u/Purple_Fox3506

Moro em Palmas e estou construindo uma rede social urbana com foco inicial em Goiânia, e preciso de alguém da cidade para tocar isso comigo

Estou desenvolvendo uma plataforma chamada Dê um Rolê, uma rede social georreferenciada construída em torno de uma pergunta bem simples: o que está rolando perto de mim? A proposta é criar uma camada social sobre a própria cidade, conectando eventos, locais, artistas, organizações, comunidades, territórios e pessoas. Você abre o mapa, descobre alguma coisa interessante, entende onde e quando acontece, encontra companhia e sai de casa.

A plataforma já possui infraestrutura para todas as capitais brasileiras e hoje tem cobertura de eventos em Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Recife/ e Florianópolis. Só que suporte técnico e cobertura de conteúdo não significam adoção. E é justamente aí que está o problema que estou tentando resolver agora.

Tecnicamente, o projeto já foi bem longe. O backend é um monólito modular em Django, com Django Ninja nas APIs e PostgreSQL/PostGIS como fonte de verdade. O frontend é React/TypeScript. Em vez de organizar o sistema em torno de telas ou features isoladas, tentei modelar as entidades fundamentais do domínio e as relações entre elas: Pessoa, Evento, Local, Artista, Organização, Série, Comunidade e Território.

A geografia não é apenas um par de latitude e longitude usado para desenhar pins. Ela faz parte do domínio. Eventos, Locais e Convocações têm contexto territorial, e distância, bairro, proximidade e tempo participam da descoberta. O próprio mapa é temporal: aquilo que está acontecendo agora, o que começa em breve e o que acabou de terminar são estados diferentes da cidade.

Também existe a Convocação, porque nem toda atividade urbana precisa nascer como um evento formal. “Quem topa uma pelada às 18h?”, “alguém anima correr hoje?” ou “bora tomar uma depois do trabalho?” são atividades sociais que podem surgir espontaneamente. Uma Convocação pode reunir algumas pessoas e desaparecer ou ganhar tração e se transformar em algo maior.

A presença também não foi modelada simplesmente como confirmed=true. A relação entre Pessoa e Evento possui estado e temporalidade: Talvez, Vou, Procurando companhia, Cheguei e Já fui embora. Ao redor disso existem convites internos, respostas rápidas, perguntas públicas ao organizador, respostas oficiais, menções e uma superfície temporária de “Acontecendo agora”. A ideia é permitir coordenação social sem transformar presença em rastreamento contínuo de localização.

Outra decisão importante foi não tratar eventos passados como dados descartáveis. Quando um evento termina, continua sendo verdade que determinado artista esteve naquele local, produzido por determinada organização, naquele território e naquele momento. O evento deixa de ser apenas agenda e passa a funcionar como evidência histórica. Com o tempo, a plataforma começa a acumular uma memória estruturada da atividade urbana.

É daí que surge a camada de wiki urbana. Locais, Artistas, Organizações, Séries e Territórios possuem páginas próprias e podem acumular descrição, histórico, autoria, revisões, fontes e proveniência. A wiki não é um CMS separado da rede social, é outra projeção das mesmas entidades que aparecem no mapa e nos eventos.

Por baixo disso existe uma camada de conhecimento com entidades canônicas, aliases, claims, relações tipadas, fontes e validade temporal. Na prática o domínio começa a assumir características de um temporal geospatial knowledge graph. Não é apenas representar que A está relacionado com B, mas potencialmente qual é essa relação, onde aconteceu, quando era válida e qual evidência sustenta aquilo. Esse conhecimento também pode ser consultado por APIs públicas.

No final, várias coisas que parecem sistemas independentes são projeções das mesmas primitivas: mapa -> agenda -> rede social -> presença -> memória -> wiki -> knowledge graph -> API -> dados urbanos. E essa é justamente a parte do projeto que considero tecnicamente mais interessante.

Só que cheguei a uma conclusão bastante simples: continuar adicionando features não resolve o problema atual. Rede social depende de densidade. Um mapa tecnicamente perfeito continua sendo um mapa vazio se as pessoas daquele território não estiverem usando, publicando, convidando, confirmando presença e voltando na semana seguinte.

Por isso quero concentrar a validação inicialmente em Goiânia. Mas existe uma limitação bastante concreta: eu moro em Palmas, Tocantins (apesar de ter morado a vida inteira em Goiânia). Consigo desenvolver e operar a plataforma remotamente, mas não consigo estar inserido diariamente na dinâmica social de Goiânia. E uma rede social urbana não pode ser construída apenas olhando para a cidade através de um banco de dados.

A pergunta que quero responder agora não é “qual feature está faltando?”. É algo muito mais difícil: como fazemos 50 pessoas de uma mesma cena terem motivo para abrir isso toda semana?

E é justamente por isso que estou procurando alguém de Goiânia, preferencialmente de Publicidade e Propaganda, Comunicação, Marketing, Relações Públicas, Produção Cultural ou áreas próximas, que se identifique com a proposta e queira entrar como parceiro nessa jornada. Não estou procurando simplesmente alguém para fazer posts no Instagram ou rodar tráfego pago. Preciso de alguém interessado no problema de distribuição e comunidade como parte do próprio produto.

No começo isso provavelmente significa fazer coisas que não escalam: conversar individualmente com produtores, conhecer coletivos, chegar às casas, trazer organizações, falar com artistas, entender onde as comunidades já existem e colocar os primeiros grupos dentro da plataforma. Depois observar. Por que alguém voltou? Por que não voltou? Por que criou uma Convocação? O convite levou alguém para o evento? A organização publicou novamente? O grupo continuou interagindo depois do rolê?

Eu consigo continuar trabalhando daqui em Palmas na engenharia, produto, dados e infraestrutura. O que não consigo reproduzir remotamente é o conhecimento in loco de quem está em Goiânia: saber qual festa está começando a crescer, qual coletivo está movimentando determinada cena, qual bar virou ponto de encontro, quem organiza corrida todo fim de semana ou simplesmente quem precisa conversar com quem para alguma coisa começar a acontecer.

O ciclo que quero conseguir fechar é mais ou menos organizador -> evento -> público -> convite -> presença -> interação -> próximo evento. Quando isso começar a se repetir espontaneamente dentro de uma comunidade, aí teremos alguma coisa que faz sentido escalar.

Também não procuro necessariamente a pessoa com o melhor currículo de marketing. Pra esse momento, alguém que conheça produtores, coletivos, artistas, bares, casas de show, universidades e comunidades de Goiânia pode ser muito mais valioso. Preciso de alguém que conheça a cidade não apenas como mercado, mas como rede de pessoas.

A engenharia consegue responder rapidamente aos problemas que surgirem dessa validação. O que ela não consegue fazer é fabricar uma comunidade. PostGIS pode calcular distância, o grafo pode representar relações, a API pode expor conhecimento e o software pode coordenar presença. Mas código nenhum consegue decidir que um grupo de pessoas vai querer estar ali.

É justamente essa fronteira entre produto e rua que quero explorar agora.

Se você é de Goiânia, trabalha ou estuda comunicação, publicidade, marketing, produção cultural ou simplesmente está muito inserido na vida cultural/social da cidade e achou a proposta interessante, me chama no privado. Se conhece alguém com esse perfil, também agradeço muito se puder mandar este post para essa pessoa.

A plataforma está em disponível em deumrole.com

No fim, a proposta continua sendo simples: a cidade contada por quem vive nela.

u/Purple_Fox3506 — 1 day ago

Estou construindo uma rede social georreferenciada para descobrir e viver a cidade e procuro alguém de comunicação para entrar no projeto

Há algum tempo comecei a projetar uma rede social baseada em uma pergunta extremamente simples:

“O que está rolando perto de mim?”

Dessa pergunta nasceu o Dê um Rolê, uma plataforma colaborativa de descoberta urbana que tenta conectar aquilo que acontece na cidade às pessoas que efetivamente vivem nela.

A experiência é propositalmente simples: abrir o mapa, descobrir alguma coisa interessante, entender onde e quando acontece, encontrar companhia e sair de casa.

deumrole.com

A plataforma já possui infraestrutura para todas as capitais brasileiras e atualmente conta com cobertura de eventos em Goiânia, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza, Curitiba, Brasília, Recife e Florianópolis.

Por trás dessa UX relativamente simples, porém, existe um problema de engenharia bem mais interessante.

A arquitetura começa pelo domínio, não pelas features

Quando comecei a projetar a plataforma, não parti de uma lista de funcionalidades.

Tentei primeiro encontrar algumas primitivas:

Pessoa existe.

Evento acontece.

Evento acontece em determinado lugar e momento.

Local pertence a um território.

Artista participa de eventos.

Organizações produzem eventos.

Pessoas estabelecem relações com eventos e entre si.

Eventos terminam, mas o fato de terem acontecido permanece verdadeiro.

A arquitetura foi construída em torno disso.

O backend é um monólito modular em Django, com Django Ninja para APIs e PostgreSQL/PostGIS como fonte de verdade. O frontend utiliza React, TypeScript e Vite.

Os módulos representam capacidades do domínio: cidades, locais, pessoas, organizações, artistas, séries, eventos, convocações, comunidades, grafo social, espaço social, analytics e conhecimento.

Espaço é parte do domínio

O mapa não é simplesmente uma visualização de registros contendo latitude e longitude.

Eventos, Locais e Convocações possuem relações geográficas reais. Território, bairro, distância e proximidade podem participar das consultas.

Existe também uma dimensão temporal: o mapa diferencia aquilo que está acontecendo agora, aquilo que começa em breve e aquilo que acabou de acontecer.

Espaço e tempo fazem parte do estado do sistema.

Nem toda atividade urbana é um evento

Daí surgiu uma entidade que considero importante: a Convocação.

“Alguém topa correr às 19h?”

“Quem anima uma pelada?”

“Bora tomar uma depois do trabalho?”

Isso não precisa começar como um evento formal.

Uma Convocação representa uma atividade social mais espontânea: nasce pequena, pode reunir pessoas e desaparecer ou ganhar tração suficiente para se transformar em um evento.

A ideia é representar também essa camada informal da cidade que dificilmente aparece em agendas convencionais.

Presença não é um booleano

Outra feature que acabou ficando tecnicamente interessante foi presença.

A relação entre Pessoa e Evento não é simplesmente:

confirmed = true

Ela possui estado e temporalidade.

Pode passar por:

Talvez -> Vou -> Cheguei -> Já fui embora

Existe também Procurando companhia.

Ao redor disso há convites internos, respostas rápidas, perguntas ao organizador, respostas oficiais, menções e uma área temporária de Acontecendo agora.

Tudo isso precisa coexistir com privacidade. Check-in é uma declaração voluntária de presença, não rastreamento contínuo de localização.

Um evento não desaparece quando termina

Essa decisão muda bastante o modelo.

Uma agenda convencional tende a tratar um evento passado como conteúdo velho.

Aqui ele passa a ser evidência histórica.

Se determinado Artista participou de um Evento, produzido por uma Organização, em determinado Local e Território, essas relações continuam verdadeiras depois que aquela noite termina.

Assim, a agenda começa progressivamente a funcionar também como memória urbana.

Daí emerge uma Wiki

A plataforma também possui uma camada de Wiki urbana.

Locais, Artistas, Organizações, Séries e Territórios podem ter identidade própria, histórico, autoria, revisões, fontes e proveniência.

A ideia não é manter uma enciclopédia paralela à rede social.

É justamente o contrário.

A Wiki é outra leitura das mesmas entidades que aparecem no mapa, nos eventos e nas relações sociais.

Um evento alimenta a agenda hoje e pode alimentar a história de um Local ou de um Artista amanhã.

E por baixo disso existe um grafo de conhecimento

A camada de conhecimento trabalha com entidades canônicas, aliases, identificadores externos, claims, fontes, relações tipadas e validade temporal.

O domínio começa, portanto, a assumir características de um temporal geospatial knowledge graph.

A pergunta deixa de ser apenas: A está relacionado a B? E passa a poder envolver: qual relação, em qual território, em qual momento e sustentada por qual evidência?

Esse conhecimento também é exposto por APIs públicas versionadas, permitindo outras formas de consumir a cidade além da própria interface.

No final, várias features que parecem independentes são projeções da mesma estrutura:

mapa -> agenda -> rede social -> presença -> memória -> Wiki -> knowledge graph -> API -> dados urbanos.

É justamente essa composição que mais me interessa tecnicamente.

Agora existe outro tipo de problema para resolver

A infraestrutura do produto chegou a um ponto em que simplesmente continuar adicionando features não é necessariamente o trabalho mais importante.

Uma rede social depende de densidade social.

Precisa de usuários criando convocações, organizações publicando, artistas ocupando seus perfis, pessoas confirmando presença, comunidades se formando e conhecimento sendo produzido pela própria cidade.

E é justamente por isso que estou procurando alguém de Publicidade e Propaganda, Marketing, Comunicação ou áreas próximas que se identifique com a proposta e tenha interesse em entrar como parceiro no projeto.

Não procuro simplesmente alguém para cuidar de rede social ou produzir posts.

Procuro alguém interessado em pensar posicionamento, aquisição, ativação, comunidade, distribuição, parcerias, linguagem, relacionamento com organizações e estratégia de crescimento.

Hoje a operação ainda é bastante enxuta e concentrada no desenvolvimento do produto. Quero justamente começar a dividir essa responsabilidade com alguém cuja competência principal esteja do outro lado do problema.

A arquitetura consegue representar uma cidade acontecendo.

Agora o desafio é fazer a cidade acontecer dentro dela.

reddit.com
u/Purple_Fox3506 — 1 day ago
▲ 53 r/goiania

Dê um Rolê: uma rede social para descobrir o que acontece em Goiânia

Fala, pessoal.

Estou desenvolvendo o Dê um Rolê, uma plataforma pensada como uma espécie de rede social da vida presencial, e, neste momento, Goiânia é a única cidade disponível na plataforma.

A ideia começou como uma plataforma de eventos, mas foi evoluindo para algo maior. Quero conectar em um mesmo lugar eventos, rolês, pessoas, estabelecimentos, organizações, artistas e comunidades, sempre considerando o contexto geográfico da cidade.

A proposta é simples: você está em Goiânia e quer saber o que está acontecendo perto de você. Em vez de procurar em vários lugares diferentes (Instagram, grupos de WhatsApp, sites, páginas de eventos etc) a ideia é ter uma camada própria de descoberta local.

Não estou pensando apenas em shows e festas. A plataforma foi projetada para comportar eventos musicais, culturais, esportivos, acadêmicos, comunitários e privados, além de estabelecimentos em geral: restaurantes, bares, lanchonetes, casas de show, espaços culturais, lojas e outros lugares.

Outra parte importante é que o evento não precisa morrer quando termina.

A ideia é que cada evento possa ter seu próprio espaço social, com fotos, vídeos, comentários, avaliações, presença e comunidade. Assim, a experiência presencial continua tendo uma representação digital depois que acontece.

Também estou trabalhando bastante a parte geoespacial. A plataforma usa localização, cidade, bairros, locais e proximidade para organizar a descoberta. Então o objetivo não é simplesmente mostrar uma lista de eventos, mas responder algo mais próximo de:"O que tá acontecendo perto de mim?"

Nesse momento estou usando Goiânia como a primeira cidade real de implantação, justamente para testar essa ideia em uma cidade grande e com uma dinâmica urbana mais complexa.

Ainda está em desenvolvimento e estou procurando feedback de quem realmente vive Goiânia. Principalmente sobre uma pergunta:

Se existisse uma rede social realmente focada no que está acontecendo presencialmente na cidade, o que vocês gostariam que ela tivesse?

Plataforma: https://deumrole.com/

Pitch e visão do projeto: https://goldenluke.github.io/deumrole/

u/Purple_Fox3506 — 9 days ago