Eu morri em vida?
Tenho 30 anos, já me casei, já me divorciei, já tive casa e já a vendi por conta do divórcio. Já viajei para os únicos três países que queria conhecer, tenho uma empresa que vai bem, tenho carro e moto. O mais importante de tudo: tenho uma filha e luto pela guarda compartilhada há anos.
Recentemente, em uma sessão de terapia, disse que a minha finitude está diretamente relacionada com a finitude da minha filha. Isso soou como um alerta para a psicóloga. Nas sessões seguintes, ela começou a me perguntar sobre os meus sonhos e planos. Eu não tenho nenhum; já fiz tudo o que queria, como citei acima.
Resumindo, concluímos que eu só tenho satisfação quando ajudo alguém a ter satisfação — como a minha filha, seja com um brinquedinho bobo ou uma ida ao parquinho. Essa satisfação se estende à minha namorada também: se ela fica feliz com algo, eu também fico.
Tirando isso de mim, não sobra nada, só o vazio.
A psicóloga disse que tenho indícios de depressão, mesmo sendo totalmente funcional e cumprindo minhas tarefas diárias de trabalho, alimentação, academia e sono, depressao configurada como distimia. Eu sinto que não é isso; parece apenas que sou um pouco ambicioso.
"Espero que quando a morte te encontrar, que ela te encontre vivo"
Pra ajudar sou como o Trevor Br, nao gosto de mts coisas kkk