r/Psicanalise

Como saber se escolhi um bom psicanalista?

Fiz algumas terapias tradicionais ao longo da vida e este ano resolvi migrar para a psicanálise, pois pensei que abordaria minhas questões com mais profundidade.
Comecei uma pesquisa, fiz o primeiro contato com alguns e a partir daí decidi seguir com um que eu achei que fazia mais sentido para mim.
Acontece que eu sinto que há uma certa dispersão durante nossas sessões, ele pergunta sobre aspectos da minha vida cotidiana que nada tem a ver com o que eu quero realmente tratar. Eu sou totalmente leiga e nunca sei se isso faz parte do processo ou se eu escolhi mal.
Sugestões?

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u/MarketSufficient921 — 1 day ago

Dicas de textos que abordem a questão do dinheiro na Psicanálise

Sabe de algum livro, capítulo, artigo que aborda o tema? Se puder deixar nos comentários agradeço muito

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u/Patient-Tone25 — 3 days ago

Sou psicólogo que utiliza e defende a psicanálise, mas tenho tido muitas ressalvas com pessoas no meio analítico

Apesar de eu optar por utilizar a psicanálise como meu referencial teórico no trabalho clínico, eu não me considero analista nem considero que minhas sessões com pacientes sejam "análise", o que penso corresponder mais com meu ponto de formação atual. Apesar de gostar muito de vários aspectos da psicanálise, em especial, da visão de saúde mental proporcionada por ela, tenho ficado mais e mais desconfortável nos últimos meses com diversas "rusgas" que me parecem bastante clássicas na interação entre pares no meio analítico. Não acho que sejam coisas específicas da região onde estou, também, pois observei essas coisas tanto com colegas da mesma faculdade quanto com outros da psicanálise naturais de outros estados, durante debates online.

  1. Toda vez que tento debater alguns gestos que parecem peculiares do manejo da clínica analítica, por exemplo, a necessidade do valor do pagamento ser algo comentado exclusivamente durante o espaço de sessão; ou a necessidade, na minha opinião desnecessária, do analista estar sempre com uma cara completamente inexpressiva de frente do paciente, mesmo quando o paciente tentar fazer alguma piada, para manter o 'distanciamento analítico', ou fingir que não vê o paciente quando ele te cumprimenta na rua, ou as sessões de 10/15 minutos, esses questionamentos meus não são colocados como pauta de debate, mas são descartados ou referenciados como "problemas de transferência" da minha parte, que eu apenas deveria lidar na minha análise pessoal.
  2. Durante alguns meses, participei de uma supervisão em grupo que tinha psicanalistas de diferentes vertentes analíticas - lacanianos, kleinianos, etc. Eu me considero winnicottiano, por dar bastante ênfase no acolhimento e presença do analista em sessão, e fui ficando mais e mais p da vida ouvindo críticas por eu não trabalhar fundamentando minhas intervenções em diagnosticar os pacientes através das estruturas lacanianas e, o pior pra mim, o constante comentário de que esses gestos de acolhimento bem básicos "não são coisa para se fazer em uma análise" ou que "um analista na verdade deveria fazer X coisa."
  3. Quis fazer supervisão pessoal com um colega. Eu gostaria de supervisões mais espaçadas, pois minha agenda de pacientes é baixa, e depois de informar isso a ele, ele sutilmente pareceu me coagir a fazermos com mais frequência com uma frase do tipo "vamos fazer a primeira, depois veremos se continuamos com uma regularidade." Após umas 5 supervisões, eu gostaria de parar porque simplesmente não havia mais paciente para supervisionar. Desmarquei a última supervisão com 24h de antecedência devido a intercorrências de agenda que me deixaram exausto no dia anterior e, também, eu já estava de desgosto com aquele arranjo. Ele me respondeu, por áudio, com um tom de voz aparentemente bem acolhedor que insistia que remarcássemos essa última supervisão, dando a entender que não toparia mais me supervisionar se não fosse possível ele 'demarcar limite' insistindo que ainda façamos e que eu pague essa última. Fiquei p da vida e fiquei uns 3 meses sem falar com esse cara, afirmando que 24h é um período perfeitamente possível para ele encaixar outras demandas nesse mesmo horário. Eu quero apenas firmar uma relação comercial normal e direta, não um que me faça uma porra de 'imposição do nome-do-pai' como se eu fosse um paciente jovem em início de análise.

Enfim. Queria reafirmar que optei e me identifico com a concepção de ser humano da psicanálise, mas parece que é algo completamente institucionalizado essa forma de atuação quase sacralizada dos escritos psicanalíticos. Preciso aprender a mapear melhor a como navegar por isso. Confesso sentir vontade de ficar um tempo sem participar de grupos de estudo e coisas do tipo, até achar que consigo voltar.

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u/Ill-Telephone4020 — 5 days ago

Uma dúvida teórica: a fobia faz parte de alguma das três estruturas clínicas?

A fobia é uma neurose ou é uma estrutura que não está inserida em nenhuma das três estruturas clínicas da psicanálise (neurose, psicose e perversão)?

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u/SonataScarlatti — 7 days ago

Wickernett vs Lacan?

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Estou interessado em ambos. Qual preferem e por que?

OBS:Winnicott kkkk

u/Reiskiils — 9 days ago

Fantasia de psicólogo/psicanalista.

O termo já daria pano pra manga, mas justamente por isso quero me ater a ele enquanto roupa, vestimenta.

Algo que sempre me trouxe certo incômodo foi a ideia de que certas profissões parecem precisar de um "uniforme". Não falo nem de forças policiais, onde o uso é mais voltado à diferenciação entre o "paisano" e o militar, falo de profissões como as da área do direito e a nossa, psicólogos e psicanalistas.

A vestimenta mais social/formal parece entrar num campo de "obrigatoriedade" para que se passe uma imagem de seriedade, para transmitir mais confiança ao paciente ou cliente. O problema surge quando o profissional vira apenas um cosplay de Freud, onde não há seriedade nem confiança, tampouco conhecimento. O lance é só parecer que sabe: um blazer elegante, uma calça social alinhada, um bom sapato, mas fronte ao paciente, postura tosca, antiética, no entanto quem vê de fora pode pensar: "esse se veste como gente bem sucedida, deve ser dos bons".

Esse costume (ih, de novo) também é visto entre advogados, corretores de imóveis, vendedores de certos nichos, etc. A imagem basta, seja para angariar clientes ou satisfazê-los em algum sentido, e não que isso não seja importante. Mas é plenamente possível ser um excelente profissional e se vestir de maneira casual, de um jeito mais confortável.

A questão é: é melhor ser atendido por um psicólogo/psicanalista com "roupa de ir na padaria" que estude seu caso, se interesse, busque, que tenha uma boa base teórica e possa de fato ser útil no processo ou um que se fantasie com roupa social mas não sabe praticamente nada sobre nada?Olho para isso com o efeito oposto ao que se propõe, parece que o cara fantasiado está tentando enganar o paciente.

O que pensam a respeito?

u/TieloGS — 11 days ago

Feliz Dia dos Pais!!! (Créditos à Folha de S. Paulo)

Sou casada com aquilo que costumo chamar de bofe clássico: um sujeito nascido nos anos 70, cisgênero, que, quando não acha o abridor de garrafas, arranca a tampa da cerveja com o molar.

Ainda assim, quando seu filho mais velho chegou em casa, aos 16 anos, com unhas pintadas e usando saia, ele não levantou uma sobrancelha. Tudo o que disse foi: "Tem pizza na geladeira".

Um mês depois, quando o garoto continuava aparecendo de saia, somada a um top justo, e puxando pela mão uma namorada (o que daria nó na cabeça de muitos), meu companheiro só lhe perguntou: "Filho, você vai continuar usando essa saia?" O garoto não disse nada. Ele prosseguiu: "Se continuar usando, tem que comprar uma nova para revezar. Essa aí não vê a lava-roupa há mais de um mês, e você sabe que seu pai não suporta roupa suja".

Se meu companheiro é um bofe clássico, meu pai pode ser considerado um bofe pré-histórico. Nascido em uma colônia italiana nos anos 40, foi criado sem diálogo e com truculência, em um ambiente em que um filho jamais discordava, nem sequer fazia perguntas.

Aos 19 anos, não só discordei dele como me coloquei com firmeza, avisando que largaria a faculdade que ele havia insistido para eu fazer e não responderia a outras de suas expectativas, acrescentando ainda algumas verdades boquirrotas ao meu discurso.

O rosto dele foi ficando vermelho. Temi que pudesse vir para cima de mim, mas, em vez disso, resmungou uma blasfêmia, deu as costas e se fechou no quarto. Algumas horas depois, deslizou por baixo da minha porta uma carta em que escrevia tudo aquilo que, se fosse dito no calor do momento, teria saído de forma agressiva, quiçá violenta e, muito provavelmente, confusa.

Esses dias estive ao lado de um pai que desconhecia, cujo passado desconhecia. Dividimos, com outras pessoas, o mesmo ambiente durante um jogo do Brasil na Copa. Junto dele, estava seu filho, um garoto de uns sete anos que vestia camisa da seleção e chuteira e parecia muito envolvido na partida.

Quando um gol marcou a derrota da seleção, o menino ficou enfurecido. Fechou os punhos e a respiração; tive a impressão de que esmurraria ou chutaria alguma coisa. Ao vê-lo assim, seu pai se aproximou e abriu uma picada no meio de suas emoções, dizendo: "Chora, filho".

Cito esses exemplos porque, em todos, vi pais subverterem, de alguma maneira, o que era esperado de genitores de suas gerações, rasgando um contrato de paternidade patriarcal que ainda rege o comportamento de muitos.

Um contrato em que os pais ocupam posições de poder sobre seus filhos e esposas, com visões rígidas de gênero, pouco diálogo e sempre a última palavra, que costuma ser proferida de forma autoritária —e sem demonstrar emotividade, já que tal traço é relacionado à fraqueza.

Meu companheiro, meu velho, e, provavelmente, o desconhecido não são pais perfeitos —alguém é? —, nem desconstruídos por inteiro —alguém é? —, mas, nestas e em outras situações, conseguiram avançar alguns centímetros além do antigo script.

Bom para os filhos e também para eles, que deixam de se isolar na ilha da masculinidade, onde tantos homens se desconectam dos outros e até de si no exercício de fabricar uma macheza tola, que também acaba por oprimi-los.

Giovana Madalosso

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u/AutoModerator — 11 days ago

Como melhorar a escuta e os manejos?

Querid@s colegas...

Me formei psicólogo em 2025. Orientado pela psicanálise naquele geralzão da facudlade, mas fiquei entre Freud, Lacan e Winnicott.

Com os primeiros pacientes dos estágios clínicos, eu sentia que eu conseguia "ouvir mais" o incosnciente, fazer manejos mais "vivos", enfim... pescar aqueles peixes que pulam do inconsciente. Parece que como estava na faculdade, estudando bastante, via de forma mais nítida os conceitos teóricos ali, na clínica.

Agora atendendo vários pacientes, junto com CLT, e passada a novidade de ser psi, to sentindo minha escuta e meu manejo meio embotados.

Mesmo fazendo o tripé, as vezes me sinto com uma escuta "pior", sabe? Não consigo ter muita confiança nos meus manejos e intervenções. Me comparo ao meu próprio analsita e os anteriores e fico perdido no meu fazer.

Queria perguntar: como posso "voltar" a ter a escuta mais viva? alguma dica? alguma obra legal pra ler? algum CONSELHO? (vai, só um! deixe de ser ruim que aqui não é sessão!)

Abraços!

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u/Murky-Increase-3274 — 13 days ago