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Relacionamento aberto

Como é a relação de vocês com pessoas não ACE? Já me perguntaram se eu entraria em um relacionamento aberto pra outra pessoa proporcionar o que não gosto e sinceramente eu me incomodaria um pouco, pode ser egoísmo já que faz sentido essa ideia... como vocês se sentem em relação a isso?

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u/Viiscera666 — 1 day ago

Novato

Oiii gente tudo bão? Baixei o reddit hj pq fiquei sabendo que existe uma comunidade de demissexuais por aqui. Sou bem novato nessa rede social e nas outras, n sei como funciona, perdão qualquer coisa.

Durante a puberdade achava estranho o pessoal da escola sair se pegando sem nem ao menos se conhecerem, terem algum vínculo ou conexão, achava esquisito. Quando fiquei com uma menina sem ter um vínculo me senti péssimo, usado e enojado, fiquei com ela mais por pressao de amgs. Dps dela acabei ficando mt isolado nesse meio, n sei quando exatamente descobri que sou demi, mas sei que sou kkkkkkkk

A unica vez que não me senti mal em relação a beijo e a relações foi quando comecei a namorar, parecia tudo tao natural sabe, leve e n me sentia usado, pq era com alguem q eu confiava, e tinha vínculo, era bom. Ent terminamos. N vou negar que ainda acho estranho as pessoas ficarem ou transarem sem nem ter uma amizade direito. N sei se é bom ou ruim ser demi, parece os dois ao mesmo tempo

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u/No_Positive_7461 — 3 days ago

Me sinto deslocado

Homem (21), sou assexual romântico. A sensação de ser um assexual em um mundo onde o sexo é algo tão valorizado me faz querer sentir o mesmo que os outros. Além dessa vontade de sentir o tal prazer carnal, tenho dificuldade em encontrar pessoas que aceitariam esse meu lado. Não tenho aversão ao ato, mas ele é simplesmente tedioso. Nunca conheci ninguém assexual antes e, de certa forma, somos uma minoria. Isso me faz sentir um pouco sozinho e sem expectativas românticas

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u/Viiscera666 — 4 days ago

Alguém se identifica?

Eu, mulher (22), sou demissexual. Descobri por volta dos 13 anos que era demi, porquê não sentia desejo nenhum por ninguém, nem ao menos vontade de beijar, transar e etc. Era meio estranho na época ver a escola inteira se pegando pelos corredores, mas era algo que eu não tinha interesse algum.

Esse desejo só foi acontecer a primeira vez, depois dos meus 18 anos, quando me apaixonei pela primeira vez, e foi muito intenso. Apesar disso, não houve relações, e meu primeiro beijo de verdade foi só esse ano.

Mesmo sendo cômico, minha libido é muito alta, muito mesmo. Mas em momentos extremamente específicos. Só quando me apaixono de verdade, ou quando tenho uma conexão muito profunda com alguém.

Fora esse contexto, meu tesão é quase inexistente. Eu simplesmente não penso com tanta frequência, não o tanto que pessoas allos pensam ou desejam.

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u/roselillium — 7 days ago

Odeio me apaixonar

Sempre que fico muito a fim de alguém, vêm junto a ansiedade, ciúmes, falta de repertório com outros relacionamentos, pareço um inapto social, toda malemolencia que tenho com piadinhas no cotidiano some, fico travado, crio muita expectativa e acabo frustrado no final.

Eu quero um relacionamento no futuro, ser feliz com uma companheira com quem encontre ao mesmo tempo conforto e aventura, mas não tenho ideia de como fazer isso acontecer.

Conseguem escrever-me algumas palavras sobre como vocês lidam com isso?

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u/chimpanzeatomico — 7 days ago

Me entendendo, me aceitando, pensando no futuro

Esta será a primeira vez que me exponho publicamente quanto a isso, ansiedade não me impeça de respirar e falar.

Há cerca de três anos, minha relação comigo mesmo começou a mudar. Ou talvez eu devesse dizer que comecei a tentar entender coisas que, até então, simplesmente não faziam parte da minha vida.

Eu tinha por volta de vinte anos. Até aquele momento, nunca havia sentido uma necessidade real de sair para encontros, procurar relacionamentos, construir amizades íntimas ou explorar a sexualidade. Minha vida era muito mais restrita à família, aos colegas de classe e às minhas próprias coisas. Eu estudava, pensava, observava, construía meus interesses e passava bastante tempo sozinho. E, naquele período, isso não parecia necessariamente um problema.

Então apareceu uma pessoa especial.

Ele era diferente das pessoas que eu conhecia. Apresentava-se como assexual, e nos conhecemos através de um grupo local. Conversamos durante semanas antes de finalmente sairmos. Quando nos encontramos, aconteceu algo que, para mim, foi muito significativo. Não apenas pela experiência em si, mas porque encontrei alguém com quem conseguia conversar.

Nossos encontros eram bons. As conversas eram boas. Havia espaço para existir sem precisar representar alguma coisa.

Ele foi, provavelmente, a pessoa que mais se aproximou daquilo que eu realmente procurava: alguém que pudesse ser amigo, companheiro intelectual e uma presença importante na minha vida. Não havia aquela sensação constante de cobrança, expectativas ou necessidade de corresponder a um modelo tradicional de relacionamento.

Mas o tempo passou.

O distanciamento e os intervalos entre nossos encontros começaram a pesar. Nossas vidas seguiram caminhos diferentes e, eventualmente, aquilo terminou. Talvez simplesmente não fosse para ser. Talvez a vida tenha acontecido, como tantas vezes acontece, e levado cada um para uma direção diferente.

Ainda assim, aquela experiência permaneceu comigo.

Porque, olhando para trás, percebo que talvez eu não estivesse procurando exatamente aquilo que imaginava estar procurando.

Os três anos seguintes foram uma espécie de montanha-russa.

Comecei a experimentar coisas que antes nunca havia sequer considerado. Tentei encontros, relacionamentos, intimidade e diferentes formas de aproximação com outras pessoas. Algumas experiências foram boas em determinados momentos. Outras foram confusas. Algumas deixaram lembranças importantes.

Mas, com o tempo, comecei a perceber um padrão.

Existe uma diferença enorme entre fazer alguma coisa porque realmente queremos e fazer alguma coisa porque acreditamos que deveríamos querer.

E acho que passei bastante tempo confundindo essas duas coisas.

Quando penso em relacionamento, encontro, intimidade ou mesmo determinadas formas de interação que supostamente deveriam me proporcionar prazer, muitas vezes o que encontro dentro de mim não é entusiasmo. É desconforto. Ansiedade. Às vezes uma expectativa momentânea, seguida por arrependimento ou pela sensação de que eu estava tentando preencher alguma coisa que, na realidade, não precisava ser preenchida daquela maneira.

Comecei então a questionar se aquilo que eu interpretava como desejo era realmente desejo.

Talvez fosse curiosidade.

Talvez fosse solidão.

Talvez fosse necessidade de pertencimento.

Talvez fosse simplesmente o alívio imediato de uma distração intensa.

E talvez parte disso tenha se transformado em hábito.

Não quero transformar essa experiência em um diagnóstico sobre mim mesmo. Quando digo que parece um "vício", estou tentando descrever uma sensação: algo que pode ser buscado compulsivamente mesmo quando, racionalmente, sei que não é aquilo que quero para minha vida. Um impulso que oferece um alívio rápido, mas que muitas vezes não corresponde ao que realmente valorizo.

E essa percepção foi difícil.

Porque significa olhar para algumas escolhas do passado e admitir: eu não sei se faria tudo novamente.

Mas também não quero transformar o passado em um tribunal.

Eu tinha vinte anos. Estava descobrindo coisas. Estava tentando entender quem eu era em um mundo que constantemente me dizia quem eu deveria ser.

Existe uma pressão muito forte para namorar.

Para ter experiências.

Para procurar alguém.

Para não ficar sozinho.

Para transformar amizade em romance.

Para transformar atração em relacionamento.

Para interpretar qualquer proximidade como alguma espécie de obrigação de avançar para a próxima etapa.

E quando você percebe que não sente aquilo da mesma maneira que outras pessoas parecem sentir, é fácil começar a pensar que existe alguma coisa errada com você.

Hoje, porém, estou tentando fazer uma pergunta diferente:

E se não houver nada de errado?

E se eu simplesmente funcionar de uma maneira diferente?

Não sei exatamente onde estou dentro do espectro assexual e aromântico, e não sinto necessidade de encontrar uma resposta definitiva imediatamente. Talvez eu use esses termos durante muito tempo. Talvez minha compreensão sobre mim mesmo mude novamente.

Mas "assexual" e "arromântico" começaram a fazer sentido para mim porque descrevem possibilidades que antes eu sequer considerava legítimas.

Também estou aprendendo que atração não é uma experiência única.

Existe diferença entre achar alguém bonito, gostar da companhia de alguém, sentir curiosidade, gostar de conversar, admirar uma pessoa, sentir carinho, desejar proximidade, sentir prazer em determinada situação e experimentar atração sexual ou romântica.

Essas coisas podem existir separadamente.

Durante muito tempo, talvez eu tenha tentado encaixá-las todas na mesma categoria.

Hoje prefiro observá-las individualmente.

Eu posso gostar profundamente de uma pessoa sem querer namorá-la.

Posso admirar alguém sem desejar intimidade.

Posso querer conversar durante horas sem querer transformar essa conexão em romance.

Posso gostar da companhia de alguém e ainda assim precisar de muito espaço pessoal.

E posso escolher ficar sozinho sem que isso signifique que minha vida esteja vazia.

Na verdade, quando imagino uma vida sem a pressão de precisar encontrar um parceiro ou buscar experiências românticas e sexuais, minha primeira reação não é tristeza.

É alívio.

Eu penso em estudar.

Ler.

Programar.

Pesquisar.

Escrever.

Jogar xadrez.

Construir projetos.

Aprender coisas que ainda não conheço.

Ou simplesmente chegar em casa, tomar banho, comer alguma coisa, descansar e ficar em silêncio.

Essas coisas parecem pequenas, mas são extremamente importantes para mim.

Talvez eu tenha passado os últimos anos procurando em outras pessoas algo que poderia construir dentro de mim.

Não quero dizer que outras pessoas sejam desnecessárias. Não acredito nisso.

Eu reconheço que precisamos de outras pessoas. Precisamos conversar, cooperar, trabalhar, aprender uns com os outros, criar vínculos, ajudar e ser ajudados. A vida não precisa ser uma tentativa de eliminar completamente a presença humana.

O que estou começando a compreender é que socialização não precisa significar romance.

Companhia não precisa significar namoro.

Carinho não precisa significar sexualidade.

Amizade não precisa ser uma etapa intermediária para um relacionamento.

E solidão não precisa ser automaticamente interpretada como falta de um parceiro.

Talvez eu precise simplesmente encontrar pessoas com quem possa compartilhar aquilo que realmente me interessa.

Um amigo para discutir uma ideia às duas da manhã.

Alguém para estudar.

Alguém para jogar xadrez.

Alguém para conversar sobre ciência, filosofia, tecnologia, literatura ou qualquer assunto estranho que tenha despertado minha curiosidade naquele dia.

Pessoas com quem exista reciprocidade, respeito e liberdade.

Isso é muito diferente de procurar alguém apenas porque a sociedade diz que eu deveria estar procurando alguém.

Hoje, quero experimentar uma mudança de direção.

Não quero passar o resto da vida revisitando escolhas antigas e perguntando se deveria ter feito diferente.

Também não quero passar o futuro inteiro tentando compensar aquilo que fiz no passado.

Quero aprender com aquilo.

Quero entender meus padrões.

Quero reconhecer quando estou procurando alguma coisa por vontade genuína e quando estou apenas tentando anestesiar tédio, solidão, ansiedade ou alguma expectativa externa.

E, principalmente, quero aprender a parar quando perceber que algo não está de acordo comigo.

Talvez aceitar a possibilidade de ser assexual e estar no espectro arromântico não seja encontrar uma resposta definitiva.

Talvez seja simplesmente me dar permissão para parar de procurar uma resposta que satisfaça outras pessoas.

Eu não preciso decidir hoje como será o resto da minha vida.

Não preciso saber se nunca vou sentir atração romântica.

Não preciso prever se alguma forma diferente de vínculo aparecerá no futuro.

Não preciso provar que sou "assexual o suficiente".

E também não preciso abandonar completamente a possibilidade de mudar de ideia.

Posso simplesmente prestar atenção em quem sou agora.

O passado explica parte de mim, mas não precisa determinar meu futuro.

O futuro pode continuar aberto.

E o presente pode ser suficiente.

Talvez, depois de três anos tentando descobrir o que eu deveria querer, esteja finalmente na hora de perguntar algo mais simples:

O que eu quero viver quando ninguém estiver me dizendo o que deveria querer?

Talvez a resposta seja uma vida tranquila, curiosa e cheia de coisas para aprender.

Talvez seja construir.

Estudar.

Criar.

Pensar.

Ter alguns amigos verdadeiros.

Ter pessoas ao meu redor sem precisar transformar cada vínculo em alguma coisa maior.

E, principalmente, estar em paz comigo mesmo.

Por enquanto, isso me parece suficiente.

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u/NyxTruth — 9 days ago

Sou assexual ou não? Opniões

Sou mulher tenho 30 anos.. nunca na minha vida eu pensei que eu iria falar isso mas to achando que sou assexual , não sei ao certo porque to começando a pesquisar agora , vou dizer meus sintomas.

Já namorei um homem por 7 anos, só que agora que estou solteira eu vejo como as pessoas só ligam para sexo, parecem uns animais depravados em busca de prazer, não sei.. eu não sou assim. Eu gosto de sexo, eu fazia pelomenos 3x na semana com meu ex, eu sentia muito prazer, mas eu gosto mais da parte romântica, sei lá , me sentir amada, desejada, me sentir viva, receber carinho etc mas eu vejo que as pessoas já conhecem outra pessoa na intenção de transar sei lá, pra mim isso é um pouco estranho sinto nojo as vezes , sinto que é uma pessoa asquerosa, viciada em sexo, meu ex era assim também muito sexual, olhava pras outras mulheres com olhar ardiloso já, na maldade, com desejo.. não sei se eu peguei isso dele.. enfim…

Estou em dúvida se sou assexual ou não,

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u/feeling_1997 — 11 days ago

Qual a brisa de diferenciar atração/desejo?

Vejo muitas pessoas da comunidade falando sobre ter comportamentos sexuais sozinhos ou até fazer sexo mas sem sentir atração por um gênero/pessoa e realmente não sei como isso funciona. Não digo isso como alossexual mas sim como um homem ace estrito que nunca experimentou nenhum dos dois. Como vocês entendem isso? Como isso é possível?! A pessoa sente tesão por ela mesma ou algo assim?

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u/Trick_Look5175 — 9 days ago

Oq fez vcs perceberem q sao assexuais?

Estou achando q sou, alguns amigos ja falaram q provavelmente sou mas n entendo nada sobrekkkk

Tenho 22, relacionamentos sempre foram meio tanto faz pra mim, as vezes quero as vezes nao. Atracao sexual tbm existe, mas nas minhas experiencias tbm sempre foi meio mé

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u/Easy-Dragonfruit6458 — 12 days ago
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Estou em um relacionamento Queer Platônico e intimidade é algo confuso(?)

Antes de qualquer coisa, sou alguém que normalmente não usa Reddit e entrei aqui procurando outras pessoas aroaces que possam de certo modo me ajudar.

Outra informação importante, não falo em inglês e estou escrevendo no celular, então não sei como vai ser para quem está lendo, peço perdão se tiver confuso ou não dê para entender.

I don't speak English, sorry :(

Com isso já fora do caminho, vou explicar minha situação;

Quando comecei esse relacionamento, eu já estava namorando outra pessoa (um namoro quase tradicional. Quase pois era um relacionamento poliamor).

Tudo bem até aí. Ocorreu de eu terminar com essa minha ex e fiquei só no relacionamento com essa pessoa que também é aroace e é agênero.

Conforme o tempo foi passando (estamos juntos a 2 anos) fui percebendo o que me incomodava nas outras relações que tive, ditas como tradicionais, e consequentemente comparo com esse meu relacionamento atual.

E percebi as seguintes coisas;

1° - Eu posso até sentir prazer mais quente mas não sinto uma necessidade para fazer. Por consequência eu acabava muitas vezes fazendo pelos meus parceiros do que realmente por sentir vontade de fazer

2° - Atração romântica; eu achava que sentia atração romântica e era só do espectro assexual, contudo, nesse relacionamento percebi que, ao não ter esse modelo de precisar mostrar afeto de forma romântica, eu me sinto MUITO mais a vontade e feliz em demonstrar esse afeto sem medo de que precise ser ultra romântico ou que isso vire em seguida algo mais íntimo, por assim dizer.

3° - Eu percebi que gosto de afeto mais íntimo, se assim posso chamar... Tipo, além de abraços e segurar as mãos, gosto de dar beijos (sem ser de língua, descobri na prática que acho nojento e sinto vontade de vomitar), inclusive fazer carinho mais "íntimo" em meu parceiro, contudo, eu faço sem intenção de ser algo sexual, na verdade acaba sendo uma forma de demonstrar um afeto muito grande que sinto e aqui nesse terceiro ponto que vem o problema que eu botei no título

Eu simplesmente tô confuso, sei que não temos intenção de transformar isso em algo sexual nem nada, simplesmente só não queremos fazer, nenhuma das partes quer isso.

Mas eu fiquei muito curioso e confuso sobre como outras pessoas aroaces demonstram afeto e se isso que estou fazendo é comum ou não

Tipo, eu não gostaria de fazer essa demonstração de afeto se fosse para posteriormente ter que fazer alguma relação sexual. Como também não iria gostar de fazer coisas fofas por motivos de "preciso ser romântico"

Eu só quero sentir que posso demonstrar um afeto mais íntimo sem malícia ou desejo por trás e fico sinceramente confuso com isso (é um sofrimento meio silencioso)

Não sei se deu para entender, mas tentando resumir aqui no final;

Eu gostaria de saber, se vocês que também são aroace sentem mais a vontade de demonstrar afeto que normalmente poderia ser lido de forma X ou Y de forma mais leve quando simplesmente não existe essa pressão dentro dos relacionamentos?

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u/MrKaku05 — 12 days ago

Será se sou assexual?

Atualmente tenho 20 anos, sou um homem cis e estou namorando pela primeira vez, com um homem trans. Ah, sou pansexual. Ultimamente estamos tendo alguns problemas, eu estou tendo alguns problemas, sem conseguir chegar ao ápice por mais que meu parceiro tente por bastante tempo. Houveram vezes que quase cheguei lá, mas não aconteceu por não querer continuar. (Observação, foram tentativas orais. Não sei dizer se é contra as regras falar de uma maneira explícita pelo assunto, então estou tentando censurar um pouco).

Não sei explicar o porquê de não querer continuar, quando estava gostando das sensações, mas apenas não queria continuar. Além disso, houveram tentativas da parte dele, que foram consentidas por mim, onde eu fiz uma tentativa em ser passivo que era algo que eu queria, mas que no fim não deu certo por eu não gostar.

Entre nossas tentativas, pedi a ele que eu pudesse ser o ativo, só que acabou que não foi algo que gostei tanto também. Coisas como essa, fizeram eu me perguntar se realmente gosto de ter relações sexuais. Me lembrando das vezes que me relacionei com outras pessoas, dentre nenhuma delas havia dito penetração, apenas sexo oral vindo da minha parte. Até me relacionar com meu namorado, eu apenas havia dado prazer a outras pessoas, ele foi o primeiro que fez isso por mim e por ser algo novo, ainda não tenho certeza sobre os meus gostos.

Não que seja um problema para ele se eu for alguém assexual, longe disso, ele me dá todo o apoio e espera que eu consiga me entender melhor. Aonde eu quero chegar é que eu gosto de me relacionar de maneira sexual com ele, só que quando ele faz algo pra que eu sinta prazer, me sinto meio estranho e não gosto tanto quanto às vezes em que eu estou fazendo isso por ele.

Sei que ninguém pode ditar o que os outros são, mas realmente me pergunto se essa não seria a possibilidade, já que sempre pensei na chance de ser uma pessoa assexual.

Talvez a publicação esteja meio confusa de se entender e peço desculpas por isso. Só estou um pouco confuso sobre como me sinto e gostaria de entender as coisas de um outro ponto de vista.

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u/Luka_00001 — 13 days ago

Olá! Me aceitando aos pouquinhos

Olá! Primeira vez falando sobre isso em algum lugar público, mas achei o fórum bacana aqui então resolvi tentar.

Sou mulher e tenho 29 anos e me identifico como aroace tem alguns anos, mais tempo como assexual do que aro porque achei mais difícil de entender a parte romântica do negócio! E também achei mais difícil de aceitar isso.

Eu cresci muito também com essa ideia que é passado pra gente né, que você vai achar alguém, vai namorar, essa pessoa vai ser tudo, vai mudar a sua vida e tal, e aí crescer e começar a ver que você nem quer isso... Foi um alívio mas ao mesmo tempo foi e ainda é as vezes difícil lidar. Mas ao mesmo tempo é engraçado notar como eu me sinto mais feliz agora, porque posso focar nas coisas que eu gosto tipo livros, games, séries, meus pets e nas amizades e tal, sem mais ter aquele peso de que preciso estar procurando "a pessoa perfeita", que nem existe! Terapia também foi uma salvação pra tirar essa ideia da cabeça!

Mas enfim, eu sempre fiquei de olho em fóruns ou grupos sobre esse assunto mas as vezes ficava meio pra baixo vendo coisa mais negativa, então busquei me resolver mais sozinha ou com pessoas de confiança. Mas compartilho aqui que as coisas podem melhorar e aos poucos a gente chega na bendita aceitação e fica feliz de uma vez 🤣 Mas com certeza tem seus altos e baixos porque é normal também certas coisas voltarem pra incomodar nossa paz.

Que vocês tenham um bom restinho de semana!

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u/kerashla — 14 days ago