Interpretando Hegel a partir da abordagem puramente “novelística” (Fenomenologia do Espírito)
Deus do céu, existe algo pior do que começar um livro como Fenomenologia do Espírito sem saber o quanto de obscurantismo linguístico vai ser encontrado ali?
E ainda mais, ler Hegel a partir da perspectiva do conflito entre duas pessoas.
Sem buscar jamais criticar o ocultismo das coisas, mas quem começa a leitura de Fenomenologia de Hegel a partir da perspectiva narrativa entra numa espécie de inferno hegeliano.
Evidentemente Eu só existo no olhar do outro — como um livro de psicanálise, ou uma paráfrase do Lacan diz —, mas a primeira vez que li Fenomenologa do Espírito o impacto afetivo em mim foi absolutamente desnorteante.
O Eu=Outro antes da suprassunção e de se elevar a Espírito Universal, antes de chegar ao inferno do Espírito Absoluto em-si-e-para-si, foi p/ mim uma experiência que, decerto, me levou a momentos psicóticos ou com sintomas psicóticos leves e moderados.