Oncoclínicas vai quebrar? Prestador médico deve pular fora antes de virar credor?
Pessoal, queria ouvir a opinião de vocês sobre a situação da Oncoclínicas, especialmente de quem acompanha balanços, recuperação judicial e setor de saúde.
Sou médico prestador de serviço em uma operação ligada ao grupo. Minha remuneração depende não só de consultas, mas também de uma parcela relevante vinculada à realização de infusões/medicações. O problema é que a operação parece estar se deteriorando bastante: redução/interrupção de medicamentos, queda da parte variável, notícias recentes de prejuízo grande, dívida elevada, pressão de caixa e "incerteza de continuidade operacional"
Minha preocupação é muito prática: já tomei prejuízo no fim de 2024 com outro hospital que entrou em recuperação judicial. Médicos e fornecedores ficaram com valores relevantes a receber, ficamos como PJ a ver navios, enquanto as contas não param de chegar.
No caso da Oncoclínicas, estou avaliando se devo:
-continuar normalmente e esperar a operação se reorganizar;
ou
-rescindir de vez antes de acumular mais exposição.
Minha dúvida para vocês:
Pelos números e sinais atuais, vocês acham que a Oncoclínicas tem risco real de recuperação judicial/quebra?
E, pensando como prestador de serviço sem garantia real:
faz sentido reduzir exposição agora, mesmo que isso signifique perder eventual upside se a operação sobreviver?
Não é recomendação de investimento nem estou comprado/vendido no papel. Estou olhando como prestador/credor potencial e tentando entender se o risco de continuar trabalhando para depois não receber é maior do que a chance de recuperação operacional do grupo.