u/Deminian

Perda Total

Bateram no meu carro e estou a tentar perceber se estou a ser razoável ou se o sistema de seguros aqui simplesmente funciona assim.

No dia 1 de maio sofri um acidente na A1 Porto-Aveiro (Área de Serviço de Antuã). O outro condutor assumiu a culpa na declaração amigável e a seguradora dele, reconheceu formalmente a responsabilidade poucos dias depois.

Inicialmente, a minha seguradora disse que não iria intervir, porque eu não tinha cobertura de danos próprios. Depois de a outra seguradora assumir a responsabilidade, acabaram por ativar o processo via IDS e assumir a gestão do sinistro.

O carro foi imediatamente para a oficina, mas a primeira peritagem ficou “inconclusiva” porque precisavam de desmontar o veículo. Resultado: fiquei sem carro, sem decisão e sem viatura de substituição durante vários dias, apesar de utilizar o veículo diariamente para trabalhar entre Gaia e Porto.

Tive de ser eu próprio a citar o artigo 42.º do DL 291/2007 para relembrar que, em caso de imobilização do veículo e responsabilidade assumida, existe direito a viatura de substituição — e, mesmo assim, não adiantou de nada.

Agora, finalmente, declararam perda total (21/05).

Os números:

  • Reparação estimada: 10.077 €
  • Possível agravamento: +20%
  • Valor venal atribuído: 11.000 €
  • Valor do salvado: 3.600 €
  • Indemnização proposta: 7.400 €

O problema? Ainda devo cerca de 13.200 € do financiamento.

Ou seja:

  • fico sem carro;
  • e continuo a dever quase 2.200 € ao banco.

Entretanto, descobri também que o seguro associado ao financiamento aparentemente NÃO é GAP, apesar de eu pagar um seguro mensal juntamente com o crédito.

Agora estou a tentar perceber:

  • se vale a pena contestar o valor venal;
  • e até que ponto faz sentido envolver a proteção jurídica ou a ASF.

Sinceramente, o mais frustrante nem é a perda total em si — é perceber como uma pessoa sem culpa pode acabar financeiramente destruída, mesmo tendo seguro e tudo em ordem.

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u/Deminian — 1 day ago