Dividir a conta do jantar por proporção de rendimento - justo ou disparate?
Tenho andado a pensar nisto e queria a opinião de quem percebe de finanças pessoais.
Cenário: jantar de grupo, salários muito diferentes na mesa. Uns acabaram de entrar no mercado, outros já com carreira feita. A conta vem ao meio. Divide-se por igual? Cada um paga o que pediu? Ou faz sentido quem ganha mais suportar uma fatia maior, para o jantar acontecer de todo?
O argumento a favor: dividir por igual penaliza quem ganha menos de forma desproporcional - 30€ pesam muito mais em quem recebe o ordenado mínimo do que em quem recebe 4.000€. O argumento contra: rendimento não é igual a dinheiro disponível, e ninguém deve subsidiar o consumo dos outros.
Acabei por construir uma ferramenta que faz a divisão de contas de grupo de 3 formas: por item (dá inclusivamente para dividir itens que foram partilhados entre pessoas), por igual e de forma proporcional ao rendimento, sem ninguém ter de revelar quanto ganha (cada um vê só o que paga). Mas mais do que a ferramenta, interessa-me a pergunta de fundo:
Num grupo de amigos com rendimentos muito diferentes, qual é a forma mais justa de dividir a conta? E onde traçam a linha entre solidariedade e cada um por si?