
SAMARA MARTINS RESPONDE POLÊMICAS
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK DESCULPA ADM
foi o Ian, e não eu*

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK DESCULPA ADM
foi o Ian, e não eu*
Em 7 de setembro de 2025, o MLB ocupou 18 imóveis no país e criou a Ocupação Palestina Livre, em Santos, unindo luta por moradia e cultura.
Núcleo de Cultura do MLB
LUTA POPULAR – No dia 7 de setembro de 2025, o Movimento de Lutas, nos Bairros, Vila e Favelas (MLB) mobilizou famílias que têm diariamente seus direitos violados, como o direito de ter uma moradia digna, e ocupou 18 prédios vazios que não cumpriam função social em todo o país. [...]
CONTINUA NA MATÉRIA
https://averdade.org.br/2026/08/guerrilha-cultural-lutando-por-meio-da-arte/
"A professora Camila Falcão (UP) é candidata ao Governo de PE com foco no combate às privatizações e à violência contra a mulher.
Redação
PARTIDO – Camila Falcão, 37 anos, é a candidata da Unidade Popular (UP) ao Governo de Pernambuco. Ela é professora de História, formada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). É natural de Vitória de Santo Antão, terra das Ligas Camponesas, e moradora do Habitacional Ruy Frazão (Recife), conquistado pelas famílias organizadas no Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB).
Foi eleita por dois mandatos como coordenadora-geral do DCE da UFRPE e presidenta da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) também por dois mandatos. Atualmente, é coordenadora do Movimento de Mulheres Olga Benario e vice-presidente da UP em Pernambuco. - [..]" Continua na matéria
A Greve como meio de educação de classe - JORNAL A VERDADE
A disciplina e o avanço ideológico de uma tarefa dessas é de um nível muito fino, camaradas, fino o suficiente pra tu ver a fala dum operário que foi recrutado no processo e pensar "eita..." de tão rápido que foi pra ele estar no mesmo nível que os demais camaradas, as vezes até mais avançado ainda.
Cada ato desse, tarefa dessa, o nível de consciência da região sofre um processo de nivelamento, começam a pessoalmente se encucar no bairro e se radicalizar. A Olga Benario conta dessa experiência de trabalho também, onde tinham núcleos em cada rua. Uma ocupação ajuda MUITO no trabalho de bairros, uma greve então? Bom demais. E não é fácil chegar do nada e fazer greve, tem que ter revolucionário profissional ali, e o jornal explica um pouquinho do processo nessa matéria.
"A Unidade Popular tem um programa para transformar o Brasil e construir o socialismo.
Estamos no momento de enfrentar o imperialismo e a exploração em que vivem os trabalhadores!"
Postado no instagram da Unidade Popular, Jornal a Verdade, Raquel Bricio e Samara Martins.
"- e como isso vai chegar na classe operária e nas comunidades que vemos ter mais condições revolucionárias?"
As brigadas de mídia impressa comunista do jornal A Verdade, quem diria, tem vários milhares agitadores que falam super bem, eloquentes, experientes em todo tipo de luta, com milhares de contatos na cidade toda, que se sairiam muito bem subindo morro e indo em fábrica recrutar as categorias mais revolucionárias da nossa classe e mobilizando a partir da guerra eleitoral. Venham pra UP.
Isso é leninismo, meu povo. Fora que, assim, a Vivian com uma base militante forte dessa, tem chance real de surpreender e chance real de ganhar. Quando abrir a campanha, bora dar uma agilizada aí.
^(De novo, nenhum youtuber ou partideco de esquerda sem brigadista faria isso. Não foi feito porque somos os maiores youtubers, recebemos os maiores pix, fazemos o melhor PDF. Foi feito porque somos o partido da rua, da tomada do poder. O resto a gente alinha na trilha.)
"A atividade reuniu trabalhadores para discutir saúde, segurança no trabalho e direitos na cidade do agreste pernambucano. O sindicato também organizou um ato de rua para debater com a sociedade o fim da escala 6X1.
Marcelo Pessoa| Caruaru (PE)
TRABALHADOR UNIDO- Entre os dias 22 e 24 de julho, o Sindicato da Construção Civil em Caruaru (Sintracon) realizou seu 16º Congresso de Cipeiros, no Auditório Gregório Bezerra, reunindo representantes das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPA) de mais de 30 empresas.
O congresso teve como principal objetivo fortalecer o debate sobre saúde e segurança nos canteiros de obras, promovendo a troca de experiências e discutindo medidas para prevenir acidentes e melhorar as condições de trabalho. [...]"
Basicamente, fizemos trabalho de base cotidianamente e ganhamos confiança dos operários, dando capacidade daquele coletivo atingir condições de luta e fundar uma comissão de fábrica que tomou poder administrativo e financeiro da empresa. Agora é Nova Kabí, administrada por um soviete, com a UP sendo convidada de honra. Coloco UP mas a UP sendo um partido do MLC.
Essa matéria foi publicada 15 dias atrás no jornal impresso. Os brigadistas, nessa quinzena, usaram ela pra se informar do trabalho e agitar nas outras fábricas que temos presença, das quais avançam no trabalho diário sistemático contínuo. Na brigada do jornal A Verdade, fiz um discurso sobre essa matéria pra uma equipe de trabalhadores da limpeza urbana que estavam reunidos, na outra semana outro brigadista do jornal fez, na outra, na outra, na outra. Isso aí entra na mente de qualquer um.
Postando isso pra exemplificar a comunicação comunista. Não foi um milhão de vendas, não foi viral no país todo, não arrecadou muito dinheiro nem teve recorde de likes, mas os convencidos da luta a partir do exemplo operário sintetizado pelos brigadistas a partir da experiência de base publicizada e acumulada pela direção que organizou essa luta... isso é uma rede social que forma desconhecidos na rua serem novos recrutados pra tocarem a luta de classes e efetivamente mudar a conjuntura. Pra quem acha paia o trabalho do jornal, animem-se, a partir dele a classe operária conheceu nossos brigadistas que deram condições de luta e tomamos a porra da fábrica.
Debatendo aqui no sub, ficou mais fácil de sintetizar um ponto específico sobre o webcomunismo, interagindo com os diversos desvios dos radicalizados inteiramente cercados por esse fenômeno.
Primeiro, o que eu defino como webcomunismo pra ser o termo do debate:
O fenômeno político-midiático desse período, no Brasil, no capitalismo, que junta a digitalização das relações sociais humanas, a lógica de consumo midiático passivo das redes digitais burguesas que dominam o mercado de informações, o espaço que as pessoas de alguma forma ocupam nessas redes e a linha política revolucionária pós redemocratização e fim da URSS se mesclando a nova forma digitalizada de interação social mediada pelo mercado burguês de informações. Exemplo: Milita na rua e faz vlog? Militante. Milita apenas na internet, escreve textos, livros, faz vídeos, conteúdos para serem consumidos na internet como forma principal de trabalho? Webcomunista. Consome teoria, discute ela em reunião e refina seu trabalho entre as multidões trabalhadoras pessoalmente através da forma avançada de organização de classe? Militante. Consome conteúdo e discute na internet como forma principal de interagir com a luta de classes como campo de saber? Webcomunista. E essa última relação nem considero trabalho, é só palpiteirismo e comentarismo mesmo, pois quebra um princípio básico do leninismo que é a organização dialética do saber político onde o militante é o próprio investigador, ao invés de um orador viralizado. Sobre esse último trecho, Lenin sintetizou, quem fez foram os militantes do POSDR e o povo.
Definido o termo, vou tentar ir pro debate que difere o marxismo leninismo de apenas uma opinião muito bonita do seu youtuber favorito, pra uma ciência política de ação, edificação de organismos de poder popular com direção revolucionária e potência de mudança social vinda da união dos trabalhadores de toda a nossa classe organizados pra formar uma rede de investigadores das contradições de seu tempo e local, pra se tornarem organizadores políticos desse povo em suas contradições.
A internet, como meio de substituir as relações sociais, criou essa paródia trágica do que é se comunicar, se relacionar, trocar experiências, reagir aos outros, se conectar com os outros. Isso é predominante na internet em todas as instâncias. Ser humano não é só texto, não é só som, não é só ver e ouvir sem falar, não é responder em miúdos nos rodapés dos sites. Ser humano é toque, som, silhueta, feição, reação, resposta, pausa, dialética comunicativa social, e o marxismo trabalha em cima disso, das condições concretas de vida, os afetos e suas formas dinâmicas, e a organização de classe a partir do refinamento científico dessas condições de vida pra que se tornem condições de luta. A camaradagem é o primeiro relacionamento classista que surge do nosso povo e faz, como classe, se enxergar em coletivo mesmo com variações enormes dos seus círculos sociais. A camaradagem, num sistema que separa a malha social e aliena o ser humano de se reconhecer sujeito, é o que une, a exemplo, um jovem aprendiz alternativo lgbt do centro de São Paulo, com um operário de borracharia automotiva de 40 anos, onde um vai levar a sério o que o outro diz independente do seu círculo social porque o que o jovem comunica diz respeito a mesma violência que o operário comunica, mesmo na sua variedade de afetos e reacionarismos normativos. Ela acontece quando somos explorados pelo mesmo sistema e violentados pelas mesmas lógicas, umas extremadas e outras menos mas a estrutura de dominação a mesma, quando pegamos o mesmo busão, quando enfrentamos a mesma fila no metrô, quando sofremos as mesmas violências burguesas de classe, e sabemos que nossos patrões jamais vão passar por isso. Isso, independente da equipe de garis da praça da cidade ser comunista ou não, bolsonarista ou não, saber ler ou não, saber falar bem ou não, faz eles virem apertar minha mão e sintetizar a violência de classe em voz alta depois que faço um discurso pra equipe denunciando as classes sociais, o capitalismo, o imperialismo, no meio de um ato do jornal A Verdade no centro da cidade. Na internet, isso não é possível. Não há aperto de mão quando EU sou o que fala e tem um número de espectadores ao invés de uma multidão, tem um anúncio direcionado ao invés do meu deslocamento que tem como alvo aquele grupo de trabalhadores, tem um gráfico de alcance ao invés de um comício relâmpago, tem um gráfico de engajamento ao invés de células clandestinas sendo criadas no final de toda atividade com os convencidos. Na internet, há o compartilhamento do vídeo no seu feed, não há o brigadista sentado ouvindo o gari falar tudo isso mas da forma dele de compartilhar pra equipe dele, se sentindo motivado a engajar no discurso e fazer um também, compartilhar literalmente ao invés de digitalmente. O que há são comentários, vídeos resposta, post no twitter, storys. Um camarada digital é só... SABOR camarada, porque na internet o cara que pega metrô com você e é proletarizado igual, provavelmente deseja seu esquecimento, silenciamento e o boicote da sua organização, se tu não concorda com ele e o youtuber favorito dele.
Dito isso, o que é o trabalho de massas então? Pra entender teoria leninista e termos uma conjuntura básica pra se debruçar, trago matérias excelentes do jornal do PCR, o jornal A Verdade, sobre como se capilarizaram nas massas, o que é e pra que serve a comunicação comunista, qual a forma social de nos organizarmos pra definir essas tarefas, nos direcionar e cumprirmos elas coletivamente, e o acúmulo coletivo de toda essa teoria na prática:
Partido:
https://averdade.org.br/2022/11/os-ensinamentos-do-partido-bolchevique-o-partido-de-novo-tipo/
https://averdade.org.br/2026/07/pcr-60-anos-de-luta-pela-revolucao-socialista-1966-2026/
https://averdade.org.br/2025/02/zelar-pelos-nossos-quadros-e-tarefa-fundamental-para-a-revolucao/
Massas:
https://averdade.org.br/2026/04/que-trabalho-de-massas-precisamos/
https://averdade.org.br/2020/10/como-avancar-nosso-trabalho-com-as-massas/
Comunicação organizativa:
https://averdade.org.br/2025/05/a-importancia-do-trabalho-com-o-jornal/ - "Essas atuações devem sempre ser publicizadas para a população, de modo que possam enxergar a atuação social do partido e diferenciar a mídia popular e revolucionária das mentiras que a mídia capitalista promove [...]"
Alguns acúmulos práticos recentes: (temos centenas de milhares assim, um maior que o outro)
https://averdade.org.br/2025/05/up-cresce-com-o-trabalho-politico-dos-nucleos-do-df/
https://averdade.org.br/2025/09/jornada-do-mlb-inicia-18-novas-ocupacoes-por-todo-pais/
https://averdade.org.br/2026/05/ocupacoes-resistem-e-seguem-organizando-luta-das-mulheres/
É preciso ler os textos pra entender a lógica argumentativa do post, do contrário, pode ficar quebrada, pois é complementar.
Partindo dessas análises de conjuntura, acúmulos de luta e teoria leninista, de qual tipo de comunicação precisamos?
O papel do jornal partidário na ciência política leninista é conectar a experiência de luta, o materialismo histórico dialético, o Partido Comunista como organismo popular, os militantes e o nosso povo, tudo em uma grande "rede social", mas essa, sendo expressada no laços físicos de interação da nossa classe e da teoria, expressada na concretude da nossa vida e dos nossos corpos, não expressada apenas por uma telinha. A rede social digital como ferramenta de luta, se não é aliada da organização leninista de base, aliena o espectador da teoria, da conjuntura, das tarefas práticas e da dialética de "rede social" classista que tem o organismo midiático do Partido. A mais forte rede social comunista, objetiva, que conheço, é o jornal A Verdade. Instagram, youtube, não são redes sociais comunistas, são redes digitaia burguesas onde alguns comunistas produzem conteúdo, de mercado de dados e informações tem muito mas de social tem pouco, e isso produz alienação do trabalho de massas por conta da má formação de quadros feitas sem relação real entre o "dirigente" e o "novo comunista", é um desvio de práticas que produz desvio de linha. Youtuber comunista sem partido de novo tipo e sem continuidade da militância prática dentro das massas como forma de guiar sua agitação e construir laços materiais que produzem o Poder Popular é apenas mais um comentarista, mas com projeção maior. A defesa pela comunicação digital como principal trabalho militante é quase como nos 1980 falarmos "- abandonemos os movimentos, é hora de focarmos em termos um programa só nosso nos canais de TV! Porque todo mundo vê TV!". O movimento comunista midializado apresenta o quê de organização de lutas, se sua maior prática é comunicar? Vai comunicar o quê, se os webcomunistas só comunicam a comunicação já que não fazem tarefas práticas? Os webcomunistas comunicam majoritariamente pautas do governismo viralizado, do fascismo viralizado, e casos do próprio webcomunismo, ao invés de repercutirem organização de classe real das ruas, favelas, fábricas, bairros, escolas, universidades. Webcomunistas delegam ao apresentador mais famoso a tarefa de repercutir o que acontece no país, ao invés do próprio comunista ser o produtor dessas tarefas que mudam a conjuntura e o agitador convocativo das massas pra se inteirarem e participarem das tarefas que ele mesmo organiza.
Então, definidos os papéis do trabalho de massas, e da comunicação (destacado como citação na fonte também), do Partido de novo tipo na organização da classe trabalhadora...
Qual o papel de um webcomunista que não tem organização de Partido de novo tipo pra chamar de seu, que seus vídeos e trabalhos não estão alinhados como uma forma a mais de repercutir a atuação social do partido revolucionário, e que sua base toda de "quadros radicalizados" é formada pra repercutir a comunicação ao invés de construir a organização, edificar o socialismo, ou até mesmo usar as redes digitais como formas de chegar mais longe a tarefa de organização do povo e as lutas cotidianas ao invés de repercutir apenas a comunicação?
Lenin sobre revolucionarismo sem cunho partidário:
https://averdade.org.br/2013/08/o-partido-socialista-e-o-revolucionarismo-sem-cunho-partidario/ - "A ideia da posição independente na luta dos partidos não pode deixar de, pelo menos, alcançar, em tais condições, determinadas vitórias passageiras. A independência em relação aos partidos não pode, pelo menos, deixar de passar a ser uma palavra de ordem da moda, pois a moda se agarra impotente ao reboque dos acontecimentos, e uma organização sem cunho partidário aparece precisamente como o fenômeno mais “comum” da superfície política; democratismo à margem dos partidos, movimento grevista à margem dos partidos, revolucionarismo à margem dos partidos."
E eu insiro que a comunicação socialista à margem do partido de novo tipo (esse elaborado nas teses leninistas publicadas nas matérias do jornal do PCR, o jornal A Verdade), vira democratismo, progressismo, aliena o comunismo do trabalho de bases, e no pior dos casos, se o youtuber já se considerava leninista antes, vira liquidacionismo, oportunismo, e no caso de um youtuber eleitoreiro, personalismo, reformismo.
"Como já indicamos, a independência a respeito dos partidos é um produto ou, se quereis, uma expressão do caráter burguês de nossa revolução. A burguesia não pode deixar de, pelo menos, tender para essa independência, pois a ausência de partidos entre os que lutam pela liberdade da sociedade burguesa significa a ausência de uma nova luta contra esta mesma sociedade burguesa. Quem desenvolve uma luta “independente dos partidos” pela liberdade, ou não compreende o caráter burguês da liberdade, ou consagra esse regime burguês, ou adia para 'as calendas gregas' [sabe-se lá quando] a luta contra ele, o “aperfeiçoamento” do referido regime. E, pelo contrário, quem consciente ou inconscientemente se mantém ao lado da ordem de coisas burguesas, não pode deixar de, pelo menos, sentir inclinação pela ideia de se situar à margem dos partidos."
Uma comunicação leninista impõe obrigatoriamente a coletividade da tarefa do comunicador e o aparelhamento dessas tarefas pela direção revolucionária, alinhada ao trabalho prático do partido, da política de quadros, da especialização, de adesão das massas no organismo revolucionário, etc. Sem isso, essa comunicação vai ter ouvidos demais pra ouvir e braços de menos pra dar cabo das tarefas práticas de organização cotidiana e sistemática da revolução. Essa alienação teórica produz um ativismo digital que se reflete em alto volume de doações, votos, likes, inscrições, mas em quase nenhuma célula fundada comparada aos milhões de milhões de doações, votos, likes e inscrições. Produz público, e não partido. E não precisamos de público, precisamos de organização antes de ter público. Público sem organização revolucionária das massas é projeto pessoal de viralização, vanguardismo, personalismo, individualismo, não leninismo.
"A salvaguarda da independência ideológica e política do partido do proletariado é obrigação constante, invariável e incondicional dos socialistas. Quem não cumpre esta obrigação, deixa de fato de ser socialista, por mais sinceras que sejam suas convicções “socialistas” (socialistas de palavras). Para um socialista, a participação nas organizações sem cunho partidário é permissível só como exceção. E os próprios fins desta participação e seu caráter, as condições que ela exige, etc, devem estar inteiramente subordinados à tarefa fundamental preparar e organizar o proletariado socialista para a direção consciente da revolução socialista."
Porém, esse público com medida exposição ao webcomunismo, se torna mais maleável a disputas teóricas mas mais rígidos a disputas práticas. Na militância, notamos que os webcomunistas sabem das notícias da mídia burguesa, dos episódios de repercussão da comunicação em si, de fragmentos técnicos do marxismo leninismo, mas tem enorme dificuldade em se convencer a ir pra rua organizar a classe que ele idealmente defende. Duas horas nas redes, é mais comum do que uma hora no próprio bairro, ou meia hora na porta da fábrica, ou 15 minutos no intervalo da escola, pois os webcomunistas são apartidários no sentido de organização e partidos de novo tipo, denunciam os comunistas partidários de "autoconstrução e sectarismo", não veem o partido como um organismo que edifica o socialismo e prepara nossa classe, e sim como um campo teórico de progressismo, todos válidos, sem linha explícita, onde a linha se torna uma defesa da repercussão da comunicação e não uma ciência política de ação. Isso não é leninismo. No final, defendem sejam lá quais teses são defendidas pelo seu youtuber favorito, sem partido, sem conjuntura local e organização de bases, só um fenômeno político de socialistas afetados pelas contradições da digitalização da vida social e dos trabalhos viralizados de comunistas nas redes. Isso eu tenho chamado de Jonismo, mais como forma de denominar os novos socialistas digitais, uma extensão material do que o Jones produz como comunicador que acarreta uma base que repercute comunicação, ao invés de produzir uma base que engaja em organização, já que ele é comunicador e não um organizador, sendo um youtuber sem um partido de novo tipo. Prática essa imposta pelo resultado das debilidades de formação de quadros e linhas políticas do PCB, do PCBR, e agora do PSOL, onde a comunicação individualizada como projeto pessoal é o principal trabalho ao invés da organização e agitação como forma de preparar as bases classistas que podem dirigir coletivamente seus bairros, fábricas, escolas, locais de vida, em um organismo nacionalizado e com forças impositivas materiais acumuladas. Precisamos não de um líder pra todo o youtube, não de um youtuber pra todo o Brasil, precisamos na verdade de um Partido pra todo o Brasil, de um organismo pra todos os trabalhadores, de um agitador pra todas as fábricas, assim como Lenin descobriu que nossa classe precisava de um jornal para toda a Rússia, que una os círculos marxistas, as fábricas, os campos de trabalho quaisquer que sejam, em um único organismo que defina a prática de cada uma dessas categorias e desses locais caminhando pra um mesmo objetivo nacionalizado.
"Pois se as organizações independentes dos partidos são engendradas, como já dissemos, por um nível relativamente baixo de desenvolvimento da luta de classes, de outro lado, o rigoroso espírito de partido é uma das condições que transformam a luta de classes numa luta consciente, clara, precisa e fiel aos princípios."
O capacitismo, assim como o racismo, o machismo e a xenofobia, é um pilar do sistema capitalista, operando para desumanizar e explorar em nome do lucro.
Núcleo Anticapacitista Frida Kahlo | UP (DF)
A relação entre capacitismo e capitalismo, assim como a importância de destruir esse modo de produção para pôr fim a todos os tipos de opressão, tem se tornado cada vez mais evidente. Contudo, sabemos que essa relação não é tão clara para a maioria da classe trabalhadora. Isso se deve ao fato de que a ideologia liberal reduz a luta anticapacitista a representações esvaziadas, políticas públicas tímidas e reformas ínfimas, sem efeito a longo prazo — ainda que, ao longo da história, seja incontestável o caráter revolucionário da luta das pessoas com deficiência.
[continua na matéria]
Priscila Voigt concorre ao governo do Rio Grande do Sul pela UP com propostas de reestatização e combate às privatizações.
Famílias do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) ocupam imóvel federal abandonado no Rio de Janeiro. Movimento realiza sexta ocupação no estado após quase 15 anos de luta.
Ou melhor, qual seria, na análise de vocês, a prioridade de um Partido de Novo Tipo, se estruturando pra fazer uma revolução? E o que vocês fazem pra cumprir essas teses e se organizarem a partir disso?
Pode fazer textão, usar tese, fontes, vou ler todos os comentários e as respostas.
Tô interessado em ver a visão de vocês porque nos posts, cada um fala uma coisa, linhas completamente diferentes, até meio liquidacionista, tipo, "- não apoio a UP porque não fazem oq eu quero nem oq eu acho q deveriam fazer", ao invés de colocar as suas teses e debater prática. Aí, como isso não ocorre no sub, a discussão superficializa ao ponto de ser um espetáculo com essa turma jogando holofote pra mancha de ketchup em camiseta ser a discussão principal ao invés do que é prioridade na revolução e como chegamos nas conclusões que chegamos.
União da esquerda não é o que vocês praticam, e a maioria apoia a tese de união da esquerda que o Jones lutou tanto pra difundir na base digital do comunismo. A base de rua não vê necessidade disso porque a construção material já acontece de formas bem aliadas. Enfim, adicional pra alimentar a discussão. Boas teses aí pra vcs.
Pessoal do sub tá moscando quando o debate é organização de classe, agitação, propaganda, eu si divirto debatendo com vocês.
Assim, vou dar exemplo dessa ocupação do Movimento de Mulheres Olga Benario, um dos movimentos que dirige a UP.
( https://www.movimentoolga.com/ )
A Ondina Seabra foi fundada com centenas de pessoas, em sua maioria mulheres, com operários e estudantes, professores, trabalhadores de outras categorias tbm, juventude, frente negra revolucionária, etc.
A esquerda na cidade, pelo o que eu ouvia antes da ocupação, eram basicamente lutas eleitorais menores dentro da câmara de vereadores, e com maior participação do PSOL basicamente, mas sem lutas de rua. Quando chegamos e ocupamos, cara... a cidade acordou, veio o MBL, veio a direita, veio a PM, veio a família burguesa que abandonou o imóvel, veio advogado, jornalista, a porra toda. O bairro começou a passar, vir ver, visitar, os movimentos locais começaram a ir apoiar, o PSOL que tinha pouca base ali começou a arriscar a própria vereação pra favorecer a gente na luta dentro da câmara, fizemos a maior agitação que a cidade poderia ter, tiramos os olhos das telas de telefones e redes digitais mostrando lutas nas outras cidades e viramos esses olhos pra uma luta na sua esquina, no local onde teu busão passa todo dia, na avenida que você vai pro trabalho, no bairro do teu amigo, etc.
A graça da UP é que numa hora tu tá vendo gente falando deles na internet, vendo vídeo de ato deles, vendo foto de brigada deles, e quando menos esperar, é tu que tá gravando, depois é tu que tá dirigindo e planejando taticamente a coluna do ato, o grupamento de brigada, a greve.
As brigadas, os recrutamentos, tudo aumentou, por conta da mobilização massiva que uma ocupação causa, e ISSO é agitação e propaganda como efeito organizativo. Sem brigadas do jornal, não teríamos pego os contatos que se tornariam quadros e seriam capazes de dirigir a luta das mulheres na região, e esses contatos só se convenceram a partir da agitação feita por quadros que se formaram a partir da atividade do jornal, da leitura, da disciplina adquirida a partir da brigada, etc.
Quando um camarada, de madrugada, voltando comigo em um ônibus vazio no bairro mais afastado da cidade, me disse "- (fulano) comentou pra mim, no início, que jamais um Chavoso, um Jones, um influenciador, seria capaz de criar o que a gente tá criando aqui. Meia dúzia de brigadistas são capazes de tomar prédios com nosso povo e girar toda uma favela pra enfrentar a PM na base do Poder Popular, do enfrentamento de massas... um youtuber, não.", era porque aprendemos que meia dúzia recruta uma dúzia, uma dúzia recruta duas dezenas, duas dezenas triplicam, quadruplicam, e assim temos centenas de famílias pra fundar um bairro inteiro do zero, ou tomar prédios e enfrentar a PM olho no olho no centro da cidade. Essas famílias tem operários que nem sabem mexer no youtube, tem diaristas que jamais vão ouvir falar no seu influenciador comunista favorito, tem bolsonaristas ferrenhos que só vão ser desfascistizados se nós dirigirmos todas as lutas da proletarização da sua vida. Na fábrica, ele ouve da gente. Na favela, ele ouve da gente. No sindicato, ele ouve da gente. No metrô, ele ouve da gente. Na eleição, agora, ele vai ouvir da gente também, que é mais uma forma de agitação e propaganda dentro do leninismo. A Selma, dirigente do MLB, me disse algo como "- eu era super bolsonarista quando me organizei com o MLB na ocupação, mas só eles faziam as lutas que me permitiram sobreviver, isso radicaliza até o mais fascista". Mas toda essa agitação e propaganda que organiza as frentes de lutas do nosso povo, tudo isso afunila pra um objetivo único em toda frente específica: quadros revolucionários, que o nível de consciência virou luta política e não mais luta econômica. Agora não era mais luta por moradia, luta por reduzir o feminicídio, luta por virar votos em eleição, esse quadro agora quer um exército popular, quer um Estado Maior Revolucionário, quer um grupamento de brigadistas pra ajudar nas tarefas específicas, quer um prédio cheio de famílias que agora, com moradia, querem organizar mais famílias pra tomarmos o poder.
Essa ocupação do Olga, a ocupação de campo em Diadema mais de uma década atrás, as centenas de ocupações do MLB, as dezenas do Olga, os DCEs do correnteza, os sindicatos do MLC, as greves, as disputas eleitorais, tudo isso encontra pessoas novas, curiosos, brigões debatedores de rua, comunistas não radicalizados, petistas cansados, bolsonaristas cansados, jovem reprimidos, esse povo todo só pode se tornar liderança a partir do momento que a agitação e propaganda tem como objetivo organizar e formar cada um deles a se tornarem lideranças e dirigirem suas lutas políticas. Nosso organismo principal tem como tarefa literalmente criar um novo tipo de agente político, um que está nas massas, organizando as massas. Os holofotes vem conforme nossa atuação onde somos necessários, o holofote não é o objetivo em si. Pra sairmos na TV, não vamos simplesmente ficar famosos no youtube pra darmos ibope pros jornais caso chamem a gente. Nós vamos tomar uma fábrica no RJ (Kabi), vamos tomar prédios, vamos dar um cacete nos fascistas do MBL, vamos fazer greves, vamos recrutar cada vez mais pessoas pra ser feio, insustentável censurar a gente. Chamam a Samara pros podcasts não porque ela é conhecida, chamam porque ela é a representante agitadora do partido que paralisou a BYD, tomou a fábrica da Kabi, paralisou a Havaianas, acabou coma 6x1 de forma popular em diversas categorias, planejou uma greve nacional de estudantes 1 ano antes, planejou uma marcha estadual contra o Tarcísio UM ANO ANTES, e conseguiu. É feio demais ignorar esse coletivo, e se a rede globo ignorar, na última eleição tinha uma multidão enfurecida nos seus portões, agora isso vai ser umas... dez vezes maior? Crescemos vertiginosamente desde 2022. Capaz até de ter greve política de apoio de certas categorias caso censurem a gente.
Quase fomos presos em massa no Sábado no interior de SP, eu incluso, podia estar em cana agora. Querem criminalizar nosso jornal impresso, justamente pela inteligência governamental saber a importância da nossa atuação permanente nas ruas e do jornal A Verdade como principal meio de estruturar essa atuação e esses recrutamentos. Eles sabem que se crescermos, com ou sem volume eleitoral, eles vão perder espaço. Esse volume eleitoral é sintoma de um volume externo. A cada vitória ORGANIZATIVA, o comunismo vence mais um pouco. Não se desmotivem nem se motivem DEMAIS com os números da farsa eleitoral, a UP avança igual um cavalo, só que como é um trabalho não televisionado, quem só busca referência política na internet acaba tendo a falsa noção de que nas ruas, nos becos, nas favelas, nas fábricas, nas universidades, nas escolas, nas prefeituras, até mesmo nos batalhões, não acontece nada, e que só acontecem as lutas na internet e nas eleições, e isso gera o falso debate que o fim do mundo e o não fim do mundo tá dado a partir de sermos famosos, influencers digitais, agitadores virtuais, etc. Sendo que não. O operário só vai ver a Samara como representante ao ponto de acatar uma greve dirigida por nós se estarmos na frente da sua fábrica denunciando sua exploração todo dia, ao invés de estarmos na telinha da sua mão pedindo pix, ou nos encaminhados do seu zapzap. É top estar presente nas telinhas, isso dá uma capilaridade "passiva" massa, mas não é suficiente pra tomar o poder. Essa capilaridade vem com uma organização capaz de aderir, formar e reter o povo. O PT não ficou famoso porque tinha TV, ficou famoso porque as greves fizeram aparecer em todas as TVs.
https://averdade.org.br/2020/10/como-avancar-nosso-trabalho-com-as-massas/ - Como avançar nosso trabalho com as massas
https://averdade.org.br/2026/04/que-trabalho-de-massas-precisamos/ - Que trabalho de massas precisamos (da grande comandante Valentina!)
https://averdade.org.br/2025/05/a-importancia-do-trabalho-com-o-jornal/ - A importância do trabalho com o jornal
https://averdade.org.br/2026/06/a-verdade-chega-a-100-mil-exemplares-por-mes-e-todas-as-paginas-coloridas/ - Jornal A Verdade chega a 100 mil exemplares mensais e páginas inteiramente coloridas
https://averdade.org.br/2023/11/e-na-luta-que-a-gente-se-encontra-a-politica-de-quadros-no-partido-marxista-leninista/ - É na luta que a gente se encontra, a política de quadros no partido marxista leninista
https://averdade.org.br/2026/03/o-jornal-comunista/ - O jornal comunista (Porra essa aqui é de fuder: "Cada brigada do jornal se torna uma tribuna, um comício relâmpago, cada agitador se torna capaz de dialogar com qualquer público", é exatamente por isso que cada militante tem que desenvolver oratória, teoria, disciplina.)
https://averdade.org.br/2026/02/1a-semana-vermelha-da-ujr-no-parana/ - Primeira semana vermelha da UJR no paraná (achei fofíssimo o boletim da campanha, é esse o espírito da nossa juventude rebelião mesmo)
(comentário que fiz em um post repercutindo a pesquisa eleitoral)
A política não se faz nesses parâmetros, a política se faz organizando nossa classe e indo pras ruas mudar nossa conjuntura. A farsa eleitoral, toda a propaganda eleitoral, toda essa ideia quase profética, apocalíptica, de que a maré sobe a partir das eleições e de que tudo pode acontecer através das eleições, que as eleições são o meio mais forte de se mudar a conjuntura, ou sequer o único meio... saibam que a burguesia controla todo esse jogo e essa retórica. É papel de classe da burguesia deixar a gente aflito e sempre estarmos de olho nas eleições, afinal é a tecnologia de classes DELES essa parte da política. Mas não nos enganemos, nossa tecnologia de classe mais desenvolvida é a organização, é a agitação, é a tomada das ruas que desvia os olhos de qualquer tela, de qualquer máquina, de qualquer político burguês, de qualquer pressão que os fascistas possam causar nas nossas vidas. É muito importante que tenhamos foco no nosso trabalho e não puxemos fundo esse ar de apocalipse eleitoral. Nossa classe estava aqui antes das eleições, fizemos revolução antes sequer desse Estado brasileiro ser do jeito que é, e vamos continuar nosso trabalho com ou sem fascistas dirigindo o Estado burguês, neoliberal, genocida, brasileiro.
Não quero dizer que as eleições não tem um papel importante, tem sim, elas nos dão uma abertura de organização massificada e agitação massificada com muita margem pra acumularmos mais força durante cada processo eleitoral, mas só faz sentido nos preocuparmos com eleições burguesas se temos uma organização capaz de ter forças pra abrir essa conjuntura favorável e continuarmos construindo o processo revolucionário nesse momento histórico, entendem? Não faz sentido sentarmos pra debater eleição se não estamos organizados em um coletivo, pois estaremos apenas caindo na retórica de que o que importa é a tecnologia burguesa de poder, é a propaganda burguesa de terrorismo eleitoral. e assim vai. A UP se analisou por completo, os quadros, a estrutura, e concluímos que estamos nessa fase de agitação e entrada com força por conta de uma organização forte, estável, que vai garantir esse crescimento e usar da melhor forma todo e qualquer recurso conquistado nas lutas. As candidaturas da UP não representam simplesmente a disputa eleitoral, representam uma organização de classe e de poder popular que mostra ter capacidade de entrar nesses espaços, tomar esses espaços nas próprias regras de organização da nossa classe e se manter com o apoio e a organização do nosso povo. Se tivermos um deputado, vão ter que usar táticas diferentes pra derrubar a gente, porque o povo não vai deixar, e ah se tivermos um deputado, o inferno que vamos causar na vida desses fascistas lá de dentro do quintal deles. É multidão lá fora e multidão lá dentro.
Pra além de pensarem "então tenho que votar na UP pra governadora, deputados, presidentes!" pensemos "então é momento de nos organizarmos em um coletivo revolucionário!". Quem tá nessa dúvida, a hora é agora. Os fascistas já fizeram seus votos, o MBL tem dinheiro de sobra pra contratar quantos playboys baderneiros quiserem pra serem seus vereadores, deputados, agitadores eleitorais, mas eles são reféns da nossa classe, pois os fascistas sempre vão ter que apelar pro poder burguês, e sabemos como o capitalismo tem suas ondas de fascistização e descarte desse mesmo processo quando não dá mais lucro, até a escravidão como existia foi descartada, o imperialismo vai usar eles e descartar eles como sempre fizeram. Agora, ao proletariado... Estaremos sempre aqui, os comunistas vão estar sempre aqui, nossas ferramentas sempre serão alinhadas com nossos períodos históricos e nossos povos, a questão é darmos força pro que temos agora, ou cairmos no imobilismo, no pânico, na falta da política como ciência. E eu indico a UP como caminho mais desenvolvido e com maior capacidade de adesão massificada atualmente. Não adianta termos um comunista mais famoso na internet se o povo não tem onde aderir pra se organizar e criarmos o poder popular em mais regiões, não adianta um partido ser famoso na internet se quando milhares entram de uma vez, o coletivo não retém, e é levado pelos desvios naturais do proletariado do nosso tempo que se internalizaram nessa adesão massiva. Por isso lançamos nossas candidaturas em quase todos os Estados, essa agitação toda gera adesão, e estamos prontos pra reter essa adesão. Coisa que outros partidos não estão, nenhum deles. Temos coletivos acumulando lutas em quase todas as frentes, na maioria das categorias, em todos os Estados, em grande parte do interior, em todas as metrópoles, e uma direção consciente de tudo isso e aprendendo junto conosco como dirigir tudo isso e ao mesmo tempo que fortalece os quadros de cada frente e cria novos coletivos nessas regiões. A organização pro nosso povo já temos, e tu, vem?
A gente tem carta na mesa e dente pra mostrar, esses 4% do napoleãozinho não vão parar nenhuma greve, nenhuma brigada do jornal A Verdade, não vão parar nenhuma ocupação, não vão parar nenhuma marcha, nenhum DCE, nenhum sindicato, não vão interromper nenhuma plenária, assembleia, reunião, não vão impedir nenhuma conferência, publicação, vigília, não são capazes de reduzir nossa organização nem são capazes de retroceder nosso trabalho, muito menos de mudar a consciência de classe que nosso povo já adquiriu sofrendo na mão de social democrata, fascista, patrão, explorador, gerente, facção, latifundiário, imperialista, etc. O tanto de operário bolsonarista que radicalizamos nas comunidades, o tanto de operário terraplanista que eu troco ideia, mas que através da organização e da propaganda da imprensa partidária se torna quadro revolucionário da nossa classe... é motivador.
Toda vez que vejo gente defendendo ferrenhamente que jornal impresso n vale de nada, eu pergunto "- Tá, mas como tu constrói um ESTADO de verdade, cheio, organizado, com instâncias, secretarias, com PODER REAL de exercer suas deliberações e um EXÉRCITO DE VERDADE de REVOLUCIONÁRIOS DE VERDADE só pela internet?" e percebo que não é a defesa de outro tipo de organização, é a defesa da NÃO organização, as pessoas não tem nenhuma leitura de como se organiza um Estado do zero dentro de outro Estado, é só ser contra jornal impresso pq a pessoa acha feio, pq a pessoa tá viciada em rede digital e queria que disputassem a consciência ideológica dela através das redes. É praticamente pedir que os comunistas coloquem bilhetes em embalagem de crack porque isso pode radicalizar mais os viciados, e os viciados são quem passa o dia todo no insta, youtube, tiktok, reddit, twitter, e é de esquerda, e por não saírem de casa, não visitarem a sua cidade como um todo, a gente devia também disputar quem tem mais presença nas redes do que na vida real.
É uma versão atualizada do desvio de felicidade dentro do capitalismo essa defesa ferrenha da mídia digital CONTRA o jornal impresso. Adianto que tem que ter os dois, mas o jornal impresso deve ser maior que a mídia digital. Falo desse desvio por conta da situação que os cabra do sub n tem proposta nenhuma de organização, n milita, n tem partido, n recruta, n fala com o povo, n sabe falar pra multidões, e qnd chega num partido q ta construindo um Estado clandestinamente DO ZERO, toma o baque: tem q ir pra rua pra cacete, tem q estar fora de casa praticamente o dia TODO, tem q esticar a organização e fzr um esforço praticamente bolchevique pra chegar em lugares que a gente ainda não tá. E isso assusta, muito. Demora um pouco pra ver os resultados. Eu depois de mais de um ano só tô começando a acelerar esse processo e ver ele rápido agora, mas tem gente que sem teoria na ponta da língua vai passar meses construindo um negócio que ela não tem formação pra ver, fica só no tarefismo, estuda pouco e tal, é levada mais pela organização e não coloca na roda essa insegurança de "como construir um Estado de classe e edificar um poder e um exército real" sem... doer. Tá ligado?!
Essa fita do Lenin ter brigado com meio mundo pra poder ter UM jornal impresso pra toda rússia não é porque antes não tinha internet e as pessoas liam jornal. A maioria do povo nem sabia ler, pq diabos ele queria um jornal impresso pra organizar os trabalhadores se a maior parcela dos trabalhadores nem sabiam ler? Pq ter um jornal impresso do A Verdade se a maioria dos trabalhadores não leem jornal e nem leem como um todo? Como os bolcheviques conquistariam o poder, edificaram um Estado através de um jornal impresso, conseguiam manter 100% da sua base mobilizada e um exército com todos os reservistas mobilizados diariamente, sem que tivesse um jornal chegando com as novas, que a tarefa era fazer com que essas novas FORCEM o debate de classes a ser o que os bolcheviques queriam, e que depois desse debate, já ouvessem militantes o suficiente na rua pra adesão em massa?
A internet chega em muita gente... não nos operários, que é quem tem a faca e o queijo na mão no Brasil, mas ela chega sim em dezenas de milhões no Brasil. Mas se a gente focar em construir na internet uma rede de agitação e propaganda, vamos ter que primeiro trabalhar pras big techs e no ritmo delas e isso gera uma contradição absurda no ritmo e direção de trabalho socialista, e a partir do momento que "ok, conseguimos que milhões nos ouçam pela internet"... e agora? Não tem um militante em cada esquina vendendo um botão play do teu vídeo, a pessoa vai ver o vídeo, se radicalizar, e ir pra onde se nem organização capaz de se multiplicar rapidamente, com células em todo canto, tem? O jornal impresso constrói o debate igual a internet, cada militante do jornal é um vídeo de youtube que a pessoa foi obrigada a dar play, mas depois dela ouvir o discurso/ver esse vídeo, o diferencial do jornal impresso é que já tem uma organização com um recrutador na frente dela, prontinho pra "ler seu comentário", responder, convencer ela e tirar suas dúvidas, e recrutar ela pra fazer parte. A internet é digital, virtual, gente, não constrói organização real com poder real. Um webcomunista sem a tutela de um organismo de poder popular, um Estado Maior Revolucionário por trás, não tem capacidade alguma de reverter alguns dos seus "fãs" pra organização, e os poucos que se organizam frente as dezenas de milhões de inscritos e visualizações, dificilmente vão ter o mesmo ímpeto de ir pra rua todo dia do que um brigadista de jornal impresso, justamente porque a internet não constrói um exército (militantes mobilizados sistematicamente todos os dias. A internet constrói militantes de internet, que compartilham mil coisas, debatem, estudam todos os vídeos, mas se tu chama pra rua, não tem organização por trás pra ela edificar esse Estado Maior. Não me surpreende o Jones ter milhões e milhões de seguidores, centenas de milhares que assistem todos os seus vídeos, mas não ser liderança alguma. Liderança de classe é quem deflagra greve em fábrica, liderança de classe é quem edifica o exercimento forçado do poder popular contra o poder burguês, liderança de classe é quem tá onde a classe EXERCE seu papel de classe e muda a bússola ideológica pra construção. Fosse suficiente só estar onde a classe tá, sem exercer seu papel de classe, a gente devia começar a fazer propaganda em embalagem de crack pra viciado se radicalizar.
O jornal impresso não fala por si mesmo, mas a política e tática por trás dele organiza tanto um Estado quanto um exército.
Então, qual o papel da internet? Ela reverbera o que os setores da classe que usam a internet tão passando FORA dela. Manifestações marcadas pelo facebook reverberam o que a conjuntura se mostrava FORA da internet. Quem foca MUITO na internet, mas sem reverter essas gotas pra organização de um Estado Maior da classe, tá basicamente preparando terreno pra massificar votos eleitorais com uma base feita de massa de manobra, que não se organiza, não vai pra rua, não surpreende a burguesia, não desconstrói o poder burguês, só reafirma bandeira e vota. Jones é bem firme nesse desvio. Olha que sou super a favor de termos comunistas no Estado Burguês, mas como UM dos vários termômetros da capacidade organizativa e mobilizadora do real Estado de poder popular, não como a estratégia ou um fim em si mesmo. Se tu nem partido tem pra tentar reverter sua base de passivos de manobra pra exército popular, e é famoso na internet, a eleição vira um fim em si mesmo, por isso considero o Jones um reformista materialmente falando. Ele pode não ser reformista de forma ideológica, mas na prática, não organiza bases mobilizadas diariamente pra formação de um exército que surge a partir do contato com o povo. Ele se autonomeou liderança do povo por causa de vídeo no youtube, não vêem como isso é bizarro e é um fenômeno da contaminação do comunismo por essa propaganda que o produto burguês "mídias digitais" são nossas novas mais importantes formas de viver as relações sociais?
Fontes sobre papel do jornal como mobilizador diário de militantes que no futuro se torna um exército/ papel do jornal como edificador do poder popular/ papel do jornal como ferramenta de recrutamento/ etc
https://www.marxists.org/portugues/lenin/1900/11/tarefas.htm
https://www.marxists.org/portugues/lenin/1905/02/23.htm
https://www.marxists.org/portugues/lenin/1901/05/onde.htm
https://www.marxists.org/portugues/lenin/1902/quefazer/index.htm
Então, qual a tática? Pra se fazer a tomada do poder, precisamos primeiro de um exército que seja capaz de estar presente nas ruas, com poder DE CLASSE pra pararmos a geração de capital e poder militar. Sendo uma revolução comunista, precisamos que esse exército esteja sob direção popular. E como a gente monta essa direção? Radicalizando os setores da classe onde mais estão concentrados e presentes (fábricas, transporte público, seus meios de trabalho, meios de lazer etc) e organizando essas pessoas como revolucionários capazes de dirigir a luta. Montada essa direção, um exército não se forma só por armas, se forma de mobilização disciplinada e ímpeto de luta, e a forma mais segura, mais simples e que recruta mais pessoas, que mantém todos mobilizados ao mesmo tempo, edifica a organização interna desse Estado Maior e constrói as bases pra se formar um exército, é o jornal impresso e suas brigadas. "Ah mas e um panfleto como forma de manter a base mobilizada?" o jornal tem seu cunho panfletário, falamos com milhões de pessoas através das brigadas, o jornal é um grande panfleto em uma forma mais desenvolvida, já que é universal pra todas as lutas de todas as regiões, sendo nacionalizado. Um panfleto pra ser efetivo tem que ser conjuntural, local, regionalizado, pra ter apelo na região, e isso requer uma estrutura muito maior, o problema é que com panfletos locais não se nacionaliza a luta de classes, e isso não aponta pra revolução. E essa estrutura mobilizada de informação contendo várias lutas, várias regiões, várias táticas e discussões, apelando através das matérias em qualquer tipo de debate, que vem da redação e vai pra toda a base até o povo, pode ser usada pra direcionar a luta de classes de forma unificada. O jornal impresso também atua com um coquetel de panfletos. Lenin viu essa experiência, estudou, sintetizou, e deu a vida pra ganhar o segundo congresso do POSDR por esse jornal, essa é a história de origem dos bolcheviques e é por conta desse tipo de mobilização que conseguiram tanta disciplina organizada pra tomar o poder tendo tão poucos militantes, tantas poucas armas, contra um exército tão grande. Fora que os militares invasores contrarrevolucionários se radicalizaram lendo o jornal e mudaram de lado na guerra.
O leninismo não é curtir lenin e reivindicar lenin, eu tô cagando pro homem, a sua importância é o que ele desenvolveu como tática, isso que faz jus ao nome e a reivindicatória. Se o cara se diz leninista e não acumulou nada que o lenin desenvolveu, só curte porque é a cara da revolução russa, ele tem mera identidade de comunista, não ideologia de comunista. Já tirei quase todos os webcomunistas nessa lógica.
Quer se juntar ao exército do povo? Comenta ae que vou ler todos, ent posso achar seu interesse, ou manda na dm com região, trampo/universidade e um pouco da sua história política. (Exército de classe, reservista militarmente falando, já que a tarefa não é combater com armas de fogo no momento)
Acúmulos da maior mídia impressa leninista brasileira:
https://averdade.org.br/2025/10/a-logistica-do-jornal-como-um-trabalho-coletivo-e-politico/
https://averdade.org.br/2024/09/o-jornal-e-uma-ferramenta-militante-dos-revolucionarios/
https://averdade.org.br/2023/10/o-jornal-na-organizacao-e-na-propaganda-do-partido/
A Ocupação da Mulher Trabalhadora Dora Priante por Manuella Otto é a primeira ocupação de mulheres do Movimento de Mulheres Olga Benario no Amazonas.