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A Guarda do Papa
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A Guarda do Papa

Por volta de 1505, o Papa Júlio II solicitou ao governante da Suíça o envio de um destacamento para sua guarda pessoal. Em 22 de janeiro de 1506, 150 suíços, sob o comando do capitão Kaspar von Silenen e escolhidos entre os mais fortes, corpulentos e nobres representantes dos cantões de Uri, Zurique e Lucerna, entraram no Vaticano e atravessaram a Praça do Povo, onde receberam a bênção daquele Pontífice.

Designados para proteger o Papa, enfrentaram em 6 de maio de 1527 a mais sangrenta das lutas, quando Roma foi invadida por cerca de dezoito mil soldados do exército de Carlos V, que guerreava contra Francisco I. Naquele dia, um pelotão de mil atacantes confrontou a Guarda Pontifícia em frente à Basílica de São Pedro. Os suíços combateram com bravura e 108 deles caíram, enquanto, para atestar sua coragem e dedicação, 800 dos mil invasores pereceram. Além disso, formaram um cordão protetor ao redor do Papa Clemente VII e o conduziram em segurança até o Castelo de Santo Ângelo.

Essa é a missão da Guarda Suíça Pontifícia:, se preciso for, entregar a própria vida para resguardar o Sumo Pontífice. Assim, é claro que a admissão exige um rigoroso processo seletivo. Os principais requisitos são:

  1. Ser católico: dado que a pessoa a ser protegida é ninguém menos que a autoridade máxima temporal da Igreja Católica Apostólica. Além disso, é dever do Guarda Suíço velar pelos peregrinos católicos, pela Cúria Romana e pelo próprio Túmulo do Príncipe dos Apóstolos. Por fim, ele deve participar cotidianamente das diversas celebrações litúrgicas no Vaticano. Nada mais justo, portanto, que professe a fé católica.
  2. Ter cidadania suíça: em honra aos 108 suíços que tombaram gloriosamente na batalha ocorrida em 1527, somente são admitidos homens dessa nacionalidade no corpo de segurança pontifício.
  3. Ter boa saúde: os candidatos passam por uma rigorosa bateria de exames físicos e psicológicos.
  4. Ser solteiro: exceção feita somente aos oficiais, sargentos e cabos. É proibido que durmam fora do Vaticano.
  5. Ter concluído o curso básico de preparação: ministrado pelo exército suíço. Além disso, devem obter um certificado de aptidão.
  6. Ter boa conduta: como a pessoa irá servir diretamente ao Papa, deve ter uma conduta irreprovável.
  7. Ter formação profissional: é desejável que o candidato tenha uma boa formação, além da vontade e eficiência. É esperado que ele demonstre capacidade de aprendizagem e um certo nível de maturidade.
  8. Para ser admitido, o candidato deve ter entre 19 e 30 anos de idade.

A Guarda Suíça desempenha diversas funções, entre elas: oferecer segurança às autoridades estrangeiras que visitam oficialmente o Vaticano, acompanhar o Papa em suas viagens apostólicas e protegê‑lo em aparições públicas na Praça de São Pedro. Por esse motivo, nem sempre usam o uniforme tradicional: frequentemente atuam à paisana como guarda‑costas, misturando‑se à multidão e empregando equipamentos de segurança de última geração, tudo para garantir a proteção do Pontífice. Atualmente é composta por 109 membros: cinco oficiais, 26 sargentos e cabos, e 78 soldados.

O uniforme é outro traço marcante da Guarda Suíça. Atribui‑se o desenho original a Michelangelo, embora o modelo atual tenha sido redesenhado por Jules Répond, então capitão da guarda. Confeccionado em malha de cetim nas cores azul‑real, amarelo‑ouro e vermelho‑sangue, é composto por meias que se ajustam às pernas e são presas na altura do joelho por uma liga dourada; a parte superior também apresenta um corte inusitado. O capacete traz uma pluma vermelha e as luvas são brancas.

Trata‑se de um uniforme bastante elegante, que simboliza a nobreza e o orgulho de servir ao Sumo Pontífice. Embora curioso para os tempos atuais, chama a atenção dos peregrinos que visitam o Vaticano.

No dia 06 de maio de 2006, o Papa Emérito Bento XVI, presidiu uma Missa Solene celebrando os 500 anos da Guarda Suíça Pontíficia. Em sua homilia afirmou:

>Entre as numerosas expressões da presença dos leigos na Igreja católica, encontra-se também a da Guarda Suíça Pontíficia, que é muito singular porque se trata de jovens que, motivados pelo amor a Cristo e à Igreja, se põem ao serviço do Sucessor de Pedro.
Para alguns deles a pertença a este Corpo de Guarda limita-se a um período de tempo, para outros prolonga-se até se tornar opção para toda a vida. Para alguns, e digo-o com profundo prazer, o serviço no Vaticano contribuiu para maturar a resposta à vocação sacerdotal ou religiosa. Mas para todos, ser Guardas Suíços significa aderir sem limites a Cristo e à Igreja, prontos por isso a dar a vida. O serviço efetivo pode terminar, mas dentro permanece-se sempre Guardas Suíços.

u/flowey_the_flower18 — 3 days ago

Em que sentido Maria é sempre Virgem?

“Na fulgidíssima coroa da maternidade divina”, escreve um insígne mariólogo, “posta por Deus sobre a cabeça de Maria, refulgem muitas e delicadas pedras preciosas; mas a principal delas, que resplandece mais do que todas as outras, é a pérola da virgindade”.

Mas o que, afinal, deseja ensinar a Igreja Católica ao chamar Maria Santíssima de “a sempre Virgem”?

1. Virgindade corporal. — O primeiro ensinamento contido nesse dogma, um dos mais sublimes privilégios marianos, refere-se à virgindade física, também denominada virginitas corporis, de Nossa Senhora. Trata-se de um milagre operado por Deus no corpo de Maria, pelo qual ela permaneceu perfeita e perpetuamente virgem antes, durante e depois do nascimento de Cristo, sem jamais perder a integridade corporal. Essa preservação milagrosa da pureza física da Mãe de Deus é também sinal de um mistério ainda mais elevado: a Encarnação do Verbo divino.

a) Antes do parto. — Dizer que Maria permaneceu virgem antes do parto significa afirmar que Cristo foi concebido sem participação de homem algum, isto é, sem relação conjugal, mas unicamente pela ação do Espírito Santo, pelo poder de Deus, “para quem nenhuma coisa é impossível” (cf. Lc 1, 37). A concepção virginal manifesta de forma claríssima a divindade de Cristo. Pois, se Maria, enquanto Mãe, demonstra que Jesus é verdadeiramente homem como nós, o fato de ser simultaneamente Mãe e Virgem comprova que Ele é também verdadeiro Deus.

b) Durante o parto. — A Igreja Católica ensina ainda que Maria permaneceu virgem no próprio ato do parto, enquanto dava à luz o Salvador em Belém. Essa verdade é confirmada pelo Magistério, testemunhada pelos Padres da Igreja e celebrada pela Liturgia, além de harmonizar-se plenamente com a razão iluminada pela fé. De fato, seria incompatível com a bondade divina imaginar que Aquele que veio libertar o homem da corrupção do pecado tivesse causado corrupção à integridade virginal de sua própria Mãe. Além disso, a preservação da virgindade de Maria perderia seu valor como sinal visível da divindade de Cristo se ela deixasse de ser virgem após o nascimento do Senhor.

c) Depois do parto. — A Igreja ensina também que Maria permaneceu virgem após o parto, isto é, que nunca teve relações conjugais nem outros filhos além de Jesus. Negar essa verdade seria não apenas contrariar as Escrituras, que em nenhum momento favorecem interpretação oposta ao dogma católico, mas também ofender profundamente: a Cristo, que sendo o Filho unigênito do Pai convinha ser igualmente o único Filho da Mãe; ao Espírito Santo, que santificou o ventre virginal de Maria como um santuário reservado exclusivamente a Deus; à própria Nossa Senhora, como se ela não tivesse se contentado com um Filho tão perfeito quanto Cristo e tivesse destruído a virgindade milagrosamente conservada; e também a São José, que jamais teria ousado tocar naquela em cujo seio, conforme a revelação do Anjo, encarnara o Filho do Altíssimo (cf. S. Tomás de Aquino, STh III 28, 3 c.).

2. Virgindade dos sentidos. — Além da virgindade corporal, os cristãos creem que Nossa Senhora conservou também perfeita pureza em seus afetos e desejos, chamada pelos teólogos de virginitas sensus. Por ser Imaculada, Maria foi preservada das consequências do pecado original, entre as quais está a desordem das paixões e da vontade humana. Isso quer dizer que ela jamais experimentou qualquer pensamento, desejo ou inclinação, mesmo involuntária, que fosse indigno de sua excelsa dignidade de Mãe de Deus. Tudo nela era plenamente ordenado ao amor divino, porque nela não existia a inclinação desordenada para o mal que a tradição teológica denomina fomes peccati.

3. Virgindade da alma. — Por fim, Maria possuía também uma virgindade espiritual perpétua, chamada virginitas mentis. Essa pureza compreende, de um lado, a firme disposição de renunciar a todo prazer venéreo para consagrar-se de modo mais perfeito a Deus — aspecto em que sua virgindade espiritual se assemelha à das demais virgens consagradas que honram a Igreja com sua entrega total a Cristo —; e, de outro lado, uma pureza interior absoluta, que fazia de seu Imaculado Coração uma fonte singular e incomparável de amor a Deus, sem qualquer sombra de imperfeição. Esta é a dimensão mais profunda e essencial da virgindade de Nossa Senhora, porque, sem ela, a mera integridade física teria pouco ou nenhum valor em si mesma.

Para concluir, convém recordar dois testemunhos do Magistério eclesiástico que confirmam claramente a fé da Igreja na virgindade perpétua de Maria. O Concílio de Latrão, celebrado em 649, declara no cânon n. 3 (DH 503): “Se alguém não professa […] que depois do parto permaneceu inviolada a sua [de Maria] virgindade, seja condenado”. E o Papa Paulo IV, na bula “Cum quorumdam hominum” (DH 1880), de 1555, ao condenar a seita dos unitários, que afirmavam explicitamente que “a beatíssima Virgem Maria não permaneceu sempre na integridade virginal, a saber: antes do parto, no parto e perpetuamente depois do parto”.

u/kentowho1 — 5 days ago

Ninguém pode servir a dois senhores

Meu filho, quão trágico é a vida daqueles que querem seguir os caminhos do mundo sem, no entanto deixarem de ser filhos de Deus! Vamos um pouquinho mais adiante e vocês serão capazes de compreender mais claramente e ver com os seus próprios olhos o quão estúpido esse estilo de vida pode ser. Num determinado momento você chegará a ouvir tais pessoas rezando ou fazendo um ato de contrição. Pouco depois se alguma coisa acontece, do modo contrário ao que eles esperavam, você poderá ouvi-los fazendo imprecações e até mesmo usando o Santo Nome de Deus em vão. Pela manhã você talvez os encontre na Missa cantando ou louvando a Deus. E no mesmíssimo dia você poderá ouvi-los espalhando aos quatro ventos as conversas mais escandalosas.

Ao entrar na Igreja, eles molham as suas mãos na água benta pedindo a Deus que os purifique dos seus pecados. Um pouco mais adiante estará usando essas mesmas mãos em atos impuros contra eles próprios ou contra o seu próximo. Os mesmos olhos que pela manhã derramavam lágrimas de emoção ao contemplar Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento, durante o resto do dia se concentrarão em observar as cenas mais imodestas. Ontem você viu um determinado homem fazendo um ato de caridade ou prestando um serviço ao seu próximo, hoje esse mesmo homem dá o melhor de si para trair seu vizinho, buscando seu próprio lucro. Há poucos momentos atrás, aquela mãe desejava todo o tipo de bênçãos para seus filhos, e agora, só porque eles a aborrecem com suas travessuras, ela roga uma verdadeira chuva de pragas sobre eles: diz que desejaria nunca mais vê-los em sua presença e acaba até os mandando para o Diabo! Num dado momento, ela os envia para a Missa ou para a Confissão, já em outro momento, ela os envia para os bailes, ou pelo menos faz de contas que não sabe que eles se encontram lá, ou até mesmo se chegar a proibir, sempre o fará com um sorriso nos lábios, deixando perceber que mais aprova do que condena. Numa determinada ocasião, essa mesma mãe dirá à sua filha para ser recatada e não se misturar com as más companhias e dali a pouco, estará permitindo que sua filha passe horas a sós com um rapaz sem dizer uma só palavra. Não preciso dizer mais nada, minha pobre mãe! Vê-se claramente que você está do lado do mundo! Você até acha que está servindo a Deus por causa das práticas exteriores de religiosidade que você pratica. Mas você está enganada; você pertence àquela classe de gente da qual o próprio Jesus Cristo disse: "Ai do mundo!...”.

Observe bem essas pessoas que pensam estar servindo a Deus, mas que estão vivendo verdadeiramente segundo as máximas do mundo. Elas não têm o menor escrúpulo em tomar as coisas do seu vizinho, quer seja alguns pedaços de lenha ou frutas, ou mesmo milhares de outras coisas. Sempre que forem lisonjeadas ou elogiadas pelo que fazem em termos de religião, sentirão um grande orgulho por suas ações. Tais pessoas são sempre muito entusiasmadas em dar bons conselhos aos outros. Mas deixe que elas sejam submetidas a algum contratempo ou calúnia e vocês verão como elas se comportam por terem sido tratadas de tal modo! Ontem estavam dispostas a fazer todo o bem desse mundo àquele que as ofendeu, hoje mal conseguem tolerar tal pessoa e freqüentemente não conseguem sequer vê-la ou falar com ela.

(...)

Continuem assim, filhos deste mundo! Continuem nessa rotina; vocês vão ver um dia aquilo que jamais desejariam ver! Eu sei que vocês gostariam de repartir seus corações em dois! Mas não tem jeito, meus amigos: ou é tudo pra Deus ou é tudo para o mundo.

Dos Sermões de São João Maria Vianney.

u/kentowho1 — 7 days ago

O caminho da santidade ensinado por Dom Bosco

Ainda muito jovem, com apenas nove anos, Dom Bosco teve um sonho marcante no qual Nossa Senhora lhe apareceu. Nesse sonho, alguns meninos ofendiam a Deus e faziam coisas muito erradas. Dom Bosco, que tinha um temperamento forte, tentou fazê-los parar usando tapas, chutes e socos. Então a Virgem Maria apareceu e lhe ensinou que aquele não era o caminho. Ela disse: “Você deve conquistá-los mostrando a beleza da virtude e a tristeza do pecado.” Esse conselho acompanhou Dom Bosco por toda a vida.

Quando um pai ensina uma criança pequena sobre o certo e o errado, ele normalmente não usa palavras difíceis como “isso é correto” ou “isso é verdadeiro”. Em vez disso, fala de maneira simples: “Que bonito! Assim o papai fica feliz!” ou “Que feio! Assim o papai fica triste!”. Foi dessa forma que Dom Bosco educou os jovens que estavam sob seus cuidados. Com o grande amor que aprendeu de Nossa Senhora, ele conseguiu controlar seu jeito impulsivo e passou a guiá-los com carinho e ternura, ajudando-os a enxergar a beleza da virtude.

Dom Bosco também ensinava os jovens a respeitar o sacerdote, porque entendia que, por meio dele, eles poderiam se aproximar de Deus e abandonar o pecado. Quando necessário, falava sobre o Inferno, mas o maior medo que queria despertar neles não era o castigo, e sim a tristeza de ofender o coração de Deus. Assim, os jovens aprendiam cada vez mais a obedecer aos Mandamentos e a amar verdadeiramente a Deus.

Seguidor de São Francisco de Sales, Dom Bosco mostrou desde cedo que todos somos chamados à santidade. Ele ensinava que não basta apenas ser “uma pessoa boa”, mas que devemos buscar ser santos de verdade. Isso começa pela obediência aos Mandamentos, pelo amor à virtude, pela rejeição ao pecado e pela entrega generosa da própria vida a Deus, como fez o santo.

u/kentowho1 — 7 days ago

A necessidade da devoção aos anjos da guarda

>Naquela hora, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus”.
(Mt 18, 1-5.10)

O Evangelho nos recorda uma verdade muito importante: os anjos contemplam Deus face a face no Céu.

Esse detalhe nos ajuda a compreender algo profundo. Existem ao nosso redor anjos bons e anjos maus, mas apenas os anjos fiéis contemplam a Deus diretamente. A tradição teológica ensina que, quando Deus criou os anjos, não Se manifestou imediatamente em toda a Sua glória. Antes disso, quis que eles O amassem livremente, pela fé.

Podemos compreender isso porque, quando Deus Se revela plenamente a uma criatura, Sua beleza e perfeição são tão infinitas que já não há espaço para rejeitá-Lo. Diante da visão direta de Deus, a vontade encontra seu descanso definitivo.

Assim, houve um momento em que os anjos viveram pela fé. Não sabemos quanto tempo isso durou, pois o modo de existir dos anjos é diferente do nosso. O que sabemos é que, sustentados pela graça, muitos deles escolheram amar a Deus e permanecer fiéis. Outros, porém, liderados por Satanás, recusaram Seu amor e se afastaram para sempre d’Ele. Por isso, nunca contemplaram a face divina.

Os demônios, que procuram nos afastar de Deus, permanecem limitados justamente por não terem visto a plenitude da sabedoria divina. Embora sejam mais inteligentes do que os homens, não possuem a verdadeira sabedoria dos santos anjos, que conhecem, segundo a vontade de Deus, o melhor caminho para cada um de nós.

Há também uma diferença importante entre o demônio e o anjo da guarda. O demônio age como um invasor: tenta entrar em nossa vida sem ser chamado. Já o anjo da guarda, por respeito à liberdade que Deus nos deu, age como um servidor fiel, esperando nossa abertura e confiança.

Por isso, a devoção aos anjos da guarda é tão necessária. Eles estão constantemente ao nosso lado para nos proteger, inspirar e conduzir para Deus. E, justamente por serem mais sábios e fortes do que nós, é prudente recorrer a eles com humildade e confiança: “Meu Santo anjo da guarda, eu reverencio a tua presença e agradeço o teu auxílio. Abro-me aos teus cuidados e aos teus conselhos”

Alguns teólogos modernos irão afirmar que toda a ação atribuída aos anjos seria realizada diretamente por Deus através do Espírito Santo e, por isso, os anjos seriam apenas símbolos ou figuras piedosas. Entretanto, a Revelação confirma claramente a existência dos anjos da guarda. O próprio Evangelho fala deles, assim como diversas passagens das Escrituras, especialmente nos Atos dos Apóstolos. Além disso, muitos santos testemunharam sua presença e auxílio. Padre Pio, por exemplo, aconselhava frequentemente seus filhos espirituais: “Não deixem seus anjos da guarda ociosos; deem tarefas a eles.”

Quanto mais cultivamos devoção e reverência pelos nossos anjos da guarda, mais nos aproximamos da vontade de Deus. Eles existem para nos conduzir ao Céu e jamais perdem de vista essa missão. O demônio deseja nos afastar de Deus; o anjo da guarda, ao contrário, trabalha incessantemente para nos unir ao Senhor.

Muitas vezes somos nós que esquecemos que esta vida é passageira e que nosso destino final é o Céu. Por isso, peçamos constantemente o auxílio dos nossos santos anjos e agradeçamos a Deus por ter colocado ao nosso lado esses fiéis guardiões de Sua glória.

u/kentowho1 — 8 days ago

O que a vida de São Francisco nos ensina?

Numa época em que a Igreja Católica moldava toda a cultura, São Francisco de Assis percebeu claramente o principal problema da Igreja: muitos católicos haviam se tornado cristãos apenas “de carteirinha”, contentando-se em fazer o mínimo necessário.

Esse espírito de acomodação acabou levando a Igreja ao declínio, especialmente entre os membros do clero, que não procuravam a santidade de forma nenhuma. Ou seja, quando a locomotiva que puxa o trem não acelera, o trem inteiro começa a parar.

Foi nesse contexto que São Francisco apareceu diante do Papa pedindo a aprovação de sua Regra. Ele desejava viver o Evangelho “sine glosa”, isto é, sem suavizações ou interpretações que diminuíssem suas exigências. Queria seguir radicalmente o exemplo de Cristo, inclusive na pobreza.

Os membros da Cúria romana logo reagiram, dizendo, em essência, que o Evangelho não deveria ser vivido dessa forma tão literal. Ainda assim, Francisco pediu humildemente ao Papa autorização para abraçar plenamente essa radicalidade.

Aqui aparece a diferença entre quem deseja apenas “cumprir tabela” para se salvar e quem realmente busca a santidade. O santo não se limita ao mínimo exigido pelos Mandamentos; ele procura oferecer generosamente a Deus até aquilo que não lhe é obrigatório.

Francisco sabia que não era obrigado a viver na pobreza absoluta, permanecer casto ou praticar uma obediência heroica. Mesmo assim, escolheu livremente oferecer tudo isso a Deus. Para ele, a santidade consistia justamente nisso: com a ajuda da graça divina, entregar toda a vida em sacrifício de amor ao Criador.

Essa era também a vocação original do homem no paraíso. Adão vivia em harmonia com a criação, dominando-a e oferecendo tudo a Deus. Porém, com sua rebeldia, essa ordem foi rompida.

Por isso, São Francisco continua sendo um exemplo luminoso. Sua verdadeira “ecologia” não era apenas amor à natureza, mas a restauração da ordem correta: toda a criação submetida ao homem, e o homem submetido a Deus, oferecendo tudo ao Senhor em amor, entrega e sacrifício.

u/kentowho1 — 8 days ago

O testamento de um Rei santo para seu filho

Confira a carta que São Luís IX da França deixou a seu filho e descubra a maior glória que um Rei pode possuir neste mundo: ser servo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

"Filho dileto, começo por querer ensinar-te a amar o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todas as tuas forças; pois sem isto não há salvação.

Filho, deves evitar tudo quanto sabes desagradar a Deus, quer dizer, todo pecado mortal, de tal forma que prefiras ser atormentado por toda sorte de martírios a cometer um pecado mortal.

Ademais, se o Senhor permitir que te advenha alguma tribulação, deves suportá-la com serenidade e ação de graças. Considera suceder tal coisa em teu proveito e que talvez a tenhas merecido. Além disto, se o Senhor te conceder a prosperidade, tens de agradecer-lhe humildemente, tomando cuidado para que nesta circunstância não te tornes pior, por vanglória ou outro modo qualquer, porque não deves ir contra Deus ou ofendê-lo valendo-te dos seus dons.

Ouve com boa disposição e piedade o ofício da Igreja e enquanto estiveres no templo, cuides de não vagueares os olhos ao redor, de não falar sem necessidade; mas roga ao Senhor devotamente, quer pelos lábios, quer pela meditação do coração.

Guarda o coração compassivo para com os pobres, infelizes e aflitos, e quando puderes, auxilia-os e consola-os. Por todos os benefícios que te foram dados por Deus, rende-lhe graças para te tornares digno de receber maiores. Em relação a teus súditos, sê justo até o extremo da justiça, sem te desviares nem para a direita nem para a esquerda; põe-te sempre de preferência da parte do pobre mais do que do rico, até estares bem certo da verdade. Procura com empenho que todos os teus súditos sejam protegidos pela justiça e pela paz, principalmente as pessoas eclesiásticas e religiosas.

Sê dedicado e obediente à nossa mãe, a Igreja Romana, e ao Sumo Pontífice como pai espiritual. Esforça-te por remover de teu país todo pecado, sobretudo o de blasfêmia e a heresia.

Ó filho muito amado, dou-te enfim toda a benção que um pai pode dar ao filho; e toda a Trindade e todos os santos te guardem do mal. Que o Senhor te conceda a graça de fazer sua vontade de forma a ser servido e honrado por ti. E assim, depois desta vida, iremos juntos vê-lo, amá-lo e louvá-lo sem fim. Amém."

u/kentowho1 — 8 days ago

Novo servidor católico no Discord

Inspirados pelo Oratório de São João Bosco, queremos reunir jovens católicos em um ambiente de amizade, estudos, oração e verdadeira fraternidade.

Buscamos a alegria simples de São Felipe Néri, que sabia unir santidade e bom humor, como também o exemplo de São Domingos Sávio, que levava a vida cristã muito a sério, mesmo sendo tão jovem.

Se você deseja um ambiente católico tradicional, acolhedor e fiel à fé, seja bem-vindo à União Sacrossanta!

discord.gg
u/kentowho1 — 8 days ago