
IPCA+ título direto, ETF 2050 e ETF de cesta
Estou estudando ETFs de renda fixa e montei um gráfico em base 100 comparando algumas formas de se expor ao IPCA+:
- Tesouro IPCA+ 2035 - título direto, prazo mais curto/intermediário
- Tesouro IPCA+ 2050 - título direto, prazo longo
- XB5011, da XP Asset - ETF com vencimento-alvo em IPCA+ 2050
- IB5M11, da Itaú Asset - ETF que segue o IMA-B 5+, uma cesta de NTN-Bs acima de 5 anos
O primeiro ponto que aparece no gráfico é bem intuitivo: o Tesouro IPCA+ 2050 oscilou mais que o Tesouro IPCA+ 2035. Faz sentido, já que o prazo/duration é maior.
Mas a parte que achei mais interessante foi comparar o Tesouro IPCA+ direto com os ETFs de IPCA+.
No Tesouro, eu compro um título com vencimento definido. Se carregar até o vencimento, recebo a taxa contratada. O IR é pago quando o título vence ou quando eu vendo antes. No vencimento, esse pagamento acontece de qualquer forma.
No ETF, eu compro uma cota de fundo listado em bolsa. O fundo segue uma metodologia de índice, com rebalanceamentos próprios, e eu só pago IR quando vendo minhas cotas. Isso pode ajudar no longo prazo, principalmente em ETFs de cesta, porque o imposto fica diferido e mais dinheiro continua investido, compondo retorno.
Ao mesmo tempo, isso não faz o ETF ser automaticamente melhor. Tem taxa, liquidez, spread, duration e metodologia do índice no meio do caminho.
Outro ponto: mesmo entre os ETFs de IPCA+, existem estruturas diferentes.
O XB5011, da XP, tenta representar um trecho específico da curva, no caso 2050.
Já o IB5M11, do Itaú, segue o IMA-B 5+, uma cesta de títulos IPCA+ com vencimentos acima de 5 anos.
Usei o período de 10/12/2025 a 02/07/2026, porque é a janela comum entre os ativos.
Faz sentido essa leitura? Estou deixando passar algum ponto importante?
Obs.: gráfico em base 100, dados históricos. Não é recomendação nem comparação conclusiva de performance.