
E se a ciência não fosse inimiga da fé?
Em 1868, em Paris, Allan Kardec publicou A Gênese — o último grande livro da Codificação Espírita. Um testamento intelectual, escrito por um homem doente, no fim da vida. O mundo daquela época parecia obrigado a escolher um lado. De um lado, a religião. De outro, a ciência. E Kardec recusou essa escolha. Ele propôs uma ponte. Defendeu que o milagre não quebra as leis da natureza — apenas revela uma parte delas que ainda não compreendemos. E que a fé verdadeira não tem medo da razão. A ciência de 1868 envelheceu, é verdade. Mas a coragem de unir o pensar e o crer continua atual. 158 anos depois, esse continua sendo um dos livros mais necessários para o nosso tempo.