




Mariposa preta/roxa UFPB
Mim está atrasado para aula de embriologia. Mim olhar para o chão. Mim ver mariposa preta/roxa. mim fica feliz e tira foto. Uga buga (A imagem final foi ajustada por I.A)





Mim está atrasado para aula de embriologia. Mim olhar para o chão. Mim ver mariposa preta/roxa. mim fica feliz e tira foto. Uga buga (A imagem final foi ajustada por I.A)
Não é nada demais. porém, encontrei esse criaturinha na UFPB, tirei algumas fotos e achei que ficaram boa.
Eu tirei essa foto hoje quanto estava indo para a minha aula na UFPB. Algum biologo para identificar a espécie? achei ela bem bonitinha apesar de não ser multicolorida.
Eu acabei de tirar essa foto na universidade federal da Paraíba. Para mim parece uma borboleta, mas não tenho certeza. alguma sugestão de qual espécie pode ser?
Encontrei essa criatura que mais parece um E.T no Campus 1 da UFPB. Alguém tem alguma aideia do que possa ser?
Foto tirada no Campus 1 da universiade federal da Paraíba. Mais precisamente no CSS e proxímo ao Calfarm. Ademais, Eu simplesmente achei linda essa espécie. Porém, não sei nada sobre ela.
Recentemente, andando na UFPB, mais precisamente no campus 1, eu encontrei essa criaturinha rastejando pelo chão. Achei ela muito bonita. Alguém tem ideia do que é?
Em um império cujo nome evitasse falar, havia uma pequena vila entalhada no pé de uma montanha de ouro. Porém, de nada valia o ouro quando do amanhecer até o entardecer, a cor do céu rivalizava com a da terra.
Ao longe, erguia uma cidade, porém, quem para lá ia não mais poderia voltar a pisar os pés na vila.
Num dia como qualquer outro, a filha do pastor sem ovelhas, serva do senhor sem feudo, Juliense viu se aproximar ao longe, como uma miragem cambaleante, Prince, o príncipe do principado.
Sem pestanejar, o caçador sem caça levanta seu mosquete, mas o gatilho não é pressionado. Ele sabia das regras. Porém, abater o filho do lorde, como fizera com cervos, depois com os desafortunados que enlouquecidos foram a cidade buscar seja lá o que, então voltarem para o vilarejo como o filho prodigo, era demais. Não sabia o caçador se o que temia era a forca ou o peso de ser a ultima pedra na loucura de seu lorde.
A primeira vez que alguém saíra para obter informações após o baile de máscaras da capital, foi o caixeiro viajante que esperava-se voltar com noticias. Mas que voltou desnudo. Em seu peito, um estranho simbolo. Que porém, intuitivamente, toda viva alma sabia o significado, mas não conseguia expressar em palavras, nem em gravuras.
O caixeiro viajante chegou a taberna da vila, onde residiam 7 bêbados. Ninguém soube o que houve lá dentro, porém, após a saída do caixeiro, todos beberam até a morte. Sua próxima parada foi a casa do lorde. Onde viu o príncipe, lhe disse algo e então sumiu, deixando para trás um pó amarelo. Enxofre.
O lorde percebeu antes de todos o significado do que havia acontecido. Proibiu a ida de qualquer um a cidade e ordenou a execução de quem retornasse. O príncipe foi trancado em seu quarto com a boca costurada. A medida foi tomada após os dois guardas que ficavam de vigia na porta fugirem da vila direto para a cidade.
Por fim, o caçador não atirou, o rei ordenou que a entrada do seu filho fosse permitida. Todos os moradores se trancaram em suas casas para não ouvirem as palavras que o príncipe cantarolava pela ruas até sua casa onde o lorde o esperava. Porém, alguns ouviram, por acidente ou não, e o que se seguiu foi uma peregrinação em massa para a cidade. Queriam saber das boas novas. Queriam saber o porquê da montanha ter se tornado ouro. O porquê do céu ter feito o mesmo.
Ao chegar na frente de casa, o príncipe viu o lorde e lhe disse: O rei convocou a todos. Seus servos não usam máscaras. O caçador sem caça, o senhor sem feudo e o pastor sem ovelhas. A verdade pertence a ELE e nós pertencemos a verdade.
O lorde riu, se sentiu idiota. Pois os animais foram os primeiros a irem receber o selo. Os últimos dois moradores do vilarejo, Prince e o lorde, caminharam em direção a Carcosa. Mas desta vez ninguém mais iria retornar.
Faz pouco tempo que acordei neste local: um cubo de concreto sem fendas ou junções visíveis entre os tijolos. Ao redor, há apenas uma cama de pedra que se projeta de uma das paredes. Não deitei nela; sinto que não é algo que deveria ser feito. É como se outros, na mesma posição que eu, o tivessem feito e nunca mais se levantado. Além disso, há uma porta. Ou melhor, o que pressuponho ser uma porta. Afinal, se estou aqui dentro agora, devo ter sido colocado por algum lugar, embora duvide que seria possível algo atravessar aquilo. É difícil descrever, mas assemelha-se a uma árvore de rachaduras: inicia-se no chão e então se ramifica em centenas de galhos até alcançar o teto. Não há luz saindo delas, mas de alguma forma sei o que está do outro lado: um corredor infinito. Ou, pelo menos, não consigo ver o final em nenhum dos lados. Também há outras celas como a minha, muitas delas. No entanto, embora eu não consiga ver, sei que não há ninguém neste corredor carcerário infinito além de mim.
Confesso que estou com medo de fazer qualquer coisa. Desde que acordei jogado no chão, a única ação que tomei foi me sentar com as pernas rentes ao peito, abraçando meus joelhos. Apesar disso, sinto que sei muito sobre este lugar. E aprendo cada vez mais. É como se este lugar maldito quisesse ser visto, quisesse dizer algo. Embora eu saiba, inconscientemente, que dar ouvidos ao que adentra meu cérebro é pior do que morder a própria língua e morrer afogado em meu sangue, infelizmente não tenho coragem para tal desfecho. Então, só me resta esperar. Aliás, percebo agora que, desde que despertei, não devo ter visto um único fóton de luz. Pergunto-me com assombro: como fui capaz de saber que na cela onde me encontro não há junções, ou que havia uma cama ao meu lado? Meu senhor, é como se a luz não fosse necessária para que este lugar se fizesse entender.
Quanto tempo se passou desde a minha chegada? Faço uma pergunta melhor: o tempo realmente importa? Sinto-me indiferente ao fato de ter transcorrido um milissegundo ou dois séculos. Se há alguma forma de progressão, de causa e efeito neste momento, ela reside na quantidade e na complexidade das coisas que aprendo sobre esta prisão, mesmo sem nenhum esforço para que isso ocorra. Apenas nesta cela há mais geometria, matemática e significado do que jamais achei que minha mente poderia suportar. Lembra-se das rachaduras que antes julguei serem uma porta? Agora sei que não são. Trata-se de um portal. Para onde leva? Bom, para onde ELE quiser. Quem é ele? Meu captor? Um deus? Ou algo mais? Não sei dizer, mas sei que ele está aqui, ao mesmo tempo que parece não estar. Conte quantos pontos existem em uma reta. Parece infinito; parecia para mim. Mas agora sei que não é. E, quando você chega a sete vezes a quantidade de átomos no universo — não o observável, mas o universo em sua totalidade —, você se dá conta da terrível presença dele.
Faz um tempo que comecei a puxar um fio de dentro da minha memória. Talvez para encontrar um refúgio do fluxo de conhecimento que me bombardeia a cada sinapse realizada pelo meu cérebro. No início desse fio, sou um escritor parisiense sem propósito, buscando algo maior do que eu mesmo. Maior do que qualquer homem. Então, entro em um bar. Não lembro o porquê, nem o que estava buscando. Peço uma cerveja, mas o garçom diz que só servem absinto. Bebo uma, duas, três taças. Juro que fiquei tempo suficiente dentro daquele recinto para que o sol viesse e voltasse. Mas nada aconteceu. Até que um homem pálido se aproximou de mim, vindo de um dos cantos escuros do salão, e me parabenizou por encontrar ELE. Não ele, o homem pálido. Mas ELE. O sujeito saiu do bar e eu o segui. A cidade já não era a Paris cujas ruas e vielas eu tanto conhecia; havia se contorcido em um labirinto impossível de becos sombrios e arquitetura distorcida. Ao descer uma escadaria vertiginosa, vi-me repentinamente diante de um penhasco. A poucos centímetros da queda, estava o homem pálido. Ele me encarou com seus olhos amarelos e perguntou se eu possuía o selo. Lembro-me de dizer que não queria mais aquilo. Seu semblante se fechou, uma lágrima espessa, semelhante a ouro líquido, escorreu de sua face, e ele gritou: "Guardas!". Em seguida, dois sóis se levantaram das profundezas do penhasco. E de mais nada lembro da minha antiga vida.
Sou, talvez, o homem mais sábio que já pisou na Terra. Tenho o conhecimento exato de quantas moscas já viveram. De quantas batidas de asas cada uma deu durante sua breve existência. Mas o que isso importa? Tudo o que eu queria saber é quem é ELE.