Mercado livre Cravinhos

Alguém trabalha ou trabalhou lá?

Sinto que estou entrando numa cilada, sei que é emprega grande e move muitas pessoas, e empresa grande tem problemas.

Estava la eu mais de 80 pessoas, pra fazer exame médico e entrega de documentos, muita zona, pelo visto é um RH freelance, não falaram nada sobre a empresa, prometeram um horário chegando lá, geral ficou bravo, pq gastaram muito do que não tinha só pra se deslocar até o meio do nada, pra tomar banho de água fria.

Conheço só 1 pessoas que trabalha lá, diz ele que vc entra num ritmo que até vai, só é cansativo mesmo.

Me botaram num grupo de admissão que não dá pra mandar mensagem, e eles não respondem nada, nem sei se vou ser contratado ou não, já que a maior questão é o fretado, que eles tmb não confirmaram se passa no meu bairro.

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u/lil_Grape_ — 10 days ago

Fui intenso com uma crente que nunca soube o que queria comigo.

Tenho 24 anos e nunca namorei. Consigo contar nos dedos as garotas que já fiquei. Talvez por isso, quando conheci ela, achei que finalmente estava vivendo algo diferente.

Ela era da igreja, envolvida com ministério infantil, querida por todo mundo. Mas ao mesmo tempo carregava conflitos que eu só fui entendendo depois. Falava sobre Deus, culpa, escolhas erradas, vazio emocional… como alguém tentando equilibrar fé, desejo e solidão ao mesmo tempo.

Antes mesmo de conversar com ela, eu já reparava nela no ponto de ônibus. Pensava “sortudo deve ser o namorado dela”. E ironicamente foi ela quem se aproximou primeiro.

A gente começou a pegar ônibus junto, conversar todos os dias, sair, viver aqueles momentos simples que acabam virando enormes quando você gosta de alguém. Nosso primeiro encontro foi literalmente deitados na grama olhando o céu até o fim da tarde. E eu fui transformando tudo aquilo em algo especial.

Talvez especial demais.

Porque enquanto eu começava a imaginar relacionamento, ela parecia viver tudo sem a mesma profundidade. Eu falava sobre futuro. Ela desviava. Eu tentava entender o que éramos. Ela permanecia em silêncio.

E aí começaram meus erros também.

Fiquei inseguro, emocionado, comecei a tentar me validar falando de outras garotas, como se precisasse provar que tinha valor. Hoje vejo o quanto isso foi feio e infantil. Só que no fundo aquilo vinha do medo de perceber que eu tava gostando mais do que estava sendo escolhido.

Ela foi ficando distante. Mais seca. E eu fui entrando em desespero emocional tentando salvar algo que talvez já tivesse acabado antes mesmo de eu perceber.

Mesmo assim continuamos naquela amizade estranha que nunca deixava eu ir embora completamente.

O ponto que mais me marcou foi o aniversário.

No dela, comprei presente, escrevi carta à mão e fui até a casa dela entregar pess

oalmente. Fiz porque aquilo tinha significado pra mim.

No meu aniversário, ela provavelmente só lembrou porque viu um story meu no Instagram. Mandou mensagens vazias, sem esforço, sem sentimento. E foi naquele momento que algo dentro de mim apagou.

Ali eu entendi que eu tava oferecendo amor num lugar onde provavelmente só existia carinho, conforto e costume.

Hoje ela aparentemente sofre por outro cara. Posta textos sobre migalhas emocionais, dependência, ausência, vazio. E a pior parte é que eu reconheço exatamente essa dor.

Porque eu vivi isso por ela.

E talvez essa seja a ironia mais amarga da vida: às vezes a pessoa que nos quebra emocionalmente também acaba sendo quebrada quase da mesma forma depois.

No fim, não acho mais que ela foi uma vilã. Nem fria. Nem cruel.

Acho que ela só era uma garota perdida tentando encontrar amor enquanto ainda tentava encontrar a si mesma.

E eu… fui alguém que sentiu fundo demais por uma pessoa que nunca conseguiu me encontrar na mesma intensidade.

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u/lil_Grape_ — 1 month ago