





Cadeia de Produção Caseira - Parte 2
Seguindo a saga da cadeia de produção caseira:
Da publicação anterior até ontem eu consegui juntar quase 100g de café cru (97,4g especificamente - foto 1), pronto pra torra.
Após uma conversa por telefone em momento anterior, combinei com a representante da Kaleido de levar meu café pro "São Paulo Coffee Festival" e trabalhar a torra lá no estande deles.
Fui muito bem recepcionado pela Branca, que me apresentou ao Renato, mestre de torra e operador das máquinas da Kaleido.
Eu, muito despretensioso, agradeci a atenção e apresentei meu café num pacote reciclado, contando brevemente sobre eu ter ganhado as mudas de café na edição de 2024 da feira, e o Renato, de forma muito atenciosa, foi além de me receber e torrar. Me deu uma bela aula sobre todo o processo. Vou resumir:
Primeiramente, ele pegou uma amostra do café e mediu o teor de umidade (foto 2 - 0,872). Explicou que normalmente os cafés estão idealmente na faixa de 0,670±, o que mostra que meu café tinha bastante água ainda e provavelmente iria mofar se eu armazenasse de qualquer forma.
Com esse parâmetro, ele definiu uma torra com uma curva de temperatura bem mais lenta, buscando extrair o máximo de umidade e finalizar a torra de maneira mais uniforme. A torra foi encerrada com quase 11 minutos. Após resfriar, o processo foi finalizado com a medição do perfil de torra.
Essa medição (foto 6 - 54,1 pontos) normalmente é feita com uma amostra moída. Porém o Renato me orientou a fazer com os grãos, por conta da baixa quantidade que eu tinha de café rs. Deu uma torra média.
Batizei esse "nanolote" de Guido, em homenagem ao meu avô. Agora deixo ele descansar um pouco e nas próximas semanas eu devo provar um coado do meu próprio café.