
Uma estampa que resume bem aqueles dois partidos
Tradução:
Republicanos:
Racistas, mas secretamente gays
Democratas:
Gays, mas secretamente racistas

Tradução:
Republicanos:
Racistas, mas secretamente gays
Democratas:
Gays, mas secretamente racistas
Como de praxe, nem todos ateus são a favor do aborto. Mas uma boa parcela é.
O debate do pró ou contra aborto se divide, no mainstream (infelizmente), entre dois campos: ou dos argumentos puramente religiosos da santicidade da vida, ou de argumentos de analfabetos filosóficos.
Creio que seja bem fácil procurar conteúdos que rebatem o primeiro ponto (diria que muita gente sabe como rebater), mas quase não vi nada do segundo. Provavelmente porque o meio da esquerda mainstream tá mais preocupada com palavras de ordem e outras coisas, do que necessariamente uma discussão séria.
Então, neste post, quero elencar esses argumentos que considero ruins, dizer o porquê de serem ruins e mostrar quais realmente você deveria focar caso seja a favor do aborto. (Este post não viola a regra "Fora do Tópico" pois é um debate que tem influência no meio ateísta, filosófico e também religioso)
Esse argumento não é bem um argumento contra quem é contrário ao aborto. Ele só é contrário apenas quem é contrário e também com ideais fundamentalistas religiosos.
Nada impede de alguém de aceitar essas condições, dar educação sexual nas escolas, distribuir preps etc., e continuar com a criminalizar do aborto.
Então se alguém concorda com essas condições, então outra pessoa vai ter que admitir em continuar com a criminalização do aborto.
Isso não é argumento, é só uma provocação. Não que não tenha seu valor como provocação, mas não deve ser tratado como argumento.
É verdade que mesmo com a criminalização do aborto, as pessoas ainda vão continuar abortando. Mas isso vale para qualquer coisa que se considera crime, desde pirataria até coisas vis, como consumo de pornografia infantil.
O fato de ser crime não deveria ser o ponto principal. Algo ser criminoso não significa que é automaticamente imoral ou antiético, e vice-versa.
Pegar dados da realidade e pensar que eles podem se transformar em alguma ação prescritiva, é violar a Lei de Hume. Uma forma de entender essa lei é pensar na famosa "falácia naturalista": não é porque algo é feito na natureza que automaticamente é bom, não é porque fêmeas mamíferas podem matar seus filhotes, que devemos fazer o mesmo.
Os dados estão lá, mas em o que fazer com eles muda de acordo com o tipo de enquadramento que queremos. Então mesmo que haja, por exemplo, dados que a produtividade do país aumentou ao exterminar moradores de rua, adotar essa política pública está fora de questão por violar a ética.
Esse argumento talvez valha na questão puramente jurídica da coisa, mas não deve ser usado para argumentar em prol do aborto. Pois dizer que tal sujeito é necessariamente um ser humano porque tem atividade cerebral, quer dizer que um feto com uma semana antes do tempo usual da formação cerebral não é um "humano" e que automaticamente se torna após chegar em tal semana.
Isso quer dizer que existe um limite arbitrário onde um feto pode ser retirado e onde não pode. Que existe uma convenção em que um feto, que pode ser abortado e automaticamente ele não pode mais até chegar tal ponto.
Isso é problemático se pensarmos na idade da maioridade penal: quer dizer que se um adolescente com 17 anos incompletos, cometer um crime à meia-noite do dia do seu aniversário, logo tendo 18 anos, isso o faria ser um "adulto"? Isso e coerente, talvez, na questão puramente jurídica, mas não podemos tomar essa régua para nossas vidas como todo. Podemos generalizar isso para drogas, casas de apostas, conteúdo inapropriado etc.: quer dizer que no momento que fez 18, então devemos automaticamente tratar como adulto? Perante lei, sim, mas cotidianamente, não parece ser o correto.
Isso funciona juridicamente, mas não deve ser usado como argumento em favor do aborto.
Se você considera o aborto como algo vil, você não irá concordar que o aborto deva ser legalizado só porque conta de uma mulher com dificuldades. Aceitar esse tipo de argumento, é abrir um precedente para justificar uma série de ações que reprovamos, mas porque tal pessoa não tem condições, logo está tudo bem fazer tal coisa.
Esse argumento também não funciona porque se levarmos a ferro e fogo, ele só diz apenas das mães em condições ruins. Logo, se há uma mulher querendo abortar, mas não em condições ruins de vida, quer dizer que essa mulher deva ser penalizada e a outra não? Que está correto julgar essa mulher e a outra não? O próprio argumento cai sobre si mesmo ao entendermos que ele não serve de muita coisa se queremos que todas as mulheres tenham acesso ao aborto.
Se queremos argumentar em prol da legalização do aborto, nada vale querer argumentar somente para um tipo de caso.
Por enquanto são só esses argumentos, lembrando de cabeça, que considero como ruins. Se você é pró-aborto, eu recomendo fortemente que você não os use.
Ao invés de isso, gostaria que você lesse este artigo filosófico da Judith Jarvis Thomson que de fato argumenta melhor: o feto, por ser um ser vivo completamente dependente do corpo da mãe, a mãe teria o direito de cessar essa ligação. Logo, por isso que a morte de um feto não deve ser tomada como a morte de um bebê: um bebê, por já ter nascido, não depende do corpo (como seus órgãos) da mãe para estar vivo, diferente de um feto.
Isso não quer dizer que o argumento da Thomson não tenha problemas, mas meu ponto é que há como defender o aborto sem repetir uma série de chavões que são argumentos muito ruins, que só servem apenas para baterem de frente com outros argumentos muito ruins. Logo, perpetuando um ciclo vicioso de pobreza intelectual.
A notícia pode ser lida aqui.
Aquela compra de 55 bilhões de dólares, a segunda maior compra de uma desenvolvedora de jogos (perdendo para a compra da Bethesda pela Microsoft), foi de fato efetivada no dia 4 de agosto deste ano.
Esta compra foi feita pelo modelo de aquisição alavancada em que basicamente a empresa comprada vai ter que custear todas as dívidas para a compradora.
Logo, isso não só vai impactar os jogos futuros da EA Games (não que a EA Games fosse lá um sinônimo de qualidade no mercado de videogames por umas décadas) como também gente que trabalha. Pois a EA Games já está estudando em como fazer para demitir em massa uma série de pessoas para pagar essa dívida. A reportagem disso pode ser lida aqui.
E, é claro, como que isso pode ser legal? Como que isso pôde ser aprovado ao ponto de rifar uma empresa estadunidense para um país estrangeiro como a Arábia Saudita? Ah, é claro, isso é possível se a família Trump está por trás disso tudo para enriquecer eles mesmos, no caso, o genro do Trump, Sr. Jared Kushner, por ser o mediador dessa compra.
Tuíte principal: Netanyahu: Todos que participaram no 7 de outubro serão mortos.
Retuíte com comentário: Netanyahu agora está abertamente ameaçando cometer suicídio.