Você é cético sobre alguma área de atuação?

Tenho ceticismo sobre a área dos "detetives particulares".

Entendo que a curiosidade humana, o ímpeto "bisbilhoteiro", possa ser explorado e comercializado de alguma forma. No entanto, se eu quisesse explorar isso, o faria com a abordagem dum "cientista de dados" ou algo do tipo. Não é segredo pra ninguém que bancos de dados são muito valiosos hoje em dia, recebendo classificação de "commodities" por alguns.

No entanto, toda a discussão sobre painéis, espionagem, lgpd, etc. parece tabu demais para ser discutido cara a cara com clientes de carne e osso dentro duma sala/escritório físico. Assisti muitos relatos de detetives particulares na internet e é perceptível um cenário de clientes emocionalmente instáveis. Com histórias que vão de:

- Clientes que se recusam a pagar quando o detetive não descobre "nada";

- Clientes que ficam tão revoltados pela traição descoberta, que se recusam a pagar pelo serviço prestado;

- Clientes que pagam corretamente, mas, que não acreditam na traição, mesmo com todas evidências;

- Clientes que revelam pro "alvo" que ele está sendo monitorado;

- Até clientes dispostos a perpetrar tragédias, como, "liquidar" o(a) traidor(a)/amante.

A clientela deste ramo de atuação específico me parece muito emocionalmente instável. De forma que, simplesmente, não parece sustentável pra mim investir nisso. Parece o tipo de empreendimento feito para atrair problema.

Claro que o ramo não se restringe à diâmica dos casos conjugais. Uma das detetives particulares que mais fez participação em podcasts por aí, por exemplo, foi a que conseguiu imagens da Najila na delegacia naquele caso do Neymar. E, creio eu, ela foi bem recompensada pelas emissoras de TV por isso.

Paparazzis, caçadores de autógrafos, etc. são outros exemplos do que dá pra fazer como detetive particular que me vêm à cabeça agora. Também podem atuar em conjunto com despachantes, advogados, na localização e recuperação de ativos (carros e motos "np"). Enfim. Várias possibilidades.

Mas, percebo essa insistência para casos conjugais, que, no meu entendimento, não parece sustentável. Todo "marketing" sobre a profissão de detetive particular parece envolver o elemento das investigações conjugais e eu não consigo entender o porquê disso.

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u/Sniffer26 — 3 days ago

Meu colega explicou como perdeu o melhor emprego que ele já teve

Não chega ser uma história fora do comum nem nada do gênero, mas, serve pra reflexão sobre meritocracia. Eu, particularmente, não acredito em meritocracia, mas, também, não curto o outro extremo antagônico da ideia. Digo, essa narrativa de que o "sistema" sempre conspira contra nós e de que, absolutamente nenhum pobre, "tropeça" em oportunidades ao longo da vida. Essa narrativa brutalista de que o pobre está radicalmente fadado a ser pobre caso o capitalismo não seja superado por vias revolucionárias.

Hoje eu "aprendi" algo que eu já sabia/suspeitava: existem pessoas que se mantém pobres devido sucessivas e sucessivas cagadas durante a vida.

Meu colega é um exemplo. É um sujeito que reclama DEMAIS do trabalho (braçal). Esses dias surgiu a curiosidade e perguntei pra ele qual o melhor trabalho que ele já teve, no que ele me respondeu apontando para uma empresa famosa da cidade. Ele operava uma máquina e, basicamente, trabalhava mais da metade da carga horária apertando botões. Porém, como o ser-humano nunca tá satisfeito com nada, ele começou a programar e configurar a máquina para que ela ficasse mais lenta. Não entendi o propósito disso e ele não quis entrar em detalhes sobre a "vantagem" de fazer isso. Eu chuto que ele fazia isso pra tentar receber horas extras desnecessárias.

A chefia perguntava sobre o porquê de a máquina estar lenta e ele dizia não saber. Quase que insinuando que a máquina estava com defeito. Assim sendo, foi desligado... E o mais irônico é que ele acha que não foi por isso.

NUNCA mais conseguiu emprego que fosse minimamente parecido. Sendo empurrado, desde então, para serviços braçais. E ele até tentou caçar vagas "melhores" por... ANOS. Até perceber que estava perdendo tempo de contribuição para, então, passar a se conformar com o que havia de disponível. Outros fatores da vida contribuíram para essa falta de opções, todos relacionados à cagadas, presepadas financeiras, etc. Culminando no resultado final, atual das coisas. Um cara quase na meia idade, com pouco tempo de contribuição, "condenado" a realizar serviços braçais até sabe-se lá quando.

Brutal!!

Edit: Esqueci de dizer que ele teve a sorte de conseguir esse emprego sem a necessidade de fazer cursos antes. Talvez, por isso, tenha ficado com a ideia de que conseguiria algo similar sem precisar se especializar. Ele não tinha essa noção de que se tratava de sorte/oportunidade.

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u/Sniffer26 — 3 days ago

Nunca tive boa experiência dialogando com "bruxos"

Estive escrevendo um livro sobre a experiência de viver num motorhome improvisado durante aprox. 10 meses. Tô pensando, ainda, em como publicar, onde publicar. Se, hoje em dia, existe algum app pra isso gratuito. Sei lá. Esse post, especificamente, não serve para promover nada, afinal, eu tenho apenas o rascunho.

No entanto, a história, que começa por meados de 2022, é marcada por coincidências estranhas, símbolos, etc. Como eu chego a comentar em alguns trechos: "Talvez, eu estivesse apenas ficando louco". Até porque foi uma experiência bem sofrida, desgastante. Não algo planejado como no caso de vários influencers que vivem esse "life style".

Eu estava em dúvidas sobre o "teor" do livro, sobre o que usar de propaganda. Vender como mais apenas um livro sobre motorhome? Utilizar essa tag saturada? Ou apelar para um tom mais místico, sobrenatural, etc.? Eis a questão.

Esses dias interagi com uma auto-denominada bruxa num sub de amizades, e me lembrei o porquê de eu não gostar tanto dessas conversas. E não é por nada muito "especial" não... Mais pela impressão que esse povo faz a gente ter de que estamos, o tempo todo, proferindo as frases mais idiotas já lidas/ouvidas. Como se eles fossem o suprassumo da espiritualidade.

Sabe aquela pessoa que escreve como se estivesse revirando os olhos o tempo todo? 🙄 Parece que todo auto-denominado bruxo(a) age assim. Um ar de soberba, sei lá.

Melhor apostar no que continua dando certo para outras pessoas, que é a tag do mochilão, motorhome, dar a volta por cima, etc. Do que tentar incrementar a história com essa aura "mística". A interação foi tão seca que, pelamor...

Hoje eu aprendi que pessoas místicas devem ser evitadas. Não sei se dá certo com alguém, mas, comigo não dá. O estilo/personalidade não bate com o meu jeito de ser.

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u/Sniffer26 — 8 days ago
▲ 413 r/AMABRASIL

Não sei se escrevo um ebook sobre isso... Morei no carro aprox. 10 meses ganhando um pouco + que um salário mínino. Me pergunte qualquer coisa. AMA

Dependendo, se render bastante dúvidas, perguntas, etc. Acho que pode render texto suficiente para um livro. Senão, vida que segue.

Vou tentar postar em mais "AMAs" de outros países, também.

EDIT: Agora vi que existe a opção de visualizar apenas comentários sem resposta, galera. Vou sair pra fazer una compra no mercado agora, mas, acho que vai dar pra responder todo mundo sim. 🙏

u/Sniffer26 — 24 days ago

Movimentação estranha em sorveteria

Ontem passei em frente à uma sorveteria da cidade muito cara.

Uma sorveteria que é famosa por ser cara, inclusive.

O povo sempre comenta quão absurdo o preço dos sorvetes e tudo o mais. Nunca entrei lá pra conferir, nunca nem vi nenhum panfleto.

Ontem, quando percebi que estava na rua da sorveteria e vi ela surgindo no horizonte, um pensamento veio à cabeça: "Caraca, hoje em dia o povo tem mania de acusar todo estabelecimento de lavagem de dinheiro, né? Às vezes nem é iss...", quando, de repente, eu passo em frente à sorveteria e algo me chama a atenção. 😲

Sorveteria vazia, como sempre. Mas "vazia" eu digo de fluxo normal, de pessoas normais, de clientes normais.

Porém, haviam vários senhores e senhoras idade, engravatados, sentados enquanto outra senhora falava algo no microfone.

Vários "cabeça branca", sabe? Tipo político. Uns velhos parecidos com o Sr. Burns dos Simpsons. Vários.

Uns 30 ou 50, sentados, enfileirados, enquanto uma senhora palestrava sobre algo. E nenhum deles tomando sorvete. Nem de cortesia...

É... talvez eu tenha me precipitado em duvidar do meu pré-conceito. Talvez, realmente, exista "algo" ali. Ou, talvez, fosse apenas uma reunião da maçonaria, né? Ser membro da maçonaria não é algo ilegal, até onde sei. Se bem que eu não sei se maçons deixariam uma mulher ter toda essa "autoridade" para palestrar sobre algo. 😅 Dizem boatos que a maçonaria é bastante segregada por gênero.

Enfim.

Não sei.

Fica ai o relato kkkkk

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u/Sniffer26 — 26 days ago

Pra criação de novos hábitos, a gente tem que pegar leve

Eu já ouvi dizer que a criação de novos hábitos é complicada devido uma série de fatores, pois todo nosso comportamento é definido por "caminhos neuronais".

Sabe quando você muda de casa, emprego, etc. E, sem querer, percebe que tá em frente à sua antiga casa, antigo emprego, etc. Devido erro de rota? Tipo isso. Isso é uma evidência de que os "caminhos neuronais" existem e, é uma evidência também de que este é um fenómeno bastante forte.

Portanto, sempre que a gente chega em casa e deita a cabeça na cama depois do trabalho, nosso cérebro já tem todo um manual ou rota do que fazer à partir dali.

Somos, o tempo todo, guiados por gatilhos e isso é complicado, dificil... quase devastador. Mas, eu acredito que seja possivel mudar.

Minha "teoria" é a de que precisamos esquecer todo o resto para desenvolver um novo hábito.

Tipo, se você quer testar aquela ideia de renda extra que está sempre deixando pra "depois"... Você tem que, pelo menos por um dia, esquecer janta, almoço, louça, lavagem de roupas, etc.

Tudo que você puder terceirizar via restaurantes, fast foods, lavanderias, etc. Você terceiriza. Pelo menos por um dia.

É a "teoria" que estou seguindo pra tentar "incrementar" um novo hábito na minha rotina. Para comunicar o cérebro que "está tudo bem" e que "vai dar tudo certo", ontem fiz algo que não costumo fazer. Comi várias guloseimas num comércio bastante tranquilo e confortável, parecido com aquelas cafeterias de filmes hollywoodianos.

Hoje já me sinto um pouco melhor. Sinto uma "pressão" menor para seguir com os novos hábitos.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Quão seguro é o Telegram?

Sempre tive curiosidade de saber sobre meus dados vazados e ontem, finalmente, criei conta no Telegram e pesquisei por grupos ou comunidades de "puxadas grátis". Tudo muito na intuição, sabe? Fuçando mesmo.

Descobri que meus dados são desatualizados. Pelo menos os dos bots gratuitos. Muita coisa bate, mas... são informações antigas.

Ai inventei de puxar dados de outra pessoa pra ver se eu conseguia algum retorno. Puxei de um cara e não tive quase nada de retorno. Mas não insisti muito.

Imediatamente pensei na possibilidade de outros membros ou mesmo mods e admins do grupo me chantagearem. Tipo: ameaçando de entrar em contato com a pessoa e falar pra ela que eu tentei puxar os dados dela.

Enfim. Não fiz mais, pois, percebi que essa atividade não é tão simples assim como fazem parecer.

Pensei sobre a possibilidade remota de alguém entrar em contato depois e, realmente... aconteceu.

Não sei se tem relação com os grupos ou não. Joguei o número de telefone no pix e o nome dos usuários batem. Estranhamente não parece fake.

O usuário em questão apenas me mandou "boa tarde". E, também, encontrei a conta do Facebook dele muito fácil.

Creio que não seja fake ou hackers/golpistas maliciosos por causa dum aspecto muito particular e específico do número em si... No caso o número que estou usando, que adquiri em 2025, atrai parentes e cobradores dum suposto policial penal reformado ou coisa assim. Que, por sua vez, ainda não entenderam que ele mudou de número.

Pois bem, esse "fake" do Telegram também é policial penal reformado. O que me faz pensar que ele não seja tão fake assim.

Talvez o Telegram seja mais popular do que eu imaginava (o uso dele foi incentivado por um certo espectro político) ou talvez seja um mecanismo de integração Telegram-Whatsapp.

De toda forma... será que estou seguro? Telegram é seguro? 😅 Dependendo do que o estranho usuário responder a partir de agora, eu atualizo aqui no post.

Obs.: O post foi feito um tempo atrás (aprox. 1 mês) e apagado por ser considerado "off-topic". Os adms me recomendaram esse sub e eu fiquei de postar aqui, mas, acabei esquecendo.

Eu apenas bloqueei o usuário, no primeiro dia mesmo. E, desde então, ninguém mais entrou em contato.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Na Europa, o "CPF/RG" é atualizado sempre que o cidadão muda de endereço

Supostamente, claro. Apenas vi no TikTok e decidi repassar aqui.

O "CPF/RG" da maioria dos países europeus estaria, supostamente, condicionado à uma série de "atualizações cadastrais".

Na Itália isso seria, supostamente, pior ainda. Em questão de burocracia, a Itália consegue ser pior do que o Brasil.

u/Sniffer26 — 1 month ago

Palhaços, Satã, definição de vilão, etc.

Considero todo o debate sobre "vilões" muito caricato.

Foi uma reflexão que tive agora e que decidi registrar aqui para:

1 - Evitar problemas de esquecimento;

2 - Levantar discussões sobre.

A questão é que todo debate político é pautado numa mentalidade de "nós contra eles". Para isso, é necessária a criação de "vilões".

O preço de transformar o debate político numa "briga de torcidas" é o apelo emocional extremo. Aqui, permitam-me um salto lógico para economia de parágrafos: Percebo que essa dinâmica conduz para a classificação do "vilão" como um mal necessário. Assim sendo, a pessoa que antes repudiava o papel do vilão, passa a tentar incorporá-lo de alguma forma para afetar rivais políticos.

Na esquerda e direita isso se manifesta de diferentes formas, por diferentes culturas e subculturas.

Não existem apenas essas duas opções, mas, são as que eu mais vejo: Ou se apegam na figura do palhaço, ou na figura de Satanás. Ambos conceitos se relacionam com o arquétipo do "trickster".

Pessoas revoltadas com a configuração judaico-cristã da sociedade apegam-se à figura de Satanás. E, embora muitos defensores do satanismo aleguem a existência duma unica vertente vegetariana, monogâmica, pacifista, "normal", etc. Sabemos que o propósito de se declarar satanista é impactar.

Pessoas cristãs recorrem a figura do palhaço. "Pepe the frog" é um exemplo. Mas, mesmo fora do debate político, pessoas que não se encaixam nem na esquerda nem na direita, apegam-se muito à figura do "Coringa". É um jeito de mostrarem que são rebeldes, mas, não tão rebeldes ao ponto de se agarrarem logo à imagem de Satanás. Pessoas essas que, por mais rebeldes que sejam, ainda são cristãs.

E, nisso tudo... a definição real de "vilão" se perde.

Agora pouco eu estava refletindo sobre isso.

Como seria o "verdadeiro vilão"? Como ele se comportaria?

O vilão enxergaria a própria vilania como um "mal necessário"?

O vilão conseguiria mentir? Ou ele seria tão perfeccionista na criação de narrativas sem "pontas soltas" ao ponto de ele mesmo, genuinamente, acreditar na própria mentira?

O máximo exemplo de vilão se perderia em "ego trips"?

O vilão mais eficiente colocaria grandes esquemas em risco devido ostentação?

O vilão se insinuaria ou se anunciaria como vilão?

De facto, pode parecer uma reflexão pouco realista. E, realmente, muitos estudiosos dizem isso. Que psicopatas, sociopatas, etc. podem, sim, serem compulsivos, vaidosos e serem guiados por uma série de motivações "mundanas" como todos nós.

Por exemplo, temos o Vorcaro. Vi gente dizendo que ele foi o tipo de bilionário "burro" e que os bilionários inteligentes ficam quietinhos no canto deles, no anonimato. O que vocês pensam sobre isso?

Realmente, todo o debate sobre "vilões" parece caricato em demasia?

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Irônico como "família" e "capitalismo" são quase conceitos excludentes

Não sei ainda como organizar as fontes, mas, nessa altura do campeonato, todos conhecem a relação entre "muito capitalismo" e "queda de natalidade".

Países muito produtivos, com poucos auxílios, benefícios, etc. Com largas escalas de trabalho, sempre têm taxas de natalidade mais baixas.

O que pode não ser tão "óbvio" é a relação que percebo entre "família" e "qualidade". Mas, ainda, não sei se isso é algo que ocorre em outros contextos ou se é uma experiência anedótica minha.

Sei que existe um suposto estudo que correlaciona casamento à maior possibilidade de promoção e sucesso profissional (no caso dos homens). Mas, honestamente, é um estudo que me parece propaganda.

O que percebo nas minhas experiências profissionais é que, quando um funcionário na posição de chefia têm filhos, ele liga o botão do "foda-se" pra empresa.

Mas, também, todo chefe que tive era um homem com família. Não tenho referências diferentes para comparar.

Mais recentemente que eu venho pensando nisso: que pode ser, talvez, um problema decorrente do elemento "família".

Parece que todo "chefe" serve só pra sentar em procedimentos da empresa. Talvez isso tenha alguma relação com o fenômeno dos "bullshit jobs" (e sobre isso existem estudos de sobra).

Uma coisa que percebo, por exemplo, é a questão dos furtos generalizados que ocorrem internamente, e que podem prejudicar funcionários sem nenhuma relação com os factos. Existem funcionários que fazem o que quer nas empresas, sem nenhuma repreensão das chefias.

Porque mesmo que os chefes ganhem boas remunerações, eles vivem no vermelho financeiro. Dessa forma, se rendendo para quaisquer ameaças de quaisquer "pé de chinelos" que seja.

Não é de hoje que venho percebendo uma resistência pela parte das empresas de usufruir dos mecanismos oficiais para advertências, suspensões, justa causa, etc. Resistência essa que refleta até em processos de investigação internas, monitoramento, etc.

Resistência essa que reflete na qualidade do serviço. Que, no caso do Brasil, deixa muito a desejar.

Porque os chefes são homens de família, quase sempre endividados. Incapazes de manter a ordem em qualquer lugar que seja.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Alguém que curta falar de hacking, segurança, engenharia social e coisas relacionadas?

Homem, 28 anos.

Quem quiser conversar sobre essas coisas, pode me chamar.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Quero-queros, corujas e carcarás

Nunca imaginei que houvesse, realmente, uma disputa entre esses bichos bem debaixo do nosso nariz. Enquanto estamos na zona urbana perdidos em nossos próprios problemas, eles estão tretando todo dia em qualquer pasto que seja.

Mudei para uma chácara entre a zona rural e a zona urbana. A presença de quero-queros é grande. Não sei se é só uma família ou grupo que fica vagando ali pelo pasto, mas, eles fazem muuuito barulho à noite.

No começo eu não sabia exatamente o porquê. Nesse período a coruja não tinha aparecido em cena.

Talvez, eles ficassem confrontando gatos, morcegos (que dão rasantes no pasto) ou mesmo tatus que, vez ou outra, aparecem por aqui.

Depois começou o bate-boca entre quero-queros e uma coruja, especificamente. Eu acho que era só uma porque, eu ouvia apenas o som de uma.

Isso se estendeu por muuuuitas e muuuitas noites. Sem brincadeira.

Mais recentemente, outro bicho começou a fazer barulho no pasto. Mas, inicialmente, eu nem imaginava que fosse bicho. O som não parece de bicho, de algo "biológico", digamos. Inicialmente eu até pensei que fossem "os caras no teto".

Meio paranoico e saindo pra olhar o quintal várias vezes, para tentar entender de onde vinha aquele som, digamos, "mecânico", eu avistei carcarás, que emitem um "cracracra" rápido, um pouco baixo, mas, ao mesmo tempo, intimidador. Não parece um "grito", como no caso das corujas e quero-queros. Parece um "tique", um comando normal. Uma comunicação normal. Sem esse tom de "imediatismo", digamos.

Desde então, mais e mais carcarás começaram a "patrulhar" o pasto durante a parte da manhã e, também, parte da tarde. Não sei se membros da mesma família ou grupo, enfim.

Vez ou outra eu ouvia o tal do "cracracra" durante a noite também.

Tipo:

🦅- Cracracra?;

🦅- Cracra!;

🦅- Cracracracracra.

E a presença de corujas e quero-queros começou a ficar menor. Ou, pelo menos, passaram e "discutir" menos durante a noite.

A primeira vez que vi o carcará predando um bicho foi em 2014. No caso, um carcará predando um quero-quero. Nunca imaginei que isso pudesse ser recorrente, mas, faz sentido se pensarmos que eles costumam dividir o mesmo bioma/ambiente (mesmo que o carcará não seja estritamente "predador").

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Impensável ter relacionamentos

De facto, afirmar-se como "solteiro por opção" pode soar como um grande prêmio/título de consolação. Afinal, estaria eu solteiro por opção minha, ou por opção dos outros?

Mas, de facto, a busca em si, por relacionamentos, é algo pelo qual eu posso ou não optar. E, pra mim, nos dias de hoje, isso é impensável. Sem tirar nem pôr. Sem mais considerações.

A busca, por si só, é impensável.

Pelo que vejo, nos dias de hoje, existem certos critérios para se ter relacionamentos. No mínimo temos que ser "rolêzeiros" e consumir esse tal de "gin".

No MÍNIMO você tem que ter aquele "flerte" com o alcoolismo. E, como alguém que valoriza muito a própria sobriedade, solitude e paz interior, a possibilidade de relacionamento soa pra mim como impensável.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Não existe estilo "neutro"

Fiz um post-desabafo sobre a hipocrisia do movimento "alternativo", no que alguns usuários acusaram estranhamento para com a questão.

"Interessante observar que existem pessoas que ficam tentando se encaixar em grupos (tribos urbanas). Isso nunca passou pela minha cabeça", disse um.

Hoje venho relatar algo e propor uma reflexão.

Faz tempo que venho percebendo a inexistência dum "estilo neutro". Digo, principalmente entre os mais pobres, esse "policiamento" estilístico sempre se fez presente. Pelo menos na minha experiência pessoal de pessoa interiorana.

Sei que na capital (SP) existe o hábito de frequentar padarias vestindo pijamas, por exemplo. No interior? Impensável. Aliás, se você sai dum jogo de futebol (exemplo) e precisa sacar um dinheiro (exemplo) e só o que encontra, de mais próximo, é um shopping com caixas eletrônicos (exemplo), na mentalidade do povo do interior, você NÃO pode entrar no shopping, porque está com a roupa do futebol. E, mesmo que entre, as pessoas lá dentro vão ficar te encarando e se entreolhando.

Outro exemplo, mais recente, que aconteceu comigo: cestinha de bicicleta. O homem, no interior, nunca deve colocar uma cestinha em sua bicicleta. Não importa se vai carregar ferramentas, sucata, compras, o que quer que seja. O homem, em hipótese nenhuma, deve colocar cestinha em sua bicicleta. Caso coloque, outras pessoas vão considerar estranho, inadequado. Vão encarar o cara, vão ficar se entreolhando entre si, vão apontar o dedo disfarçadamente pro cara.

Todo paulistano que visita o interior fica revoltado com isso. Já vi vários relatos. Inclusive, numa das ultimas vezes que fui para a lavanderia. Duas paulistanas ficaram quase uma hora descendo a lenha no povo do interior, falando de como o povo do interior é metido à besta e etc. E eu e os outros clientes só escutando sem falar nada (😂).

Meu ponto: Não existe estilo "neutro". Apesar da capital parecer mais de boa em relação a isso, a capital é só um pontinho no mapa comparado à mentalidade "jacu" que impera em todo o país.

Pode reparar que o pobre tem vergonha dum monte de coisas. Até comprar papel higiênico, numa compra ROTINEIRA, pode demandar toda uma estratégia, deslocamento para comércios mais distantes, etc. porque "ai meu deus vão me ver comprando papel higiênico😱".

Esse policiamento estilístico existe e o pobre, num geral, se limita muito por conta disso. E eu digo isso como alguém que teve muito contato com a pobreza. A sensação de "pisar em ovos" pra não ficar "mal falado" é constante.

Claro que, com o passar do tempo, eu percebi que isso era apenas uma pira mesmo dos meus parentes. Ensinado de geração em geração, de pai para filho. Percebi que ninguém realmente se importa com a gente.

O máximo que podem pensar é que você é mais um mendigo aleatório. E só.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Pensando bem, acho que essa coisa de "sociedade alternativa" não é pra mim

Esse tema da "sociedade alternativa" é uma coisa que vai e vem no imaginário popular. Que surge e ressurge com o passar do tempo.

Lembro que por meados de 2011 o termo mais utilizado era "tribos urbanas".

Eu refleti mais sobre isso recentemente, já que eu sempre gostei de rock e de tudo que fosse relacionado. Eu nunca gostei de uma série de coisas do Brasil. Questão cultural, religiosa, etc.

Eu sempre fui mais "secularista" e PENSEI que na tal sociedade alternativa eu encontraria pessoas minimamente parecidas comigo.

Ledo engano.

Além de ser tudo meio bagunçado, parece que, de um jeito ou de outro, tudo converge para um conservadorismo hipócrita. Hipócrita porque esses "alternativos" se vestem duma forma que são julgados pelos conservadores-médios. Só que na cabeça deles, eles ainda são mais "cool" e "funcionais" que qualquer secularista não-monogâmico assumido.

Eu acho que a unica solução serial aderir ao black metal satânico extremo (e olhe lá). Mas eu não queria ser 8 ou 80 assim.

Enfim, resumindo, porque o post já ficou bem grande: toda essa parada de "sociedade alternativa" não me desce. Toda a ideia oferece uma proposta que, na prática, não se aplica, não acontece. É broxante.

O que eu mais vi foi "alternativo" batendo cabeça por causa dos tabus mais ultrapassados possíveis.

NÃO EXISTE essa divisão entre "normies" e "alts". Tem muuuito normie no meio.

E essa constante tentativa de equilibrar estética rebelde/agressiva com estética family friendly é uma coisa irritante.

E também essa coisa dos seriados teen, românticos, etc. Nunca tive nenhum contato com eles, mas, é perceptível que alguma coisa puramente "romântica" permeia o imaginário popular dos "alternativos". Parece que eles se tornam alternativos muito mais pelo "romance" do que pela ideologia. Não sei explicar muito bem.

Enfim.

Acho melhor retomar visual "normal" mesmo. Porque, aparentemente, não significa muita coisa. Dá no mesmo. De quê adianta o apego ao "símbolo" se, na prática, o símbolo/estética não significa nada de diferente? Eu pensava que existia mesmo uma identidade nisso. Parece que não.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Eu sempre disse que ter namorada não significava nada

Nos redutos da internet, é bem comum usarem solteirice pra invalidar argumentos.

Se você é homem e participa de discussões na internet, sempre vão tentar te pintar de "cabaço" em algum momento. Independente de você ser de esquerda ou de direita.

Eu sempre achei que esse argumento não fazia o menor sentido para o contexto do Brasil, um país com mais mulheres do que homens, onde as mulheres aceitam qualquer coisa.

Com o passar dos anos fui conhecendo mais e mais exemplos de caras completamente cabaços, PORÉM, ainda assim, em relacionamento sério.

Mas o que viralizou na net esses dias foi, simplesmente, o evento canônico.

O videozinho do Bruno Hikikomori apanhando da namorada.

Pronto! O Bruno Hikikomori tem namorada! O cara é, tipo, o suprassumo de todo o estereótipo incel. O cara consegue reunir tudo isso e muito mais... inclusive condenação por crimes cibernéticos envolvendo cp.

Esse cara tem namorada.

Não que isso "signifique" alguma coisa... mas, é importante pra essa nata animalizada que se envolve em discussões na internet. Essa galera não consegue raciocinar sem referências.

Tá ficando cada vez mais insustentável esse papo conservador segundo qual "pessoas só são funcionais se tiverem relacionamento". Pensamento esse que vem infectando muitos jovens de esquerda, também.

Cada dia surge mais e mais referências de pessoas casadas COMPLETAMENTE disfuncionais.

Obrigado Bruno Hikikomori 🙏🙏

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Todo o debate sobre monogamia não tem lógica

Sem tempo para embasar minha opinião com fontes.

Traição é uma coisa extremamente banalizada. É o que percebo e o que venho percebendo cada vez mais com o passar do tempo.

Eu, quando mais novo, pensava que era um problema típico dum recorte geracional específico. Até porque, também, a transição da minha adolescência para minha vida adulta foi marcada por uma guinada da sociedade à direita e ao conservadorismo.

Eu CAI nessa propaganda de que traição era um problema "atual".

Hoje eu percebo que, facilmente, esse fenômeno transcende épocas, grupos, etc.

TODA referência que eu tinha de "casal fiel" foi abalada em algum nível. Algumas fofocas chegaram até mim mais cedo, enquanto que outras chegaram até mim mais tarde. Mas, assim foi acontecendo... um a um. Todo "exemplo" de casal consolidado que eu conhecia foi "caindo".

Inclusive um casal que eu admirava muito, que é do meu tio e minha tia. Conservadores e tals, mas, com alguns indicios de frequentarem swing (!!!).

Ou seja... a "poligamia" (ou seja lá qual for o termo mais adequado) já é uma coisa normalizada. Só que os "poligâmicos", por algum motivo, defendem a monogamia na internet.

Hoje em dia eu não entendo a lógica dos relacionamentos. As pessoas se relacionam pra quê? Apenas por medo da solidão? Apenas por pressão social? Para parecerem "adultos funcionais"?

Apenas por sexo?

Como citado no inicio, não tô com tanto tempo para embasar meu ponto de vista com fontes. Mas, acho que com as fontes e estudos colocados, isso corrobora bastante coisa do niilismo.

Todo o aspecto "transcendental" que as pessoas enxergam no amor não existe. Somos, provavelmente, apenas bichos, "cascas", reagindo a instintos primitivos e tentando dar algum significado a eles.

Afinal, cães também são "poligâmicos", mas, mostram as presas quando alguém se aproxima do que, naquele momento/contexto, é a "posse" deles.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Meu pai lia muitos livros e, mesmo assim, não sabia escrever corretamente

Tempos atrás, no TikTok, vi algo sendo apontado sobre narcisistas: o hábito de ficar forçando que é uma pessoa "simples".

Não sei se isso realmente acontece, nem se meu pai biológico realmente é narcisista, mas, taí uma coisa bizarra que eu acho que rende um relato.

Primeira coisa que alguém veria sobre meu pai se acessasse o Facebook dele: um tal de "dialeto caipira" listado entre a seção de idiomas.

Não que eu tenha algo contra a cultura caipira, até porque, etnicamente falando, todo paulista do interior é caipira mesmo.

Mas, também, eu não sei se esse termo é datado para o contexto atual. Não sei se continua tendo o mesmo peso de "etnia" que, TALVEZ, tivesse nos primórdios do Brasil.

DE TODA FORMA, acho forçação de barra ficar se denominando "caipira", ainda mais sendo uma pessoa que não mora na zona rural.

Meu pai sempre foi o individuo mais playboy do mundo, desde a infância (e eu poderia fazer mais relatos sobre isso, também, posteriormente) e, além de ficar forçando sotaque, fica também forçando escrita errada.

Se ele fosse, realmente, um individuo de origem simples, dava pra entender... Mas, no entanto, ele é o típico "seguidor de coach".

Leu muuuuitos livros de auto-ajuda no decorrer dos anos e décadas, pra, mais recentemente, ficar escrevendo errado propositalmente.

Caras, eu tenho certeza que já conversei com meu pai na época do Gmail (na época que as pessoas usavam Gmail pra conversar), e tenho CERTEZA que ele não escrevia tão errado assim.

Mas, erro, tipo, substituir "não" por "naum", saca?

E ele até chega a usar essa "linguagem caipira" na troca de emais da empresa que ele trabalha (ele é supervisor).

Sim, também... não lembro em quê contexto, exatamente, ele me mostrou a troca de emails da empresa que ele trabalha, mas, ele me mostrou e são textos repletos de erros muuuito escrachados. Típico de alguém que, provavelmente, enxerga alguma beleza ou autenticidade na feiúra.

Não que o meu texto seja totalmente livre de erros, mas... no nível que ele erra, ele precisa forçar MUITO pra errar.

E, caras, pra mim isso chega a ser até anti-profissional.

E não que ele tenha feito algo "surpreendente" pra se tornar supervisor. Na verdade, faz anos que ele pede pra ser mandado embora e a empresa não manda, de jeito nenhum.

E mesmo que os livros de auto-ajuda sejam motivo de meme pra muita gente, acho que, ainda assim, não faz sentido uma pessoa ler qualquer coisa que seja e, mesmo assim, continuar não conseguindo escrever direito.

A Bíblia mesmo, por mais que muitas pessoas não gostem, comprovadamente contribuiu pra alfabetização dos mais pobres.

Ainda mais meu pai que SABIA escrever corretamente e, agora, "não sabe mais".

Pode ser, também, um processo de demência em curso, mas, não sei. Isso começou muito cedo.

Também tem a questão de ele levar os conselhos de DIFERENTES coachs muito a sério. Então, sabe-se lá quais estratégias mirabolantes ele estaria seguindo.

Se fosse só uma coisa pra melar a imagem da empresa, mas, não é... Ele vive esse personagem fora da empresa, também.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

Inacreditável essa polêmica do MBL

Faz um tempo que os caras foram participar dum podcast com Arthur Petry e eu só fui olhar agora.

Eu já tinha ouvido falar de alguma coisa outra. Que eles estariam, supostamente, "desesperados" para se aproximar de figuras como Petry, Maicon Kuster, talvez Orochinho também, enfim.

Hoje fui olhar uns cortes e fiquei incrédulo com a polêmica do "c* de areia".

Tirando o caso dos áudios sobre a Ucrânia e também o caso da gótica... Já seria a TERCEIRA polêmica deles nesse sentido.

Não sou um individuo tão bem informado como eu gostaria de ser porque a correria não permite. Mas, caraca, terceiro escândalo sexual já... Pior que meu irmão veio falar do partido Missão esses tempos atrás. Eu fico imaginando O QUÊ ele vai me responder quando eu confrontá-lo sobre isso.

Me parece que a direita está apostando muito alto na estratégia da "resenha". Foi uma estratégia que deu certo com Bolsonaro que, realmente, querendo ou não, foi muito impulsionado por memes e tals. Porém, quando a direita daqui começou a importar estética e táticas da alt-right americana (Pepe, honk honk, vaporwave, etc.), parece que alguma coisa não "casou" muito bem. E, desde então... a estratégia desse povo vem ficando mais e mais confusa.

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u/Sniffer26 — 1 month ago

A falta de dinheiro moldou muito minha personalidade

Depois de anos me restringindo para conquistar alguma coisa, eu sinto que fiquei rabugento.

Uns 4 anos atrás, meus primos, irmãos, etc. estavam todos melhores do que eu. Uma fazendo renda extra pra caramba, outro trabalhando como farmacêutico, outro prestando serviços de advocacia, outra morando fora do país, outro trabalhando com caminhão... Enfim, só eu na "mesma" (e olha que eu sou o PRIMOGÊNITO dos irmãos e primos (primeiro neto também!!)).

O intuito do post não é falar das minhas conquistas nos ultimos anos. Não, não vou ficar aqui me gabando.

A questão é que eu fiquei anos sendo visto como "zé ninguém". Aquele que ninguém da família, vizinhança, trabalho, etc. leva a sério.

Se eu pelo menos usasse o cartão de crédito para comprar umas roupas, dar uns rolês, etc. tudo bem. Mas, até o cartão de crédito estava reservado para coisas extremamente essenciais.

Faz um ano, aproximadamente, que eu não tenho literalmente nenhum tênis para sair para os lugares. Unico par de calçados que eu tenho é o par de botinas que a empresa me deu (EPI obrigatório).

Muitas situações "passaram". Muita coisa melhorou.

Se eu quiser comprar um par de calçados agora, eu consigo, mas, eu não tenho pressa em fazer isso.

Nessa época de frio que teve agora uma colega me questionou sobre o porquê de eu não estar com blusa. Eu disse que tinha apenas uma e que, naquele dia, ela estava suja. Ela então sugeriu que eu usasse mesmo assim, no que eu disse que eu não estava com tanto frio. Ela me questionou sobre o tamanho que eu usava e eu respondi, sem "entender", no momento, o que aquela pergunta indicava que ela fosse fazer.

Provavelmente outros colegas pediram para que ela "deixasse quieto", afinal, tava tendo campanha do agasalho. E, talvez, eu não tivesse adquirido uma porque (talvez) fosse constrangedor pra mim.

Faz um ano que eu só ando de chinelo e roupas "inadequadas" (velhas) pra cima e pra baixo. Na verdade, quase um ano e meio, aproximadamente.

Naturalmente eu fui me isolando e não enxergando mais sentido em certas dinâmicas sociais.

Tenho condição de comprar roupas novas, calçados, etc. Mas, a primeira coisa que me vem à mente: "Quanto vai custar? Uns R$500 ou mais?".

"Pra quê?".

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u/Sniffer26 — 1 month ago