r/RelatosDoReddit

2 homens, 2 anos e um varal

2 homens, 2 anos e um varal

2 homens em casa. 2 anos pedindo um varal.

Hoje eu cansei de esperar e fiz eu mesma. O varal antigo ficava na garagem e era alto demais pra mim e como altura definitivamente não é o meu forte, eu precisava subir numa cadeira toda vez que queria estender roupa. Levei uns 5 minutos pra resolver um problema que estava esperando há 2 anos.

Às vezes a gente não precisa de ajuda. Precisa só de um pouco de raiva e vontade de resolver.

u/MarciaWillemann — 11 days ago
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Me apresentaram uma proposta de trabalho, aceito?

Recebi uma proposta de trabalho vinda do meu cunhado.

Estou há 4 anos desempregado, de lá para cá ajudo a minha mãe na venda de bolinhos desde 2023.

A proposta é boa (quer dizer, está sendo analisada por mim) desde hoje à tarde.

Mas o que me inquieta é que é um trabalho duro, porque segundo o meu cunhado há caras roubando materiais no trabalho.

E eu (na opinião dele) fico muito tempo em casa sem fazer nada, e isso daria para ganhar dinheiro e ter a independência financeira.

Eu já disse para mim mesmo que não trabalharia para chineses, porque são exploradores e não se importam com quem trabalha. Praticamente, teria que trabalhar de Domingo a Domingo.

Ajudem-me a analisar, por favor.

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u/Remarkable_Camera225 — 10 days ago

Ser uma pessoa boa sempre é o pior caminho a se escolher

Só um desabafo aqui;

Eu sou homem e vou ser breve. Desde pequeno gosto de ajudar as pessoas e me magoa ver as pessoas sofrerem, entretanto eu sou uma pessoa que se apega rápido com as pessoas também que me desapego.

Mas o problema é eu tentar ajudar as pessoas e fazer de tudo por elas mesmo que conhecendo pouco tempo e isso acaba que parece que só estou tentando criar intimidade a força où simplesmente parece que estou a incomodar…

No final de tudo por mais que eu ajude e faça de tudo para as pessoas eu no final sou descartado e nunca sou a prioridade de nada e sempre sou colocado no fim da lista de tudo ou simplesmente sou considerado como um desconhecido ao ponto das pessoas virarem as costas para mim no estalar de dedos.

Eu gostaria simplesmente de importar menos com as pessoas porque no final de tudo que é feito de objeto sou eu.

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u/bigestbig-33 — 11 days ago

Me sinto um pouco idiota por estar gostando de uma pessoa que namora.

Tenho 20 anos e estou passando por uma situação que, sinceramente, às vezes me faz sentir um pouco idiota.

Conheci uma garota na faculdade. Ela é veterana do meu curso, participa de um laboratório e, desde o começo, foi muito receptiva comigo. A gente se conheceu por meio de uma amiga em comum e, aos poucos, começamos a conversar sobre faculdade, nossas rotinas e outras coisas aleatórias.

Desde o início, sempre gostei muito da maneira como ela conversa comigo. Ela é simpática, espontânea e parece ter facilidade para compartilhar pequenas coisas da vida. A gente conversava sobre assuntos aleatórios, comida, família, rotina, faculdade e outras coisas. Às vezes, ficávamos brincando um com o outro, e eu gostava bastante dessa leveza. Não eram necessariamente conversas profundas ou grandes momentos, mas eu gostava muito da naturalidade que existia entre nós.

Uma das coisas de que mais gosto nela é justamente essa facilidade. Lembro de algumas situações pequenas que me marcaram. Uma vez, uma amiga em comum estava distribuindo pirulitos e ela resolveu tirar uma foto com a gente. Me chamou para sentar ao lado dela e fazer uma foto meio no estilo Tumblr, com os pirulitos. Em outra ocasião, ela me convidou para conhecer o laboratório onde trabalha como bolsista. Também já aconteceu de eu começar a falar sobre motos, um assunto pelo qual sou completamente fascinado, e ela simplesmente ficar ali me ouvindo.

Pode parecer pouca coisa, mas, depois de um período bastante complicado na minha vida, encontrar alguém com quem eu pudesse conversar de maneira tão leve foi muito bom.

O problema é que, em algum momento, comecei a gostar dela de um jeito que ultrapassava a amizade.

E tem um detalhe importante: ela namora. Pelo que sei, está em um relacionamento de alguns anos.

Quando descobri isso, comecei a pensar que não fazia sentido alimentar qualquer expectativa. Não queria me colocar numa situação em que ficasse esperando que alguém comprometido me escolhesse. Também tinha minhas próprias inseguranças e, para ser sincero, achava difícil imaginar que ela pudesse sentir algo por mim, ainda mais estando em um relacionamento tão estabelecido.

Então, comecei a me afastar.

Passei a frequentar menos o laboratório, procurá-la menos e, em algumas situações, deixei de responder ou de iniciar conversas. Não houve uma briga, uma discussão ou algum acontecimento específico entre nós. Foi algo que aconteceu gradualmente, muito por causa das coisas que eu estava pensando e sentindo.

Só que o afastamento acabou se tornando uma coisa meio estranha. Antes, a gente brincava, implicava um com o outro e conversava com certa frequência. Depois, passamos a trocar apenas cumprimentos e acenos, como se fôssemos quase desconhecidos.

E isso me deixou triste.

Havia também uma situação envolvendo uma amiga em comum, com quem tive um desentendimento depois de uma viagem a São Paulo. Essa amiga já era próxima dela antes de me conhecer. Não sei se o que aconteceu entre nós influenciou de alguma maneira a relação que eu tinha com essa garota. Não tenho como afirmar isso, e também reconheço que fui responsável por parte do afastamento. Mas, em algum momento, fiquei pensando se as coisas teriam sido diferentes caso eu não tivesse me retraído tanto.

O curioso é que, mesmo depois de toda essa distância, ainda existem momentos em que parece que a antiga naturalidade volta.

Recentemente, encontrei essa garota na faculdade. Ela me parou para conversar, perguntou como eu estava e, espontaneamente, começamos a falar sobre comida. Descobri algumas coisas sobre os gostos dela, a alimentação e a rotina. Ela brincou comigo por causa de um hábito alimentar meu, e a conversa foi tão natural que acabou se estendendo. Em determinado momento, ela até se ofereceu para me acompanhar ao restaurante universitário.

Mais tarde, nos encontramos de novo e conversamos sobre eventos, palestras, faculdade e outras coisas do cotidiano. Foi um daqueles dias em que eu estava cansado, com a cabeça cheia, e uma conversa simples acabou deixando tudo um pouco mais leve.

E aí está uma das coisas que mais me confundem: eu gosto muito da companhia dela. Gosto da maneira como ela conversa comigo, da espontaneidade, das brincadeiras e da sensação de que não preciso fazer um esforço enorme para manter uma interação.

Recentemente, por exemplo, enquanto lembrava de uma conversa que tivemos sobre cozinhar, me veio à cabeça a possibilidade de preparar alguma receita que ela comentou que gostaria de fazer. Eu gosto muito de cozinhar e costumo experimentar receitas sempre que vejo alguma coisa interessante. Por alguns instantes, pensei em fazer algo para ela.

Mas imediatamente percebi que, para mim, aquele gesto teria um significado afetivo muito maior do que simplesmente preparar uma comida. E decidi que não faria isso. Não quero ultrapassar limites nem transformar pequenos comentários dela em oportunidades para demonstrar sentimentos que não cabem nessa situação.

O mais engraçado é que eu realmente quero sustentar essa decisão. Não quero interferir no relacionamento dela, não quero criar expectativas e muito menos ficar esperando que alguma coisa aconteça. Sei que ela tem a própria vida e que não me deve absolutamente nada.

Ao mesmo tempo, não consigo simplesmente desligar o que sinto.

E é aí que começo a me sentir meio idiota. Porque, racionalmente, sei que não há muito o que fazer. Ela namora, eu respeito isso e não pretendo tomar nenhuma atitude romântica. Só que, emocionalmente, ainda fico feliz quando ela vem conversar comigo, quando compartilha alguma coisa da vida dela ou quando temos aqueles momentos de brincadeira que costumávamos ter.

Às vezes, fico pensando se estou confundindo a gentileza e a amizade dela com algo maior. Não acho que ela esteja necessariamente flertando comigo, nem quero interpretar cada interação como um sinal. Talvez ela simplesmente goste da minha companhia, assim como eu gosto da dela. E, honestamente, isso já seria algo bom por si só.

Também me pergunto se estou prolongando um sentimento que deveria deixar para trás. Afinal, não é como se eu estivesse conhecendo alguém solteiro e tentando descobrir se existe interesse mútuo. Existe uma pessoa comprometida, e eu não quero ser o motivo de qualquer complicação.

O que torna tudo mais difícil é que não estou necessariamente procurando um relacionamento agora. Passei por muita coisa nos últimos tempos, inclusive a perda da minha mãe, e ainda estou tentando reorganizar minha vida. Sei que não estou no melhor momento emocional para assumir um compromisso sério. Talvez parte do que me atrai nessa garota seja justamente a leveza que sinto quando estou perto dela, especialmente em uma fase em que tantas coisas parecem pesadas.

Não quero colocar nela a responsabilidade de me fazer bem, nem transformar a amizade em uma espécie de refúgio emocional. Mas também não quero fingir que a presença dela não significa nada para mim.

No fundo, acho que estou tentando encontrar um equilíbrio entre gostar da companhia de alguém, reconhecer que existe um sentimento a mais e entender que isso não significa que eu precise fazer alguma coisa a respeito.

Não sei se o certo é simplesmente deixar esse sentimento diminuir com o tempo, manter a amizade dentro dos limites que considero adequados ou me afastar um pouco mais para não alimentar algo que não tem espaço para acontecer.

E talvez eu esteja complicando uma situação que, vista de fora, seja bastante simples: gosto de uma amiga que namora e preciso respeitar isso.

Mas, para quem está vivendo a situação, nem sempre é tão simples assim.

Vocês já passaram por algo parecido? Como lidaram com o sentimento de gostar de alguém que está em um relacionamento, especialmente quando essa pessoa também é sua amiga e vocês gostam genuinamente da companhia um do outro?

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u/BerryDistinct4815 — 11 days ago

Autista tacou merda na gente no banheiro

Essa história começa quando eu tinha por volta dos 12 a 13 anos, na minha escola tinha um cara que era muito autista mas MUITO autista mesmo. Se ele te visse no corredor, ele ia correndo te abraçar, não importa quem você fosse, e chegava até a BABAR em você.

Um dia, esse autista tava cagando no banheiro da escola e gritando pra caralho por algum motivo e eu e meus amigos foram lá, achando que era um outro conhecido nosso.

Quando chegamos lá, o cheiro era horroroso, mal conseguíamos ficar ali dentro, até que o autista surgiu por cima da porta do banheiro já meio puto e começamos a rir pra caralho.

O autista, vendo isso, ficou muuuuuito puto e começou a gritar "SAIAM DAQUIII". A gente começou a rir mais, até que o autista abaixou, pegou alguma coisa e tacou na gente. Quando paramos para ver, era um toletão de MERDA que bateu na parede, quase acertando meu amigo.

Enquanto isso, o autista continuava gritando e a gente rindo mas um pouco assustados ao mesmo tempo, até que o autista acertou um pedaço de merda dentro da boca de um amigo meu.

A partir desse ponto, brotou um inspetor dentro do banheiro, tentando parar o moleque mas o autista tava putasso com a gente, e não queria parar. No final, acabamos todos na diretoria e suspensos, o diretor deu mó bronca na gente como se a gente tivesse espancado o autista.

O cara que levou merda na boca acabou no hospital mas no final deu tudo bem pra ele, eu acho. Ele saiu da escola depois disso, e eu não posso culpar ele

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u/-------0_0------ — 12 days ago

Eu amo sair sem óculos 👓

Eu tenho 5 graus de miopia. E isso não tem a ver com ignorar pessoas de propósito.

Quando saio na rua sem óculos, o mundo fica mais difuso, sem foco, embaçado. Isso para mim é particularmente bom porque enxergar dói. E não falo no sentido metafórico.

Entrando em detalhes, minha mente é hiperconsciente. Sempre que passo por uma coisa super irrelevante, tipo uma lata de lixo, costumo apontar o óbvio: "lata de lixo". Papéis espalhados, sacos de plástico, água poluída, pessoas, barulho de moto... É tipo um ruído mental constante que nunca para. Sempre registrando. Sempre falando...

Ás vezes penso que ser cega me traria mais paz Pelo menos eu não precisaria prestar atenção em tudo, visualmente falando.

É extremamente irritante, cansativo e desgastante pra caralho. Chega a doer de tão repetitivo, de verdade. Por isso, quando tô sem óculos, não consigo identificar as coisas com clareza e só vejo um borrão enorme na minha frente. E, ironicamente, isso me deixa mais tranquila, regulada e menos consciente de tudo ao meu redor. Apenas um fato curioso que notei esses dias.

Mais alguém tem alguma experiência parecida?

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u/Federal-Measurement5 — 10 days ago

Senta que lá vem história…

​

Meu filho tinha uns 2 ou 3 anos. Naquela época, o tanque ficava nos fundos da casa e a porta de entrada, na frente.

Um dia, eu disse:

— Fica aqui que a mãe vai lá fora e já volta.

Eu só ia colocar algumas roupas para bater. Coisa de poucos minutos.

Enquanto eu estava lá fora, no tanque, meu filho saiu para a rua.

Não deu nem cinco minutos e minha vizinha apareceu desesperada:

— Márcia, pelo amor de Deus! Vão roubar teu filho!

Ela estava saindo para trabalhar quando viu um carro parado na rua, com a porta aberta, e um homem chamando meu filho.

E ele estava indo.

Minha vizinha gritou com ele. Ele parou. O carro arrancou e foi embora com a porta aberta e tudo.

Eu fiquei com o coração na mão.

E meu filho?

Tranquilíssimo.

Não fazia a menor ideia do motivo de os adultos estarem desesperados.

Depois daquele dia, passei a trancar a porta quando precisava ir ao tanque. Só que aí descobri outro detalhe: o menino pulava a janela.

E olha que a casa nem tinha cerca ou portão na frente. Era tudo aberto.

Então, durante um tempo, enquanto éramos só nós dois, eu simplesmente parei de lavar roupa quando ele estava sozinho comigo. Só ia ao tanque quando o pai dele estava em casa.

Hoje eu consigo contar e até rir da parte do pequeno fugitivo. Mas naquele dia foi desesperador. Fiquei meses traumatizada, pensando no que poderia ter acontecido em questão de minutos.

E quanto mais o tempo passa, mais eu penso: foi Deus.

Porque minha vizinha poderia ter saído um minuto antes ou um minuto depois. Poderia não ter olhado. Poderia não ter percebido.

Mas ela estava ali.

Naquele dia, eu não vi apenas uma vizinha passando na hora certa.

Eu vi um livramento.

E algumas histórias que a gente conta anos depois ainda fazem o coração apertar.

Porque algumas lembranças não são apenas lembranças.

São testemunhos.

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u/MarciaWillemann — 11 days ago

Eu achei uma joaninha hoje na academia.

Tava lá eu tentando sair da vida de sedentário pela sexta vez na vida, puxando altos ferros, quando no meu primeiro exercício durante meu momento de descanso eu encontrei uma joaninha padrão. Daquelas vermelhas com bolinhas pretas. Eu não sei porque mas eu peguei ela do chão e levei ela pra tudo quanto é lugar da academia enquanto me acompanhava no treino. Ela ficava paradinha na parte de trás da minha mãos, e na minha cabeça ela tava lá falando "força, você consegue" "manda mais uma rep". Teve uns adolescente que me viram brincando com ela, e ficaram rindo, mas eu taquei o foda-se, a joaninha foi parça demais.

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u/Zweinheint — 11 days ago