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Por que o Dia dos Pais vende menos? A verdade sobre marketing, afeto e consumo

Por que o Dia dos Pais vende menos? A verdade sobre marketing, afeto e consumo

Vi um dado que me fez pensar sobre como o marketing brasileiro trata datas sazonais de forma bem diferente dependendo de quem está sendo homenageado.

Em 2025, o Dia dos Pais movimentou R$ 7,84 bilhões no varejo brasileiro (dado da Serasa Experian) — nada pequeno. Mas fica bem atrás do Dia das Mães, que ultrapassou R$ 13 bilhões no ano anterior.

A explicação óbvia seria "as pessoas amam menos o pai que a mãe", só que não existe nenhuma evidência real disso. O que existe é uma diferença gigante em como cada figura foi historicamente vendida pela publicidade.

Campanhas de Dia das Mães sempre investiram em emoção pesada — memória de infância, sacrifício, cuidado, saudade. O Dia dos Pais, na maior parte das vezes, foi reduzido a um pacote de clichês: futebol, churrasco, cerveja, ferramenta, carro. Nada errado com esses produtos em si, o problema é reduzir a identidade inteira de um pai a isso, enquanto o perfil de pai mudou bastante nas últimas décadas — mais presente, mais envolvido na rotina, mais emocional também.

Tem um fator econômico real ali também: 63% das PMEs pesquisadas esperavam só estabilidade nas vendas da data, não crescimento — reflexo direto de juro alto e crédito mais restrito, que pesa independente de quão boa seja a campanha.

O que achei mais interessante é que isso não é exclusivo de datas comemorativas — é um padrão de como certos públicos/personagens recebem menos investimento em narrativa simplesmente porque "sempre foi assim", mesmo quando o comportamento real das pessoas já mudou.

u/jeancsouzamkt — 14 days ago