Vinheta do programa 'Canal Livre (Amazonas)' - Tv rio negro- BAND
Pela qualidade da imagem e pela logomarca, talvez a vinheta possa ser de 2003
Pela qualidade da imagem e pela logomarca, talvez a vinheta possa ser de 2003
10h00 da manhã, domingo, copa do mundo, Brasil vai jogar e a Globo passando Viver Sertanejo. Enquanto isso, 1 milhão de pessoas esperando a live da CazeTV começar. A Globo perdeu completamente a noção e a conexão com o público, por isso tá ficando pra trás e perdendo tanto espaço pra o YouTube.
Pela primeira vez a internet superou a TV aberta em verbas publicitárias, no Brasil, e muito disso por causa da Copa do Mundo.
O volume de conexões é maior do que o volume de sintonia. A TV Globo tem enfrentado um grande inimigo que é a Cazé TV no segmento transmissão esportiva.
A estreia do Xou da Xuxa, que completou 40 anos nesta terça-feira. Do Jornal do Brasil.
Se não desse certo, ela iria para Nova Iorque.
Muita gente diz que a televisão brasileira de antigamente era de baixo nível. Mas será que isso mudou tanto assim?
Lembro da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", que pressionava anunciantes e emissoras por causa de programas acusados de explorar situações consideradas ofensivas à dignidade humana.
Anos depois, tenho a impressão de que a fórmula continua parecida. Programas como o do Ratinho, o antigo Domingo Show e até alguns quadros do Domingão com Huck frequentemente exibem histórias de pessoas em situação de extrema dificuldade, muitas vezes transformando esse sofrimento em entretenimento para conquistar audiência.
É claro que alguns casos realmente ajudam pessoas e dão visibilidade a problemas importantes. Por outro lado, existe uma linha tênue entre prestar um serviço e transformar o drama humano em espetáculo.
Um exemplo muito mais claro foi a entrevista de Gugu com supostos integrantes do PCC, considerada uma das situações mais graves de sua carreira. O episódio acabou marcando profundamente sua trajetória, e ele chegou a ser acusado de ter participado de uma armação.
Confesso que deixei de assistir a esse tipo de programa justamente por essa sensação. Em vários momentos, parece que a emoção acaba sendo usada como ferramenta para prender o público.
Na opinião de vocês, a televisão brasileira evoluiu nesse aspecto ou apenas mudou a forma de fazer sensacionalismo? Onde vocês acham que está o limite entre informar, ajudar e explorar o sofrimento das pessoas?
Sempre que uma rádio tradicional perde audiência, muda completamente sua programação ou encerra projetos históricos, a justificativa costuma ser a mesma: “foi o algoritmo”.
Mas será que foi mesmo?
Na minha visão, o algoritmo virou um grande bode expiatório para esconder problemas muito mais profundos. Spotify, YouTube e redes sociais realmente mudaram a forma de consumir conteúdo, isso é inegável. Porém, eles não obrigaram as rádios a abandonarem sua identidade, padronizarem a programação, demitirem profissionais experientes, acabarem com programas culturais ou reduzirem o investimento em jornalismo e produção própria.
Parece muito mais uma decisão de gestão do que uma consequência inevitável da tecnologia.
O que mais me chama atenção é que muitas emissoras deixaram de formar público. Antes, o rádio apresentava músicas novas, tinha locutores marcantes, debates, programas especializados e personalidade. Hoje, em muitos casos, a sensação é de que várias rádios tocam as mesmas músicas, do mesmo jeito e nos mesmos horários.
Quando o público vai embora, a culpa recai sobre o “algoritmo”. Mas será que o verdadeiro problema não é justamente a perda de identidade?
Sempre lembro de emissoras como a Eldorado, que representavam uma proposta diferente e ajudavam a construir uma cultura radiofônica. Aos poucos, esse espaço foi desaparecendo.
Tenho a impressão de que estamos vivendo uma narrativa conveniente: dizer que “o algoritmo matou o rádio” é muito mais fácil do que admitir erros de gestão, falta de inovação e abandono da qualidade editorial.
E vocês, o que pensam? O algoritmo realmente acabou com o rádio brasileiro ou apenas acelerou uma crise causada por decisões das próprias emissoras?
Do jornalista Gabriel de Oliveira para o jornal O Dia
Botei na reprise da missa só pela curiosidade. Detalhe que dava para ouvir o som dos fogos ao fundo na hora dos gols.
Classificação: 12 anos