u/altovaliriano

Sabotagem e traição por trás da Tragédia de Solarestival

Todos conhecemos a famosa teoria de que a Tragédia de Solarestival foi provocada por Aegon V depois de ele tornar-se o louco da profecias.

Mas eu estava lendo um texto do saudoso Steven Attewel, em que ele faz uma especulação diferente:

>Certamente parece ter envolvido fogo e morte e possivelmente outra tentativa de reanimar ovos de dragão com magia, mas Sor Barristan Selmy, que é um dos poucos contemporâneos restantes, a respeito desse evento, lembrou da "traição e tumulto" em torno dos casamentos dos filhos de Aegon V. Assim, a Tragédia pode ter envolvido sabotagem e assassinato, em vez de um acidente mágico simples.

As promessas de casamento dos filhos de Egg envolviam as seguintes família:

  1. Baratheon - os filhos de Lyonel (Ormund e sua irmã)
  2. Redwyne - Olenna
  3. Tully - Celia
  4. Tyrell - Luthor

A composição das Casas Tyeel e Tully é desconhecida, bem como as personalidades de Celia e Luthor. Desse modo, eventual suspeita recairia em maior peso sobre os Baratheon e os Redwyne.

Os leitores conhecem a personalidade assassina de Olenna. Se alguém fosse procurar um conspirador para matar um rei, seria ela. Entretanto, os Baratheon poderiam amargurar a morte de Lyonel >!pelas mãos do Lorde Comandante da Guarda Real!<, bem como o rompimento do noivado da irmã de Ormund (mas não o de Ormund, que se casou com Rhaelle, sua prometida).

Acho que podemos descartar que o castelo tenha sofrido um ataque de forças externas. Seria mais simples que um assassinato de um piromante específico causasse um efeito dominó, ou mesmo a adulteração de frascos de fogovivo. Até mesmo podemos pensar que alguém incendiou os frascos antes do tempo, causando uma reação em cadeia.

Fãs mais chegados à teoria da Conspiração dos Meistres atribuiriam a traição a meistre Corso, que servia em Solarestival no momento, ou a outro meistre que fora trazido para atender à reunião da família real no palácio de verão.

Ideias?

reddit.com
u/altovaliriano — 7 days ago

Gendry recuperou seu elmo de cabeça de touro?

O último avistamento do elmo de Gendry foi em A Fúria dos Reis, sendo usado por Polliver, um dos homens do Montanha:

>Atrás de todos vinha Sor Gregor Clegane com seu aço cinza, montado num garanhão com um temperamento tão mau como o do cavaleiro. Polliver seguia a seu lado, com o estandarte dos cães pretos na mão e o elmo com chifres de Gendry na cabeça. Era um homem alto, mas não parecia mais do que um rapaz meio crescido quando cavalgava na sombra de seu senhor.

ACOK, Arya VIII

Arya e Cão de Caça matam Polliver na Estalagem da Encruzilhada:

>A lâmina ficou presa no meio da cara de Polliver, e quando Cão de Caça a soltou com uma sacudida, metade da cabeça do outro veio junto.

ASOS, Arya XIII

Porém, Arya não menciona ter encontrado o elmo no cadáver:

>Preciso de prata. A conclusão fez Arya morder o lábio. Tinham encontrado um veado e uma dúzia de cobres em Polliver, oito moedas de prata no escudeiro espinhento que ela tinha matado, e não mais do que um par de moedas na bolsa de Cócegas. Mas Cão de Caça tinha lhe dito para tirar as botas de Cócegas e cortar as roupas ensopadas em sangue, e ela descobriu um veado em cada pé, e três dragões de ouro cosidos no forro de seu gibão. Mas Sandor tinha ficado com tudo.

ASOS, Arya XIII

Ainda seria possível que o elmo estivesse com seu cavalo no estábulo ou em algum lugar próximo. Como Sandor afirma, parece haver um acampamento próximo, com outros homens do Montanha:

>– Se estes três estavam aqui nas putas, Gregor deve controlar o vau, além de Harrenhal. Podem aparecer mais dos seus animais de estimação a qualquer momento, e já matamos o suficiente desses malditos por um dia.

ASOS, Arya XIII

De todo modo, a próxima vez em que vemos a estalagem da encruzilhada, ela já está sob o domínio da Irmandade Sem Bandeiras.

>– Foi esta a estalagem em que Sandor Clegane matou três dos homens do irmão – recordou Brienne.

AFFC, Brienne VII

Um grupo de órfãos está presente para receber Brienne, e entre os órfãos há Gendry.

>Gendry era o que havia de mais próximo a um homem-feito, mas era Willow quem gritava todas as ordens, como se fosse uma rainha em seu castelo e as outras crianças não passassem de criados.

AFFC, Brienne VII

Quando Brienne visita Gendry na forja, o rapaz está forjando uma espada, não um elmo. Talvez ele tenha encontrado o elmo entre as coisas que foram confiscadas dos mortos assim que a Irmandade tomou a Estalagem.

O que acham?

reddit.com
u/altovaliriano — 8 days ago
▲ 16 r/Valiria

REPOST: Lista de prisioneiros ao final do 5º livro

No subreddit asoiaf, o usuário u/LChris24 reuniu uma lista de pessoas que estão cativas.

O texto abaixo é uma tradução adaptada.

----------

Ilhas de Ferro

  • Gawen e Erena Glover: atualmente reféns em Dez Torres
  • Brandon e Beren Tallhart, Berena Hornwood e Eddara Tallhart. Reféns na Praça de Torrhen por Dagmer Boca-Rachada
  • Guthor Grimm: Senhor de Escudogris, cativo em seu próprio castelo

Stannis

  • Asha e Theon Greyjoy: Atualmente na Vila dos Arrendatários
  • Val: Stannis a considera uma prisioneira

Casa Frey

  • Jason e Patrek Mallister: Mantidos em cativeiro por Walder Negro Frey em Guardamar
  • Marq Piper: Cativo nos Gêmeos
  • Grande Jon Umber: Cativo nas Gêmeas. Família com lealdade dividida em razão disso.

Casa Bolton

  • Beth Cassel, Kyra, Nabo, Palla, Bandy, Shyra, e a Velha Ama: cativas em Forte do Pavor

Casa Lannister

  • Edmure Tully: A caminho de Rochedo Casterly
  • Hoster Blackwood: Dado a Jaime após a rendição de Solar de Corvarbor
  • Uma das Filhas de Jonos Bracken: requisitada por Jaime a Jonos Bracken, ainda não exatamente cativa
  • Harrion Karstark: Cativo em Lagoa da Donzela. Família com lealdade dividida em razão disso.
  • Garrett Paege e Lew Piper: Escudeiros que Jaime gosta.
  • Garth Greenfield e Lymond Vikary: Status incerto. Cativos em seus próprios castelos, mas houve rendição.

Trono de Ferro

  • Tallad o Alto, Lambert Turnberry, Hugh Clifton, Mark Mullendore, Bayard Norcross e Jalabhar Xho: Acusadores de Margaery. Cativos de Qyburn.
  • Osfryd e Osmund Kettleblack: Cativos de Kevan Lannister.

A Fé dos Sete

  • Bardo Azul: Cativo no Septo de Baelor. Parece que enlouqueceu.
  • Osney Kettleblack: Cativo pela Fé, a ser executado pelo seu assassinato do Alto Septão.

Casa Tyrell

  • Erren Florent e Parmen Crane: Cativos em Jardim de Cima.

A Patrulha da Noite

  • Cregan Karstark: Em uma cela de gelo.
  • Dryn (filho de Tormund), Gerrick Sanguerreal e outros reféns selvagens sem nome: o "preço de sangue" de Jon para que os selvagens atravessassem a Muralha.

A Irmandade sem Bandeiras

  • Podrick Payne, Sor Hyle e (talvez) Brinne de Tarth. Todos cativos do bando de Senhora Coração de Pedra.

A Companhia Dourada

  • Membros da Casa Estermont. Cativos em seu próprio castelo por Marq Mandrake.
  • Raymund e Alayne Connington e Ronald Storm. Cativos em Poleiro do Grifo por Jon Connington.

EDIT:

Euron Greyjoy

  • Aeron Greyjoy.
reddit.com
u/altovaliriano — 16 days ago

Marillion é um agente de Petyr Baelish, desde o começo

A teoria famosa desta sexta propõe que o cantor Marillion havia sido contratado por Petyr Baelish como parte de seu plano contra as famílias Stark, Lannister e Tully

Argumentos a favor

  1. Mindinho sabia que Catelyn estava à cavalo a caminho de Winterfell e poderia ter mandado alguém vigiá-la
  2. Em um salão cheio de outras pessoas, inclusive nobres, Marillion insiste em conversar com duas pessoas aparentemente sem posses ou refinamento musical
  3. Assim como Petyr, o cantor perdeu dinheiro apostando em Jaime Lannister no torneio em que Mindinho perdeu a adaga
  4. Marillion afimou que o plano era fazer uma viagem tranquila para Porto Real, mas subitamente prefere se juntar ao bando que sequestrou Tyrion Lannister
  5. O cantor implora para Catelyn permitir que ele os siga até o Ninho da Águia
  6. Marillion usa seu talento para caçoar os pretendentes de Lysa (mantendo o caminho aberto para Petyr)
  7. Marilion sabia demais, por isso Petyr o usou de bode expiatório para o assassinato de Lysa
  8. Na primeira aparição após ser (supostamente) preso e torturado, Sansa nota que Marillion estava "quase elegante", em contraste ao que se espera de um prisioneiro
  9. A venda e as luvas que Marillion usava não permitiram que testemunhássemos se ele havia sido torturado de verdade
  10. Quando cantava à noite, a voz do cantor parecia "forte", "doce" e "segura" aos ouvidos de Sansa
  11. "Sansa achava que ele soava melhor do que alguma vez soara antes"
  12. As pessoas conseguem ouvir Marillion cantar das celas, mas Tyrion descreveu que lá "o vento uivava noite e dia"
  13. "Alayne não vira o corpo, assim como Robert não o vira, mas não duvidava de a morte do cantor ser um fato."
  14. Robert Arryn continua ouvindo Marillion cantar mesmo depois de sua suposta morte

Argumentos em desfavor

  1. Mindinho não sabia que Catelyn sequestraria Tyrion ou viajaria para o Ninho da Águia
  2. Marillion estava na mesa que Rodrik Cassel escolheu sentar, não o contrário
  3. Muitas pessoas devem ter perdido dinheiro apostando em Jaime
  4. Marillion gosta de fazer apostas, e acompanhar Catelyn era uma aposta que poderia ser recompensadora
  5. Caçoar dos pretendentes de Lysa era uma tática útil para que Marillion continuasse sendo o favorito de Lysa sem um marido ciumento em sua cola
  6. Ninguém gostava de Marillion: isso foi o que o tornou o bode expiatório perfeito (exatamente a mesma jogada que Mindinho havia feito com Tyrion antes)
  7. Tornar Marillion apresentável, mesmo após tortura, era um modo de Petyr não parece cruel
  8. É contraditório dizer que Marillion foi incriminado por saber demais e não arrancarem sua língua
  9. Sansa acha que Marillion está cantando melhor por força da "dor, medo e saudade"
  10. Petyr ter poupado Marillion de ser torturado e morto não significaria que o cantor era um agente seu desde o começo
  11. Robert Arryn pode estar alucinando
reddit.com
u/altovaliriano — 27 days ago
▲ 25 r/Valiria

Ponta Tempestade tem cara de que era morada de piratas no passado

As histórias mais antigas sobre o castelo dos Baratheon remetem à origem lendária dos Durradon. Os meistres desconfiam da veracidade do relato, mas eu vou além dos meistres: a localização de Ponta Tempestade era boa demais para não ter gente morando lá antes disso.

Eu sei que isso é algo que se fala sobre Porto Real também. Contudo, até lá houve outrora "torres e fortes, que sempre acabavam por ser derrubados em uma ou outra guerra" (F&S, A Conquista de Aegon). Na ponta de Durran, tudo que ouvimos falar foi dos castelos derrubados pelos pais de Elenei.

A forma como os ventos convergem para Ponta Tempestade é o fato de maior relevância. Isto quer dizer que o vento arrasta coisas para lá. E a Baía dos Naufrágios não ganhou esse nome à toa.

Se adicionarmos o fato de que - como se especula - o Mar de Dorne era um corpo de água fechado, um verdadeiro mar interior, piratas intrépdos do Mar Estreito que atacassem a costa oeste de Essos conseguiriam achar refúgio nas Terras da Tempestade. Nenhum navegador primitivo os seguiria até ali. Ninguém se arriscaria a fazer cerco também.

O refúgio seria ainda mais vantajoso se presumirmos que não havia sequer necessidade de erguer um castelo. A caverna que fica embaixo do atual castelo é oculta, estreita e somente acessível na maré cheia. Um esconderijo perfeito até mesmo contra as tempestades.

u/altovaliriano — 28 days ago
▲ 11 r/Valiria

REPOST: A Mulher Vermelha e o Portão Negro

No final de A Tormenta de Espadas, Stannis Baratheon está conversando com os irmãos da Patrulha sobre assuntos diversos quando ele pergunta algo a Samwell:

>[...] Disseram-me que você e aquela garota selvagem passaram por baixo da Muralha, através de um portão mágico qualquer.
>
>– O P-Portão Negro – gaguejou Sam. – Por baixo de Fortenoite.
>
>– Fortenoite é o maior e mais antigo dos castelos na Muralha – disse o rei. – É lá que pretendo me instalar, enquanto travo esta guerra. Você irá me mostrar esse portão.
>
>– Eu – disse Sam–, eu m-mostro, se... – Se ainda estiver lá. Se se abrir para um homem que não veste negro. Se...
>
>– Mostrará – exclamou Stannis. – Eu direi quando.
>
>(ASOS, Samwell V)

Eu lembrava deste diálogo, mas apenas da parte sobre Stannis se instalar em Fortenoite. Não lembrava em absoluto da outra parte. Este diálogo estabelece 3 coisas importantes:

  • A Patrulha, Melisandre e Stannis sabem agora do Portão via Samwell;
  • Stannis tem interesse no Portão;
  • Samwell informa que o Portão só se abre para homens da Patrulha.

O momento de Samwell apresentar o Portão a Stannis nunca chega, pois o primeiro é enviado à Vilavelha logo no primeiro capítulo de O Festim dos Corvos, enquanto o último parte em missão militar para retomar Winterfell. É discutível se Stannis não teria feito uma parada em Fortenoite no caminho para as aldeias dos clãs das montanhas. Mas não acho que não há dúvida de que Melisandre nunca visitou aquele castelo abandonado.

Entretanto, em uma declaração completamente surpreendente, feita 414 dias antes do lançamento de A Dança dos Dragões, Martin disse:

>Fã: Espero que você esteja bem! Espero que este seja um email um tanto inócuo que você possa responder para mim. Melisandre menciona que ela espera que Sam mostre a ela (e Stannis, se bem me lembro) o Portão Negro sob o Fortenoite. Não há menção de Sam ter deixado o Castelo Negro antes de embarcar para Bravos, então estou certo ao supor que ele nunca retornou ao Fortenoite para mostrar o portão para Melisandre?
>
>GRRM: Tenho certeza de que ela encontrou por conta própria.

Não só o SSM fala especificamente sobre Melisandre, como contradiz tudo que vimos ocorrer em Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Melisandre é sempre breve em suas dissertações sobre os poderes da Muralha, mas ela nos lembra deles frequentemente. Mas nunca nada parecido com o Portão Negro é refletido nas declarações dela. Nem mesmo quando no primeiro capítulo dela no último livro.

Assim, eu me sinto forçado a concordar com os leitores que especulam que o encontro em Melisandre e o Portão Negro foi atrasado porque Martin não fez o salto temporal de 5 anos entre Tormenta e Dança que ele havia planejado. Porém, algo que eu não posso deixar de pensar é que Martin já deve ter escrito esta cena e a engavetou para livros futuros.

De fato, no passado, Martin já fez declarações baseado em detalhes que ele havia retirado dos livros logo antes da publicação.

Por exemplo, George afirmou que seus editores, inspirados pela cena dos livros em que Xaro Xhoan Daxos mostra a Daenerys uma tapeçaria em que há um "mapa com Qarth no centro do mundo", lhe pediram para reproduzir esta sensação no Atlas das Terras de Gelo e Fogo.

Ocorre que na cena dos livros em que Xaro presenteia Daenerys com a dita tapeçaria (ADWD, Daenerys III) não há qualquer menção a Qarth estar no centro do mapa ou do mundo. Este detalhe estava nos rascunhos iniciais de “A Dança dos Dragões”, mas foi retirado da versão final do livro (como suspeita Elio Garcia).

Portanto, Martin às vezes fala de coisas que ele escreveu, mas não chegaram aos livros. E nos cabe especular o que foi que aconteceu ou o que isso quer dizer.

No caso, o enigma é interessante. O que poderia significar um encontro entre o Portão Negro e a Mulher Vermelha? A única função conhecida do artefato é permitir a passagem de homens da patrulha ao Norte-da-Muralha por baixo do castelo. Por ser apenas uma porta, muitos leitores tentaram lhe dar uma função na história alegando, com base nos eventos de Game of Thrones, que o Portão Negro será a porta que Hodor terá que segurar.

No entanto, eu acho essa explicação insuficiente. Em outro tópico, expliquei minha insatisfação da seguinte maneira:

>[...] o Portão Negro tem uma forma peculiar de se comportar.
>
>Quando Samwell pronuncia a senha (os votos da Patrulha), a os lábios da face no Portão "se abriram, [...] até que nada restou a não ser uma grande boca escancarada, rodeada por um anel de rugas" (ASOS, Bran IV)
>
>Como é que Hodor poderia barrar uma porta que é uma boca? Tampouco sabemos quão largo é túnel do outro lado do Portão Negro para afirmar que Hodor poderia "segurar a porta" obstando a passagem do túnel com o próprio corpo.

Por essa razão que um futuro encontro entre Melisandre e o Portão poderia servir como uma boa justificativa para esta teoria. Afinal, os poderes da Mulher Vermelha são desconhecidos por ela mesma, de forma que Martin pode acabar narrando um evento único, em que a capacidade arcana de Melisandre se provará essencial.

Por outro lado, Martin pode ter feito de Melisandre uma personagem POV justamente para preparar terreno para o que vai acontecer durante este encontro. Pode ser que a combinação de seus poderes com os de Bran sirva para abrir ou selar a Porta a fim repelir os Outros, e que seja este evento que cause o problema em Hodor.

O que vcs pensam a respeito?

reddit.com
u/altovaliriano — 29 days ago
▲ 16 r/Valiria

Ryan Condal diz ter lido um artigo da marinha americana elogiando o realismo da Batalha da Goela em HOTD

A fala é antiga, mas passou batido por mim à época

wikiofthrones.com
u/altovaliriano — 1 month ago

REPOST: Quaithe em Westeros

Temos razões para acreditar que Quaithe falará mais vezes com Daenerys nos futuros livros.

Desde sua primeira aparição em A Fúria dos Reis, a misteriosa umbromante tem participado de ao menos uma cena por livro nos capítulos da Rainha Dragão. É bastante discutível a natureza dessa materialização, porém. Quaithe afirma literalmente que nunca está verdadeiramente lá e os momentos que escolhe para falar com Dany são sempre quando suas aias estão dormindo e a própria Daenerys está no estágio intermediário entre adormecida e acordada (ou tendo um sono agitado, como na última aparição).

Então, eu não afirmo com convicção que as conversas com Quaithe são visões ou sonhos. Mas qualquer que seja a natureza desses diálogos, certamente eles continuarão. E as pessoas ouvem Daenerys falando “sozinha”.

Agora imaginemos que Quaithe apareça para Daenerys quando ela estiver em Westeros e que pessoas que acabaram de conhecer Daenerys a ouçam falando sozinha. Claro que todos vemos o potencial destrutivo que isso teria para sua reputação. É o tipo de rumor que, nos ouvidos errados, facilmente correria sua corte em Pedra do Dragão ou em Porto Real como um rastro de pólvora.

Para nosso desalento, realmente existe um inimigo ouvindo atrás das paredes na Fortaleza Vermelha. Varys está vivendo nas entranhas da Fortaleza de Maegor há mais de seis meses e a única coisa que provavelmente o tiraria de lá seria fAegon sentar-se no trono de ferro. Entretanto, caso as circunstâncias mudassem, ele poderia voltar a se esconder com a mesma facilidade com que saiu. Assim, tal qual Larys Pé-Torto (supostamente) espalhava mentiras sobre Rhaenyra pela cidade, Varys poderia minar a reputação da Rainha Dragão com verdades.

Por outro lado, a situação não seria apenas ruim no Sul, no contexto da tomada do trono. Outra batalha que espera-se a participação de Daenerys ocorrerá no Norte.

A série da HBO instalou no fandom a impressão que o primeiro contato entre a família Stark e Daenerys será inamistoso, ainda que ela já tenha uma boa relação com Jon Snow. Este tipo de mal-estar já era esperado pelos leitores das Crônicas, haja vista as declarações de Daenerys sobre “os cães do usurpador” e o derramamento de sangue que Aerys promoveu, que quase levou à Casa Stark à extinção.

Contudo, assumindo que uma aliança se forme entre Dany e Winterfell, é de se pensar que Quaithe tenha alguns enigmas para dividir com a rainha antes da nova Batalha pela Aurora. Neste contexto, ser ouvida falando sozinha seria algo com grande potencial para abalar a aliança, haja vista os paralelos que poderiam ser traçados entre Aerys e Daenerys (muito embora o falecido rei Targaryen não fosse conhecido por ouvir vozes).

Eu imagino que a Batalha pela Aurora seja uma espécie de conflagração em ASOIAF. Um momento em que todas as relações serão testadas, inclusive a existente entre Daenerys e Quaithe. A garota deve começar a perceber sinais do que a umbromante está falando o tempo todo, elementos para decifrar os enigmas de seus conselhos. Mas as respostas não devem vir como lições em prol da jornada de Daenerys, mas também na forma de repreensões e recomendações.

De fato, é bem possível que Quaithe, no ato final da história, recomende Daenerys abandonar a cruzada pelo trono, afirmando que, por alguma razão, aquilo não é para ela (“lembre-se de quem você é”). Ou ainda simplesmente diga para ela deixar Westeros, pois ali não é seu lugar (talvez a chame para Asshai, quem sabe, para continuar seu papel como Azor Ahai). E daí em diante Daenerys pare de levar seus enigmas em consideração.

Esta ruptura poderia muito bem acontecer no lombo de Drogon enquanto a Tagaryen decide entre atacar Porto Real ou não. Aquela cena da 8ª temporada em que, em minha opinião, Emilia Clarke deu sua melhor interpretação em toda a série.

Quaithe e Danerys discutindo, mas as pessoas vendo Dany gritar sozinha. Uma tragédia dentro de outra.

reddit.com
u/altovaliriano — 1 month ago

George R. R. Martin tentou imitar Jack Vance (dez/2000)

Esta foi uma entrevista que George deu por e-mail em dezembro de 2000.

Na sessão de SSM (So Spake Martin) do portal Westeros não há data precisa de quando ocorreu.

O nome do entrevistador é Nick Gevers (NG).

>[...]

>NG: Ao olhar para trás, para as *space operas* que você produziu no início de sua carreira, duas características relacionadas se destacam: um romantismo intenso e um gótico melancólico. Que influências, que considerações artísticas e pessoais, o levaram a seguir essas direções literárias?

>GRRM: Sempre fui intensamente romântico, mesmo quando era jovem demais para entender o que isso significava. Mas o romantismo tem seu lado sombrio, como qualquer romântico logo descobre... e é aí que entra a melancolia, suponho. Não sei se é uma questão de influências artísticas ou de temperamento. Mas sempre houve algo no crepúsculo que me comove, e o pôr do sol fala comigo de uma maneira que nenhum nascer do sol jamais conseguiu.

>NG: O que o levou a se afastar da ficção científica para escrever terror e, depois, para a série de antologias de universo compartilhado *Wild Cards*?

>GRRM: Não tenho certeza se concordo que eu tenha me "afastado" da ficção científica. Quando eu era criança, meu pai costumava dizer que eu gostava de "coisas estranhas". Bem, essas coisas estranhas vinham em muitos estilos: ficção científica, fantasia, terror, mistérios, romances de espionagem, histórias em quadrinhos, e por aí vai. Eu lia tudo isso vorazmente, às vezes passando de Robert A. Heinlein para H. P. Lovecraft, depois para Tolkien e para o Quarteto Fantástico na mesma semana. Acho que era inevitável que, mais cedo ou mais tarde, eu também escrevesse sobre todos esses gêneros. Fazer a mesma coisa repetidamente é entediante. Sim, estou escrevendo fantasia épica agora... mas voltarei a escrever ficção científica e, talvez, mais terror também.

>NG: Para mim, assim como para muitos outros, você parece ser o melhor autor de fantasia ambientada em mundos imaginários de grande escala em atividade atualmente. Até que ponto esse sucesso pode ser atribuído à sua notável experiência como autor — ter passado anteriormente por fases escrevendo ficção científica, terror, colaborações multimídia, roteiros de TV...?

>GRRM: Bem, eu não chamaria de "fases", mas acredito que um escritor aprende com cada história que escreve e, quando você experimenta coisas diferentes, aprende lições diferentes. Trabalhar com outros escritores — seja em Hollywood ou em uma série ambientada em um universo compartilhado — também fortalecerá suas habilidades, ao lhe expor a novas formas de encarar o trabalho e a abordagens distintas para certos desafios criativos. Sempre acreditei que um escritor precisa ter uma leitura ampla, especialmente em sua fase de formação... e explorar diversas formas e subgêneros amplia seu repertório de maneira semelhante.

>NG: *As Crônicas de Gelo e Fogo* possuem muito da textura complexa de uma história autêntica, tanto em termos gerais quanto em seus ecos específicos de episódios históricos reais. Quais leis e princípios (se é que existem) regem a história humana, na sua opinião, e como a sua compreensão dos processos históricos moldou a série?

>GRRM: Os processos históricos nunca me interessaram muito, mas a história está repleta de narrativas, cheia de triunfos e tragédias, de batalhas vencidas e perdidas. São as pessoas que me atraem — os homens e mulheres que viveram, amaram, sonharam e sofreram, assim como nós. Embora alguns pudessem ostentar coroas na cabeça ou ter sangue nas mãos, no fim das contas não eram tão diferentes de você ou de mim; é aí que reside o fascínio que exercem. Suponho que ainda acredite na hoje fora de moda escola "heroica", segundo a qual a história é moldada por homens e mulheres individuais e pelas escolhas que fazem, por feitos gloriosos e terríveis. Essa é, certamente, a abordagem que adotei em *As Crônicas de Gelo e Fogo*.

>NG: *As Crônicas de Gelo e Fogo* passam por uma evolução muito interessante ao longo dos três primeiros volumes: de um cenário relativamente claro de Bem (os Stark) contra o Mal (os Lannister) para outro muito mais ambíguo, no qual os Lannister são melhor compreendidos e as certezas morais tornam-se mais difíceis de alcançar. Você está desafiando deliberadamente as convenções e premissas da fantasia neo-tolkieniana?

>GRRM: Sou réu confesso. A batalha entre o bem e o mal é um tema legítimo para a fantasia (ou para qualquer obra de ficção, aliás), mas, na vida real, essa luta trava-se principalmente no coração humano. Muitas obras de fantasia contemporâneas escolhem o caminho mais fácil ao externalizar o conflito; assim, basta aos protagonistas heroicos derrotar os lacaios malignos de uma força das trevas para saírem vitoriosos. E é fácil identificar esses lacaios malignos, pois são inevitavelmente feios e vestem-se sempre de preto. Eu queria inverter essa lógica. Na vida real, o aspecto mais difícil da batalha entre o bem e o mal é distinguir um do outro.

>NG: Como o título *As Crônicas de Gelo e Fogo* deixa bem claro, a guerra fundamental da série é de natureza elemental e eterna, travada entre forças poderosas de frio e calor. Nesse contexto, é justo afirmar que o conflito colocado em primeiro plano nos três primeiros volumes — a Guerra dos Cinco Reis, a despeito de suas oposições superficiais entre o gelo dos Stark e o fogo dos Lannister — é, na verdade, uma distração da verdadeira batalha, uma disputa dinástica inútil que enfraquece drasticamente os Sete Reinos justamente quando eles precisam estar em seu auge de força e vigilância?

>GRRM: Talvez. Essa é uma questão para meus leitores refletirem.

>NG: Como romances anteriores, como Dying of the Light e Windhaven, As Crônicas de Gelo e Fogo são muito ricos em atmosfera feudal: há uma enorme quantidade de parafernália aristocrática evidentes, principalmente em seus extensos apêndices. O que está por trás do seu fascínio pelo medievalismo?

>GRRM: O cenário medieval tem sido o cenário tradicional para a fantasia épica, mesmo antes de Tolkien, e há boas razões para essa tradição. A espada tem um romance que falta às pistolas e aos canhões, um valor simbólico poderoso que nos toca em algum nível primordial. Além disso, os contrastes tão aparentes na Idade Média são muito impressionantes - o ideal de cavalaria existia lado a lado com a terrível brutalidade da guerra, grandes castelos assomavam sobre casebres miseráveis, servos e príncipes percorriam as mesmas estradas, e a pompa colorida dos torneios surgia de um mundo marrom e cinza de esterco, sujeira e peste. As possibilidades dramáticas são tão ricas. Além disso, gosto da heráldica.

>NG: Você é muito cruel com os Stark, infligindo todo tipo de agonia e luto a eles. Este processo é uma parte necessária para prepará-los para seus papéis de longo prazo em As Crônicas de Gelo e Fogo?

>GRRM: Talvez. O tempo dirá... o tempo e os livros que virão.

>NG: Você frequentemente expressou admiração por Jack Vance. Quão Vanceano é As Crônicas de Gelo e Fogo em concepção e estilo? Em particular, o fio narrativo que caracteriza as andanças exóticas de Daenerys Targaryen funciona em parte como um tributo a Vance, à sua inventividade picaresca?

>GRRM: Jack Vance é o maior escritor de ficção científica vivo, na minha opinião, e um dos poucos que também é mestre em fantasia. Seu The Dying Earth (1950) foi um dos livros seminais na história da fantasia moderna, e eu o classificaria no mesmo nível de Tolkien, Dunsany, Leiber e T.H. White como um dos pais do gênero. Dito isso, não acho que As Crônicas de Gelo e Fogo seja particularmente Vanceano. Vance tem a voz dele e eu tenho a minha. Eu não conseguiria escrever como Vance, mesmo que tentasse... e tentei, uma vez. A primeira história de Haviland Tuf, “A Beast for Norn”, foi minha tentativa de capturar alguns dos efeitos de Vance, e Tuf é um herói muito Vanceano, um primo distante de Magnus Ridolph, talvez. Mas o que essa experiência me ensinou foi que apenas Jack Vance pode escrever como Jack Vance.

>NG: Mais três volumes de As Crônicas de Gelo e Fogo aguardam para serem escritos. Que forma você espera que eles tomem e seus títulos já estão finalizados?

>GRRM: Sim, restam mais três volumes. A série quase poderia ser considerada como duas trilogias interligadas, embora eu tenha a tendência de pensar nela mais como uma longa história. O próximo livro, A Dance With Dragons, focará no retorno de Daenerys Targaryen a Westeros e nos conflitos que isso cria. Depois disso vem Os Ventos do Inverno. Tenho chamado o volume final de A Time For Wolves, mas não estou satisfeito com esse título e provavelmente irei alterá-lo se conseguir encontrar um que me agrade mais.

----------

Link do SSM: Entrevista ao Infinity Plus (01/12/2000)

reddit.com
u/altovaliriano — 1 month ago

Not A Blog - The Mad King is coming to London

George revela que se divertiu durante a estreia da peça The Mad King e que há planos de levar o espetáculo para Londres, em busca de um público maior.

"Promete ser uma jornada empolgante", ele conclui.

georgerrmartin.com
u/altovaliriano — 1 month ago
▲ 57 r/Valiria

Barbrey Dustin visitou as criptas de Winterfell para confirmar que Bran e Rickon estavam vivos - Arte por efpizza

A teoria famosa de hoje postula que Wex, escudeiro mudo de Theon, havia revelado a Wyman Manderly que Bran e Rickon haviam se escondido nas criptas e roubado espadas de ferro das estátuas dos reis do inverno na fuga do castelo.

Essa informação teria sido passada por Manderly aos demais senhores nortenhos, a fim de que eles aderissem à Grande Conspiração Nortenha (vide: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6).

A Senhora Dustin, no entanto, teria duvidado do relato e quis verificar por si mesma. Em Winterfell, os homens de Barbrey "não foram capazes de descobrir como chegar até lá". Foi por isso que Barbrey pediu a Theon (que conhecia o castelo e não era aliado de Manderly) que lhe indicasse o caminho.

A visita não fazia sentido algum. O próprio Theon questionou. Barbrey insistiu. Ao chegarem lá, tudo indicava que ninguém passara pelo local desde que Ramsay incendiara o castelo, nem mesmo Manderly:

>Levou mais de meia hora para os homens da Senhora Dustin descobrirem a entrada, cavando na neve e afastando escombros. Quando conseguiram, a porta estava congelada. O oficial teve que encontrar um machado antes de abri-la, dobradiças gritando, para revelar uma escada de degraus em espiral descendo pela escuridão.

Barbrey pediu a Theon para ver especificamente a tumba de Ned e no meio do caminho observa uma estátua - "Aquele rei perdeu sua espada". Em seguida - na estátua do pai de Ned - novamente nota a falta da espada. Por fim, percebe-se que a espada de Brandon também foi levada.

Theon sentencia, "Alguém esteve aqui embaixo roubando espadas", e Barbrey concorda.

Esses acontecimentos levaram fãs a crer que Barbrey estava verificando a história de Wex.

Há mais uma coincidência: a expressão "o norte se lembra" é proferida apenas 3 vezes na saga. Uma vez em Tormenta de Espada, por Robb, e duas em A Dança dos Dragões, primeiro por Manderly e depois por Barbrey - mas somente após ela visitar as criptas. É como se ela tivesse embarcado no time Manderly.

O que acham?

u/altovaliriano — 1 month ago
▲ 10 r/Valiria

REPOST: A repulsa da Cidadela pela magia pode ser mais recente do que imaginamos

>Amigos e preferidos de Lorde Rivers ocupam todos os cargos, os senhores do pequeno conselho lambem sua mão e este novo Grande Meistre é tão impregnado em feitiçaria quanto ele.
>
>(A Espada Juramentada)

A frase acima é dita pelo Septão Sefton a Sor Duncan no segundo conto de Dunk e Egg. O ano é 212 DC.

É de conhecimento geral que o rei Aerys I era muito chegado a pergaminhos e profecias, tendo inclusive tido contato com a profecia sobre o retorno dos dragões (presumivelmente a profecia sobre o nascimento dos dragões de Daenerys), como Egg informa a Dunk:

>Algum dia os dragões vão voltar, meu irmão Daeron sonhou com isso, e o Rei Aerys leu na profecia.
>
>(O Cavaleiro Misterioso)

A Mão escolhida por Aerys I era seu "meio-tio" Brynden Rivers, chamado Corvo de Sangue, cuja fama de feiticeiro era falada por todo o reino. E foi a Corvo de Sangue que Aerys I delegou praticamente todos os seus poderes reais. Diante disto, Rivers começou a nomear para o pequeno conselho apenas pessoas que fossem alinhadas com ele.

Porém, há um cargo no pequeno conselho cuja nomeação não cabia a Corvo de Sangue: o cargo de Grande Meistre.

Segundo ficamos sabendo em A Tormenta de Espadas, a Cidadela entende que somente o Conclave pode eleger ou dispensar alguém do cargo de Grande Meistre:

>Agradeça aos arquimeistres de Vilavelha, que decidiram insistir na restituição de Pycelle com o argumento de que só o Conclave pode fazer ou desfazer um Grande Meistre.
>
>(ASOS, Tyrion II)

Quando o Trono de Ferro, representado por Tyrion, insiste na dispensa de Pycelle, o conclave ainda assim é deixado a escolher seu sucessor, indicando que ao menos a eleição do Grande Meistre seria prerrogativa exclusiva do Conclave. Esta é uma tradição iniciada por ninguém menos do que Aegon, o Dragão:

>Em 5 DC, o rei Aegon, avaliando que o reino poderia se beneficiar de tamanha sapiência, solicitou que o Conclave lhe enviasse um desses para atuar como conselheiro e assessor em todas as questões relativas ao governo do reino. E assim foi criado o posto de grande meistre, a pedido do rei Aegon.
>
>(F&S, Três cabeças tinha o dragão: O governo do rei Aegon I)

Quando Maegor executou sucessivamente GM Gawen, GM Myros e GM Desmond, a escolha dos sucessores de cada um ficou a cargo do Conclave (F&S, Os Filhos do Dragão). Do mesmo modo, foi o conclave quem escolheu GM Munkun quando Cregan Stark sentenciou GM Orwyle a morte (F&S, A hora do lobo).

O único ponto fora da curva que conhecemos (não conhecemos o que aconteceu com GM Hareth) foi Rhaenyra retirando a corrente de GM Orwyle para entregá-la a meistre Gerardys, nomeando-o Grande Meistre. Rhaenerya chegou a despachar um corvo à Cidadela informando o fato aos arquimeistres.

Não há qualquer relato de qual foi a reação da Cidadela. Mas como Orwyle continuou a exercer o cargo para Aegon II, mesmo sem a corrente de Grande Meistre no pescoço, presume-se que o Conclave simplesmente ignorou Rhaenyra (o que provavelmente também diz algo sobre o que eles pensavam sobre a pretensão dela ao trono).

De todo modo, o que importa perceber é que Corvo de Sangue não escolheu o Grande Meistre, mas ainda assim o Conclave supostamente lhe enviou um GM com conhecimentos sobre ocultismo e magia. Isso provavelmente queria dizer que o novo Grande Meistre teria em sua corrente um elo de aço valiriano, como Meistre Luwin e Arquimeistre Marwyn.

Estas deduções nos põem a pensar sobre a precisão das palavras de Marwyn. Segundo ele, a Cidadela planeja construir um mundo sem magia e por isso eles teriam um dedo na extinção dos dragões em westeros (AFFC, Samwell V). Contudo, a eleição de um Grande Meistre versado em feitiçaria para servir a um rei obcecado por profecias e uma mão com fama de feiticeiro parece contradizer frontalmente estas suspeitas.

Qual seria a intenção da Cidadela ao eleger um homem assim para a corte? O Conclave o enviou para ganhar a confiança do Rei e da Mão e espioná-los? Ou estava fazendo psicologia reversa e mandaram um Grande Meistre com má fama para trazer mais má reputação à corte de Aerys I? -- Certa vez houve a suspeita de que o Grande Meistre Elysar fora enviado apenas porque não o queriam mais em Vilavelha (F&S, O longo reinado Jaehaerys e Alysanne).

Ou será que a Cidadela estava realmente interessada em desenterrar segredos milenares e na realização de profecias antigas? Talvez a Cidadela ainda não tivesse desenvolvido sua repulsa pela magia àquela altura, mesmo 60 anos depois de o Último Dragão ter morrido. É possível que o ponto de virada para a Cidadela tenha sido a Tragédia em Solarestival? Ou, indo mais além, será que Marwyn está exagerando em suas conclusões e construindo teorias de conspiração?

reddit.com
u/altovaliriano — 1 month ago