QUAL SERIA O ‘SEGREDO DO SUCESSO’ PARA A VIDA ADULTA?
Importante frisar algo MUITO importante: nada do que foi escrito por mim se trata de inveja dos citados. Minha genuína dúvida é referente a como as adversidades da vida adulta são levadas por cada um.
Vou começar me apresentando para melhor contextualização da dúvida.
Sou um jovem nascido e crescido em São Paulo, capital. Tenho 20 anos e, no momento, estou no 5º semestre do curso de Psicologia. Além da graduação em andamento, possuo um curso técnico concluído em Administração e tive minha primeira e, até então, única experiência profissional na área de E-commerce, começando em 2023 (último ano do ensino médio) e saindo desse emprego no final de 2025, devido a mudanças administrativas que ocorreriam e à oportunidade de procurar empregos e/ou estágios relacionados à minha área de estudo.
Financeiramente falando, planejei essa saída durante todo o ano de 2025 e, com isso, consegui guardar dinheiro suficiente para sustentar meu 2026 inteiro. Mesmo que meu planejamento não fosse ficar parado, isso foi feito apenas e exclusivamente por precaução.
Minhas primeiras dúvidas referentes a esse “segredo” que eu citei surgiram no ano de 2024, comparando as vidas e “luxos” de pessoas do meu trabalho com alguns colegas de estudo.
Como uma parte do E-commerce envolvia um trabalho 100% braçal, eu convivi nesses anos com muitas pessoas em situações financeiras delicadas, desde abandono familiar até envolvimento com drogas. Entretanto, muitos outros que dividiram espaço comigo nesse período também possuíam condições consideradas “classe média” para a maioria das pessoas, semelhante à minha realidade, com a grande diferença de não estarem cursando ensino superior (com muitos nem tendo o planejamento futuro de fazer).
Mas o que sempre me deixava pensativo era como muitas pessoas que recebiam iguais ou parecidos com o meu salário (R$ 2.200,00) viviam uma aparente vida confortável, conseguindo sustentar aluguel, contas, alimentação, lazer e, alguns, até filho(s).
Até esse ponto, apesar de me fazer pensar, não era algo que me incomodava ou me fazia ter medo do futuro.
Essa situação seguiu assim até uma amizade minha da faculdade se tornar mais íntima, a ponto de conversarmos a respeito de problemas de vida mais delicados e financeiros.
A fim de evitar exposição, tudo o que vou falar é que essa amizade estava cursando Psicologia como sua segunda graduação, sendo a primeira Pedagogia, já trabalhando de forma autônoma na área e conseguindo se sustentar junto à sua filha pequena.
Apesar disso, essa pessoa volta e meia comentava sobre dificuldades financeiras, relatando dificuldades em pagar contas, fechar o mês no positivo e, principalmente, conseguir ter e proporcionar lazer para si e sua filha. Chegando a dizer que, mesmo sendo formada e trabalhando na sua área, às vezes precisava pedir ajuda aos pais para conseguir se sustentar.
Além disso, me contou o valor mínimo que precisava para concluir o mês, que era entre 3 e 4 salários mínimos.
No momento dessa “revelação”, minha mente se tornou um turbilhão, e eu apenas pude lembrar dos meus colegas de serviço recebendo o valor que já mencionei antes e conseguindo ter dinheiro para se sustentar e realizar diversas atividades de lazer de um jeito que, até com os meus gastos mínimos, eu teria dificuldade de sustentar.
Mas minha principal dúvida seria: mesmo supondo que todo esse lazer e até ostentação de alguns seja simplesmente o abuso do cartão de crédito e limites aumentados, eles não aparentavam estar preocupados com isso, nem com uma possível demissão ou com o futuro dos seus filhos.
Conheço todas as alegações referentes ao paulista e sua relação com o trabalho, e reconheço que algumas dessas críticas referentes a trabalho e autocobrança são relevantes e verídicas. Mas, independentemente disso, não consigo parar de pensar em como essas pessoas (sem formação superior e recebendo algo parecido comigo, sendo muito mais velhos), de acordo com aparências tanto presenciais quanto através das redes sociais, aparentavam ter uma vida muito mais feliz e confortável do que uma pessoa com formação concluída, buscando uma segunda graduação e trabalhando muito.
Não cheguei a comentar isso antes, mas essa pessoa chegava a faltar aulas devido à agenda cheia por conta do trabalho. Já cheguei a ouvir dessa pessoa que ela passava mais de 12 horas trabalhando em um dia. Importante citar também que essa pessoa não possui nenhum luxo e nem um carro.
Desde que deixei meu antigo emprego e passei a enfrentar novamente a dura realidade do mercado de trabalho (5 a 6 meses buscando e não consegui nem 5 entrevistas nesse período), passei a pensar bastante nisso de novo.
GOSTARIA DE MENCIONAR NOVAMENTE QUE NADA DISSO SE TRATA DE INVEJA. Muitos desses colegas eram pessoas muito extremamente atenciosos, legais e igualmente batalhadoras dentro de suas realidades. Minha questão é puramente curiosidade para o MEU futuro.
Não sei se alguém já passou por uma situação que o levou a pensar assim, mas adoraria ouvir opiniões e/ou teorias a respeito do que pode ser o paradeiro financeiro (ou até de alegria e motivação) dessas pessoas.
Agradeço muito por todos que leram até aqui. (Primeiro post no Reddit, peço perdão por qualquer erro que possa ter cometido)