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Conselho de Arquitetura do RS entra com ação para suspender o Plano Diretor

Conselho de Arquitetura do RS entra com ação para suspender o Plano Diretor

Menos de dois meses após a aprovação na Câmara, já há um pedido de suspensão do Plano Diretor Urbano Sustentável (PDUS) e da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) de Porto Alegre na Justiça Federal. A ação foi protocolada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), que aponta vícios de origem no processo de revisão – como ausência de mapas e falta de sistematização das contribuições da sociedade civil.

No pedido, o CAU/RS cita o estudo do Ministério Público que apontou inconstitucionalidades no texto do Plano Diretor. A ação retoma argumentos de uma contestação anterior, de 2025, que chegou a suspender brevemente a audiência pública do projeto.

Em despacho do sábado (30), a juíza federal Clarides Rhameier deu dez dias para a prefeitura e o Ministério Público Federal (MPF) se manifestarem. O TRF4 reconheceu, em 19 de maio, a legitimidade do CAU/RS para contestar o plano, o que abriu caminho para o novo pedido. A prefeitura confirmou ter sido intimada e estuda as medidas a adotar. O pacote do Plano Diretor, aprovado em abril e maio, ainda está em fase de redação final na Câmara e deve chegar à prefeitura em junho.

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matinal.org
u/Expensive-Quail-2935 — 8 days ago

No ritmo atual, Porto Alegre concluirá seu plano cicloviário em 2108

Ao longo de 2025, pouco mais de dois quilômetros foram adicionados à malha cicloviária de Porto Alegre, de acordo com dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). O escasso avanço é um dos menores índices anuais já registrados e representa uma retração em relação a 2024, quando quase oito quilômetros novos foram inaugurados. O resultado se soma a condições precárias nas vias existentes, debatidas em audiência na Câmara Municipal na última semana.

O Plano Diretor Cicloviário Integrado, em vigor desde 2009, previa 495 quilômetros de ciclovias até 2022. Mas dezessete anos e quatro prefeitos depois, existem 95,26 quilômetros de faixas para bicicletas – 18,8% da meta. No ritmo atual, a estimativa é concluir o planejado para 2022 quase um século depois, em 2108.

Para especialistas, o plano não está apenas enfraquecido, mas defasado. Enquanto a bicicleta é tida como exemplo de sustentabilidade e integração à cidade mundo afora, a situação das ciclovias em Porto Alegre escancara uma secundarização do modal: “A trajetória da política cicloviária em Porto Alegre mostra claramente um esvaziamento institucional que, na prática, relega a bicicleta a uma posição marginal”, avaliou o professor do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da UFRGS, Júlio Celso Vargas. Enquanto isso, o trânsito de Porto Alegre piora, com aumento de congestionamentos, e 2025 foi o ano mais fatal para ciclistas na cidade.

A Matinal questionou a EPTC e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana sobre o assunto desde o início de maio, além de perguntar sobre a estimativa de construção de novas ciclovias para este ano e a possível revisão nos objetivos do PDCI, porém não houve retorno. Os levantamentos utilizados nesta reportagem foram obtidos pelo portal da transparência da prefeitura.

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matinal.org
u/Expensive-Quail-2935 — 8 days ago

TCE aponta desvios na saúde de Tramandaí por OSC que deve assumir postos em Porto Alegre

Uma investigação do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul revela que a organização selecionada pela prefeitura de Porto Alegre para gerir dezenas de postos de saúde nas zonas leste e norte desviou recursos públicos, superfaturou pagamentos e prejudicou o atendimento pelo SUS da população de Tramandaí.

Após a auditoria, o contrato com o Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG) foi encerrado e a prefeitura entrou com uma ação contra a entidade. A entidade afirma, por meio de seus advogados, que o processo ainda tramita e que aguarda espaço para a ampla defesa.

Já a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não respondeu aos questionamentos sobre se sabia da investigação do TCE. O IAG foi selecionado após uma reviravolta no certame: as quatro primeiras colocadas foram preteridas na contagem de pontos, após um recurso. No início de maio, a Matinal mostrou que as OSCs qualificadas na primeira fase também tinham problemas judiciais que envolviam fraudes e má gestão em contratos firmados com outras prefeituras.

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matinal.org
u/Expensive-Quail-2935 — 9 days ago