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Zé da Silva como treinador do Benfica?

Malta, já chega.

Todos os dias neste sub aparece o mesmo post:

“Opinião impopular: precisamos de um treinador jovem, ofensivo, com ideias, que tenha estudado na escola alemã, bebido café com o Guardiola, feito Erasmus com o Amorim e que jogue num 3-4-2-1 assimétrico com pressão alta, laterais interiores, extremos por dentro e o Florentino a fazer de satélite emocional.”

Errado.

O Benfica não precisa de um génio táctico.
O Benfica precisa do , que treinou 697 equipas, 698 se contarmos o grupo de veteranos do Café do Alberto, e que faça a antevisão do clássico enquanto bebe pastéis de nata e come Super Bocks.

Sim, leram bem.

O homem não tem staff. Tem o Tozé dos tremoços.
Não tem analista de vídeo. Tem uma televisão na parede sempre na CMTV, mas sem som porque “o ruído prejudica a saída a três”.
Não tem GPS nos jogadores. Tem o Alberto atrás do balcão a dizer:

“Ó Zé, aquele lateral está a correr pouco.”

E é isto. Ciência e matemática da coisa. O Século 21 nada tem contra o pastel do café do Século!

O Zé da Tasca treinou tudo.

Treinou o Estrela da Amadora B em 1998 e inventou o 4-4-2 “com bifanas entre linhas”.
Treinou o Santa Clara num save do Championship Manager que nunca guardou, mas jura que ganhou a Taça Intertoto.
Treinou uma equipa de futsal em Alverca onde o guarda-redes era também o motorista da carrinha e cozinheiro.
Treinou os infantis do Atlético do Cacém e meteu o miúdo mais alto a médio defensivo porque “o futebol é geometria, mas com canelas”.

Em 697 equipas, só foi despedido 696 vezes.
Na outra, saiu pelo próprio pé porque o clube recusou instalar uma máquina de minis no balneário. - Impensável. "Que é feito da moral dos jogadores!" - Disse enquanto era puxado pelos adeptos do Casa Pia para ir treinar a equipa para o clássico do Belém.

E querem saber o melhor?
O homem prevê tudo.

Antes do Benfica sofrer um golo de canto, o Zé já tinha avisado:

“Eles vão meter a bola ali naquela zona onde nós não temos ninguém porque o nosso central está a contemplar a vida.” - "ò Tamendi! Eu já não te disse para desceres a linha, raio!" (manja mais um pastél).

Antes de uma substituição aos 87 minutos, ele já tinha dito:

“Devia ter mexido aos 58, mas também eu devia ter casado com a Lurdes, em vez da irmão dela, e olha onde estamos.”

Antes de um extremo cortar para dentro e rematar contra três defesas, o Zé já estava a gritar:

“Larga a bola, artista, que isto não é o TikTok.”

Tacticamente, é um monstro.

O seu sistema preferido é o 3-7-0 com saudade, onde não há ponta de lança porque “o verdadeiro avançado é a ansiedade do adversário”.
Em jogos grandes, muda para 4-2-3-1 à Alberto, que consiste em quatro defesas, duas médias, três gajos que correm muito e um ponta que só entra em campo se prometer não se lesionar no aquecimento.

Na construção baixa, pede aos centrais para “não inventarem merdas”.
Na pressão alta, manda o banco inteiro levantar-se para assustar.
Na bola parada ofensiva, tem uma jogada chamada “mete no careca”, mesmo quando não há carecas em campo.
Na defensiva, a instrução é simples:

“Cada um marca o seu, e se falharem a culpa é do relvado.”

E isto é o futebol que eu quero. - O futebol do Zé!

Nada de conferências de imprensa com “processos”, “dinâmicas”, “momentos do jogo” e “crescimento colectivo”. - Quero o Zé, sentado na sala de imprensa, a dizer:

“Jogámos pouco? Jogámos. Mas eles também não jogaram nada e isso é uma forma de equilíbrio.”

Quero o Zé a explicar o onze inicial assim:

“Meti este porque me pareceu com cara de quem hoje não fazia disparates.”

Quero o Zé a justificar uma substituição:

“Tirei o lateral porque estava a olhar muito para mim e eu não gosto de jogadores carentes.”

Quero o Zé a olhar para um jornalista e responder:

“Pressão? Pressão é dever 27 euros ao Alberto desde a meia-final da Taça e pedir mais uma mini enquanto joga o Benfica!”

Portanto, parem com os nomes internacionais.
Parem com treinadores de projecto.
Parem com PDFs análises tácticos de 47 páginas escritos por malta que viu dois reels do jogo com o Feyenoord e acha que descobriu a roda.

O próximo treinador do Benfica tem de ser o Zé da Tasca, licenciado pela Universidade do Café do Alberto, também conhecida como Centro Desportivo Mundial.

Ali treinaram-se gerações.
Ali se estudou a profundidade.
Ali se debateu o duplo pivô.
Ali se decidiu, com base em dados avançados, que “o lateral esquerdo é bom rapaz, mas tem pés de tijolo”.

E se correr mal? - Não tem como!
Vocês meus ZÉS de um raio são deuses da bola e entendem disto a pacotes.

Por isso, votem ZÉ para treinador!: “Com 697 equipas aprendi uma coisa: o futebol são 11 contra 11, mas no fim ganha quem tiver menos parvos à defesa.”

Rua com o futebol moderno.
Venha o Zé!

Zé da Tasca 2026/27.
697 clubes. 0 medos. 1 dívida aberta no Café do Alberto.

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u/Diniario — 2 days ago