u/Key_Dependent_9592

[DESABAFO] Um desabafo sobre jogadores “zé regrunha” e a incapacidade de entender sistemas narrativos.

Para dar um contexto melhor, o que aconteceu foi o seguinte:

Eu vi um anúncio de uma mesa que era tipo um “Harry Potter + Supernatural”, com o sistema de Infernum, que, em resumo, é um sistema super simples e direto. O personagem tem o conceito dele, um azar (o que ele faz/tem de pior), uma sorte (o que ele faz/tem de melhor) e uma bênção (um item/poder extraordinário).

A rolagem é simples: o jogador rola 3d6, e pode ocorrer um desses acontecimentos dependendo do resultado: 1 = Desgraça; 2-3 = Neutro; 4-5 = Façanha; 6 = Milagre

Então você rolaria 3 situações, e o próprio jogador narra essas situações. Se a rolagem envolver o azar do personagem, a desgraça anula o milagre, deixando apenas dois resultados: a desgraça e o segundo resultado. O oposto vale para a sorte, e a bênção só pode ser ativada “de verdade” quando ocorre um milagre. Essa é a base do sistema.

Nessa mesa que estamos jogando, estamos na quinta ou sexta sessão, de forma quinzenal, e, para mim, estava muito divertido, já que é um sistema bem focado em RP e o mestre é realmente muito dedicado a montar bem a mesa.

Mas, depois da terceira sessão, ele começou a perguntar sobre o próximo sistema da próxima campanha, depois que essa terminasse. No começo estranhei, mas, como também mestro, tenho essas nóias sobre campanhas futuras, então deixei quieto.

Aí tivemos mais duas sessões normais, com a galera jogando de boa, até que, depois da quinta, ele pediu nosso feedback sobre o sistema, e isso foi uma caixa de Pandora desgraçada, porque três dos cinco jogadores falaram que não gostaram do sistema por ser muito simples, matemática “errada”, pouca “evolução real” do personagem e outras coisas do tipo.

Só eu e outra jogadora falamos que gostamos do sistema, mas algo que foi consenso é que nós estávamos lá pela história, e não pelo sistema, então estaria tranquilo mudar. Depois disso, ninguém disse mais nada, até que o mestre anunciou sua viagem e que a mesa teria um pequeno hiato.

E foi aí que tudo perdeu a graça para mim.

O mestre lançou uma enquete no grupo perguntando qual desses sistemas seria melhor: T20 ou Pathfinder 2e. Tivemos uma pequena discussão, nada agressivo, apenas uma conversa sobre os sistemas, e o vencedor foi Pathfinder 2e.

E é aqui que eu fiquei desanimado com a mesa. Eu comecei a jogar nela porque vi um sistema diferente e mais narrativo, sem aquelas planilhas de Excel que as pessoas chamam de ficha.

Mesmo assim, fiz minha ficha só com o livro básico para ter uma base (lembre-se que saímos de um sistema sem um único número na ficha inteira direto para Pathfinder 2e). Mas até aí tudo tranquilo.

O problema foi quando começou aquele papo de:

“Mestre, tu vai considerar as expansões X e Y? Porque, se for, tem as expansões M, R e G que são muito boas.”

Isso, genuinamente, me fez querer desistir da mesa. Eu entrei nela justamente por ser algo diferente, mas agora tá virando só mais uma.

Não estou aqui querendo falar que sistema X é melhor que sistema Z. Eu só queria jogar algo fora da caixa.

Eu genuinamente não sei o que fazer agora, e desculpa pelos erros de português, ainda estou melhorando minha escrita.

Só acho triste como algo que começou tão diferente acabou virando “mais uma mesa de build”.

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u/Key_Dependent_9592 — 3 days ago