Reabertura: positivo ou negativo?
Quando tive conhecimento da notícia da reabertura das portas, o primeiro sentimento foi de felicidade. Hoje, depois de largar o lado sentimental, é sobretudo de incerteza.
A reabertura é, como se sabe, temporária. Voltaremos a fechar automaticamente no dia em que não forem asseguradas as despesas mensais.
Há, naturalmente, que dar os parabéns aos três sócios que trabalharam para tornar esta reabertura possível. Mas não podemos ignorar que esta solução não é repetível. E, perante aquilo que tem sido feito até aqui, a atual direção já demonstrou não ter capacidade para encontrar uma solução estrutural e definitiva. Nem vale a pena entrar, neste momento, em questões de carácter ou na vergonha de um comunicado que, ao anunciar a reabertura, se esquece precisamente de quem esteve na linha da frente deste movimento.
Dito isto, confesso que nem sei se esta reabertura é, a médio prazo, positiva para nós. Porque pode acabar por adiar uma solução definitiva que, mais cedo ou mais tarde, terá inevitavelmente de ser encontrada se queremos que o clube tenha futuro.
A questão não é apenas voltar a abrir as portas. É garantir que elas nunca mais tenham de fechar. E esta solução não garante isso e até pode atrasar a solução definitiva que terá inevitavelmente de ser encontrada.