A primeira vez que ganhei flores e agora preferia não ter ganhado
Sempre tive uma quedinha por ele, gostava do seu jeito, apesar que olhando para trás, vejo que que foi reflexo da minha carência e falta de amor próprio.
Ex usuário de drogas(maconha), ex "traficante"(repassava para amigos), passado por abusos sexuais na infância, negligenciado pelos pais, maaaas, achei que eu ia mudar alguma coisa.
Desde do princípio, sempre deixei transparente que tipo de pessoa sou e o que esperava de um parceiro. Dei liberdade para o apoiar, dei espaço, dei palavras de conforto, conselhos genuínos, perguntava todos os dias se já havia comido e sobre o bem estar geral dele.
Parou de usar maconha definitivamente em fevereiro, começou a se cuidar, fui atrás de uma psicóloga para ele.
Mas eu achei que mudaria alguma coisa nele.
Sempre dei apoio e carinho, mas deixei claro que não queria associação nenhuma com o passado dele(estúpida, no mínimo).
Mas infelizmente, jovens, "diga com quem andas e direi quem tu és" continua sendo verdade. Pegou falas machistas de antigas companhias, omitia certas informações que eu já tinha deixado claro que eram importantes.
Errou, errou e errou.
E aqui estou, com um buquê que ganhei em abril e me senti a mulher mais feliz do mundo, o motivo o qual pulei de felicidade, também com uma pelúcia referente ao apelido que me chamava. E no final, é o que é.
Amor realmente é uma troca, diria que um acordo legal entre duas partes. Logo, você sai no prejuízo quando está investindo mais que a outra parte sem ter retorno do projeto todo.(Olhando para trás, comparando nós dois, eu definitivamente sairia pior desse relacionamento de qualquer forma. Sei que não sou melhor que ele, mas socialmente a coisa é diferente).
Perdi meu tempo de certo modo, fico feliz por mudanças dele, mas eu realmente não consigo aceitar ter que repetir o que quero emocionalmente e nunca receber.