O Boavista Futebol Clube é um clube centenário, detentor de um património histórico e simbólico no panorama desportivo nacional.
Nesse sentido, importa refletir sobre o seu papel e sobre as responsabilidades das entidades que orbitam o futebol e desporto português .
Acredito que tanto a Federação Portuguesa de Futebol como a Câmara Municipal do Porto devem pautar-se pela imparcialidade, evitando criar precedentes que possam levar outros clubes a reivindicar apoios semelhantes.
No entanto, também é inegável que o Boavista, ao longo da sua história, contribuiu significativamente para o desenvolvimento do desporto em Portugal, oferecendo, em muitos momentos, mais do que outros clubes em circunstâncias comparáveis.
Perante a posição já assumida pela Câmara Municipal do Porto, que indicou não pretender intervir, considero que a Federação poderia desempenhar um papel relevante, nomeadamente na salvaguarda de um estádio histórico como o Estádio do Bessa, evitando que o mesmo possa vir a ser alvo de interesses meramente imobiliários.
Uma possível solução passaria por uma maior articulação institucional, inclusive com outras federações, como a de râguebi, permitindo uma utilização mais diversificada do estádio.
O Bessa poderia acolher jogos de seleções nacionais no norte do país, tanto de futebol como de outras modalidades como rugby.
Dado o papel pioneiro do Boavista no futebol feminino, faria sentido que, sempre que a seleção feminina jogasse na região norte, este estádio fosse considerado como uma das suas casas.
Adicionalmente, a seleção masculina poderia descentralizar mais os seus jogos, reduzindo a dependência dos grandes estádios dos principais clubes — como os de Benfica, Porto e Sporting — que já possuem elevada capacidade de geração de receitas.
Em contrapartida, estádios como os de Algarve, Leiria, Coimbra, Aveiro e o próprio Bessa, que enfrentam maiores dificuldades na manutenção, poderiam beneficiar da realização de jogos da seleção, bem como de finais de competições como a Supertaça ou a Taça da Liga.
No que diz respeito a outras infraestruturas, há casos distintos a considerar.
O Estádio D. Afonso Henriques encontra-se financeiramente estabilizado, beneficiando também de forte apoio popular.
Já o Estádio Municipal de Braga, atendendo à sua natureza e ao passivo associado, poderia igualmente integrar uma estratégia de maior utilização por parte da Federação.
Mencionei estes exemplos por causa de serem estádios Euro 2004, com uma grande fatura nos contribuintes alguns deles e Euro 2004 foi feito para para seleção nacional logo era justo uma maior utilização de todos os estádios
Focando novamente o Estádio do Bessa, qualquer plano de valorização implicaria investimento, nomeadamente na modernização do relvado — seja através de soluções híbridas (natural com componente sintética) ou mesmo relvados artificiais de última geração, à semelhança de exemplos internacionais como o do Palmeiras.
Uma maior rentabilização do espaço passaria também pela sua utilização por diferentes modalidades, como râguebi.
Infraestrutura do estádio podia receber as associações regionais do porto como por exemplo basquetebol, voleibol, hóquei ou andebol, bem como outras isto pode ajudar desenvolver desporto no geral
Apesar de, por vezes, ser difícil a partilha de infraestruturas entre entidades com rivalidades históricas, a verdade é que essas rivalidades podem também gerar evolução e crescimento, como demonstrado em diversos contextos desportivos.
Exemplos internacionais mostram que a cooperação entre rivais pode ser benéfica. A relação entre clubes alemães como Bayern e Borussia Dortmund ilustra isso mesmo, tendo existido apoio financeiro em momentos críticos. A nível local, poderia equacionar-se a partilha do Estádio do Bessa com outros clubes da cidade, como o Salgueiros, promovendo uma utilização mais eficiente e sustentável.
Paralelamente, o Boavista poderia reforçar parcerias com clubes da região e de outras áreas desportivas, como o Académico do Porto, Vasco da Gama ou Infante Sagres, clubes com pavilhões próprios.
Bem como desenvolver iniciativas com clubes nacionais e internacionais que partilhem identidade ou simbolismo semelhante.
A criação de ligações com federações de países lusófonos, como a Guiné-Bissau.
Ou até com clubes croatas, explorando afinidades visuais no equipamento da Seleção Croata , do Dínamo zagreb poderia contribuir para a projeção da marca Boavista além-fronteiras.
Com Gabão seleção conhecida como os panteras
Utilizar a pantera como marca estar presente nos equipamentos para alternativas ser usada como imagem do clube certos momentos de marketing.
Por exemplo equipamentos Puma .
Poderiam criar uma boa sinergia
Embora não seja adepto do Boavista, não seja gestor, nem estou ligado ao marketing, não consigo ajudar numa solução para clubes no momento. Mas reconheço o valor da sua história e do seu simbolismo.
Nesse sentido, considero que, após uma eventual estabilização financeira, o clube deveria apostar num projeto sustentável de formação — uma academia de dimensão ajustada às suas possibilidades.
Este projeto poderia incluir um pequeno estádio 1000 ou 500 pessoas no campo de treinos junto estádio Bessa para jogos equipas femininas e de formação,
E criação de campo exclusivo para os treinos da equipa de futebol masculina e dois sintéticos para formação
Também poderiam continuar utilizar Estádio Ramalde / INATEL
Em suma, o Boavista representa muito mais do que um clube: é parte integrante da história do desporto português.
A sua preservação e valorização devem ser encaradas de forma estratégica, equilibrando responsabilidade financeira, cooperação institucional e visão de futuro.