
Livro das Paulices #2 🇵🇹🗽 - A Paulice de Nova Iorque
Pelos vistos a Paula conquistou alguns fãs por aqui. 😂
Por isso, aqui vai mais uma Paulice. E esta até vem a propósito: na próxima semana faz exatamente 10 anos desta viagem e da noite em que Portugal foi Campeão Europeu.
Que seja um bom presságio para amanhã. 🇵🇹
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A Paulice de Nova Iorque ❤️
Julho de 2016.
Chegámos a Nova Iorque no dia 9 de julho, precisamente no dia do meu aniversário.
Tudo maravilhoso: Times Square, hotel, luzes, calor, adrenalina e aquela sensação de “estamos em Nova Iorque!!!”
Como seria de esperar, fomos logo para o hotel; entregámos os passaportes na receção para fazer o check-in e fomos jantar ao Hard Rock Café.
Até aqui tudo normal.
Voltámos ao hotel completamente destruídos da viagem. Apesar de no dia seguinte ser aniversário do Toni, foi tudo direto para os quartos porque o jet lag e ainda mais os miúdos… pôs-nos KO.
E é aqui que começa a verdadeira Paulice.
Comecei a desfazer a mala e pensei:
“Vou guardar já o passaporte.”
Procuro.
Nada.
Procuro outra vez.
Nada.
Reviro malas.
Reviro casacos.
Reviro o quarto TODO.
Nada.
O Pedro só tinha o dele e o do João.
O meu… evaporou-se algures nas ruas de Nova Iorque.
Fui à receção perguntar se o passaporte tinha lá ficado.
Nada.
Voltei SOZINHA ao Hard Rock Café naquela noite, já depois de ter ouvido um pequeno discurso motivacional do Pedro sobre “responsabilidade internacional com documentos oficiais”.
Nada.
Voltei para o hotel.
Na noite do meu aniversário.
Sem passaporte.
Sem paz interior.
E sem conseguir dormir um segundo.
Passei a noite inteira a fazer planos:
- polícia;
- embaixada;
- passaporte temporário;
- vida ilegal nos Estados Unidos;
- talvez começar uma nova identidade em Brooklyn.
Na manhã seguinte, ao pequeno-almoço, contei o drama todo à família Rocha Ramos: as voltas que dei ao quarto, a ida à receção, a caminhada noturna sozinha em Nova Iorque, a noite em claro, o meu sofrimento psicológico e o plano estratégico para resolver um incidente diplomático internacional.
Nisto, a Paula:
“Espera… deixa-me lá ir ao quarto confirmar se também tenho os passaportes todos.”
Levanta-se.
Vai ao quarto.
E regressa com o MEU passaporte na mão.
No meio da confusão dos check-ins, a santíssima tinha levado o meu passaporte juntamente com os deles… e guardado tudo no cofre do quarto deles.
Não só tinha o dela.
Como tinha também o MEU.
Conclusão
Passei uma noite inteira em pânico internacional…
…e o meu passaporte esteve sempre tranquilamente hospedado no quarto da Paula.
E como se isto não bastasse…
No próprio dia 10 de julho, Portugal sagrou-se Campeão Europeu de futebol pelo EURO 2016.
Resultado?
Acabámos todos vestidos à tuga em Times Square, aos gritos, com bandeiras portuguesas, cachecóis, chapéus ridículos e orgulho nacional no máximo.
Até hoje, o grupo de WhatsApp chama-se:
“Formos Campeões em Nova York” 🇵🇹😂