
A renovação do Ancelotti até 2030 é o maior "balcão de negócios" da história da CBF.
Se alguém ainda tinha dúvidas de que a Seleção Brasileira virou uma empresa de marketing e politicagem, a CBF resolveu desenhar ao renovar o contrato de Carlo Ancelotti até 2030, dias antes de anunciar a lista para a Copa do Mundo. É uma cortina de fumaça escancarada.
O cara tem apenas 10 jogos no comando, um aproveitamento super questionável, e ganha um voto de confiança eterno desse? O motivo ficou óbvio no fechamento da lista: o pedágio corporativo chamado Neymar (Caymar).
Os bastidores que vazaram deixam claro o teatro: fizeram uma "reunião secreta" para combinar que o Neymar vai para a Copa ciente de que será reserva e não será capitão. Ancelotti até mandou um discurso na coletiva dizendo que "ele vai jogar se merecer", posando de técnico europeu durão, há quem falasse que era o mais durão em termos de tratamento profissional em termos de condicionamento físico... Mas quem ele quer enganar?
O lado da CBF seria garantir o popstar na Copa para cumprir os acordos comerciais, manter os patrocinadores felizes e inflar o engajamento de rede social (o cara ganhou 1 milhão de seguidores em minutos após o anúncio), fora as publis...
O lado do Ancelotti, aceitar a engolir o sapo de levar um atleta que joga em ritmo de showbol só para fazer média, e em troca ganha estabilidade garantida por mais quatro anos com o maior salário já pago a um treinador da Seleção, cerca de 10 milhões de euros por ano, Carlo Ancelotti vai receber um total fixo de 40 milhões de euros ou R$ 250 milhões, dependendo do câmbio) durante o ciclo completo de quatro anos que vai do término da Copa do Mundo de 2026 até o encerramento da Copa do Mundo de 2030.