

Fantasia de psicólogo/psicanalista.
O termo já daria pano pra manga, mas justamente por isso quero me ater a ele enquanto roupa, vestimenta.
Algo que sempre me trouxe certo incômodo foi a ideia de que certas profissões parecem precisar de um "uniforme". Não falo nem de forças policiais, onde o uso é mais voltado à diferenciação entre o "paisano" e o militar, falo de profissões como as da área do direito e a nossa, psicólogos e psicanalistas.
A vestimenta mais social/formal parece entrar num campo de "obrigatoriedade" para que se passe uma imagem de seriedade, para transmitir mais confiança ao paciente ou cliente. O problema surge quando o profissional vira apenas um cosplay de Freud, onde não há seriedade nem confiança, tampouco conhecimento. O lance é só parecer que sabe: um blazer elegante, uma calça social alinhada, um bom sapato, mas fronte ao paciente, postura tosca, antiética, no entanto quem vê de fora pode pensar: "esse se veste como gente bem sucedida, deve ser dos bons".
Esse costume (ih, de novo) também é visto entre advogados, corretores de imóveis, vendedores de certos nichos, etc. A imagem basta, seja para angariar clientes ou satisfazê-los em algum sentido, e não que isso não seja importante. Mas é plenamente possível ser um excelente profissional e se vestir de maneira casual, de um jeito mais confortável.
A questão é: é melhor ser atendido por um psicólogo/psicanalista com "roupa de ir na padaria" que estude seu caso, se interesse, busque, que tenha uma boa base teórica e possa de fato ser útil no processo ou um que se fantasie com roupa social mas não sabe praticamente nada sobre nada?Olho para isso com o efeito oposto ao que se propõe, parece que o cara fantasiado está tentando enganar o paciente.
O que pensam a respeito?