evite roupas mais estruturadas nos ombros aquelas com costura mais quadrada que dá um aspecto de ombreira, ou mangas mais bufantes. A gola e o decote ajudam muito a reduzir o aspecto dos ombros. Aposte em golas largas, que comecem na metade na sua clavícula, isso reduz o comprimento entre o final do pescoço e a ponta do ombro. Se for usar alcinha, privilegie as alças largas do que as finas, de preferência as que possam ficar apoiadas sobre os seu ombro e não nas clavículas.

Neca: por último mas não menos importante: APRENDA A AQUENDAR. Pode parecer inútil, já que na maioria das situações ninguém vai ver ou reparar no volume no meio das suas pernas, nem vai ficar evidente dependendo da roupa. Mas aprender a aquendar ajuda a manter tudo no lugar, te dá mais confiança com roupas femininas e ajuda a usar roupas mais justas e marcadas na virilha. Para aquendar bem use calcinhas de aquendar, ou calcinhas mais justas que mantenham tudo no lugar. Bodys por cima da calcinha também ajudam muito a segurar tudo lá embaixo.

Bom, como eu disse, não sou dona da verdade, nem acho que essas dicas possam servir pra todo mundo. Mas fico feliz se isso te ajudar de alguma maneira. Deixe algum comentário positivo se isso te ajudou ou se tiver mais alguma dica que eu possa aprender também. 🙂

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u/Aurora_Lip — 2 months ago

Tempo de vida das raças e seu impacto

Olá, tudo bem. As raças do meu mundo de fantasia possuem tempos de expectativa de vida bem diferentes, e acho que isso é um dos aspectos que mais ajuda a diferenciar uma raça da outra em termos de como eles se manifestam no mundo. Eu gosto de evitar pensar as raças como se fossem skins de ser humano. quero que elas sejam profundas e distintas umas das outras. Escrevi um relato sobre como vejo cada raça em termos de suas longevidades.

Elfos

A característica mais marcante e que une os Elfos é sua imortalidade. Sua longevidade é vista com certa inveja e desconfiança pelos humanos e demais raças. Nunca se soube de um Elfo que tenha morrido de velhice, em toda a história do mundo, de fato, alguns dos primeiros Elfos criados ainda estão vivos, com 6000 anos de idade. Essa longevidade, no entanto, lhes confere algumas características únicas, se comparados com as outras raças. 
Os elfos têm pouquíssimo senso de urgência; qualquer tarefa seja ela pequena ou grande pode esperar mais um mês, um ano ou um século. Assim, elfos com 200 ou 300 anos ainda são tratados como adolescentes ou jovens adultos. Outra característica é que os elfos gostam de planejar muito bem todas as suas ações, e dispõe de muito tempo para isso. Quando executam os seus planos, eles odeiam imprevistos e surpresas, já que dispuseram de tempo para prever o que de ruim poderia acontecer. Elfos são muito dedicados a ciências e a estudos que levam muito tempo, como a catalogação de todas as plantas e insetos que existem em uma floresta, o desenvolvimento de novas magias e o registro e preservação da história e literatura. As bibliotecas são comuns entre os Elfos e a cópia de livros inteiros é tida como um passatempo. A Arte Élfica é sempre muito rebuscada e minuciosa. Adornos e enfeites são a regra em suas construções, móveis e objetos de uso pessoal. Como dispõem de tempo, a beleza precede a utilidade, sendo que alguns elfos mais rígidos se recusam a comer em pratos que não estejam pintados ou beber em copos sem adornos. Essa opulência dos elfos é  vista pelos humanos como petulância. No entanto os produtos élficos são todos muito duradouros: suas roupas, calçados, móveis e objetos são fabricados para durar séculos.
Apesar de viverem para sempre, os elfos conhecem o conceito da morte; eles podem ser mortos vítimas de violência, acidentes, doenças ou veneno. Ainda assim, a Morte para um Elfo é algo sempre muito perturbador, eles podem ficar impactados ao presenciar a morte, e sofrer por muito tempo quando um dos seus morre. O Luto para os Elfos costuma ser duradouro, às vezes dura por séculos inteiros. O assassinato é o crime mais hediondo entre os Elfos, e é punido com pena perpétua, o que significa longos séculos de reclusão, longe da sociedade. Elfos punidos dessa forma geralmente enlouquecem ou se suicidam. O suicídio também é um gigantesco tabu entre os elfos que temem a morte. 
Elfos são, por sua natureza, conservadores; eles tendem a manter as coisas como elas costumam estar, e trabalham ativamente para retornar coisas para onde elas estiveram. Não há alternância de poder entre os Elfos nem a ideia de sucessão; os líderes que lá estão, permanecem de forma vitalícia. Quando, porventura há alguma mudança no poder, os elfos se sentem inseguros diante das mudanças. A guerra é sempre a última opção para os Elfos, sua longevidade faz com que lutar em uma guerra, onde há muitos mortos, seja completamente incabível. Muitas tentativas de diplomacia são feitas antes de um conflito armado seja sequer cogitado. A Arte da guerra não é tão praticada e desenvolvida quanto a poesia e a música.
A relação dos Elfos com as outras raças é sempre feita com um ar de superioridade, como idosos se dirigindo a crianças. De fato os elfos tratam, por vezes, os Humanos, Anões e Halflings como crianças. A relação romantica e sexual entre um elfo com um membro de outra raça é proibida e malvista, como se fosse uma espécie de pedofilia. Meio-elfos são abominados na sociedade élfica. A natalidade entre os elfos é baixa, eles têm poucos filhos em intervalos de tempo grandes. Geralmente são férteis apenas no primeiro milênio de suas existências e não tem mais do que 7 ou 8 filhos nesse período. Filhos não são vistos como sucessores ou substitutos do legado dos pais, mas sim como amigos e parceiros de vida. O incesto é comum entre irmãos e primos. Na realidade, a maioria dos elfos sabe com precisão a sua árvore genealógica que remonta aos primeiros Elfos. A homossexualidade é bem aceita entre os elfos e normalmente celebrada como forma de controle populacional. 

Meio-elfos

Os Meio-elfos não são uma raça propriamente dita, eles são mestiços entre Elfos e Humanos, um dos poucos cruzamentos capazes de gerar frutos entre raças diferentes. Como mestiços, eles não se sentem pertencentes a nenhuma das comunidades, nem dos Elfos nem dos Humanos, ficando em um lugar entre ambos. Os Meio-elfos possuem características mescladas entre Elfos e Humanos, com características das sub-raças de seus pais. Entre os Elfos, são chamados de Manieldes. As relações amorosas entre Elfos e Humanos não são bem vistas entre os Elfos, que consideram tal conjunção como uma heresia semelhante a pedofilia, enquanto os humanos acham essas relações louváveis, ou motivo de orgulho, já que consideram os Elfos atraentes. A maioria das relações do tipo são feitas entre Elfos Jovens (200/300 anos) e humanos adultos (20/50 anos). A maioria dos Meio-elfos sofre bastante preconceito racial dentro das comunidades Élficas, então passam a viver entre os humanos.

Os meio-elfos vivem cerca de 10 vezes mais que um ser humano médio. Suas vidas alcançam 750, 800 anos de idade. No entanto, diferente dos Elfos, eles envelhecem de forma semelhante aos humanos, com o tempo sua pele começa a enrugar, os cabelos ficam brancos, há perda de massa muscular, etc. A taxa de envelhecimento dos meio-elfos é de 10 para 1 ano humano, ou seja, com 200 anos eles aparentam ter 20, com 600, aparentam ter 60. Isso faz com que os meio-elfos demorem muito para se desenvolver no início de suas vidas, sendo ainda crianças durante toda a vida de seus pais humanos. A maioria deles lamenta a morte de um dos pais, humano, durante a infância, e o abandono do outro, elfo, logo depois disso. Muitos elfos, na faixa dos 80 à 100 anos, são adotados por famílias humanas e passam a conviver com elas por gerações. Quando adultos, os Meio-elfos tentam buscar independência, já que percebem que suas vidas são muito mais longas que a dos humanos à sua volta. Alguns deles se isolam, ou tentam viver entre os Elfos, mesmo sofrendo preconceito racial. Algumas universidades e escolas de magia são lugares onde meio-elfos costumam conviver bem. Eles também servem como conselheiros de Reinos Humanos, dada a sua memória de tempos passados.

Os meio-elfos dificilmente constituem família, uma vez que seus parceiros inevitavelmente vivem menos ou mais que eles próprios. Eles também são inférteis, o que faz com que não tenham filhos. Os casais onde ambos são meio-elfos acabam conseguindo viver juntos ao longo da vida, mas são raros.

A sua longa vida e mortalidade, confere aos meio-elfos características peculiares. Eles são, ao mesmo tempo, muito perfeccionistas e dedicados às suas tarefas, levando muito tempo para concluí-las com esmero, ao mesmo tempo que se importam com a utilidade e praticidade das coisas. Os meio-elfos entendem bem o conceito de morte, e estão acostumados com ela, já que muitos humanos com quem convivem vêm a falecer ao longo de suas vidas; isso os torna um tanto insensíveis com relação a morte, eles sabem que viverão mais que os que estão ao seu redor e por isso se sentem indiferentes em relação ao fim da vida. Alguns são fascinados com a ideia de morte, ou de viver para sempre. Às vezes nutrindo uma certa inveja dos elfos, e buscando elixires para viver mais, ou se dedicando à necromancia. No fim de suas vidas a morte parece ser menos um medo que um desejo de descanso.

Orcs

Diferentemente dos Elfos, os Orcs têm a menor expectativa de vida entre as raças, vivendo cerca de 35 á 40 anos quando morrem de velhice. Isso faz com que eles tenham ainda mais pressa que os Humanos para resolver os seus conflitos, sendo muito imediatistas e inconsequentes. Não deixe para fazer à noite o que se pode fazer de manhã é um ditado comum entre os Orcs. A instabilidade de suas vidas também os fazem ser menos conservadores, a sua política é marcada por conflitos de poder e alternâncias, além de rupturas sistêmicas em suas lideranças. Quando o mesmo líder fica muito tempo no poder, o seu clã começa a se sentir ameaçado por clãs mais jovens. A dinâmica das vidas orcs também é vista em seu nomadismo. Eles gostam de estar sempre em movimento e mudança. A sua natalidade é alta e os filhos são vistos como servos e substitutos futuros dos pais. A taxa de natalidade é alta, sendo que com 12 anos um ork já é considerado adulto e tem cerca de um filho por ano, em gestações de 6 meses. É comum terem filhos gêmeos ou trigêmeos a cada gravidez. Assim, durante a vida os orcs mais velhos acumulam cerca de 30 a 40 filhos e centenas de netos. As lógicas familiares regem os clãs, famílias estruturadas ao redor de um líder que é pai e avô do grupo. Quando um líder é morto, geralmente há conflito para decidir o seu sucessor entre seus filhos mais velhos. Cisões e rupturas são comuns. 
A morte faz parte da vida, dizem os Orcs que convivem bem com a ideia de mortalidade. Suas principais divindades são encarregados da morte e da passagem para o além vida. Os orcs acreditam que receberão muitas dádivas no pós vida se morrerem em batalha e estão prontos para morrer a qualquer tempo. São um povo beligerante e agressivo que vive de pilhagens e destruição. 
Não são muito afeitos à arte e a literatura, porém possuem conhecimentos estratégicos sobre terreno, herbalismo, e armas que nenhum outro povo conhece. Prezam pela utilidade de seus utensílios e são muito práticos. Se desfazem de tudo o que não é mais necessário, se isso atrasar a sua marcha. São capazes de utilizar uma cabana apenas uma vez e ter que fabricar outra na próxima noite se não puderem carregá-la durante o dia. 
A sua relação com as outras raças é de hostilidade. Eles veem os Humanos como seres a serem pilhados e extorquidos de todas as formas. O estupro é comum quando elfos atacam as cidades e vilas humanas, como uma forma de punição. Os Orcs acham estranho o sedentarismo das outras raças e os consideram preguiçosos e lentos por isso. Em especial os Elfos, que consideram efeminados e covardes. Eles nutrem alguma estima pelos Anãos, como uma raça digna de um bom combate, mas não deixam de atacá-los por isso.

Meio-Orcs

Os meio-orcs não são uma raça, mas sim mestiços de Humanos e Orcs. Uma das poucas uniões férteis entre raças diferentes. Os meio-orcs possuem características físicas híbridas entre humanos e orcs, como corpos menos robustos que um orc, mas mais robusto que um humano, presas menores, orelhas pontudas pequenas, feições suaves e pele esverdeada, vermelha ou azul. 
A maioria das origens dos meio-orcs advém de encontros sexuais violentos, já que é um costume dos Orcs estuprar mulheres humanas como forma de dominação, durante saques e pilhagens. Meio-orcs de mães orc são muito raros. Os meio-orcs vivem dentro das comunidades humanas de suas mães, e sofrem muito preconceito racial dentro delas, sendo muitas vezes hostilizados, marginalizados e agredidos apenas por serem quem são. Os humanos veem os meio-orcs como filhos do inimigo que invade, mata e estupra suas comunidades. Por conta disso, muitos deles procuram viver isolados ou ir para grandes cidades onde sua raça não conta muito. Os que buscam viver entre os Orcs, ou filhos de mãe Orc, têm que se provar constantemente para existir ali, e não possuem direitos de família dentro dos clãs. 
A vida dos meio-orcs é maior que a de um orc médio, mas menos que a de um humano, cerca de 55 à 60 anos. Assim, os meio-orcs possuem uma urgência em tudo o que fazem, às vezes se atropelando e deixando tarefas pela metade. Tem gostos um pouco mais refinados que os Orcs, mas ainda são considerados brutos pelos humanos. Os orcs podem constituir família, geralmente com humanos, mas não podem ter filhos já que são inférteis.

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u/Aurora_Lip — 2 months ago
🔥 Hot ▲ 5.3k r/brasil

Eu to assim o dia todo, mais alguém?

Cara é muita irresponsabilidade, isso me marcou de uma forma bizarra.

u/Aurora_Lip — 2 months ago

Minha construção de mundo: Ardária

Oi gente, tudo bem.

Então esse é o mundo que tenho criado desde 2017, que me serve como cenário para RPG. O nome do planeta é Ardária, nos mapas podemos ver parte de dois de seus 3 grandes continentes: Terrária e Arenas.

Comecei a criar esse mundo apenas pra mestrar algumas partidas e fui desenvolvendo ele aos poucos. As primeiras cidades que criei foram Golnir, Desfir e Larin, bem no centro, o restante foi vindo depois. Eu sempre quis que esse mundo fosse aberto a mudanças e novas ideais de canários em um ambiente de fantasia medieval. Nunca quis que ele fosse rígido, com regras muito bem estabelecidas, pra que eu pudesse criar qualquer coisa em cima dele. No entanto, com o passar do tempo fui estabelecendo certos conceitos que começaram a fazer sentido: religiões especificas, várias eras de história, raças lutando por poder.

Também usei bastante referências de outros mundos fantasticos. Tem referências de Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo, Duna, World of Warcraft, etc.

Enfim, gostaria de compartilhar um pouco desse mundinho. Se tiverem perguntas ficarei feliz em responder. 😄

u/Aurora_Lip — 2 months ago

Convite ao r/ConstrucaoDeMundos.

Oi, pessoal! Eu sou u/Aurora_Lip, mod que fundou o r/ConstrucaoDeMundos.

Agora é aqui que vão ficar todo o nosso conteúdo envolvendo criação e construção de mundos, destinado a quem fala português. Essa comunidade tem como objetivo postagens de criadores de conteúdo fantástico, escritores, artististas de muitas linguagens, rpgistas e entusiastas na criação de mundos. É um lugar para compartilhar as suas criações e dar opiniões sobre o tema worldbuilding, mas em português.

A comunidade não se destina exclusivamente a cenários ambientados no Brasil, ou países de língua portuguesa, mas posts assim são bem vindos.

Estamos felizes por você se juntar à gente!

O que postar:

Poste seu mundo, sua criação original, o mundo que você usa para seus livros e rpgs.

Poste seus mapas e desenhos do seu universo. Quanto mais detalhes da sua criação melhor.

Faça perguntas sobre criação de mundos, sobre desenvolvimento de suas criações.

Não se esqueça que grandes universos da fantasia e ficção surgiram como pequenos projetos pessoais de autores amadores.

Somos todos gente boa, positivos e inclusivos. Não toleramos, racismo, lgbtfobia, misoginia e preconceito. Vamos criar um espaço onde todos se sintam à vontade para trocar ideias.

Valeu por fazer parte da primeira leva. Juntos, vamos tornar o r/ConstrucaoDeMundos um lugar incrível.

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u/Aurora_Lip — 2 months ago

👋Boas-vindas ao r/ConstrucaoDeMundos.

Oi, pessoal! Eu sou u/Aurora\_Lip, mod que fundou o r/ConstrucaoDeMundos.

Agora é aqui que vão ficar todo o nosso conteúdo envolvendo criação e construção de mundos, destinado a quem fala português. Essa comunidade tem como objetivo postagens de criadores de conteúdo fantástico, escritores, artististas de muitas linguagens, rpgistas e entusiastas na criação de mundos. É um lugar para compartilhar as suas criações e dar opiniões sobre o tema worldbuilding, mas em português.

A comunidade não se destina exclusivamente a cenários ambientados no Brasil, ou países de língua portuguesa, mas posts assim são bem vindos.

Estamos felizes por você se juntar à gente!

O que postar:

Poste seu mundo, sua criação original, o mundo que você usa para seus livros e rpgs.

Poste seus mapas e desenhos do seu universo. Quanto mais detalhes da sua criação melhor.

Faça perguntas sobre criação de mundos, sobre desenvolvimento de suas criações.

Não se esqueça que grandes universos da fantasia e ficção surgiram como pequenos projetos pessoais de autores amadores.

Somos todos gente boa, positivos e inclusivos. Não toleramos, racismo, lgbtfobia, misoginia e preconceito. Vamos criar um espaço onde todos se sintam à vontade para trocar ideias.

Valeu por fazer parte da primeira leva. Juntos, vamos tornar o r/ConstrucaoDeMundos um lugar incrível.

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u/Aurora_Lip — 2 months ago

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u/Aurora_Lip — 2 months ago

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u/Aurora_Lip — 2 months ago
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Worldbuilding brazuca?

Olá pessoas, alguém conhece algum subreddit de criação de mundos e cenários voltado ao público brasileiro? Vi que tem uns gringos, mas achei a galera de lá meio nadave. Se alguém souber pra me indicar eu agradeço.

Se não tiver, vocês acham interessante criar um?

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u/Aurora_Lip — 2 months ago

Vaganos contra o veganismo?

Eu não sou muito de entrar nessas discussões, mas recentemente fui citada então acho que vale uma resposta. Últimamente esse sub tem sido sequestrado por um querido apelidado carinhosamente de 'doidinho do bairro', que anda monopolizando a discussão do veganismo ao redor do preço dos industrializados veganos. Acredito que isso possa sim ser uma discussão válida e importante, mas parece que o nosso colega esquece que o veganismo é sobre ética animal, mais do que sobre nutrição. E o tom dos posts funcionam como se veganos somente se alimentassem com essas porcarias, e qualquer critica é rebatida com acusações de elitismo, como se ter acesso a alimentos como esses não fossem mais fácil em lugares mais ricos socialmente, ou ainda, como se cozinhar a própria comida fosse um grande luxo, o que esconde um pensamento de que pobres tem que comer junk food.

Enfim, o que acontece quando você acredita que a base da sua alimentação deva ser industrial: você adoece. Nos prints acima temos um relato do nosso amigo falando de como sua saúde ficara debilitada com o tempo, e que ele culpou a sua alimentação plant based por isso. A solução encontrada por ele foi passar a suplementar com colageno animal, dando a entender que a alimentação vegana faz mal pra saúde e o que salva é comer carne.

Eu realmente acho que essa insistência por criticar os alimentos veganos industrializados tenha raiz nessa falta de saúde provocado por eles, a qual precisa ser externalizada por nosso colega na forma de crítica à industria que os faz, e não nas próprias escolhas de consumi-los.

Também acho que a quantidade de posts com o mesmo tema, e a falta de noção em não entrar realmente nas discussões dos comentários me parece um tanto arrogante. Gostaria que os moderadores se pronunciassem, para evitar posts repetitivos e que só monopolizam a discussão sem nenhum feedback.

u/Aurora_Lip — 3 months ago

Map of my fantasy world

This is a map of my world: Estéria. I've been creating this world since 2017 for a Dungeons and Dragons game. On the first map we can see the latest version of West Terrária, the main continent. The other maps are older, where we can see Terrária and Arenas at the south. How can I improve then?

(Sorry about my english, this is not my first language)

u/Aurora_Lip — 3 months ago