r/HQMC

▲ 14 r/HQMC

O regresso do Nuno Markl ao programa das manhãs da comercial

O regresso do Nuno Markl ao programa das manhãs da comercial faz-me lembrar o regresso do Goku através do caminho da serpente do outro mundo para a terra. É uma longa espera.

Não percam o próximo episódio porque nós também não.

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u/Other_Ad8102 — 19 hours ago
▲ 141 r/HQMC+1 crossposts

ACHEI QUE TINHAM GOZADO NA CARA DA MINHA NAMORADA NO FORT ATACADISTA

EU PENSEI QUE TINHAM GOZADO NA CARA DA MINHA NAMORADA NO MERCADO

eu só fui no mercado pra comprar duas coisas: pão de queijo congelado e um refri.

coisa simples.

dia tranquilo.

minha namorada trabalhava num mercado de bairro desses que parecem cenário de caos organizado. tinha rádio interna, promoção de ovo gritada no microfone e senhoras que tratavam bandeja de ovo como se fosse ouro em tempos de guerra.

quando eu entrei, já senti que o ambiente tava errado.

tqva aquele calor de feira coberta, um cheiro misturado de detergente, cebola e frango congelado, e uma fila de gente com carrinho travado no meio do corredor como se fosse acidente de trânsito.

eu dei de cara com o setor de ovos e vi em minha frente a pior cena da minha vida.

a minha namorada tava parada no corredor do hortifruti, toda endurecida, com a cara branca e uma gosma escorrendo do rosto até o pescoço.

na frente dela tinha um cara com regata do Batman, chinelo molhado e expressão de quem já tinha perdido a dignidade antes mesmo de sair de casa.

ele tava tremendo e repetindo, alto demais:

— MOÇA, EU JURO POR DEUS QUE É OVO!

eu olhei aquilo e meu cérebro fez o que qualquer cérebro faria numa cena dessas: fiquei de xereca.

pq, vamos ser sinceros, a cena não ajudava nem um pouco.

minha namorada com a cara melada.

um desconhecido desesperado.

uma bandeja destruída no chão.

e um monte de gente olhando como se fosse novela das sete.

na mesma hora meu sangue ferveu.

eu larguei o cestinho no chão. Um iogurte estourou.

aí eu só pensei: acabou.

se ele fez o que eu tô pensando, ele vai apanhar aqui mesmo, no meio do corredor do alho.

eu me aproximei e falei com aquela calma falsa de quem tá prestes a cometer um crime:

— que pORRA foi esSA?

O cara me olhou com os olhos arregalados e começou a falar ao mesmo tempo que eu:

— NÃO, NÃO É ISSO! FOI UM OVO!

— ELA TOMOU NA CARA SEM QUERER!

— FOI ACIDENTE!

eu fiquei mais puto ainda de ter que ouvir aquilo

porque em qualquer outra situação “tomou na cara” já é uma frase horrível.

e naquele cenário então, ficou parecendo a pior coisa possível.

a minha namorada tentou falar, mas ela tava engasgando de vergonha e limpando a cara com papel toalha fino de mercado, daqueles que rasgam só de olhar.

q clara já tava agarrando no cabelo dela e eu vi uma gota escorrendo na orelha dela e pensei: eu já vi essa cena tantas vezes...

aí uma senhora que tava escolhendo tomate ouviu só metade da conversa e surtou:

— JESUS, O QUE TÁ ACONTECENDO AQUI?

outra senhora respondeu sem nem saber:

— EU NÃO SEI, MAS EU FALEI QUE ESSE MERCADO TINHA PUTARIA!

foi quando chegou o segurança.

e, claro, o infeliz se chamava Roberto.

porque segurança de mercado ou se chama Roberto ou César.

o Roberto chegou com aquela cara de quem já viu briga por morango, desabamento de caixa de leite e criança lambendo freezer.

ele olhou o chão, olhou o cara da regata, olhou minha namorada e perguntou, com a tranquilidade de um delegado de interior:

— Quem foi o responsável pela ejaculação?

porra meu nobre, EJACULAÇÃO?

minha namorada poderia estar ejaculada,

porém era da minha cara que estavam gozando

o mercado inteiro congelou.

congelou de verdade.

até a música do ambiente pareceu dar uma engasgada.

eu ouvi uma criança chorar em algum lugar perto das prateleiras de nugget.

minha namorada fechou os olhos com força.

o cara da regata levou a mão na testa como se quisesse desaparecer.

eu olhei pro Roberto e falei:

— O quê?

ele repetiu, sem mudar a expressão:

— Eu perguntei quem foi o responsável pela ejaculação.

aí foi o fim.

uma senhora no corredor do tomate fez o sinal da cruz.

alguém derrubou uma caixa de banana.

e eu, que até aquele momento tava preparado pra sair no soco, comecei a entender que talvez eu estivesse defendendo a pessoa errada da situação errada.

o cara da regata tentou explicar outra vez, gesticulando como louco:

— FOI OVOS! OVOS! EU TAVA LEVANDO DUAS BANDEJAS, A CRIANÇA BATEU EM MIM, ESCAPOU TUDO, VOOU OVOS POR TODO LADO!

ele apontou pro chão.

tinha gema. tinha clara. tinha casca. tinha uma cena de crime alimentar.

so que, sinceramente?

Naquele estado de nervos, eu não tava processando nada.

o que me convenceu de vez foi quando minha namorada, com o rosto ainda grudando de clara, só apontou pro cara e falou:

— amor... foi ovo.

eu fiquei parado.

sabe quando o cérebro dá aquela travada completa e você percebe que passou vergonha em alta definição?

então.

eu olhei de novo.

vi a bandeja quebrada.

vi um ovo cru escorrendo pelo balcão.

vi outra senhora passando um pano com cara de nojo.

vi o Roberto já desistindo da humanidade.

e então, pra piorar tudo, o cara da regata decidiu provar a inocência do jeito mais idiota possível: pegou outro ovo na bandeja e quebrou na própria testa.

só que não era ovo cru.

era ovo cozido.

o ovo explodiu na testa dele com um som seco de merenda escolar.

ele ficou imóvel.

a testa ficou suja.

a dignidade saiu andando pela porta dos fundos.

por um segundo, ninguém reagiu.

sepois a senhora do tomate soltou um:

— ai, meu Deus do céu...

eu olhei pra minha namorada.

ela olhou pra mim.

qí os dois começaram a rir.

rir de nervoso, rir de vergonha, rir porque já tinha passado do ponto de ser sério.

o Roberto só balançou a cabeça e falou:

— vou fingir que não vi isso.

aí foi todo mundo se desfazendo.

o cara da regata pediu desculpa umas quinze vezes, a minha namorada foi até o banheiro lavar o rosto, e eu fiquei sozinho no corredor pensando que tinha quase brigado com um homem por causa de uma mistura de ovos, calor e interpretação completamente errada da realidade.

no fim, eu ainda levei o pão de queijo e o refri.

mas saí do mercado com uma história que eu nunca vou poder contar com dignidade.

e minha namorada, toda vez que lembra, só fala:

— você ficou com ciúmes de um ovo.

e, infelizmente, ela não tá errada.

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u/Beautiful-Ask6460 — 2 days ago
▲ 12 r/HQMC

Duas capicuas! 🤯E uma salganhada com o número 3!

Hoje, à hora do almoço, quando pus o carro a trabalhar deparei-me com este macramé numérico!

O meu carro tinha feito 39693km! 🤯

Tinha combustível suficiente para fazer mais 363km! 🤯

Isto aconteceu às 12h09 e a temperatura exterior era de 24ºC! 🤯

Fun fact: 3, 6, 9, 12 e 24 são todos números divisíveis por 3!!! 🤯🤯🤯

Será que isto dá sorte?! Pelo sim, pelo não vou meter um Euromilhões! 😅 E vou começar a pensar num destino paradisíaco a 3.333 km de distância de Portugal! 😆😅

u/Meiga_Aventesma — 1 day ago
▲ 43 r/HQMC

Ao que parece sou a camila.

Olá a todos, o meu nome é Tiago Durães, tenho 21 anos mas, ao que parece, eu sou a Camila.

Há cerca de alguns anos, para aí uns 8, comecei a usar este

número de telemóvel, e todos os anos, no dia 24 de

dezembro recebo parabens de não sei quantas pessoas, até

do continente. O pior ,é que não são simplesmente

mensagens de parabens, eu já recebi em português, em

dinamarquês, em inglês, sempre a mencionar uma tal de

Camilla. Mas se fosse só os parabens, ok tudo bem uma

pessoa até ficava contente. Mas ao longo do ano também

recebo mensagens ou de pessoas a mandar-me fotos sobre

a "nossa casa antiga" ou a pedir me para dar o meu toque

no vestido novo que acabaram de desenhar, ou para me

encontrar com eles na Dinamarca para tomar uma café. De

facto, esta tal de Camilla parece uma pessoa que tinha uma

vida fantastica. Alguem teve uma experiência semelhante?

É que recuso-me a aceitar ser o único.

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u/IDuraes — 3 days ago
▲ 25 r/HQMC

If this doesn’t prove that God exists, nothing will!

Quinta-feira passada (14 Maio) entrei num avião rumo à Bélgica a chorar (costumo, sempre que possível, colocar uma mochila às costas e visitar cidades europeias). Chorava porque o meu namorado, às 5 da manhã da noite anterior, acordou e disse que não estava preparado para um novo relacionamento e íamos fazer esta viagem juntos! Dramático.
Entrei no Uber a chorar, cheguei ao aeroporto a chorar, entrei no avião e chorava, até que…
Ao meu lado sentou-se um senhor, um pouco mais velho que eu, encostou-se à minha cara e disse: “Oh menina, está a chorar ou está com o pingo?”
Pensei logo: “Antes que pense que estou com um vírus qualquer, vou já dizer que é choro, e respondi: Não, é choro de facto! A vida acontece de formas um pouco estranhas!”
Ele quis saber mais! Ele ja tinha feito sarrabulho com a senhora do lado que se sentou no lugar dele (janela) porque tinha claustrofobia! Ela falava inglês, ele não, portanto, não conseguiu discutir com ela! Fiquei no meio!
Continuou a conversa comigo, perguntou mais sobre a minha situação. Expliquei. Ao que ele respondeu: “Olhe, toda a gente tem as suas! Eu também tinha uma namorada mas, coitada, morreu!”
Engoli o choro, abri os olhos e pensei: “Caramba, calma!”
No sentido de transmitir algum conforto perguntei: “mas foi algum acidente?” E ele:
“Não, já não éramos namorados e ela andava com outro indivíduo que a matou!”
Fiquei muito perdida nas perguntas e tentei procurar conforto para lhe dar; “Então esse indivíduo foi preso não foi?” Ele respondeu: “Não menina, apareceu pendurado!”
Bem, eu estava sem força, e agora, sem cérebro as 9 da manhã de uma quinta-feira! Encostei a cabeça ao banco da frente sem saber se continuava a chorar ou começava a rir! Entretanto ele voltou a falar e eu até estremeci com medo da continuação!
“Também tive outra na Bélgica, mas também, coitada, morreu!”
Eu tinha acabado de fazer uma peregrinação de Viana do Castelo até Fátima, 300km a pé, o meu namorado terminou comigo às 5 da manhã, mal sentia o corpo, e nesta altura, nem a alma!
Perguntei: “Como assim? Foi acidente?”
“Não menina! Saiu de boleia com uns marroquinos do café onde trabalhava, drogaram-na, levaram-na para um apartamento, ela fugiu pela varanda fora, toda destrambelhada como era, caiu da varanda de um terceiro andar. Quando chegou lá baixo, morreu!”
Fiquei sem palavras, olhei para ele e disse-lhe: “Lamento! Não sei bem o que lhe dizer…”
E ele: “Deixe lá menina, é só para ver como a vida é!”
Silêncio irreal por 10 minutos! Só ouvia as turbinas do avião!
Perguntou: “Mas vai ficar muito tempo na Bélgica?”
Respondi de imediato: “Não, volto no sábado!”
Convidou-me para tomar café! Respondi que sim por delicadeza e fiquei quieta!
Começou a falar-me da última namorada! Até senti calafrios! Perguntei logo dentro da minha cabeça: “será que esta está viva?”… mas afinal não foi só dentro da minha cabeça e ele respondeu: “Ah! Esta está mas coitada, não tem juízo nenhum!”
“Há uns meses veio para a Bélgica comigo, tínhamos um jantar na casa de uns amigos, bebeu vinho e emborrachou-se! A mulher de um amigo deu-lhe um banho gelado e deitou-a na cama! De manhã estava tudo vermelho: almofadas, lençóis…”
Paralisei! Respondi: “Meu Deus! Que aconteceu?”
Ele: “Ah, não foi nada! Ela é que era burra, pintou o cabelo de vermelho e a tinta passou para a roupa de cama! Depois só culpava a rapariga que lhe deu banho que não tinha nada que o ter feito!”
Entretanto oiço o piloto a dizer que faltava meia hora para a aterragem! Respirei fundo! Mas ele continuou:
“Alguma vez foi às corridas de Vila Real?”
Olhei de lado para ele e com a minha cara de “eu não vou a essas coisas” respondi: Não!
E ele a fazer diplomacia pública continuou: “ah! Mas tem que ir! Este ano convido-a para ir!”
Voltei a dizer que sim apenas para não continuar aquela conversa!
Chegamos a Bruxelas! Esperou por mim à saída do avião! Temi!
Os meus amigos à espera do estacionamento! Despedi-me dele! Quando cheguei ao carro perguntaram-me “Quem era?” Contei! Fiz a viagem com eles a chorarem a rir o caminho todo!
Na manhã seguinte fui tomar café com ele num café português! Os meus amigos colocaram-me um AirTag na mala!
Cumprimentei-o, sentei-me na cadeira e coloquei o telemóvel em cima da mesa! Ele pegou no meu telemóvel e colocou-o dentro da minha carteira e disse: “guarda isso que tu estás mal dos pés e se alguém te leva o telemóvel, sou eu que me lixos a correr atrás dele!”
Os meus amigos insistem que esta história pertence ao HQMC!

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u/Low-Brilliant-2110 — 3 days ago
▲ 11 r/HQMC

Tem calma Bruno

Boas pessoal, isto aconteceu há uns anos atrás e esse dia ficou e ficará marcado para sempre na minha memória.
Numa noite quente de verão da década de 2010, já depois da 1 da manhã, estava eu prestes a adormecer finalmente depois de tentar arrefecer o calor do quarto quando de repente começo a ouvir alguém a bater palmas (pensei eu que era alguém que fazia anos pois o bater era rítmico e sempre igual).
Nisto enquanto essa pessoa batia palmas, começo a ouvir em volume médio “oh Bruno”, “aaaai… aaaaii… aaaaahhh, sim Bruno”
Rapidamente me apercebi que os parabéns não era 😂 e isto ainda durou uns 10 minutos à vontade com “ais”, gemidos e brunos à mistura quando do nada ouve se um AAAAAHHHH mais alto e aparece um silêncio que me fez dizer “finalmente vou dormir!”
Nem passaram 2 minutos e oiço a rapariga gritar asneiras violentas que vocês podem imaginar, mas todas a acabarem em Bruno: fodasse bruno, caralho Bruno, aí oh Bruno, fodasse, aaaiii (coisas assim)
Entretanto vou à janela ver de onde vem o barulho e vejo que para um smart na rua e saem dois jovens do carro que ficam a olhar para os prédios a tentar desvendar de onde vem o som, quando me deparo e olho à minha volta, metade da rua estava à janela a ver se viam o Bruno! Inclusive um dos vizinhos ouviu se a dizer “vai com calma Bruno!”
Desta vez, com um round mais curto com cerca de 5min, em que pensei, o gajo deve tar lhe a bater forte e feio, coitada da moça! Amanhã se vir alguma rapariga com nódoas negras já sei quem foi que levou!!
Depois de tanta gritaria e de ela invocar nomes para o Bruno, finalmente o verdadeiro silêncio abateu se na rua e o povo conseguiu descansar! Até hoje não consegui saber nem quem era a moça e nem o Bruno que andou a bater palmas! 😂😂😂

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u/Andre-maria — 2 days ago
▲ 0 r/HQMC

Leiam com atenção, por favor!

Malta,

Escrevo este post porque sinto que, nas últimas semanas, a minha postura na comunidade não foi a melhor e gostava de esclarecer duas coisas com vocês, de peito aberto.

Há uns tempos, respondi a uma crítica de forma arrogante, a gabar-me dos meus números e a dizer que tinha o dobro do Karma em menos de metade do tempo. Quero pedir-vos desculpa por isso. Errei e foi uma atitude mesquinha. O r/HQMC não é uma competição de estatísticas, é um lugar para partilharmos histórias e rirmos juntos. Deixei que a picardia me subisse à cabeça e não devia ter respondido assim.

Também publiquei recentemente uma imagem que dizia "Para todos aqueles que não se riem das minhas publicações, espero que tenham que mijar 3 vezes esta noite...". Aquilo era apenas um meme, uma piada de humor negro com aquela reviravolta absurda que costuma circular na internet. Infelizmente, percebi que muitos levaram a sério e acharam que eu estava mesmo a rogar pragas ou a atacar quem não gosta do meu conteúdo. Foi apenas uma piada que falhou o alvo e peço desculpa se pareceu arrogância da minha parte.

Daqui para a frente

Estou nesta comunidade há 7 meses e adoro o ambiente daqui. Não quero, de forma alguma, ocupar o espaço de ninguém ou criar mau ambiente. Quero genuinamente que todos os que aqui publicam tenham tanto ou mais sucesso do que eu tenho tido.

Por isso, para além das desculpas, deixo um compromisso: a minha caixa de mensagens está totalmente aberta para quem quiser dicas sobre como estruturar posts, como funciona o algoritmo ou como fazer as vossas publicações chegar a mais pessoas. Se puder ajudar alguém a crescer aqui dentro, fá-lo-ei com todo o gosto.

Obrigado a quem leu e sigamos em frente com as boas histórias!

Um abraço a todos, sem exceção.

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u/versaofabiodomarkl — 4 days ago
▲ 342 r/HQMC+1 crossposts

Espero bem que não tenha sido um português a inventar isto...

Quem foi o filho da mãe que inventou isto?

u/Unique-Cup-8166 — 11 days ago
▲ 1 r/HQMC

Inconsistências entre críticos de arte académica

No meu oitavo ano do liceu, em Santarém, eu e a professora de matemática tínhamos um acordo tácito bastante conveniente para ambas as partes: desde que eu não perturbasse o resto a sala, sentado na última carteira junto duma janela, eu poderia passar aquelas horas chatas e improdutivas desenhando, lendo banda desenhada, ou simplesmente olhando lá para fora. E nos dias de teste, nada mais me era exigido do que limitar-me a assinar o meu nome e sair, ganhando uma hora de semi liberdade.

Só que essa professora já era velhota e, por alguma razão, a meio do ano, desapareceu em combate. A veterana amoldada foi substituída por uma novinha empertigada, querendo impor a sua autoridade. Logo de rompante, presenteou-nos um teste surpresa.  Eu reagi com a minha rotina de rebeldia displicente, a caminho da porta, entreguei-lhe o questionário com apenas o meu nome assinado. Ela deteve-me.

- Mas o que é isto?! – Mostrou-se agastada.

- É que normalmente basta-me assinar o nome e sair.

- Ah, comigo não é assim, não! – Com assertiva autoridade, esclareceu-me sobre as novas regras:

- Vais ficar aqui até ao final da hora, esforçando-te por fazer o teste.

E apontou para uma carteira vazia junto da sua, convidando-me a sentar.

Contrariado, assim o fiz.

Decidi transformar aquela contrariedade em divertimento. Ostensivamente, perscrutava-a e depois simulava que a estava a desenhar, deixando escapar risinhos abafados e irritantes. Ela, por seu turno, imersa na correção de provas, dissimulava a consciência do que achava que eu estava a fazer. Dando conta das minhas movimentações provocadoras pelo rabo do olho, num crescendo de desconforto, tardou pouco a sucumbir à pressão da curiosidade ofendida, revendo as suas ordens:

- Podes entregar o teste a sair.

Não foi só a mim que aquele recuou suou a uma declaração de rendição, mesmo tendo a minha adversária a faca e o queijo na mão. Percebi o potencial de comicidade, no momento em que ela mostrou o seu calcanhar de Aquiles. Com a tranquilidade confiante de um gozão que conseguiu virar o jogo, respondi-lhe:

- Pode deixar. Agora apetece-me finalizar o teste.

E foi quando a retratei de verdade, claro que não de um modo lisonjeiro. Imaginem a cena horrenda:  a sua cabeça (bastante identificável, modéstia à parte) decapitada, caída no chão sobre uma poça de sangue e umas quantas ratazanas a alimentar-se desses restos mortais. Foi o que lhe entreguei em mãos.

Na aula seguinte com ela, assim que entrei na sala, a stôra de matemática mandou-me para o Conselho Diretivo, onde eu tinha uma entrevista marcada. Conhecia bem o caminho. Não era a primeira vez, nem seria a última, que para lá me encaminharam.

Surpreendeu-me ter sido recebido não pela diretora temida por todos, mas sim por um professor até simpático que percebeu que eu não passava de uma criança orgulhosa da sua travessura e sem real consciência das suas consequências. A bem dizer, estava-me a lixar para aquilo tudo e não via a hora de ter uma vida de verdade.

Na sua frente, o meu teste encimava a secretária que nos separava. Perguntou-me se tinha sido eu a fazer o polémico desenho. Eu confirmei sem hesitar. Entregou-mo com o ditame de, em silêncio, analisar e refletir sobre o que eu tinha feito.

Uns segundos depois, fez uma pergunta perfeitamente escusada para o entendimento da situação, mas que ele precisava para a concretização da piada que tinha pronta:

- Quanto é que ela te deu?

- Zero, como de costume.

- Hummm, se fosse comigo, eu teria te dado 15 ou 20% só pela qualidade do desenho, que está muito bem feito. – Teve dificuldade em controlar o riso.

Momentaneamente, uniu-nos um sorriso cúmplice.

Tendo mais do que fazer, autorizou-me a regressar à minha sala de aulas, recomendando-me a entrar lá com uma cara triste, para contento da professora.

Mas que raio de comunidade de merda é esta?! Não há um(a) FDP que compre o meu livro – recheado destes episódios caricatos e onde até é revelado o sentido da vida! Só aqui vêm debicar amostras grátis (que não são os melhores produtos). Raízes Expostas - Bookmundo

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u/Dull_Owl9153 — 6 days ago
▲ 9 r/HQMC

Refúgio Equestre - Ajuda

Boa noite.

Nós estamos a criar um refúgio equestre em Elvas. Temos os animais, o terreno, o projecto, mas estamos com muitas dificuldades com o financiamento, especialmente com o início da guerra. Por isto, criámos uma campanha de crowdfunding mas estou a falhar redondamente porque não consigo que haja pessoas interessadas ou que se queiram envolver.
Eu tenho publicado frequentemente nas redes sociais, mandei mensagens directas em todas as plataformas possíveis a toda a gente que tenho nos contactos, grupos, rádio local, câmara, jornais, associações, empresas locais, figuras públicas da zona… Estou a ficar sem ideias.

Alguém me pode ajudar, por favor?

Eternamente agradecida! ❤️

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u/IndependentLeopard95 — 9 days ago