Primeira audiência trabalhista - Relato

Primeira audiência trabalhista - Relato

Bom dia, detentores do saber divino, patronos da lei, engenheiros do latim...

Hoje vim leve. Só queria trazer um breve relato:

Primeira audiência trabalhista

- Dois dias antes, vou até os clientes para prepará-los. Faço perguntas, refaço perguntas, anoto, gravo... cabeça a mil.

- Um dia antes, protocolo novas informações no processo — nem sei se posso chamar assim. Desço o cacete no autor e alego má-fé: ele grifou um valor que não correspondia ao do meu cliente.

- Chega o dia da audiência. Calmante para estabilizar (se akalme); nem bebo uma gota d’água, com receio de ir ao banheiro e sair de lá todo desaprumado.

- Faltando dez minutos para a audiência, consigo identificar o advogado do autor. Nervoso que só, começa a falar alto: “...vai ter que arrumar um atestado”.

- Chega a hora da audiência. Começo a observar o advogado do autor ficando ainda mais nervoso e penso: “Pronto, é nosso já. Já era para eles”.

- A audiência anterior atrasa; logo, a nossa também atrasa.

- O autor chega atrasado, mas chega a tempo — grande paradoxo do Judiciário.

- Observo que ele veio acompanhado de outro rapaz.

- Pergunto à minha cliente se ela sabe quem é. Ela diz que é o namorado dele.

- Fico perplexo. Começo a refletir: “Será que ele sabe algo sobre audiências que eu não sei? Porque essa testemunha dele não vai dar. Será que estou esquecendo algo?”

- Enfim, chega o momento da audiência de fato. Entramos.

- O advogado do autor, sem gravata e sem terno, começa a falar: “...mas, excelência...”. O juiz o interrompe e diz: “Abrirei essa exceção, mas isso não irá se repetir. Este é um local de decoro e deve ser respeitado...”.

- Entra o autor na sala de CHINELO — registre-se que o namorado dele também estava de CHINELO.

- Começa a audiência. O juiz pergunta se eu troquei a contestação. Digo, com a maior firmeza do mundo, que não; que apenas a emendei.

Pausa para análise

Não sei se estava certo ou errado. Mas falei com tanta certeza que, se estivesse de fato errado, o juiz teria acreditado que eu estava certo.

Continuemos...

- Começam as negociações: eu jogo baixo, ele aumenta. O juiz lança um meio-termo que ficava abaixo do limite que tínhamos. Fechamos, porque o valor estava show.

- “Parcelado em três vezes, excelência”, alego — o que deu um número quebrado. O advogado do autor, sem gravata e sem terno, pergunta, na maior cara de pau do mundo: “Não tem como arredondar?”.

- Nessa hora, meu cliente invocou seu Super Saiyajin interior e soltou o grito do empresário brasileiro: “NÃO!”

- Nesse momento, o juiz e o escrevente riem com uma satisfação digna de show de humor.

Mais um evento de passagem na vida do advogado concluido. Que venha os próximops!

u/Kind_Anxiety_41 — 19 hours ago

O primeiro passo

Olá, camaradas. Venho compartilhar minha conquista.

Sou um entusiasta das gambiarras da vida, então quando eu li sobre autohospedagem, não deu outra: "eu preciso fazer isso".

Comecei no meu notebook principal, fazendo armazenamento de filme e rodando no Jellyfin. Esses dias dei mais um passo: peguei um acer antigo de uma parente minha que as teclas e o mouse pad mal funcionam.

Perdi um tempo tentando instalar um sistema linux que rodasse nele, no fim encontrei o xubuntu. Logo depois, eu descobri que há como ter um sistema somente de hospedagem, tal como o CASAOS. Tentei de tudo para instalar somente o casaos e o umbrel mas, infelizmente, essa batalha eu perdi - por enquanto.

Então eu fiz o seguinte, instalei o xubuntu - que é o que funciona nessa cargaça - e complementei com o casaos. Se me perguntar como eu não sei responder, fui debatendo com o perplexity e ele me entregou essa rota, eu só me joguei.

Ainda tenho um problema com o qbittorrent de limitação de download e upload, ele limita a poucos mpbs e não sei o motivo, mas já me acostumei - de certa forma me sinto na época de internet discada.

Meus próximos passos são refinar o jellyfin, aprender a mexer no audiobookshelf e ter um espaço para guardar alguns documentos.

É isso! Aos que leram isso e querem começar, fica a dica: comece! Nós, homens, às vezes só precisamos de um problema para resolver!

u/Kind_Anxiety_41 — 17 days ago
▲ 8 r/golpes

Ligação com meu número

Ontem uma pessoa entrou em contato comigo via whatsapp alegando que liguei para ela. Ela me enviou um print que consta o mesmo número do meu, com o mesmo DDD mas antes vem 015 na frente.

Falei que não foi eu, ela pediu desculpas e falou que achava que era para vaga de emprego.

Eu nunca vi isso na vida, é algum tipo de golpe? Ou estão apenas me sondando?

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u/Kind_Anxiety_41 — 28 days ago

Portal de assinaturas não FUNCIONA

Bom dia, mestres.

Infelizmente - estou deverás puto da vida - o portal de assinaturas da OAB está uma merda dando problema comigo. Toda vez que eu upo um arquivo para o cliente assinar, ele gerá o link mas não aparece a opção de assinatura para o cliente. Já vi, revi e orei a respeito mas NADA adianta.

O suporte parece ser o último chefão da fase, o treco difícil de acessar.

Se alguém puder ajudar eu agradeço!

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u/Kind_Anxiety_41 — 1 month ago

Isso é limão?

Boa tarde, meus amigos. Ganhei da minha tia esse limão. Segundo ela seria um limão siliciano - o que eu acho bem improvável. Alguém seria que espécie de limão é essa? E se de fato isso é limão?

u/Kind_Anxiety_41 — 1 month ago

Justa causa: pode ou não treinar?

Boa tarde, engenheiros do latim jurídico.

Trago hoje a seguinte história: o cliente trabalhava como cabista em uma empresa de telecomunicações (provedor de internet). Diariamente, subia e descia de postes – lá ele -todo dia.

Vinha apresentando problemas no joelho com frequência, motivo pelo qual teve diversas licenças médicas.

Acontece que, em uma dessas licenças – a última, para ser mais preciso – ele foi demitido. Mas como? Por quê? É aí que o meme entra: segundo a empresa, ele “ao mesmo tempo em que apresentou justificativa médica para afastar-se do trabalho por motivo de saúde, praticou atividades incompatíveis com o alegado impedimento laboral”.
(...)
“A empresa possui vídeos e fotos extraídos do Instagram, bem como parecer médico que indica a incompatibilidade entre o atestado médico apresentado e a realização de treino de luta durante o período de afastamento médico.”

Ocorre que o cliente trouxe alguns contra-argumentos:

(1) Ele é instrutor dessa arte marcial.

(2) Não houve fotos publicadas no Instagram da academia naquele dia, apenas um único story em que ele aparecia em pé, ao lado dos demais.

(3) No dia da comunicação da demissão, nenhuma foto nem vídeo foram apresentados como prova.

Qual é meu problema com essa história? Ele não tem testemunha favorável a ele e já admitiu que treinou no dia.

Mas qual é o outro lado disso? Supostamente, a empresa não tem prova nenhuma; a única prova que teria seria a foto dele em pé.

O que os mestres da lei acham disso? Como agiriam?

u/Kind_Anxiety_41 — 2 months ago

Desativação sem justificativa

Elemantares detentores do saber jurídico, boa tarde.

No dia de hoje eu venho expressar minha mais completa revolta contra uma decisão.

Resumido da lide: cliente teve sua conta desativa sem apresentação de motivo específico. Tentou dialogar por 3 dias com a plataforma e somente foi apresentado argumento genérico de que ele descumpriu os termos. Sai a sentença e o juiz me manda essa:

https://preview.redd.it/y0frj2qrav8h1.png?width=1346&format=png&auto=webp&s=6294686ad3c6de1ae0ac073ab69b96f06b118f7b

Desde que quando foi normalizado não ter direito a informação? Direito de defesa?

Eu fico puto!

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u/Kind_Anxiety_41 — 2 months ago

Valor de um processo

Boa tarde, meus empresários do ramo jurídico. No dia de hoje eu trago um ponto de vista para debate.

Vamos ao tema: Qual é o valor de uma ação? - destaca-se que os pontos de vista a seguir são pelo lado do reclamente.

Ando atualmente assistindo audiências trabalhistas para me preparar para as minhas que estão por vir e observei um ponto curioso, o valor. Mas como assim?

Suponhamos que uma ação seja ajuizado no valor de 100 mil. Esse valor seria o sonho ideal, mas a realidade que vi existem 3 graus de valores reais. Divididos da seguinte forma:

Grau 3 (máximo esperado): 1/2 do valor da ação, no caso imaginário, 50 mil. Com esse esse grau a ação foi um grande sucesso.

Grau 2 (o mais aguardado - o ponto de negociação): 1/4 do valor da ação, ou seja, 33.333,00 mil. Esse é o grau mais almejado, pois ele é realista na maioria dos casos.

Esse grau merece atenção, pois aqui a maioria dos advogados que estão pela reclamante e pelo reclamado fazem a negociação. Quanto mais perto desse valor, mais o advogado do reclamante "enxerga o sucesso". Já o advogado do reclamado, quanto mais longe mais feliz está com o seus clientes.

Grau 1 (o pior - ninguém quer está aqui): 1/8 do valor da ação, ou seja, 12.500,00 mil. Esse grau é aceitar que perdeu. Aqui muita coisa deve está errada para isso acontecer.

"Aaah, mas meu príncipe encantado, mas isso não é verdade"

Sim, pode não ser, mas o que mais contastei esses tempos é que os advogados já têm em mente que dificilmente a ação vai chegar no valor proposto na inicial. Se conforma muito bem com um grau 2, raramente brigam por um grau 3.

Mas, isso tudo foi na área trabalhista! Gostaria de saber como é o pensamento nas demais áreas?

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u/Kind_Anxiety_41 — 2 months ago

E-proc in Rio

Boa noite, poliglotas da lei.

Ou eu estou dodói da cabeça (vulgo biruleibe) ou sou um completo tapado.

Estou tentando protolocar uma obrigação de fazer c/c danos materais cessante e dano moral contra uma plataforma de corridas - aquela acha que é o batmam. Pela localidade do meu cliente seria a regional da campo grande, mas sei se eu tento selecionar o assunto não tem um viável.

Eu estou no lugar errado ou o quê? Os assuntos seriam que buscam seriam:

Indenização por dano moral, Responsabilidade Civil, DIREITO CIVIL, Indenização por dano material
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u/Kind_Anxiety_41 — 3 months ago

Aury lopes

Claro colegas, boa noite.

Depois de uma bela discussão em um grupo de amigos venho para cá com essa bomba:

Até que ponto vale a pena defender alguém?

Aury Lopes tem a imagina prejudicada pela defesa desses denominados famosos com envolvimento com o tráfico? Ou não?

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u/Kind_Anxiety_41 — 3 months ago

Pós I9

Boa tarde, pessoal!

Sou entusiasta do Direito do Consumidor e estou considerando fazer uma pós-graduação na área. Surgiu uma opção interessante pela plataforma I9, com o curso ministrado pela prof. Michelle Ris Mohrer — mas nunca ouvi falar dela nem da I9 antes.

Já fiz uma pós pela Legale e a experiência foi bastante decepcionante, então estou pesquisando com mais cuidado dessa vez.

Gostaria de ouvir opiniões de quem já estudou na I9 ou conhece a Michelle. O conteúdo programático está no link do e-MEC, mas segue o resumo para facilitar:

Grade do curso:

Unidade Tema
Unidade Tema
1 Teoria Geral do Direito do Consumidor
2 Responsabilidade Civil nas Relações de Consumo
3 Temas Contemporâneos e Proteção do Consumidor
4 Direito do Consumidor na Prática I
5 Saúde Suplementar I
6 Saúde Suplementar II
7 Direito Bancário I
8 Direito Bancário II
9 Direito Aéreo I
10 Direito Aéreo II
11 Serviços Essenciais I
12 Serviços Essenciais II

A grade parece bem interessante, mas também limitada. Não sei se isso seria bom, ou ruim, ou apenas falha na minha percepção. O que acham?

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u/Kind_Anxiety_41 — 3 months ago

Advocacia contra casas de apostas

Jovens, hoje não tem caso complexo e nem enrolo. É pá e pum:

Como está sendo a advogar contra casas de apostas? Vejo muita demanda nessa área e ninguém falando.

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u/Kind_Anxiety_41 — 3 months ago

Boa noite, mestres dos caminhos da lei.

Me ocorreu, usando termos finos, um "insight" do que eu poderia estar perdendo por não está buscando negociar.

Deixe-me explicar: eu tenho algumas ações trabalhistas peticionadas, mas até o momento ninguém veio até mim. O juiz, pegou o que tinha para agora e jogou para daqui a 4 meses - caiu logo no recesso.

Na área consumeristas, é normal virem até mim buscarem negociação, mas na trabalhista até agora nada.

Então, és minha dúvida: seria normal eu ir até os advogados dos reclamados buscar solucionar o litígio? Se sim, como negociar?

E eu posso fazer isso?

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u/Kind_Anxiety_41 — 4 months ago

Bem no começo eu pensei que fosse um pé de pimenta. Deixei passar, mas hoje vendo como está crescendo quero saber o que é

u/Kind_Anxiety_41 — 4 months ago

Boa noite, templários da lei.

Hoje serei breve, como a nossa esperança na justiça brasileira:

É possível negociar em fase de recurso inominado?

Contexto: estou com uma ação no TJSP contra uma faculdade privada. A sentença fixou o valor em 7k. A ré interpôs recurso para reduzir a condenação, ignorando que eu ando de mão dada com a lei.

Eles já tinham tentado negociar antes, oferecendo uns mixurucas 3k, diante de um pedido inicial de 15k (sonhar ainda é de graça), e eu recusei. Agora não sei qual é a melhor estratégia.
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Devo eu mesmo procurar a instituição para negociar? Ou é melhor aguardar que eles façam nova proposta?

Antes que perguntem: já estou afiando as petições para descer a lenha no recurso.

Nunca atuei em recurso no JEC, especialmente em SP, onde tudo parece funcionar de um jeito diferente. Alguém que atue com consumidor no JEC/SP poderia compartilhar como costuma proceder em situações assim?

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u/Kind_Anxiety_41 — 4 months ago

https://preview.redd.it/y0qkxt16lqxg1.png?width=1235&format=png&auto=webp&s=dd66a66edf5c406f23caf72f852975c13bb84a7c

Bom dia, pessoal.

Caso de hoje: o que acontece, na prática, após a demissão sem justa causa de um trabalhador que possui “Crédito Trabalhador”?

Relato: minha cliente foi recentemente dispensada e a empresa deixou de quitar diversas verbas rescisórias. Além disso, ela mencionou a existência desse “Crédito Trabalhador”, algo que, confesso, é novidade para mim. Pelo que ela informou, já foram pagas duas parcelas desse empréstimo e ainda resta uma em aberto.

O problema é que as informações que encontrei são todas muito condicionais e pouco objetivas: “pode seguir pagando…”, “poderá renegociar…”, “será cobrado no próximo vínculo…”. Fica parecendo que tudo é um grande “depende”, sem um procedimento claramente definido sobre o que efetivamente deve ser feito.

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Outra dúvida: no caso de o trabalhador ficar inadimplente nesse tipo de empréstimo, existe alguma medida judicial cabível em favor dele? Em caso positivo, qual seria o caminho adequado: Justiça do Trabalho, Justiça Comum (estadual) ou Juizado Especial? E, em termos práticos, qual seria o tipo de ação mais apropriado para discutir essa situação?

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u/Kind_Anxiety_41 — 4 months ago