u/CompleteJournalist87

Uma dúvida

Queria saber se existem outros homens bissexuais que também gostam de usar calcinha e sutiã.

No meu caso, isso faz parte da forma como expresso um lado mais feminino e também tem um componente de fetiche. Gostaria de entender se outras pessoas vivem algo parecido.

Como vocês descobriram isso? Para vocês é uma forma de expressão, um fetiche, ou os dois? Como isso se relaciona com a orientação sexual de vocês?

reddit.com
u/CompleteJournalist87 — 7 hours ago

História

Olá pessoal.

​

Resolvi compartilhar um pouco da minha história porque acredito que não sou o único que passou por isso.

​

Tenho 31 anos. Durante grande parte da minha vida tentei seguir o caminho que eu achava que esperavam de mim. Cresci em uma família religiosa, em um ambiente mais conservador, e por muitos anos deixei de lado várias dúvidas que tinha sobre mim mesmo.

​

Desde mais novo eu sentia coisas que não entendia. Tinha curiosidades, sentimentos e gostos que não se encaixavam na imagem que as pessoas tinham de mim. Em vez de falar sobre isso, eu guardava tudo para mim.

​

Com o passar dos anos percebi que sentia atração tanto por mulheres quanto por homens. Também percebi que me sentia atraído por mulheres trans. Isso me deixou confuso por muito tempo, porque eu não tinha com quem conversar e achava que estava sozinho.

​

Outra parte da minha história é que sempre gostei de explorar meu lado feminino. Durante anos isso ficou escondido. Sentia vergonha e medo do julgamento. Gostava de usar calcinha e sutiã em alguns momentos, mas achava que precisava esconder isso de todo mundo.

​

O tempo passou e eu continuei vivendo, trabalhando e seguindo a rotina. Por fora parecia que estava tudo normal, mas por dentro eu tinha muitas perguntas sem resposta.

​

A grande mudança aconteceu quando comecei a encontrar relatos de outras pessoas. Descobri que existiam homens bissexuais, pessoas que se assumiram mais tarde, pessoas que também tinham um lado feminino e que passaram anos escondendo isso. Pela primeira vez senti que não estava sozinho.

​

Em 2025 tomei uma das decisões mais importantes da minha vida: contei para minha mãe e para minha irmã. Foi um momento de muito medo, mas também de muito alívio. Depois disso senti como se um peso enorme tivesse saído das minhas costas.

​

Hoje me considero uma pessoa mais feliz. Ainda não sou assumido para toda a família e amigos, mas já não estou lutando contra mim mesmo. Estou aprendendo a aceitar meu lado masculino, meu lado feminino, minha bissexualidade e tudo o que faz parte de quem eu sou.

​

Ainda tenho dúvidas e medos, principalmente por ser de uma família mais tradicional e por achar que seria uma das primeiras pessoas da família a falar abertamente sobre isso. Mas também sinto que estou vivendo uma liberdade que nunca tinha experimentado antes.

​

Meu objetivo agora é conhecer pessoas parecidas comigo, fazer amizades, ouvir histórias e continuar crescendo como pessoa.

​

Se alguém aqui passou por algo parecido, principalmente quem se assumiu depois dos 30 anos, adoraria ouvir sua história.

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reddit.com
u/CompleteJournalist87 — 23 days ago

História

Olá pessoal.

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Resolvi compartilhar um pouco da minha história porque acredito que não sou o único que passou por isso.

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Tenho 31 anos. Durante grande parte da minha vida tentei seguir o caminho que eu achava que esperavam de mim. Cresci em uma família religiosa, em um ambiente mais conservador, e por muitos anos deixei de lado várias dúvidas que tinha sobre mim mesmo.

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Desde mais novo eu sentia coisas que não entendia. Tinha curiosidades, sentimentos e gostos que não se encaixavam na imagem que as pessoas tinham de mim. Em vez de falar sobre isso, eu guardava tudo para mim.

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Com o passar dos anos percebi que sentia atração tanto por mulheres quanto por homens. Também percebi que me sentia atraído por mulheres trans. Isso me deixou confuso por muito tempo, porque eu não tinha com quem conversar e achava que estava sozinho.

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Outra parte da minha história é que sempre gostei de explorar meu lado feminino. Durante anos isso ficou escondido. Sentia vergonha e medo do julgamento. Gostava de usar calcinha e sutiã em alguns momentos, mas achava que precisava esconder isso de todo mundo.

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O tempo passou e eu continuei vivendo, trabalhando e seguindo a rotina. Por fora parecia que estava tudo normal, mas por dentro eu tinha muitas perguntas sem resposta.

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A grande mudança aconteceu quando comecei a encontrar relatos de outras pessoas. Descobri que existiam homens bissexuais, pessoas que se assumiram mais tarde, pessoas que também tinham um lado feminino e que passaram anos escondendo isso. Pela primeira vez senti que não estava sozinho.

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Em 2025 tomei uma das decisões mais importantes da minha vida: contei para minha mãe e para minha irmã. Foi um momento de muito medo, mas também de muito alívio. Depois disso senti como se um peso enorme tivesse saído das minhas costas.

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Hoje me considero uma pessoa mais feliz. Ainda não sou assumido para toda a família e amigos, mas já não estou lutando contra mim mesmo. Estou aprendendo a aceitar meu lado masculino, meu lado feminino, minha bissexualidade e tudo o que faz parte de quem eu sou.

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Ainda tenho dúvidas e medos, principalmente por ser de uma família mais tradicional e por achar que seria uma das primeiras pessoas da família a falar abertamente sobre isso. Mas também sinto que estou vivendo uma liberdade que nunca tinha experimentado antes.

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Meu objetivo agora é conhecer pessoas parecidas comigo, fazer amizades, ouvir histórias e continuar crescendo como pessoa.

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Se alguém aqui passou por algo parecido, principalmente quem se assumiu depois dos 30 anos, adoraria ouvir sua história.

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reddit.com
u/CompleteJournalist87 — 23 days ago

Se assumir

Olá pessoal.

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Tenho 31 anos e só recentemente comecei a me aceitar de verdade. Durante muitos anos achei que estava sozinho, que talvez fosse apenas uma fase ou algo que eu precisava esconder.

​

Com o tempo percebi que sou bissexual e também tenho um lado feminino que gosto de expressar. Cresci em uma família religiosa e em uma cidade pequena, então sempre tive muito medo do julgamento das pessoas.

​

Também entendi que minha atração não se limita apenas a homens ou mulheres. Ao longo da vida percebi que também sinto atração por mulheres trans e pessoas que fogem dos padrões tradicionais de gênero. No começo isso me confundia bastante, mas hoje vejo que faz parte de quem eu sou.

​

Outra coisa que demorei a aceitar é que gosto de expressar meu lado feminino de algumas formas, inclusive usando peças como calcinha e sutiã em alguns momentos. Durante muito tempo senti vergonha disso e tentei esconder essa parte de mim. Hoje estou aprendendo a enxergar isso com mais naturalidade, como uma forma de expressão pessoal que faz parte da minha identidade.

​

Em 2025 consegui contar para minha mãe e minha irmã, e isso tirou um peso enorme das minhas costas. Hoje me sinto mais livre e feliz, mas ainda estou aprendendo a viver de forma mais aberta e autêntica.

​

Uma das coisas que mais sinto falta é conhecer pessoas parecidas comigo, fazer amizades LGBT e conversar com quem já passou por algo semelhante.

​

Queria saber: alguém aqui também se assumiu mais tarde? Como foi esse processo para vocês?

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reddit.com
u/CompleteJournalist87 — 26 days ago

Lgbt

Olá pessoal.

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Tenho 31 anos e só recentemente comecei a me aceitar de verdade. Durante muitos anos achei que estava sozinho, que talvez fosse apenas uma fase ou algo que eu precisava esconder.

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Com o tempo percebi que sou bissexual e também tenho um lado feminino que gosto de expressar. Cresci em uma família religiosa e em uma cidade pequena, então sempre tive muito medo do julgamento das pessoas.

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Também entendi que minha atração não se limita apenas a homens ou mulheres. Ao longo da vida percebi que também sinto atração por mulheres trans e pessoas que fogem dos padrões tradicionais de gênero. No começo isso me confundia bastante, mas hoje vejo que faz parte de quem eu sou.

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Outra coisa que demorei a aceitar é que gosto de expressar meu lado feminino de algumas formas, inclusive usando peças como calcinha e sutiã em alguns momentos. Durante muito tempo senti vergonha disso e tentei esconder essa parte de mim. Hoje estou aprendendo a enxergar isso com mais naturalidade, como uma forma de expressão pessoal que faz parte da minha identidade.

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Em 2025 consegui contar para minha mãe e minha irmã, e isso tirou um peso enorme das minhas costas. Hoje me sinto mais livre e feliz, mas ainda estou aprendendo a viver de forma mais aberta e autêntica.

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Uma das coisas que mais sinto falta é conhecer pessoas parecidas comigo, fazer amizades LGBT e conversar com quem já passou por algo semelhante.

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Queria saber: alguém aqui também se assumiu mais tarde? Como foi esse processo para vocês?

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u/CompleteJournalist87 — 26 days ago