Relato sobre a minha namorada (agora ex):
Ela queria comprar um apartamento comigo, mas inventei uma desculpa, pois estava inseguro e também não tinha condições financeiras. Seguem os motivos que me levaram a isso:
Durante o primeiro ano, ela fazia cara de repulsa quando eu queria tocar em sua perna ou no seu braço. Ela não me beijava nem dizia que me amava; eu é que sempre tinha que tomar a iniciativa.
Com um ano e meio de relacionamento, isso mudou. Ela virou outra pessoa, ficou carinhosa e passou a buscar contato físico. Foi exatamente nesse mesmo mês que ela veio com a história de querer comprar um apartamento em conjunto. (Quando eu disse que não podia, ela voltou a ser fria como era antes).
Eu ganhava mais do que ela e fiquei contrariado quando, durante uma conversa sobre os custos, ela me disse que "como eu ganhava mais, deveria pagar a maior parte". Senti-me inseguro e procurei um advogado. Descobri que, pelas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, se o relacionamento terminasse, ela teria o direito legal de ficar com o imóvel e eu teria que gastar cerca de 30% do valor da propriedade com custos jurídicos para tentar reaver o que havia investido.
Depois de mais um ano, ela comprou o apartamento sozinha e veio me dizer, chorando, que "só precisava do meu nome" e que "sabia que eu não queria comprar", como se eu tivesse esquecido toda a mudança de comportamento do ano anterior.
Passou um tempo e ela soltou em uma roda de amigos que me cobraria aluguel para morar lá com ela, sem nunca ter tido nenhuma conversa prévia comigo sobre isso. Eu acho justo dividir as contas de consumo do dia a dia, como água e luz. Mas não faz sentido pagar aluguel de um local que nunca me interessou, que fica longe do meu trabalho e que exige um padrão de vida mais alto do que o meu.
Vocês acreditam que essa pessoa me amava?