u/NFP_T

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Alguém sabe onde posso comprar um Begonia cucullata?

Estou a procura de uma begonia cucullata, alguém possui alguma recomendação de site para compra? Ela é uma espécie natural (não naturalizada) da mata atlântica (cerrado e pampa também) mas não encontro em lugar nenhum para comprar, somente begonias macullatas, semperflorens e Rex.

Do contrário talvez tenha que procurar em matas e trilhas ou comprar dos EUA ou França.

u/NFP_T — 11 hours ago
▲ 25 r/brasil

O passivo oculto das Terras Raras: monazita, tório e a herança radioativa

Ultimamente tem se falado sobre o potencial do Brasil na extração de Terras Raras para abastecer a transição energética global. A mídia frequentemente destaca operações em argilas iônicas, como a da Serra Verde, projetando a imagem de uma mineração de menor impacto. Porém, existe o risco real de que uma outra vertente de extração ganhe espaço no país: o processamento de monazita e xenotima.

​A diferença central nesses minerais é o subproduto gerado. A extração de terras raras a partir deles resulta na produção de materiais radioativos, como urânio e tório.

​O tório, em específico, possui dois problemas críticos. Primeiro, possui uma meia-vida na casa dos bilhões de anos (o Tório-232 tem meia-vida de ~14 bilhões de anos). Segundo, não possui, ainda, uso prático no mercado atual, já que a tecnologia de reatores a sal fundido (que consumiria o elemento) ainda não opera em escala comercial.

​Na prática, isso significa que podemos começar a gerar e estocar lixo radioativo sem valor econômico agregado, unicamente para exportar os minerais de interesse.

​O Brasil tem um padrão histórico conhecido no setor mineral: a exploração ocorre até a exaustão da viabilidade econômica, os lucros são privatizados e, diante da necessidade de descomissionamento, as empresas entram em recuperação judicial ou falência. A conta da recuperação e a custódia do passivo ambiental são transferidas para o Estado.

​Não é preciso fazer projeções teóricas para entender esse desfecho. O caso da unidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caldas (MG), primeira mina de urânio do país, ilustra bem o problema. A extração acabou na década de 1990 e hoje o local é um passivo ambiental bilionário de lamas e águas ácidas radioativas, cuja manutenção eterna é bancada por dinheiro público.

​Se a regulação permitir que o ciclo de "lucro privado e passivo socializado" se repita com futuros projetos de monazita/xenotima, o cenário não será de barragens de rejeitos comuns, mas da criação de novos depósitos radioativos órfãos.

​Alguém da área ambiental, química ou de engenharia tem acompanhado discussões sobre esses licenciamentos junto à ANM, IBAMA ou CNEN? Até que ponto o marco regulatório atual exige garantias financeiras reais (seguros-garantia, caução prévia rigorosa) para evitar que a "mineração verde" repita o desastre de Caldas?

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u/NFP_T — 2 months ago