cultura de dar atenção a notícia ruim

estava refletindo sobre certos costumes que o ser humano têm, me deparei com o hábito de ver notícias e é claro há que tem notícias todo santo dia de diferentes temas e áreas, mas falando especificamente de notícias ruins, sobre tragédias, injustiças, mortes, criminalidade, é algo que acaba entrando no nosso dia a dia e inconscientemente influenciando a forma como você vai lidar com a vida naquele dia. porque, veja bem: sabendo que o ser humano é frágil, sujo e cruel, por que me alimentar de tais notícias que so irá trazer mais malefícios do que o oposto a minha pessoa? eu sei que é possível hoje ter capotado um carro e gerado vitimas fatais, sei que pode ter acontecido algum latrocínio a um pai de família voltando pra casa após o trabalho, ter ocorrido um est>!upro!< a uma criança etc. sei que essas coisas são possíveis e que, infelizmente, acontece todos os dias em várias regiões do planets, então por que eu vou alimentar minha mente e energia com isso? é uma das coisas que fico pensando se vale a pena manter porque você cresceu normalizando isso ou começar a mudar certas coisas...

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u/oshikio — 1 day ago

certa vez, no segundo semestre do 2º ano do ensino médio, a professora de história lançou uma missão: cada grupo teria que apresentar uma paródia musical sobre os assuntos vistos em aula. e eu, extremamente tímido na época (hoje ainda sou, só que menos), entrei em pânico.

tentei negociar com a professora uma alternativa mais “segura”: em vez de cantar, propus que meu grupo fizesse uma história em quadrinhos sobre o tema que caiu pra gente — revolução francesa (me arrepio só de ler) por algum milagre, ela aceitou.

só que, faltando poucos dias pra entrega, meu grupo simplesmente abandonou o projeto. sumiram. evaporaram. e sobrou pra mim terminar os quadrinhos sozinho — o que era impossível naquele prazo. me vi encurralado e, sem saída, tivemos que voltar pro plano original: a maldita paródia.

e foi tudo improvisado no puro desespero. fizemos a letra em questão de horas.

chegou o grande dia.

imagina a cena.

a música era sobre revolução francesa. a gente resolveu fazer em formato de rap… em cima de um beat de reggae. já começou errado aí.

a sala inteira encarando.

a menina que eu gostava olhando.

a professora gravando.

e nós seis prestes a protagonizar um trauma — literalmente.

G começou cantando com os beiços tremendo.

eu entrei tentando fazer uns melismas como se entendesse de técnica vocal.

C cantava lendo a letra em velocidade 2x.

N cantou inaudivelmente e dançou o reggae.

M parecia estar entoando um hino da harpa cristã.

e A… completamente fora do compasso, vivendo outra experiência musical.

era uma colisão de gêneros. rap, reggae, culto pentecostal e caos.

e eu só queria desaparecer.

talvez pareça só uma apresentação escolar qualquer, mas pra mim foi um evento traumático. sinto dor física só de lembrar.

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u/oshikio — 2 months ago