
“Levei love bombing e tomei ghost” é 99% das vezes uma forma infantil de não saber lidar com o “não”
Na maioria dos casos, estamos falando de duas pessoas se conhecendo num contexto romântico e que, por alguma razão, não seguiram em frente. E esse é justamente o ponto: conhecer alguém envolve risco. Sempre envolveu.
Quando tu escolhe investir emocionalmente em alguém, não existe garantia de reciprocidade, continuidade ou estabilidade. Pode surgir paixão, relacionamento, decepção ou simplesmente desinteresse.
Tirando uma MINORIA realmente perversa, pessoas que extraem prazer em causar sofrimento manipulando atraves de sedução, a maior parte das relações frustradas nasce de algo banal… Uma maioria felizmente neurótica, contraditória e, no fundo, pouco consciente do próprio desejo que resolve se aventurar.
A maioria de nós não sabe exatamente o que procuramos, às vezes só queremos desejar, sermos desejados, preenchermos um vazio e/ou sustentarmos uma fantasia. E, no meio do processo, podemos simplesmente perder o interesse conforme o outro deixa de ocupar aquele lugar imaginado. Tanto ao que dá o “ghost” quanto ao que recebe, que num momento tão numa posição e noutro na oposta.
Por isso nem toda quebra de expectativa é abuso psicológico. Nem todo afastamento é perversidade. São, na maior parte das vezes, as frustrações da vida… e viver é também saber se frustrar. Conhecer alguém é justamente isso: descobrir se existe compatibilidade. E MUITAS vezes a resposta é “não”.