u/Hear_No_Darkness

Peter Pan (1988) e Mixtape (2026), um paralelo.

Peter Pan (1988) e Mixtape (2026), um paralelo.

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Quando eu era criança (sim faz tempo) tinha um jogo de Point and Click do Peter Pan. Eu adorava, e era o primeiro Point and Click que eu tinha jogado, eu nem sabia que era possível ter um jogo tão colorido para PC!

Quando saiu Mixtape e eu vi o gameplay no canal do youtube da Vara Dark eu lembrei dessa memória distante perdida no oblívio do tempo e não consegui entender pq.

Foi então que eu tive um estalo vendo um post a favor de Mixtape!

Peter Pan é um jogo para crianças nascidas na década de 80.

Mixtape é um jogo para velhos nascidos na década de 80.

Peter Pan vc clica nas coisas e algo bonitinho aparece.

Mixtape vc clica nas coisas e algo bonitinho aparece.

Peter Pan não tem derrota ou morte, vc só segue em frente.

Mixtape não tem derrota ou morte, vc só segue em frente.

Peter Pan que não há consequências para suas atitudes.

Mixtape não há consequências para suas atitudes.

Peter Pan vc joga com Peter Pan.

Mixtape vc joga com Síndrome de Peter Pan.

O que acham?

reddit.com
u/Hear_No_Darkness — 1 day ago
▲ 619 r/jogatina+1 crossposts

Algum tempo atrás eu falei aqui sobre o Stop Killing Games (SKG). Um movimento global que muita gente no Brasil ignorou, seja porque acha que “aqui a gente pirateia mesmo”, seja porque acredita que o nosso mercado tem algum peso relevante só por ser grande em número de jogadores.

Não tem. O Brasil representa cerca de 1,3% das vendas globais de jogos. Isso não dá poder de negociação, não influencia decisão de empresa grande e não muda política de mercado.

Mesmo assim, o movimento avançou sem depender da gente. O Ross Scott, que lidera o SKG, foi ouvido no Parlamento da União Europeia e apresentou um ponto básico: quando você compra um jogo, ele não deveria simplesmente parar de funcionar porque a empresa decidiu desligar um servidor.

Isso não é opinião, é discussão de direito do consumidor.

Enquanto isso, aqui no Brasil, a resposta foi basicamente indiferença. Muita gente tratando como se não fosse problema, ou pior, como se fosse inevitável.

Só que não é inevitável. Lá fora, isso já está sendo discutido em nível legislativo.

E vale lembrar: essas empresas que muita gente aqui defende não estão nem aí pro Brasil. Ubisoft, Activision-Blizzard, Sony, Tencent… o nosso mercado não é prioridade pra elas. A gente não dita regra, a gente segue.

E mesmo assim, tem gente defendendo modelo onde você paga por um jogo e pode perder acesso a qualquer momento.

Não é sobre gostar do jogo ou da empresa. É sobre aceitar um modelo onde você não possui o que comprou.

No final, o problema não é ser brasileiro e não poder fazer nada.

O problema é escolher não fazer nada e ainda agir como se isso fosse normal.

Agora, o próximo passo do Stop Killing Games na Europa é tentar transformar essa discussão em regulamentação concreta. A ideia é pressionar por leis que obriguem empresas a manter jogos funcionais ou garantir algum tipo de preservação e acesso após o fim do suporte oficial.

Isso significa que, se avançar, empresas não vão mais poder simplesmente desligar um jogo e apagar ele da existência.

E isso já está acontecendo, com ou sem o Brasil.

u/Hear_No_Darkness — 25 days ago