Ano passado tive o prazer de conhecer um cara que me apresentou um novo ângulo de D/S que eu nunca tinha experimentado.
O bom de explorar com outras pessoas é que elas te mostram novos mundos.
Minha única experiência com submissos era com meu ex. Éramos bem novos no BDSM, estávamos explorando ainda. Mas basicamente, ele gostava de obedecer comandos e usar coleira. O máximo que fazia por conta própria era ficar de 4 e empinar a bunda.
Para mim era Ok.
Não foi interessante o suficiente para eu ir atrás ativamente de outro sub. Mas aconteceu de meu caminho cruzar com o G.
O G me mostrou que existem diferentes tipos de submisso e que submissão poderia ser diferente de passividade. BEM DIFERENTE. A pegada dele era mais de servo e menos de pillow princess. E aquilo me agradou. Ele tinha ATITUDE, mas sem desrespeitar o seu lugar. Fez questão de aprender o que eu gostava e como eu gostava. Ele tomava iniciativa em me servir, eu não TINHA que ficar coordenando todo movimento que ele fazia, mas eu sabia que se eu comandasse algo, ele faria na hora.
Competência.
Aquilo me mostrou competência. E competência é sexy para um caralho!
É bem diferente ter um sub que sobe na cama e empina a bunda e ter um sub que abre a porta do quarto para você, se ajoelha ao pé da cama enquanto você se senta, tira seu sapato e começa a massagear e beijar seu pé.
G não gostava de dor. Ele não era masoquista, o que eu achei diferente: olha só, um sub não masoquista. Que interessante. Isso abriu meus olhos para além dos estereótipos do BDSM.
Ele gostava muito de receber permissão. Receber permissão para tirar minha roupa, minha calcinha, para me chupar. Uma das dinâmicas que mais excitava ambos era o combinado de que ele só era permitido gozar após me satisfazer. Haviam vezes que eu nem "me dignava" a tocá-lo, mas permitia no final que ele se tocasse olhando para mim, para o meu corpo suado e satisfeito, sabendo plenamente que ele foi o responsável por deixá-lo em tal estado. Os gemidos que ele soltava enquanto gozava vão ficar para sempre na minha memória...
Era muito gostoso passar tempo com ele. Ele, em si, era gostoso - de corpo e mente. Infelizmente, assim como o universo juntou nossos caminhos, a distância fez com que fosse impossível que continuassemos nos vendo.
É engraçado que não é a primeira, e nem a última com toda a certeza, vez que isso acontece. Pessoas que conquistam parte do meu coração vão embora, seja para outro estado ou para outra parte do mundo.
O G, foi além de um submisso, ele foi um amigo e um companheiro. Uma pessoa que deixou a minha vida um pouquinho melhor.
Não nos falamos hoje em dia. Decidimos não ter contato, de forma unânime, e aceitar o encerramento do ciclo. Relações começam e acabam, é importante respeitar o tempo de cada uma.
Ah, mas que bate uma saudade, isso bate...