u/Illustrious_Big2762

Trabalho com criação, design e motion, e posso afirmar: a IA facilitou o processo, mas trouxe um fardo novo. Agora, o trabalho de refinamento, curadoria e estratégia é muito maior.

Hoje é inevitável ter a IA no workflow. Ela te dá um layout em segundos ou um norte para um roteiro, mas ela raramente traz a ideia disruptiva. Em um mar de conteúdos "fáceis", o que realmente vale é o que performa: o vídeo que retém, a thumbnail que converte e o layout que guia o usuário até a venda.

Sinto que muitos profissionais ignoram o básico: a IA ainda patina na neurociência aplicada. Ela entende o padrão, mas tem dificuldade de compreender o que realmente leva um humano a tomar uma decisão emocional ou irracional.

Minha reflexão: Em um mundo inundado por IA, o propósito do que é feito tem um peso muito maior do que o ato de fazer. No fim das contas, design e arte sempre foram sobre incitar emoções e direcionar pessoas. Se a ferramenta faz o "trabalho sujo", nossa única função que sobra é garantir que o objetivo seja atingido.

O que vocês acham? O papel do designer está virando 10% criação e 90% curadoria estratégica?

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u/Illustrious_Big2762 — 25 days ago