🚨 SECRETÁRIO DA CULTURA DE JAIR BOLSONARO PLAGIA MINISTRO DA ALEMANHA NAZISTA JOSEPH GOEBBELS EM PRONUNCIAMENTO OFICIAL E PROMETE "ARTE HEROICA E NACIONAL"
BRASÍLIA, 16 de Janeiro de 2020: O secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, acaba de divulgar um vídeo oficial em que anuncia o lançamento do Prêmio Nacional das Artes. O pronunciamento, porém, foi copiado quase integralmente de um discurso do ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, proferido em maio de 1933.
A comparação é direta. Alvim disse: "A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada".
Goebbels havia dito: "A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada".
Não foi apenas o texto. Alvim escolheu como música de fundo uma ópera de Richard Wagner, o compositor preferido de Adolf Hitler. A estética do vídeo (a postura, o figurino, a entonação) foi descrita como uma tentativa de "fazer um Goebbels contemporâneo".
Analistas especulam que o vídeo vai durar menos de 24 horas no ar e o secretário vai cair junto com ele.
ATUALIZAÇÃO — 17 DE JANEIRO DE 2020 (MANHÃ): A repercussão é imediata. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, pedem a saída de Alvim. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, classifica a fala como "uma inaceitável agressão, uma ofensa ao povo brasileiro, em especial à comunidade judaica". A Embaixada da Alemanha e a Confederação Israelita do Brasil (Conib) repudiam o discurso. A Conib lembra que Goebbels foi "um dos principais líderes do regime que resultou no extermínio de 6 milhões de judeus na Europa".
ATUALIZAÇÃO — 17 DE JANEIRO DE 2020 (TARDE): O presidente Jair Bolsonaro exonera Roberto Alvim. A nota oficial é curta: "Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência". Horas antes, Alvim havia colocado o cargo à disposição e pedido desculpas "pelo meu erro involuntário" , alegando que "não sabia que aquela frase tinha uma origem nazista". O vídeo é retirado do site institucional e das redes sociais da Secretaria de Cultura.
ATUALIZAÇÃO — 2020 (APÓS A DEMISSÃO): Alvim afirma a aliados que desconfia de uma "ação satânica" por trás de sua saída. Em 2021, um ano depois, ele ainda diz que o episódio foi "um engano terrível que, repito, quase me custou a vida".
O secretário da Cultura do governo que dizia repudiar "ideologias totalitárias e genocidas" foi demitido por copiar um discurso do ministro da Propaganda de Hitler. O vídeo tinha trilha de Wagner, texto de Goebbels e promessa de "arte heroica e nacional" . O cargo era no Brasil, não na Alemanha. O ano era 2020, não 1933. Mas a estética, o texto e a intenção eram os mesmos.