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ATUALIZAÇÃO / DESFECHO DO RELACIONAMENTO

Sobre o post anterior: https://www.reddit.com/r/relacionamentos/comments/1t5rcmm/decis%C3%A3o_sobre_relacionamento/

Depois do meu post anterior, vi que era unânime as opiniões de que não compensaria continuar. A verdade é que eu ainda queria casar com a F, mas comecei a perceber que, para isso acontecer, eu teria que aceitar um contexto familiar que estava me causando cada vez mais angústia.

O que mais vinha me pesando era imaginar o futuro.

A F praticamente assumiu um papel de segunda mãe para a irmã e para as três filhas dela. Além disso, criou junto com o pai (meu ex-sogro) um ministério religioso na garagem da casa deles, envolvendo pessoas e um ambiente com os quais, sinceramente, eu não me identificava.

A situação da irmã da minha namorada também sempre me preocupou. Ela teve filhos de relacionamentos diferentes e atualmente se envolveu com um ex-detento que já foi preso por porte e disparo de arma de fogo, tendo inclusive uma filha com ele.

Não estou dizendo que pessoas não possam mudar, mas sendo completamente honesto, eu nunca consegui me sentir seguro imaginando esse tipo de convivência como extensão da família que eu pretendia construir.

O que mais me gerava conflito era perceber que, se eu me casasse com a F, dificilmente essa dinâmica mudaria.

Ela sempre se colocava à disposição da irmã e da família, muitas vezes acima da própria relação. E, conhecendo o jeito da família dela, eu sinceramente acreditava que, se no futuro eu tentasse impor limites para proteger meu casamento, isso acabaria gerando conflitos muito sérios dentro daquele ambiente.

Enquanto eu estava cada vez mais desanimado e inseguro sobre o casamento, a F começou a me pressionar mais para tomar uma decisão, porque estávamos chegando perto do prazo de dois anos que eu havia estabelecido para decidir se casaríamos ou não.

Então, para minha surpresa, ela começou a mandar mensagens dizendo que queria casar, mas ao mesmo tempo afirmando que eu não estava pronto.

Depois pediu que eu deixasse as coisas dela no trabalho.

Pedi para conversarmos pessoalmente, mas ela disse que não teria estrutura emocional para uma conversa presencial caso eu terminasse com ela.

Na prática, mesmo sem usar diretamente a palavra “término”, ela acabou encerrando a relação por mensagem.

Fiz o que ela pediu. Organizei os pertences dela e devolvi também a aliança de namoro e uma caneca personalizada que ela mesma havia feito no começo do relacionamento, com nossa foto e frases falando sobre como via Deus no nosso reencontro.

Para minha surpresa, quando recebeu tudo isso, ela ficou indignada e disse que não estava acreditando que eu tinha devolvido a aliança.

Isso me confundiu muito emocionalmente, porque, na minha visão, se uma pessoa decide terminar, não faz sentido esperar que o outro continue agindo como namorado.

Mandei vários áudios dizendo exatamente isso: para mim não existe meio-termo entre terminar e continuar noivo emocionalmente preso na pessoa.

Talvez para muita gente (principalmente para os mais poligâmicos) isso pareça banal...

Acho que tenho certa dependência emocional e idealizei muito a F ao longo desses anos.

Sempre enxerguei nela uma mulher extremamente bondosa, feminina, generosa e diferente da maioria das pessoas que conheci.

Inclusive, ela perdeu a virgindade comigo, o que também tornou nosso vínculo emocional ainda mais forte para mim.

Talvez por isso esse término esteja sendo tão doloroso.

Sou uma pessoa mais reservada e pouco sociável, enquanto ela vive num ambiente familiar extremamente movimentado, cheio de gente, atividades religiosas e apoio constante. Tenho a sensação de que ela sofrerá muito menos com essa ruptura do que eu.

No fundo, essa é a parte mais difícil de admitir: eu queria que tivesse dado certo.

Acho que, se dependesse apenas dela como pessoa, talvez eu tivesse casado.

O que me desanimou do plano foi perceber que, para estar com ela, eu teria que aceitar um ambiente familiar e uma dinâmica de vida que eu nunca consegui enxergar como saudável para mim.

Pensamentos agora de que nunca acharei alguma pessoa de valor como ela me invadem, sei que o primeiro passo é eu aumentar meu valor pessoal e tornar-me ainda mais interessante, e acho que precisarei procurar alguma ajuda profissional.

reddit.com
u/Possible-Ad-3352 — 1 day ago
▲ 2 r/relationshipproblems+1 crossposts

Gostaria de opiniões sinceras e imparciais sobre meu relacionamento, porque cheguei num ponto em que não sei se estou enfrentando dificuldades normais de um namoro adulto ou sinais de incompatibilidade para um eventual casamento.

Conheci minha namorada, que vou chamar de F, em 2019. O que sempre me chamou atenção nela foi algo que hoje considero raro: ela é feminina, reservada, bondosa, cuidadora, trabalhadora e muito ligada à família, e extremamente religiosa. Somos evangélicos.

Tivemos um primeiro relacionamento no passado que não deu certo, em parte por imaturidade dos dois e também por experiências ruins que tive com a família dela, especialmente após uma conversa bastante hostil com os pais. Percebi que os genitores reagem defensivamente quando são abordados por alguma observação, disseram que meu estudo não vale nada, que se eu não a quisesse tem muitos que querem".

Eu ponderei minhas respostas, mas alguns comentários mereciam ser rebatidos com a mesma grosseria e eu evitei uma briga real.

Mas isso gerou em mim ressentimentos.

Meses depois um dos genitores dela faleceu, me ofereci para fazer o inventário (sou advogado), mas ela permaneceu indisponível emocionalmente. Concluí o caso, nos afastamos, e cada um seguiu sua vida.

Em 2024 decidimos tentar novamente, e eu realmente entrei acreditando que, agora mais maduros, poderíamos construir algo diferente.

O recomeço foi incrível e o melhor relacionamento que já tive.

O problema é que, conforme esse novo relacionamento foi avançando, comecei a perceber que grande parte da dinâmica continua girando em torno do mundo dela, especialmente da família dela.

Quase sempre sou eu quem a busca, quem a leva para casa e quem se desloca até o ambiente dela. Raramente ela vem espontaneamente até minha casa, e ir até a casa do pai dela parece quase uma condição natural para que o relacionamento exista.

Sei que para namoros entre adolescentes é natural existir restrições de contato pelos pais, mas isso não vale para adultos com mais de 30 anos de idade...

A F é extremamente ligada à família. Ela praticamente não tem vida social fora daquele núcleo e grande parte da rotina dela gira em torno de ajudar familiares, resolver problemas da casa e estar disponível para qualquer demanda. Depois da perda de um dos genitores, isso aparentemente ficou ainda mais intenso.

Existe também a realidade da irmã dela, que fez escolhas muito impulsivas ao longo da vida, teve filhos de relacionamentos diferentes , sem procurar arrumar um emprego, e frequentemente gera novas demandas para dentro daquela casa.

Não estou aqui para julgar ninguém, o problema é que boa parte desse peso acaba recaindo sobre a minha namorada.

Muitas vezes sinto que ela está tão ocupada sendo filha, irmã, tia e cuidadora que sobra pouco espaço para ser parceira.

Mesmo quando vou até a casa dela, muitas vezes não sinto que estou vivendo um namoro.

Frequentemente ela está resolvendo algo da casa, ajudando alguém, cuidando da irmã, dos sobrinhos ou atendendo alguma demanda familiar, enquanto eu fico ali esperando, ajudando ou simplesmente me adaptando à dinâmica. Em muitos momentos, sinceramente, não me sinto namorado. Me sinto incorporado à rotina daquela família.

A F ainda não investiu numa formação profissional mais estruturada e ainda não tirou carteira de motorista. Isso nunca diminuiu minha admiração por ela, mas na prática aumenta ainda mais minha participação na logística da vida dela.

Em datas comemorativas, por exemplo, muitas vezes ela espera que eu não apenas a busque, mas também faça deslocamentos envolvendo familiares dela. Se eu comento algo a esse respeito ela emburra e simplesmente diz: está bem, não precisa mais ajudar. Da mesma forma hostil que a mãe reagia a uma crítica.

O que mais tem me desgastado é que, quando tento conversar sobre mais espaço de casal, mais privacidade, mais reciprocidade ou mais autonomia entre nós dois, raramente sinto abertura real para construir uma solução.

Recentemente tivemos algumas discussões por mensagens — porque pessoalmente isso tem sido difícil, já que ela está praticamente dedicada a ajudar a irmã com um bebê recém-nascido — e ela esfriou ainda mais comigo.

Já tentei conversar sobre tudo isso, mas ao invés de discutir o que poderia mudar, a resposta que mais ouço é: “o que você vai decidir?

Hoje meu dilema é muito sincero: eu amo ela pelas qualidades que vejo nela, mas estou começando a perceber que as condições necessárias para conseguir estar com ela estão me trazendo sofrimento.

Nos vemos somente nos finais de semana, mas esse tempo agora ela volta a atenção 100% para a família, especialmente para os filhos da irmã dela.

Como homem meu intuito é aperfeiçoar na minha carreira incentivando ela a fazer isso, mas ela sempre deixa pra trás para acudir "incêndios" que a irmã mais nova provoca sem que ninguém imponha limites.

Isso parece algo que pode amadurecer com diálogo, limites e tempo… ou estou tentando construir um futuro com alguém ( ou ambiente) incompatível ?

reddit.com
u/Possible-Ad-3352 — 16 days ago