u/Traditional-Log-7376

Quando uma neuroavaliação corre mal: o que fariam no meu lugar?

Throw away account.

Recentemente fiz um processo de neuroavaliação que correu muito mal. Não tanto pelo resultado em si (até porque parte dele confirma um diagnóstico já feito pelo psiquiatra), mas pela forma como todo o processo foi conduzido.

Desde o início senti que tudo estava a ser gerido de forma caótica. Fui levantando essas preocupações várias vezes, mas o feedback foi ignorado e senti uma postura defensiva da equipa (os meus e-mails e mensagens foram sempre educadíssimos).

Quando recebi o relatório fiquei ainda mais preocupada. Tem vários erros factuais (incluindo medicação que nunca tomei), imprecisões sobre a minha história clínica e conclusões que não consigo perceber como foram alcançadas. Não houve uma entrevista clínica aprofundada e aspetos importantes da minha sintomatologia e historial foram ignorados.

Neste momento, não me identifico com o diagnóstico, sobretudo porque não confio no processo que lhe deu origem. Vou pedir a correção dos erros factuais e uma explicação de como foi feita a integração clínica. Acho que um paciente tem direito a compreender o raciocínio por trás de um diagnóstico. Ou estou errada e tenho simplesmente de aceitar um "confia, Joca"?

A minha dúvida é: isto faz sentido ser exposto junto da Ordem? Não procuro indemnizações nem "vingança". Quero apenas perceber se isto pode configurar uma má prática ou se entra na margem de subjetividade da avaliação clínica. A questão é que isto está a viver rent-free na minha cabeça, o que provavelmente não é suposto acontecer.

Pergunto também porque uma coisa é procurar uma segunda opinião. Outra é ter de repetir uma neuroavaliação inteira para corrigir um processo que nunca deveria ter sido conduzido desta forma.

Alguém já passou por algo semelhante? Algum dos profissionais de saúde que comentar?

reddit.com
u/Traditional-Log-7376 — 7 days ago